Opiniões

Wladimir posa de agregador, enquanto Garotinho faz seu jogo sujo

 

 

 

 

Campanhas sórdidas

Em 5 de outubro de 2018, a dois dias da urna, o então candidato a deputado federal Wladimir Garotinho (PRP) foi alvo de fake news nas redes sociais. Diziam que ele estaria inelegível como seu pai, o ex-governador Anthony Garotinho (PRP). E esta coluna publicou (aqui): “os ataques mentirosos que Wladimir vem sofrendo nas redes sociais (…) são sórdidos!”. Como sórdida é a campanha feita agora por Garotinho, que tenta usar o sequestro do empreiteiro Cristiano Tinoco, em 3 de dezembro, para lançar ilações sobre cobrança de propina na Prefeitura de Campos. Não se trata de defesa do governo, como não foi antes de Wladimir, mas dos fatos.

 

Expertise em propinas

Cristiano é irmão de César Tinoco, chefe de gabinete do governo Rafael Diniz (PPS). E é o mesmo que pagou do seu bolso e gravou comercial na InterTV que foi ao ar em 2015, dando um balanço das obras que fazia para o governo municipal Rosinha Garotinho (hoje Patri), no sentido de ajudar a prefeita e sua administração. Cobrança de propina de empreiteiros para se perpetuar no poder foi o que levou Garotinho a uma de suas três prisões, na operação Caixa d’Água, cujas investigações foram simplesmente paralisadas em junho de 2018, numa decisão do insuspeito ministro Dias Toffoli, hoje presidente do Supremo Tribunal Federal (STF).

 

Wladimir bom, Garotinho mau?

Agora Garotinho usa o depoimento de um dos presos pelo sequestro, cuja cobiça foi claramente estimulada pelos mandantes do crime, para falar em propina. Como consta em todos os depoimentos, se Cristiano negou a informação no momento do sequestro, tendo ele e sua esposa sob a mira de armas, por que teria mentindo? Para brincar de roleta-russa? Ex-presidiário, Garotinho usa a informação solta de um preso, negada pelos fatos. Defendido pela coluna quando alvo do mesmo tipo de ataque vil, Wladimir não pode posar de agregador, como fez (aqui) em ofício remetido a Rafael, enquanto o pai pratica seu jogo sujo de sempre.

 

150 empregos

O prefeito Rafael Diniz participou ontem da inauguração de um novo hangar para helicópteros da empresa CHC no Aeroporto Bartolomeu Lisandro. Segundo os responsáveis pelo empreendimento, serão gerados 150 empregos no local. As operações da CHC em Campos começaram no dia 10 de janeiro. A base no município é a maior do país e com a maior quantidade de aeronaves e profissionais. “Quando assumimos a gestão, o Bartolomeu Lisandro estava completamente abandonado e, com muito esforço, recuperamos o aeroporto superavitário para, obviamente, trazer desenvolvimento econômico”, disse o prefeito.

 

Apagão

Parte do Centro de Campos ficou sem energia no fim da tarde de ontem por mais de 30 minutos. Em plena área comercial da cidade, o problema, que se repete muitas vezes, pode causar diversos prejuízos. Afinal, com o horário de verão e os dias mais longos, tem muita gente que aproveita para ficar com o comércio aberto até mais tarde. Sem a energia elétrica, da concessionária Enel, grande parte do trabalho fica inviabilizado.

 

Sem sinal

Já não bastasse o problema com energia elétrica no fim da tarde, à noite a operadora de telefonia Claro deixou seus clientes incomunicáveis em Campos. Se não funcionava o serviço de telefonia móvel, para chamadas, muito menos o de dados. Os aparelhos celulares indicavam que só estavam disponíveis para chamadas de emergência. Fato é que não há serviço de excelência, mas a cobrança, seja da Enel, da Claro ou de qualquer outra empresa de telefonia móvel, é como se fosse. É preciso atuação rigorosa e constante do Procon.

 

Doações

A primeira ação da unidade móvel do Hemocentro Regional de Campos neste mês de fevereiro irá acontecer hoje, ao lado da Catedral, na Praça do Santíssimo Salvador. O ônibus ficará estacionado na rua Paul Percy Harris, entre a igreja e o prédio da Justiça Federal, das 8h às 15h. O Hemocentro necessita da doação de todos os tipos sanguíneos e a coleta móvel é uma alternativa para ajudar a manter o estoque do banco de sangue equilibrado. Essa é uma boa oportunidade para prestar solidariedade a quem mais precisa.

 

Com Arnaldo Neto e Aldir Sales

 

Publicado hoje (07) na Folha da Manhã

 

Morre, aos 67, o jornalista, poeta e artista plástico Martinho Santafé

 

Matinho Santafé

Campista radicado em Macaé desde agosto de 1981, morreu hoje, aos 67 anos, o jornalista, poeta e artista plástico Martinho Santafé. Ele lutava desde 2018 contra um câncer. Seu corpo está sendo velado na Capela da Santa Casa e será sepultado às 14h desta quarta, no Cemitério do Caju em Campos. O Coletivo de Jornalistas de Macaé fez aqui o registro. E aqui a Associação de Imprensa Campista.

Pouco antes de se mudar definitivamente para Macaé, Martinho foi editor-geral da Folha da Manhã. Iniciou no jornalismo em Niterói na década de 1970, durante “anos de chumbo” da ditadura militar (1964/85) que muitos hoje afirmam não ter existido. Mas pela qual teve que sair do país “em exílio voluntário e sugerido pela América Latina” — segundo suas palavras e a canção de Belchior.

No final dos anos 1970, retornou ao Brasil e a Campos, para trabalhar como correspondente da sucursal do jornal niteroiense “O Fluminense”. No início dos anos 1980, veio o convite para ser editor-geral da Folha, feito pelos amigos Aluysio Cardoso Barbosa (aqui) e Diva Abreu. Daquela passagem à frente da redação do maior jornal de Campos, das suas experiências com o jovem poeta Kapi (aqui) e um certo estagiário apelidado “Bolinha”, melhor deixar Martinho falar por conta própria:

“A Folha da Manhã nasceu em um período economicamente singular para Campos, justamente durante a transição da agroindústria açucareira para a indústria do petróleo. Embora atividades produtivas tão distintas, o jornal soube conviver bem com elas graças à credibilidade de sua linha editorial definida pelo mestre Aluysio.

No início de 1980 fui convidado para ser o editor da Folha. Das muitas recordações desse período, certa tarde, Kapi apareceu na redação com um novo poema: ‘Canção Amiga’. Li, passei ao Celso Cordeiro, que era colunista social, e sugeri: ‘Publica’. Foi, talvez, a primeira e a última vez que um poema ocupou todo o espaço de uma coluna social em Campos.

Também naquele ano o marginal ‘Luiz Gordo’, nascido em Campos e ‘amadurecido’ nas favelas do Rio, aterrorizou a cidade com o seu bando, assassinando em Grussaí um rapaz conhecido e sequestrando sua namorada. Já libertada, a jovem foi prestar depoimento na delegacia. A cidade só falava do caso. No meio do fechamento da edição, Antônio Carlos Paes chega com a matéria, mas não tínhamos a foto. Quase surtei…

No mesmo dia, véspera de Finados, havia pautado para um estagiário e radialista conhecido como ‘Bolinha’, uma matéria sobre os preparativos no Cemitério do Caju. O texto era bom e as fotos excelentes. O que fazer para a primeira página? Escolhi uma foto vertical em quatro colunas, com forte carga emotiva — na lápide de mármore, um anjo erguia os longos braços em direção ao céu —. a chamada de Finados sob a foto e a seguinte manchete na parte superior da capa: ‘Fulana de Tal depõe em prantos’. A edição esgotou e teve que ser reimpressa várias vezes.

‘Bolinha’, então um estagiário bastante promissor, virou Garotinho e deu ruim.”

Foi esse o relato que Martinho escreveu para o caderno especial de 40 anos da Folha da Manhã, em janeiro de 2018, republicado aqui, neste blog. Minha memória mais viva dele vem a partir dos anos 1990, quando eu já militava como jornalista e ele era o correspondente da Folha em Macaé.

Trabalhou também no jornal macaense O Debate e foi correspondente de vários jornais caricoas na cobertura do setor off-shore. Em 2005, criou a revista Visão Sócio-Ambiental com a publicitária Bernadete Vasconcelos, sua esposa. Também cria de ambos, a Feira de Responsabilidade Socioambiental entrou para o calendário da Bacia de Campos.

Além do jornalismo, meu contato com Martinho se estreitou em função da poesia, já nos anos 2000. No novo milênio, participamos juntos de um FestCampos de Poesia Falada, do qual ele se sagraria vencedor. Ganhou também um Festival da Petrobras de Poesia, em Macaé. Foi lá que ele manteve uma carreira de sucesso também como pintor.

 

Técnica mista (acrílica, guache, colagens, resíduos naturais…) de Martinho sobre MDF

 

Em 26 de julho de 2015, também neste blog, cheguei a tentar (aqui) uma análise sucinta da sua vida e produção poética. E as resumi no poema de Martinho que mais gosto. A última vez em que nos vimos foi em dezembro daquele mesmo ano de 2015, quando ele foi a um sarau  na minha casa, em Atafona. E, na sua vez de entrar na roda, recitou aquele mesmo poema.

Martinho navegou sua vida e sua obra na confluência das águas entre os rios Paraíba do Sul e Macaé, sempre “embriagado de mistérios”. Na busca desse “cobertor/ que afasta os nossos frios”, me despeço com afeto desse amigo do meu pai que a vida tornou meu também:

 

Martinho Santafé declama seu “Pai”, em 19 de dezembro de 2015, em Atafona (Foto: Diomarcelo Pessanha)

 

Pai

(Martinho Santafé)

 

Em que rio estará o nosso Pai?

 

N’alguma grota úmida

dos canaviais?

Atrás do sol, dos bambuzais?

 

Em que noites estarão

as nossas inquietações?

Na calma encoberta

por instigantes canções?

Na estrada deserta

que leva a outras estradas?

No conceito sereno

de que tudo é nada?

 

Com quantos paus

construiremos nosso Pai?

 

É Pai mesmo?

Um helicóptero?

Um espelho?

A estação do trem?

Um cobertor que afasta

os nossos frios?

 

Em que mares,

em que florestas

existe um pássaro

chamado Pai?

Em que mesa

sentaremos um dia

quando o Sol não aparecer

e a medida da vida se perder?

 

Levaremos flores?

Choraremos néon?

Acreditaremos em Deus?

Existe existe?

A palavra existe?

Se não, por que insiste?

 

E nos embriagamos de mistérios…

 

Atualização às 23h35.

Jorginho também sai, após Silvinho e Igor, e decreta fim do G-5

 

 

O vereador Jorginho Virgílio (PRP) também deixou o G-5. Após a saída oficial hoje dos edis Silvinho Martins (PRP) e Igor Pereira (PPS), anunciada aqui pelo Blog do Arnaldo Neto, o grupo perde também seu idealizador, cujo desligamento está sendo protocolado na Câmara por seu chefe de gabinete.

Foi na casa de Jorginho que o G-5 nasceu, antes mesmo da posse dos vereadores, como grupo parlamentar dito “independente”, mas de apoio ao governo Rafael Diniz (PPS). Jorginho disse que Silvinho chegou a ligar para ele hoje, antes de formalizar sua saída:

— Silvinho, por quem tenho muita consideração, me ligou antes de protocolar sua saída com Igor. Como Marcelo Perfil (PHS) também já tinha saído ano passado, o grupo deixa de ter objeto. Conversei ontem com Rafael e Marcão (vereador do PR, de mudança ao governo municipal) e rafirmei meu compromisso de apoio ao prefeito. Mantendo minha independência, como deve ser com o legislador, minha missão é tentar ajudá-lo a tirar Campos da talvez maior crise financeira da sua história.  — disse Jorginho.

Além de Perfil, Silvinho, Igor e Jorginho, o grupo também era composto dos vereadores Enock Amaral (PHS) e Marcos Bacellar (PDT), que entrou em novembro de 2017, quando o G-5 virou momentaneamente G-6. Hoje, com apenas dois, deixa de existir.

 

Metas de Rafael e Wladimir. Juristas de Campos analisam projeto de Moro

 

 

Charge de José Renato publicada hoje (05) na Folha

 

Rafael e Wladimir

Ainda em fevereiro, o 2019 de Campos indica que será voltado às urnas de 2020. Ontem, Wladimir Garotinho (PRP) remeteu (aqui) seu ofício 001 como deputado federal ao prefeito Rafael Diniz (PPS). E escreveu: “coloco o mandato em Brasília à disposição, inclusive junto ao governo federal, para defender os interesses da nossa cidade”. O prefeito respondeu (aqui): “ao contrário do que acontecia num passado recente, quando fechavam as portas da cidade e se achavam donos dela, abrimos diálogo com todos os partidos e lideranças”. Wladimir quer mostrar perfil agregador, oposto ao do pai. Rafael não quer deixar esquecer quem quebrou o município.

 

48h após Renan

No início da noite de sábado, após a definição da derrota de Renan Calheiros (MDB/AL) na presidência do Senado, conquistada por Davi Alcolumbre (DEM/AP), o blog Opiniões, hospedado no Folha 1, escreveu (aqui): “ministro da Justiça e Segurança, Sérgio Moro respirou mais aliviado com a definição na Câmara Alta da República. Fosse presidida novamente por Renan, ele seria o principal adversário do ex-juiz federal no pacote anticorrupção que este prepara para enviar ao Congresso”. Pois ontem, menos de 48h depois, Moro apresentou (aqui) formalmente seu projeto de lei contra a corrupção, o crime organizado e crimes violentos.

 

Moro por Ralph

Certamente, serão muitas as discussões sobre o projeto no Congresso e na sociedade. Como também na comunidade jurídica. Neste sentido, a coluna buscou a análise de juristas conceituados do município sobre o que foi apresentado ontem por Moro. “As propostas são técnicas e de acordo com os anseios da sociedade na última eleição. Não vislumbrei inconstitucionalidade nas propostas, que visam a garantir um sistema penal mais rigoroso com os criminosos com maior potencial de periculosidade e os do colarinho branco”, disse o juiz Ralph Manhães.

 

Por Glaucenir e Eron

A avaliação do projeto de Moro, ex-juiz federal, é parecida com a de outros magistrados da comarca. “Bem-vindas algumas modificações do projeto, como a alteração da legítima defesa para policiais no cumprimento do dever. Endurece o cumprimento imediato de penas aplicadas em segunda instância, na esteira do STF”, opinou o juiz Glaucenir Oliveira. “São inovações que objetivam criar um arcabouço legislativo capaz de combater de forma mais efetiva a corrupção, o crime organizado e os crimes violentos. Além disso, projeta uma Justiça Criminal mais célere na solução de casos menores”, ressaltou o juiz Eron Simas.

 

Por Miller e José Paes

Entre os advogados da cidade, o projeto de Moro mereceu também alguns questionamentos. Presidente da OAB-Campos, Cristiano Miller lembrou: “Algumas sugestões pareceram perigosas, pela forma como podem ser postas em prática. Algumas mudanças pressupõem a alteração da própria Constituição, o que não é tão simples assim”. Em linha parecida foi o procurador-geral de Campos, José Paes Neto: “Alterações dessa monta devem passar pelo amplo debate da sociedade, para que o necessário combate à corrupção e a violência não sirva de justificativa para a violação, por exemplo, das prerrogativas dos advogados”.

 

Por Robson e Victor

Ex-procurador da Câmara de Campos, Robson Maciel Jr. observou: “A primeira alteração sugerida se refere às prisões após julgamento de segunda instância, mediante alteração do Código de Processo Penal. E o STF deverá deliberar sobre este tema em abril, pois envolve matéria constitucional”. Promotor de Justiça, Victor Queiroz analisou: “Visa o endurecimento da resposta penal à prática da corrupção, do crime organizado e dos crimes com grave violência. A proposta legislativa reflete o rigor do hoje ministro Sérgio Moro, quando era magistrado. Por se submeter ao processo legislativo, mostra a sua legitimidade democrática”.

