Opiniões

Rafael fala ao Folha no Ar de Três Vendas e Soffiati faz alerta sobre chuvas

 

(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

Com entrevista marcada e previamente confirmada a partir das 7 da manhã de hoje (29) ao Folha no Ar 1ª edição, da Folha FM 98,3, o prefeito de Campos, Rafael Diniz (Cidadania) não pôde estar presente. Às 5h36 da madrugada, ele enviou mensagem de WhatsApp, avisando que se encaminhava a Três Vendas, entre Campos e Cardoso Moreira. Desde o fim da tarde de ontem, a localidade estava ameaçada de alagamento, depois que as águas do rio Muriaé, com as chuvas recentes, romperam (aqui) o dique do Boianga.

Em ligação de celular, dificultada pelo sinal ruim em Três Vendas, Rafael chegou a participar do programa. Mas se ateve a falar sobre a situação dos estragos das chuvas. Sua entrevista pessoal e mais ampla ao Folha no Ar será remarcada e anunciada na próxima semana. Enquanto ela não acontece, ouça no vídeo abaixo o que disse por telefone o prefeito, na manhã de hoje, na rádio mais ouvida de Campos e região:

 

 

Aristides Soffiati

Sobre a situação de Três vendas, agravada ainda na manhã de hoje, depois que a manilha da BR 356 também se rompeu com a força das águas do rio do Muriaé, confira abaixo o que disse nas redes sociais (aqui) o ecohistoriador Aristides Soffiati sobre a ação das chuvas na região. Que continuarão a exigir medidas dos governos em suas várias esferas, sobretudo depois que a tempestade passar:

— Como costumo dizer, passada a tempestade vem o esquecimento. Em fevereiro de 2012, o Dnit recompôs o rombo na BR 356 provocado pelo rio Muriaé, que já havia rompido o dique de Boaianga. Mais adiante, as águas do Muriaé subiram o canal da Onça (antes rio) e romperam o dique que o separa da lagoa da Onça. Outeiro só não foi atingido com mais ímpeto porque a água se alastrou no leito da lagoa da Onça. Passada a enchente, o Dnit recompôs a BR 356 considerando apenas a engenharia de estradas. O dique de Boianga foi refeito com a garantia de que recebeu reforço e não se romperia mais. A lagoa da Onça, que deveria ser devolvida à natureza como área de amortecimento, foi rapidamente esvaziada. O Inea sustentou que não se trata de uma lagoa. Pezão entrou em cena, prometendo um sistema de desvio de água no Muriaé. Antes de cada cidade, um desvio seria feito por trás dela. Assim, a água do rio seria dividida e perderia força. Depois da cidade, ela voltaria ao rio. Na licitação, já houve corrupção. A licitação foi cancelada e não se falou mais no projeto. Assim caminha o Brasil.

 

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