Opiniões

Com a anuência escrota das feministas identitárias que se calaram

 

Anthony Hopkins no personagem que imortalizou em “O Silêncio dos Inocentes” (1991), de Jonathan Demme

 

Evito palavras de baixo calão ao escrever. Sobretudo no mundo virtual, que não precisa delas para manter sua polarização acéfala. Mas às vezes elas são necessárias, como lecionou Euclides da Cunha, na “precisão integral do termo”.

Hannibal Lecter do lulopetismo, José de Abreu disse ontem (04) da colega Regina Duarte: “Vagina não transforma mulher em ser humano”. Se está certo, significa dizer que sororidade é a casa do caralho! Desde que este, lógico, entorte à esquerda.

E com a anuência escrota de todas as feministas identitárias que se calaram.

 

Este post tem 7 comentários

  1. É um dilema.
    Como tratar aqueles que aderem ao fascismo?

    Merece apoio do movimento negro os negros que assumem o trágico papel de Pai Tomás de hoje em dia?

    Merece apoio uma Regina Duarte que se filia a um governo misógino?

    Regina levantou a voz para defender Dilma quando essa foi apupada em pleno Maracanã, por palavras de baixíssimo calão, ou quando os correligionários do seu então candidato distribuíram adesivos da presidenta em posição ginecológica para ser colado na boca dos tanques de combustíveis dos veículos deles?

    Damares, coleguinha de Regina de governo merece ser beneficiária da luta identitária feminista?

    Devemos tratar democraticamente aqueles que atacam a Democracia?

    Enfim, o “revoltado” blogueiro ouviu alguma voz feminina do governo dos bolsominions defender a atriz com argumentos identitários?
    Pois é, acho que ela se contentou com a defesa do macho (an)alfa presidente.

    Menos, meu caro, Regina pode interpretar qualquer papel nessa trama, exceto de vítima.

    PS: Há tempos que precisamos soltar tipos como Hannibal.
    Se os judeus, vítimas de Hitler tivessem um, talvez não chorassem hoje sobre as cinzas daqueles que pereceram nos fornos do III Reich.
    Como disse Brad Pitt, no papel do sargento do Shermann em Fury, “os ideais são pacíficos, a História é violenta”.

    1. Caro Felipe Silve,

      Toda sua retórica é a mesma de quem defende o governo Bolsonaro com o “argumento”: se não o PT volta. É a mesma dos pastores pentecostais que realçam o mal para tentar vender, literalmente, o “bem”. A quem não é ovelha, de um rebanho e do outro também, não cola. Tanto pior quando é usado para tentar relativizar a misoginia descarada de um escroque, embora bom ator, como Zé de Abreu.

      E, cá entre nós: “precisamos soltar tipos como Hannibal. Se os judeus, vítimas de Hitler tivessem um, talvez não chorassem hoje sobre as cinzas daqueles que pereceram nos fornos do III Reich” é uma das maiores estultices que já li. Afinal, que diabos quis dizer? Que Hannibals soltos comeriam os judeus antes deles virarem cinzas nos fornos nazistas? Na boa, como diria Lula no papel de O Filho do Brasil: “menas”!

      Grato pela chance da exposição!

      Aluysio

  2. Hahaha.
    Como imagino que não sofra de dislexia, deixo na conta da ironia ruim sua réplica, que afinal não responde:

    Como tratar uma mulher que adere e compartilha os ideais de um governo misógino por natureza?

    No campo da antropofagia, imaginei que a metáfora ao hanibal servisse apenas para medir a violência verbal e uma alegada porroalouquice do ator, que você alçou a comparação com a psicopatia.

    Um exagero seu.
    Mas compreensível nessa luta diária para se fazer relevante nesse pocilga chamada internet.

    Logo eu disse: se judeus de 1930 tomassem em sua defesa a violência comum aos psicopatas talvez tivessem destino melhor.
    De certo entenderam isso um pouco tarde.
    Que o digam os palestinos.

    No campo dos argumentos o blogueiro imagina(talvez em alguma dimensão paralela, vá saber?) que as narrativas políticas e a luta política em si se construam em um ambiente inócuo e onde adversários não usem o medo (do outro) e deslegitimação (do outro) como armas.
    Ora, o discurso religioso e dos bolsopatas é perigoso não só porque funciona, mas principalmente porque funciona.
    Até ontem o bolsopata presidente era um bufão resumido a 400 ou 300 mil votos no RJ.

    Creditar ao ódio ao PT e seus supostos erros o renascer do autoritarismo politico e a violência dele decorrente é, não só um truque retórico ruim, mas prova de desconhecimento da nossa história(e do mundo) e do real caráter do nosso povo.
    Outro exagero.

    Cada tentativa democrática e eleitoral de setores chamados progressistas (gostemos dele ou não) foi sistematicamente golpeada por aqueles que só aceitam os resultados eleitorais que lhe favoreçam.
    Seja 64, 2016 aqui.
    Seja 73 no Chile.
    Seja no Paraguai ou em Honduras.

    Ah! Mas podemos sempre discordar(e discordaremos), afinal em 2016 houve o impedimento legal de um governo por atos de corrupção.
    Para outros foi golpe, mas…
    Ué, se corrupção nunca foi exclusividade da esquerda ou da direita, do setor privado ou público por que serve apenas para apear a esquerda do poder?

    Então permanece a pergunta:
    Como lidar com bolsopatas dentro de uma suposta racionalidade democrática que eles não só torcem e distorcem, mas rejeitam?

    Com acenos de paz e amor?

    Como lidar com mulheres mais machistas que homens?

    1. Caro Felipe,

      Além de pernóstico e pedante, vc é prolixo. Tenta ganhar pela quantidade do que escreve. Não pela qualidade dos argumentos. A questão é simples: Regina Duarte foi alvo de um ataque misógino e extremamente grosseiro do seu colega Zé de Abreu. Que vc e outros pretendem relativizar pela classificação que ele deu a ela de “fascista”. Termo tão banalizado pela esquerda festiva, cuja maioria desconhece seu real significado histórico. Ainda que, no Brasil, tenha ajudado a escrever a história: elegeu Bolsonaro.

      Quanto ao“argumento” de que só um psicopata possuiria capacidade de reação ao que os nazistas fizeram com os judeus na II Guerra, repito: é uma estultice. Digna de Dilma ou Bolsonaro, ao gosto do gado oposto. Sobre a suposta passividade ao Holocasto, se esforce e tente ir além dos filmes. Recomendo a leitura de “Milla 18”, romance do judeu estadunidense Leon Uris, baseado em fatos reais sobre a brava resistência judaica aos nazistas, no gueto de Varsóvia. Ah, a propósito, foi um evento em que mulheres e homens lutaram, e morreram, lado a lado.

      Grato ela chance da exposição!

      Aluysio

  3. Hum.
    Pois é.
    Resistência.
    Ou seja, quando era tarde demais. Não se combate violência sem violência.
    Churchill sabia disso. Chamberlain não.

    Mas afinal se Hitler fosse mulher a vagina o humanizaria?
    A vagina humanizou as militares do heich em Birkenau?

    PS: Se eu tivesse um blog e achasse um comentário prolixo ou pernóstico não perderia tanto tempo. Hahaha.
    Você é um cara de ” bom” coração.

    1. Caro Felipe,

      Dois. Hitler e Stálin eram humanos. É o que os torna mais terríveis. Independe da anatomia ou ideologia. “Não se combate violência sem violência” foi lema de ambos. Como é o seu. E de Bolsonaro. Benito diria: tutti buona gente!

      Grato pela chance da analogia!

      Aluysio

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