Opiniões

Wladimir garante que Garotinho e Rosinha não seriam seus secretários

 

Wladimir Garotinho na manhã de hoje (10) no Folha no Ar (Foto: Genilson Pessanha – Folha da Manhã)

 

“(O ex-governador Anthony Garotinho, sem partido) Não será secretário (de um eventual governo municipal Wladimir) e não é vontade dele. Nem Rosinha. Não será secretária e não é a vontade dela. Isso eu posso afirmar aqui para todos os ouvintes. Que (Garotinho) vai ser meu conselheiro, claro que vai. Como é que eu vou negar? Um cara que foi governador, ela foi governadora. Foram prefeitos aqui (em Campos), cada um duas vezes. Eu vejo secretários estaduais ligando para ele, eu vejo prefeitos de municípios ligando para ele. Você não tem ideia de como ser filho de Garotinho me abre portas em Brasília”. Foi o que garantiu na manhã de hoje (10), no terceiro e último bloco da sua entrevista ao Folha no Ar 1ª edição, na Folha FM 98,3, o deputado federal Wladimir Garotinho (PSD).

Um pouco antes, no segundo bloco, Wladimir também condicionou sua própria pré-candidatura a prefeito de Campos a um projeto de grupo. E descartou a possibilidade de o pai encabeçá-lo nas urnas de outubro. Como Garotinho, a despeito dos seus problemas com a Justiça (relembre aqui), andou afirmando recentemente:

— Meu pai não é o candidato. Ele está dizendo que vai ser, mas eu acho que não será. Nós temos o PSD, o PSC, o Pros, o Avante, o Podemos, o PTC e o PRTB. São sete partidos que compõem um grupo político que está desenvolvendo um projeto para a cidade. Vamos acabar de elaborar o projeto e decidir quem vai ser o candidato. É simples (…) Mas se fosse (Garotinho candidato a prefeito) iria animar o ambiente — ressalvou depois o filho.

O deputado federal também bateu forte no G8, grupo independente dos vereadores de Campos, liderado por Igor Pereira (PSB). Que, dividido em manobra do governo e da oposição no município durante a votação do Orçamento de 2020, acabou virando G5. E, segundo Wladimir, já estaria fechado com a pré-candidatura a prefeito de Caio Vianna (PST), em articulação que atribuiu ao deputado estadual Rodrigo Bacellar (SD):

— O tal G8, que agora virou G5, ele participou do governo (Rafael Diniz, Cidadania) o tempo todo, aproveitou tudo que o prefeito quis. Se aproveitou da votação do Orçamento para tentar criar um clima com o governo e agora está tentando se afastar para fugir do desgaste. Pura e simplesmente por uma questão eleitoral que se aproxima. Mas se eles (G8, ou G5) são oposição ao governo, tem uma CPI da Saúde pedida a um tempão (pela oposição) e eles não assinam. Então assinem! São oposição, G8? Assinem a CPI! Não adianta fazer um teatro político para mostrar que é o que não é.  O G8 está fechado com Caio através de Rodrigo Bacellar. O G8, não, que agora virou G5 — disse, se remetendo ao fato de que os vereadores Jorginho Virgílio (Patri), Neném (PTB) e Enock Amaral (PHS) votaram (relembre aqui) a favor dos 20% de remanejamento do Orçamento, contra a liderança de Igor.

Primeiro colocado em todas as pesquisas conhecidas às urnas de outubro, ainda sem necessidade do registro eleitoral, o que só ocorre após as convenções, o entrevistado também comentou a última que viu. Sem dar números, foi segundo ele encomendada pelo presidente da Alerj, deputado estadual André Ceciliano (PT). Mas garantiu que seu grupo fará uma outra, após o carnaval. Embora fale de projeto e grupo, Wladimir disse que, caso seja candidato, hoje seria difícil imaginá-lo fora de um eventual segundo turno a prefeito de Campos:

— Acho difícil eu não estar (no provável segundo turno da eleição a prefeito) matematicamente. Eu não vou dizer impossível, porque nada é impossível. Eu vi no final de dezembro, na Assembleia Legislativa, a última pesquisa, que foi o presidente André Ceciliano que encomendou. Eu vou fazer uma pesquisa minha, grande, com mil entrevistados, após o carnaval; preciso fazer. Não vou falar números aqui, mas nunca uma pesquisa apontou que eu estaria fora do segundo turno.  Estatisticamente, é pouco provável.

Ao final da entrevista ao Folha no Ar, Wladimir aceitou fazer um pinga-fogo sobre os demais pré-candidatos a prefeito de Campos em outubro:

Rafael Diniz — “Vendedor de sonho”.

Caio Vianna — “Um bom garoto. Mas eu acho que ainda não tem maturidade para o cargo que está almejando”.

Gil Vianna (PSL) — “Um bom sujeito. Gosto do Gil, tenho um relacionamento pessoal bom com ele. Acho que é uma pessoa que vai fazer carreira no Legislativo.

José Maria Rangel (PT) — “Uma pessoa muita ativa, tem uma garra louvável. E vai se colocar, acho que não a prefeito. Acho que ele vai ser candidato a vereador. Pelo menos é o que eu tenho ouvido do pessoal do PT: mudaram a estratégia. Ele vai tentar se eleger se eleger vereador, porque o PT há tempo não faz um em Campos”.

Marcelo Mérida (PSC) — “Também um bom sujeito. É um cara muito preparado, que representa um segmento expressivo na cidade de Campos. Talvez que não se una no período eleitoral, mas representa uma classe que faz diferença para uma eleição majoritária”.

Lesley Beethoven (PSDB) — “Uma pessoa que eu conheci há pouco tempo. Mas que me surpreendeu no relacionamento. Pelo menos a cada 20 dias a gente fala no telefone. Está me surpreendendo com uma capacidade de visão e até na maneira de conduzir a articulação política”.

Roberto Henriques — “Uma pessoa de temperamento duro, até de posições muito firmes. Eu acho que ele vai ter dificuldade em encontrar partido para ser candidato. Tem um temperamento contundente, até parecido com o meu pai, mas é um cara correto”.

Alexandre Buchaul — “Tenho pouco relação. Sei que é um odontólogo, ativista na política, fez parte até do governo da minha mãe em determinado momento. Mas eu não tenho muito contato. Tive com ele umas duas conversas. Mas também nunca ouvi falar nada que fosse contra a pessoa ou a ima

 

Confira abaixo, em vídeo, os três blocos do Folha no Ar com Wladimir Garotinho:

 

 

 

 

Este post tem 3 comentários

  1. Gostei da sinceridade de Wladimir em relação aos demais candidatos a prefeito. Quem diria que o filho de Garotinho um dia fosse a redação da folha, e ser entrevistado pelo grande jornalista Aluysio Abreu Barbosa.

    1. Caro Cesar Peixoto,

      O estúdio da Folha FM 98,3 não fica nem no mesmo prédio da redação da Folha da Manhã. E a entrevista de segunda (10) foi a terceira participação de Wladimir no Folha no Ar 1ª edição, desde que a rádio estreou em 28 de março de 2019. O mesmo número de vezes em que o convidado do programa foi o prefeito Rafael Diniz.

      Abç e grato pela participação!

      Aluysio

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