 

A que veio Bolsonaro

As opiniões juristas de Campos têm pontos em comum. Mas também diferenças, sobretudo na prerrogativa dos advogados e na constitucionalidade de algumas propostas. Mas, goste-se ou não do governo Jair Bolsonaro (PSL), o projeto de lei do seu ministro da Justiça cumpre a promessa do candidato a presidente vitorioso nas urnas. Após um começo conturbado, com as revelações de suspeita de corrupção e envolvimento com a organização criminosa das milícias, por parte do clã Bolsonaro, Moro começa a dizer a que veio novo governo. Falta agora o ministro da Economia, Paulo Guedes, e sua proposta de Reforma da Previdência.

 

Publicado hoje (05) na Folha da Manhã

 

Atualização às 10h15 para correção

 

2019 começa mirando 2020: Rafael responde a ofício de Wladimir

 

(Montagem de Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

“Ao contrário do que acontecia num passado recente, quando fechavam as portas da cidade e se achavam donos dela, abrimos o diálogo com todos os partidos e lideranças políticas durante os dois primeiros anos e assim vamos continuar. Acima de todos nós estão os interesses de nossa cidade”. Foi assim que o prefeito Rafael Diniz (PPS) reagiu ao anúncio feito hoje pelo deputado federal Wladimir Garotinho (PRP). Ele anunciou nas redes sociais (aqui) que colocou seu mandato em Brasília à disposição do governo de Campos.

Como o blog do Arnaldo Neto noticiou aqui, Wladimir protocolou na manhã desta segunda (4) o ofício 001 do seu mandato. Destinado a Rafael, nele o deputado federal anunciou: “coloco, desde já, o mandato e o gabinete em Brasília à disposição dessa prefeitura, inclusive na articulação junto ao Governo Federal, com o objetivo de defender os interesses da nossa cidade”. Rafael e Wladimir são considerados nomes certos na disputa pela Prefeitura de Campos, em outubro de 2020.

Wladimir, que estaria se mudando do PRP ao PSC do governador Wilson Witzel, disse aqui, ao blog Na Curva do Rio, de Suzy Monteiro, que bate o martelo ainda esta semana. Em Campos, o PSC é presidido pelo vereador Genásio, novo líder do governo de Rafael na Câmara Municipal.

 

Leia a reportagem completa na edição desta terça (05) da Folha da Manhã

 

Após derrota de Renan, Moro lança projeto contra crime organizado e corrupção

 

Após se reunir com o presidente da Câmara Federal, Rodrigo Maia, hoje o ministro Sérgio Moro apresentou a governadores seu projeto de lei contra a corrupção e o crime organizado (Foto: Divulgação ministério da Justiça)

 

No início da noite de sábado (02), após a derrota de Renan Calheiros (MDB/AL) na eleição a presidente do Senado, vencida por Davi Alcolumbre (DEM/AP), foi escrito (aqui) neste blog:

— Ministro da Justiça e Segurança, Sérgio Moro respirou mais aliviado com a definição na Câmara Alta da República. Fosse presidida novamente por Renan, ele seria o principal adversário do ex-juiz federal no pacote anticorrupção que este prepara para enviar ao Congresso.

Pois hoje (04), menos de 48h depois, Sérgio Moro se reuniu com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM/RJ), com 12 governadores, respondeu aos questionamentos da imprensa em entrevista coletiva e lançou formalmente seu projeto de lei contra a corrupção, o crime organizado e os crimes violentos no Brasil,

Sem entrar no mérito das propostas, que demandarão muita discussão no Congresso Nacional, na comunidade jurírica e na sociedade, o governo Bolsonaro começa a dizer a que veio. E dois dias depois de sepultar no Senado o último elo do consórcio PT/PMDB — que governou o país nos últimos 16 anos —, cumpre suas promessas de campanha.

 

Conheça as propostas do ministério da Justiça e Segurança aqui.

 

Artigo do domingo — Tragédias do homem sobre o próprio homem

 

Capa da Folha de 2003 estampa o Paraíba tingido de negro pelo material vazado de uma barragem rompida em Cataguases (Reprodução)

 

 

Como nossos pai

Por Aluysio Abreu Barbosa

 

Foi em maio de 1982. Ainda vivíamos numa ditadura militar, negada por quem hoje governa o Brasil pelo voto. Naquela época, não havia eleição direta a presidente, internet, computadores pessoais ou telefones celulares. Ter um videogame era símbolo de status reservado às poucas crianças cujos pais tivessem viajado ao exterior. E se lembrado de agradar os filhos.

Depois que a Companhia Paraibuna Metais despejou chumbo, cádmio e zinco em Juiz de Fora, no rio Paraibuna, afluente do Paraíba do Sul, quem teve que sair de Campos foram as crianças. Com a suspensão da captação d’água por 12 dias, as aulas em todas as escolas da cidade foram interrompidas. Os pais que tinham a mínima condição financeira e parentes morando em cidades não afetadas enviaram seus filhos para longe do perigo tóxico do, até então, maior desastre ecológico do Brasil.

Com 9 anos, cursando a antiga 4ª série do curso primário na Escola Santo Antônio, hoje Hortifruti da rua Formosa, eu fui uma dessas centenas, talvez milhares de crianças. Peguei um ônibus da 1001 até Niterói, onde meu tio Luiz Edmundo Barbosa, irmão caçula do meu pai, residia e reservou um quarto só para mim. O impacto da independência para quem sempre dividira o mesmo aposento com o irmão um ano mais novo, foi enorme.

A sensação de liberdade foi ampliada pelo fato de tio Luiz gentilmente ter disponibilizado um aparelho de TV só para mim. E, diante dela, varar as madrugadas assistindo aos filmes no Corujão da Rede Globo, sem dever de casa ou obrigação de ir à escola. Ainda se vivia num tempo em que a maioria dos lares brasileiros só tinham uma TV, de uso coletivo, geralmente na sala.

Era uma situação de exceção, então pouca compreendida por quem se adaptou sem maiores traumas à novidade momentânea. Ainda assim, foi difícil esquecer aquelas filas de crianças se despedindo dos pais, nas portas dos ônibus na Rodoviária Roberto Silveira. Tomavam destinos variados para longe do perigo que atingiu diretamente meio milhão de pessoas. Sem contar os danos à fauna e à flora correndo como veneno nas artérias dos rios.

A dimensão da tragédia humana só veio cinco anos depois, em 1987. Estimulado por aquelas duas semanas com uma TV exclusiva e sem hora para acordar, o hábito de assistir filmes se tornaria adicção. E levou a um lançamento daquele ano nos cinemas: “Esperança e Glória”, de John Boorman. O diretor inglês transformou em filme sua experiência pessoal como menino também de 9 anos, durante a II Guerra Mundial (1939/45). Com Londres arrasada pelos bombardeios da Alemanha nazista, as crianças da capital britânica também foram mandadas para casas de parentes morando longe dos seus pais.

Já como adolescente de 15 anos, o filme remeteu naturalmente à criança “exilada” em Niterói. E permitiu compreender como os desastres na natureza e as guerras se equivalem na capacidade de mudar radicalmente, do dia para a noite, a vida das pessoas. Quando não terminar com elas. Campos tem hoje seus refugiados sírios e venezuelanos como exemplos à luz do sol real.

Adulto de 30 anos, fui como jornalista no helicóptero que saiu da planície goitacá rumo a Cataguases, em Minas Gerais, no começo de abril de 2003. Em 29 de março daquele ano, um reservatório de lixívia negra da indústria Cataguases de Papel se rompeu, atingiu o córrego Cágados e, dele, o rio Pomba, outro afluente do Paraíba. A captação d’água em Campos também teve que ser interrompida por 10 dias.

Na aeronave, além do piloto e de mim, estavam o promotor estadual Marcelo Lessa, os então presidente da Câmara de Campos, Nelson Nahim; secretário municipal de Meio Ambiente, Sidney Salgado; e o delegado adjunto da Polícia Federal de Campos, chamado Adriano, cujo sobrenome não lembro. Quem também estava a bordo era o repórter-fotográfico Diomarcelo Pessanha.

Como tive forte enjoo durante boa parte do voo, meu parceiro na cobertura jornalística só revelou depois seu receio: “Se você vomitasse, não iria ser em cima do piloto, do vereador, do secretário ou do delegado. Por questão de hierarquia, ia ser em cima de mim”.

A contaminação dos metais tóxicos causados pela Paraibuna em 1982 era mortal, mas invisível a olho nu. Embora menos danosa a homens, animais e plantas, por ser material orgânico basicamente composto de lignina e sódio, todos os campistas puderam ver quando a lixívia negra desceu o Paraíba no começo de abril de 2003. Também pude estar presente em Atafona, quando no dia 4 daquele mês a mancha escura sangrou pela foz do Paraíba e enegreceu até o oceano Atlântico.

Religioso ou não, era inevitável ver aquilo e associar à praga com que o Deus do Velho Testamento atingiu o rio Nilo do Egito Antigo. O que há de mais profano na relação do homem com a natureza se assemelhava a um castigo divino. Lembro que comentei isso com quem estava por acaso ao meu lado, em Atafona, assistindo a tudo também estupefato. Era o também jornalista e então deputado federal Fernando Gabeira.

Naquela viagem de helicóptero ao reservatório rompido, onde acabamos cruzando com a equipe do Globo Repórter, descobri que o próprio nome da cidade mineira revelava suas artérias ancestrais e comuns com Campos. Cataguases é uma variante de goitacazes. Antes da chegada do europeu à América, os índios já se locomoviam pelas mesmas vias fluviais em que depois deixaríamos nossas digitais impressas com lixívia negra.

Até ontem, a catástrofe do rompimento da barragem da mineradora Vale SA, em Brumadinho, em 25 de janeiro, tinha contabilizado 121 mortes e 226 ainda desaparecidos. Nas páginas 6 e 7 desta edição, uma matéria completa e concisa da jornalista Camilla Silva conta não só a tragédia mineira, que repercutiu por todo o mundo sem ter aprendido nada com Mariana, como as que já se abateram ao longo dos anos sobre Campos.

Na sexta (01) foi divulgado um vídeo do momento do rompimento da barragem em Brumadinho. Diante de pessoas, prédios, automóveis e trens engolidos pelo tsunami de lama, inevitável reconhecer nos olhos dos espectadores o mesmo medo de pais, 37 anos antes,  obrigados a mandar seus filhos para longe de casa.

Hoje questionada por quem acha que a Terra é plana, não crê que o homem foi à Lua, ou que nosso pequeno planeta azul gire em torno do Sol, se a história da evolução das espécies ensina alguma coisa é que não há perdão para quem é incapaz de aprender com os próprios erros.

 

Fred anuncia cortes na Câmara e analisa governos de Rafael e Carla

 

Por Arnaldo Neto e Aluysio Abreu Barbosa

 

Conhecido na política pelo temperamento afável, o novo presidente da Câmara de Campos, Fred Machado (PPS), assume o cargo anunciando cortes. O fim do lanche dos vereadores e das sessões solenes já está certo. Ele quer também cortar o carro para os edis. O ex-líder do governo Rafael Diniz (PPS) concorda que 2019 é o ano para o prefeito retomar a popularidade que o elegeu no primeiro turno em 2016, mas sofreu desgaste pelas dificuldades financeiras deixadas pelos Garotinho. Para isso, prega a unidade do grupo governista, que admite não ter acontecido em 2018, na disputa a deputado federal do vereador Marcão Gomes (PR), seu antecessor na presidência. Fred também analisou as administrações de Rafael, seu aliado político, e de Carla Machado (PP), sua irmã, em São João da Barra. Ele garantiu não haver possibilidade dela concorrer a prefeita de Campos em 2020. Se Carla não puder se candidatar à reeleição em SJB, por problemas jurídicos, revelou que ela “terá a alternativa certa”.

 

(Foto: Anotnio Leudo – Folha da Manhã)

 

Folha da Manhã — Você fez parte de um pequeno grupo de oposição na legislatura passada, que conseguiu eleger o então vereador Rafael Diniz (PPS) prefeito no 1º turno, vencendo em todas as zonas eleitorais de Campos. E foi líder do governo, antes de substituir Marcão Gomes (PR) na presidência da Câmara. Para quem esteve dos dois lados, dá pra dizer que é mais fácil ser pedra do que vidraça na política?

Fred Machado — Eu acredito que ser pedra e vidraça na política são mais ou menos parecidos, por conta das responsabilidades que você tem.  A gente tem que  estar aceitando as críticas, fazendo políticas construtivas e tentar melhorar.  Na época que eu caminhei como pedra, nós nunca inventamos nada em relação ao governo. A gente falava em bases sólidas. Espero que agora também como vidraça eu possa também aceitar as críticas construtivas, mas também em bases sólidas.

 

Folha — E se não forem?

Fred — Quando não forem, eu vou falar a verdade. E aí a gente tem como discutir a veracidade e a falsidade dos fatos. Quando a gente está como vidraça, é mais fácil a gente ser atingido por uma pedra, mas com certeza o diálogo é a coisa mais importante. E eu vou prezar muito pela transparência na Câmara.  A gente já está mudando, mexendo no Portal da Transparência, recebendo umas demandas de pessoas físicas. Vamos fazer uns acertos no Portal da Transparência. Já conversei com meu grupo que eu quero essa transparência, que eu sempre prezei lá atrás, possa acontecer agora no momento que eu estou como presidente da Câmara. A gente tem uma lei 12.527 que é a lei da transparência do governo federal. E ela tem algumas coisas que a gente precisa estar implantando no nosso site, tal como um formulário onde as pessoas podem estar formatando suas perguntas. A gente tem que estar colocando também o e-sic (Sistema Eletrônico do Serviço de Informações ao Cidadão) que é uma ferramenta importante, um sistema de informação do cidadão. Você ali também através do e-sic, seria uma pergunta mais sucinta, não seria uma coisa muito grande e que você poderia estar naquele momento mesmo dando a resposta, como tem também o prazo na Lei de Acesso da Informação que a gente tem documentos, várias coisas que a gente teria até 20 dias de prazo para responder e mais dez. Então aquilo que a gente puder responder de imediato a gente vai responder de imediato.

 

Folha — Você foi líder do governo, na linha de frente contra a oposição. Apesar disso, foi eleito presidente da Câmara por unanimidade, como a Folha adiantou na coluna Ponto Final. Ocupando por dois anos uma posição de enfrentamento, como conseguiu depois essa unanimidade?

Fred — No fundo, eu sempre fui uma pessoa de muito contato, de muita conversa. Eu acredito que a gente não consegue chegar a algum lugar se a gente não conversar com as bases. E hoje eu tenho contato direto com os que hoje se dizem independentes. Por que lá na Câmara hoje não se cita grupo de oposição, se cita grupo de independentes. Quando eles querem uma reunião comigo, eles chegam e falam: “Fred, você teria tempo de receber o grupo dos ‘independentes’?”.

 

Folha — Os “independentes” são os vereadores de oposição?

Fred — Os “independentes” que eu me refiro seriam Álvaro Oliveira (SD), Alonsimar (PTC), Renatinho do Eldorado (PTC), Josiane (PRP) e Eduardo Crespo (PR). Graças a Deus, eu nunca tive um desentendimento com ninguém, mesmo sendo oposição. Por que eu acredito que cada um está ali para disputar o seu espaço, suas convicções ideológicas e não brigar. Aliás, brigam as ideias e não as pessoas. A pessoa ali discute, debate, mas ali atrás (da Câmara) a gente tem um tratamento formal, respeitoso. Eu como líder do governo atendi a diversas solicitações de vereadores da oposição. Então eu acho que esse entendimento fez com que a gente tivesse essa unanimidade e acredito que vai ser assim com a Câmara. Hoje, eles têm visto o quanto de atenção eu tenho dado a eles. Eu tenho apenas aquela vontade em fazer com que o grupo continue unido e que eu possa cada vez mais unir esse grupo em prol do Legislativo. Aquilo que aquele vereador de oposição não tem, aquele outro também não terá. Pela minha vontade, eu terminaria com os carros na Câmara. A Câmara tinha alguns carros alugados, que serviam aos vereadores. Já que houve o gancho da Alerj, acho que também poderíamos adotar a medida e acabar com os carros, até mesmo para evitar questionamento em época eleitoral. Diante disso, estou dando uma informação em primeira mão para vocês. Conversei hoje (quarta) com o Controle Interno da Câmara, para ver se temos essa possibilidade de também cortar essas despesas com carro. E vou também tentar cortar a verba do brunch (lanche para os vereadores), que não vejo necessidade. Se lá atrás eu batia nisso, por que agora eu vou manter? Isso é um ponto certo. Os vereadores vão chegar para a sessão e terão que vir de casa com o lanche tomado.

 

Folha — Até o momento não há pesquisa divulgada, mas a impressão é que a onda verde que elegeu Rafael no primeiro turno, em todas as zonas eleitorais do município, não é a mesma. Fala-se que 2019 seria fundamental para tentar recuperar a popularidade do prefeito para 2020, quando ele já disse, em entrevista à Folha, que disputará a reeleição. Concorda?

Fred — Concordo com as duas teses. Quanto à perda de popularidade, não foi só Rafael. Nós, vereadores da base, também, porque acreditamos em um projeto com o pé no chão. Mas nós pegamos, realmente, um município com problemas. Hoje estamos vivendo isso com o Governo do Estado. Eu tenho certeza que o Governo do Estado terá dificuldades em manter as contas em dia e pagar o funcionalismo. Aqui, em Campos, nós ficamos desprovidos de recursos e até hoje estamos pagando dívidas do passado.

 

Folha — Isso porque a Câmara, com o ex-procurador Robson Maciel Junior, conseguiu revisar no TRF-2 o contrato draconiano que os Garotinho fecharam com a Caixa na “venda do futuro” de Campos. Do contrário, seria muito pior.

Fred — Sim, o apoio do Robson foi fundamental. Por um lado eu fico triste de ele ter nos deixado, mas fico muito feliz por ele estar buscando o espaço dele. Conversei com ele, vai ser pessoa que vai estar sempre ao meu lado. Fiquei com a Procuradoria que ele avalizou. Em relação à popularidade do governo, voltando à pergunta, aquilo que a gente perdeu, vamos recuperar através do Centro de Segurança Alimentar e Nutricional (Cesan), o antigo Restaurante Popular.

 

Folha — Tem o Hospital São José, a Clínica da Criança, a retomada de obras no Palácio da Cultura e no Mercado. Isso tudo Rafael anunciou para 2019.

Fred — Tem vários projetos. Eu vou conversar com Rafael, até mesmo para tomar pé da situação, conhecer o cronograma dessas obras, passar para os vereadores. E a gente realmente espera ver essa popularidade crescer. Rafael é um político pé no chão. Eu acredito muito nele por isso. Não vi Rafael falar uma coisa, dita por ele a mim, que ele não tenha cumprido. Acontecendo, todo aquele decréscimo de popularidade que os vereadores da base tiveram, vai se tornar um acréscimo de popularidade, porque a gente tem brigado junto com ele para que a nossa cidade prospere. E tem também a questão do transporte, que é uma parte fundamental e que se der certo esse sistema tronco-alimentador, que o IMMT e o prefeito estão montando. Se isso funcionar realmente, a gente vai ter as vans saindo dos distritos, tendo ponto de encontro com os ônibus. Se isso combinar, bater certinho, com a passagem a R$ 2,75, a gente vai ganhar muito com isso.

 

Folha — Marcão deve entrar em fevereiro no governo. Especula-se que seria na secretaria de Desenvolvimento Humano e Social. Na entrevista à Folha, Rafael não confirmou o cargo. É isso mesmo?

Fred — Sinceramente, eu não tenho essa informação sobre para onde Marcão iria, mas eu acredito muito na Sana (Gimenes, secretária de Desenvolvimento Humano e Social), no trabalho que ela faz. É uma pessoa que, caso Marcão vá para o Desenvolvimento Humano e Social, pode fazer um grande trabalho em outra pasta. E com relação a Marcão, ele é um político nato. Tenho uma estima muito grande por ele, somos amigos, tanto que eu o apoiei nas eleições. Fui a Carla conversar sobre ele, fomos juntos, ela disse que não poderia apoiar Marcão, porque já tinha outros compromissos, mas que não iria atrapalhar. Devo muito também à minha irmã, por ela ter entendido minha parte política. Assim como eu devo o meu primeiro mandato a ela, por ter me lançado candidato, agora eu tenho que fazer com que ela tenha orgulho de saber que o irmão dela anda com as próprias pernas.

 

Folha — Por falar em Carla, em 2012, ela encerrava o segundo mandato como prefeita de SJB e tinha grande aceitação do eleitorado campista. Naquele pleito ela participou bastante da sua campanha e você foi eleito com 4.956 votos. Já em 2016, quando Carla teve como foco a própria disputa à Prefeitura de SJB, sua votação caiu para 1.953. Você acredita que o fato de sua irmã ter ficado mais distante da sua campanha possa ter influenciado nesse resultado?

Fred — Com certeza influenciou. Mas o que mais influenciou foram as dificuldades, quando éramos oposição e não tínhamos a possibilidade de fazer nada pela população. Hoje é totalmente diferente. Recebi um telefonema da vereadora Josiane, me falando de uma pessoa que precisava fazer uma cirurgia cervical. A gente não tem na cidade essa prótese. A gente tem de mandar a pessoa para o IOT, lá no Rio. E eu já combinei com ela para segunda-feira a gente tentar resolver isso juntos.

 

Folha — Na legislatura passada isso não acontecia: a oposição pleitear junto ao governo?

Fred — A oposição não tinha como ser atendida com nenhum pedido, nem com poda de árvore. Se a gente precisasse da poda de árvore na rua da nossa casa, ia um outro vereador lá, do governo, fazer o pedido. Agora, não. Os vereadores, e eu tenho como provar, quando chegavam para mim, como líder do governo, eu levava as demandas ao prefeito e eram resolvidas. A falta de apoio da minha irmã influenciou, mas muito mais por a gente não ter tido espaço, hora nenhuma, no governo anterior.

 

Folha — No ano passado você sofreu um princípio de infarto antes de uma sessão extraordinária e chegou a passar por um procedimento cirúrgico. No retorno à Câmara, disse que “pegaria mais leve”. No entanto, deixou a liderança do governo para assumir a presidência da Casa. Este fardo é mais leve?

Fred — Não.

 

Folha — Pensou que seria?

Fred — Também não.

 

Folha — Conversou com o médico antes de aceitar?

Fred — Conversei (risos). Eu tenho tentado realmente trabalhar os problemas de uma outra forma. Eu trabalhava somatizando demais os problemas. Antes a gente ficava tenso demais, achando que de repente a gente tinha condições de resolver tudo. E, no fundo, a vida não é assim. Nem Jesus agradou a todos. Hoje mesmo estou vivendo essa situação lá na Câmara. Se eu cortar os carros, como falei, alguns vereadores vão ficar chateados. No entanto, a maioria da população vai ficar porque está mostrando que a gente está dando uma cara nova para Câmara, dando valor ao pouco recurso que a gente tem. Para que a gente possa chegar ao final estabelecido, sem problemas para contingenciamento. Isso incomoda muito. Hoje, se eu precisar fazer um contingenciamento de 3% em cima de (um salário de) R$ 3 mil dá R$ 90. De 30%, dá R$ 900. E aí já é a mensalidade de uma escola, por exemplo. Eu penso como se fosse comigo. Eu estou ali e eu não gostaria de perder, como nos perdermos com Dr. Edson (Batista, PTB, presidente da Câmara no governo Rosinha). Teve um contingenciamento de 30% que nós fomos favoráveis, à época, não discutimos, porque sabíamos que era um problema que acontece. Na época eu falei que era um problema comum em Tribunal de Contas do Estado. É o teto, o limite. E hoje eu quero trabalhar um pouco mais folgado em relação a isso. Então, o que estou pensando em fazer é projetar nos dois anos aquilo que a gente vai gastar e se tiver de tirar 3%, não é nada demais. E nem vai ser feito, não há nada que aponte para esse caminho. Mas, se houver, eu já cheguei para os vereadores e conversei, que é melhor a gente fazer agora, de 3%, do que deixar para depois e ter que fazer de 30%. Mas, com certeza gostaria de frisar: nenhum apontamento financeiro foi colocado ainda para mim, para que a gente tenha que fazer isso, para não criar alarde. Porque, com certeza, o dia que tiver de ser feito, logo estarei passando para as pessoas. Na gestão anterior, que teve de demitir os funcionários com Regime de Pagamento Autônomo (RPA), talvez para mim tenha sido bom.

 

Folha — Poupou você de ter que fazer o corte?

Fred — Ruim por um lado, porque agora eu fico pressionado nessa questão dos empregos, mas bom, também, porque não fui eu que tive de fazer. Tem as empresas terceirizadas que eu vou ter de voltar, a parte de vigilância, portaria. Eu sei que eu preciso economizar no lanche, no carro. A relação de RPA para terceirizado é de 1 para 2,8. O que pagava no RPA mil, se paga R$ 2,8 a 3 mil para terceirizado. Não estou dizendo que Marcão não fez o que deveria ser feito, mas cada um tem a sua administração. Eu prefiro trabalhar com RPA zero na Câmara.

 

(Foto: Antonio Leudo – Folha da Manhã)

 

Folha — Após assumir a presidência, um dos seus primeiros atos foi não prorrogar o corte de 30% dos salários dos comissionados, que durou entre outubro e dezembro de 2018. Você falou também em contingenciar, que é melhor cortar 3% agora do que cortar 30% depois. Na comparação entre os ex-presidentes Nelson Nahim e Edson Batista, que virou no folclore da Câmara de Campos, você quer ser bolo de fubá ou bolo Amélia? Vai deixar farelo quando tiver que cortar a fatia?

Fred — Eu tenho conversado muito com os vereadores para mostrar a real situação da Casa. Eu já penso em cortar bastante sessões solenes na Câmara porque isso gera custo. