Opiniões

Reações opostas de Wladimir e Caio à pesquisa em que lideram a prefeito

 

Wladimir questinou pesquisa Paraná que o colocou na liderança à disputa pela Prefeitura de Campos, seguido de perto por Caio, que comemorou o resultado (Montagem: Elaibe de Souza, o Cássio Jr.)

As reações à pesquisa Paraná (confira aqui) foram opostas entre os dois nomes que, segundo ela, hoje polarizam a disputa pela Prefeitura de Campos. “Um instituto sediado no Paraná, além de não conhecer a nossa cidade, fez uma pesquisa por telefone, que sempre aponta grandes distorções”, questionou o deputado federal Wladimir Garotinho (PSD), prefeitável que apareceu liderando a amostragem, com 28,1% das intenções de voto. “A pesquisa registrou o que a gente está vendo nas ruas todos os dias. O povo está abraçando o 12, é uma onda”, apostou Caio Vianna (PDT), segundo colocado na pesquisa com 23,5%, mais de 16 pontos percentuais à frente do terceiro, Dr. Bruno Calil (SD).

Numa eleição atípica, com restrição ao contato físico pela pandemia da Covid-19 e sem debates entre os prefeitáveis nas redes abertas de TV, esta eleição a prefeito vinha sendo também atípica pela falta de pesquisas registradas. Sobre a Paraná divulgada hoje, a 17 dias das urnas de 15 de novembro, confira abaixo o que disseram Wladimir e Caio. Além da análise dos também candidatos Bruno Calil, Rafael Diniz (Cidadania), Professora Natália (Psol), Odisséia (PT), Tadeu Tô Contigo (Republicanos) e Roberto Henriques (PCdoB). Até o presente momento Jonathan Paes (PMB) e o ex-candidato Bethoven (PSDB), registrado na pesquisa, não se posicionaram. Candidata tucana substituta, Dra. Waleska e o prefeitável Cláudio Rangel da Boa Viagem (PMN) preferiram não comentar.

— Um instituto sediado no Paraná, além de não conhecer a nossa cidade, fez uma pesquisa por telefone, que sempre aponta grandes distorções. As ruas mostram outra coisa e sigo confiante de que o povo de Campos não vai novamente escolher um aventureiro, não há mais tempo para arriscar. Campos precisa de um governo de verdade e comprometido — pregou Wladimir Garotinho.

— A pesquisa registrou o que a gente está vendo nas ruas todos os dias. O povo está abraçando o 12, é uma onda. O campista não quer repetir gestões de irresponsabilidade, de desperdício do dinheiro público, com obras faraônicas ou inacabadas, nem de incompetência. A pesquisa aponta isso. Vamos continuar debatendo a cidade nestes pouco mais de 16 dias que nos separam da eleição. A população está vendo isso e nos dando esse resultado positivo. Tenho certeza que ainda vamos crescer mais e assumir a liderança anda no primeiro turno. Está na hora da virada — apostou Caio Vianna.

— Não me surpreende que as práticas políticas sigam as mesmas, tendo como principal característica a mentira. Induzir a população de Campos ao erro, seja nas falsas promessas ou falsas pesquisas, não é novidade, infelizmente. Por isso, por essas práticas, Campos não aguenta mais a velha política. Diminuir o número de indecisos e “esticar” margem de erro para favorecer candidatos é prática antiga e reflete apenas a frustração de quem não encontrou nas ruas o carinho ou o resultado que esperava. Curiosamente, o mesmo Instituto apontava o Dr. Chicão (hoje, SD) em 2016 como favorito. Para o governo do estado, dava como certa a vitória de Eduardo Paes (DEM). Os resultados todos se lembram. Para piorar, a pesquisa é divulgada por um site que possui publicidade da prefeitura de Niterói, onde o prefeito já declarou apoio a um candidato a prefeito de Campos. De qualquer maneira, a verdade sempre aparece e no dia 15 iremos descobrir a verdade do povo, não as frustrações e mentiras de um grupo político desesperado — reagiu Bruno Calil, 3º colocado, com 7,2% das intenções de voto.

— Vimos muitos equívocos em pesquisas nos últimos anos e, nesta reta final, a reflexão vai fazer a diferença. As pessoas querem corrupção e irresponsabilidade de novo? Sigo dialogando, mostrando não só a terra arrasada que encontramos, como também os avanços da nossa gestão. A população entende nossa mensagem e vai dar a resposta no momento certo — manifestou-se Rafael Diniz, 5º colocado, com 6,6%.

— Recebemos o resultado da pesquisa com muito entusiasmo, primeiro porque estamos em crescimento e, segundo, porque ela confirma nossa percepção das ruas: há seara para um governo popular, de escuta e deliberação pelas pessoas. Elas estão desacreditadas, vemos isso pela quantidade assustadora de brancos e nulos, não querem mais do mesmo, mas não conhecem outra solução ou alternativa. Nos tornarmos conhecidos é o grande desafio para uma campanha de poucos recursos. Até mesmo àquelas que têm em quem votar não estão convictas. Entre os 11 candidatos, estamos em 5º lugar, com uma campanha sem recurso financeiro, que conta com uma militância ética, feita de trabalhadores, com o fôlego da juventude e a vontade da esperança. A nossa campanha é feita com pé no chão, olho no olho e diálogo franco. Não tenho dúvidas que cresceremos muito mais e que, efetivamente, somos a opção ao lado do povo mais pobre e sofrido da nossa cidade — projetou Professora Natália, 5ª colocada, com 3,4%.

— Essa pesquisa é extremamente importante não só para nós, como para toda Campos. Podemos observar que temos 45% dos eleitores indecisos (45,6% na espontânea) que iremos disputar. Na espontânea aparecemos com 1,4%, dado muito relevante. Acreditamos que aumentando ainda mais os nossos trabalhos nas redes sociais, nas reuniões domiciliares, nossa carreata neste sábado (31), atividades de rua como panfletagens, bandeiraço, com todo cuidado, que o momento de pandemia exige, vamos chegar ao segundo turno — disse Odisséia (PT), 6ª colocada, com 3%.

— Respeito a pesquisa, mas os números não refletem o que vejo nas ruas. Diariamente recebo o apoio de pessoas cansadas das famílias que há décadas se revezam no poder, deixando a cidade e os cidadãos cada vez mais pobres. A verdade será conhecida no dia 15 de novembro — questionou Tadeu Tô Contigo (Republicanos), 7º colocado, com 2,9%.

— Eu não sou de negar pesquisas. Mas essas pesquisas com índices tão diferentes de uma para outra são suspeitas. Parece “pesquisa ao gosto de quem encomenda” para escolher adversários e induzir que o candidato que eles temem não tem chance. Estão subestimado o eleitorado. O dia da eleição vai derrubar essas pesquisas. Isso já aconteceu em eleições passadas — observou Roberto Henriques, 8º colocado, com 1%.

 

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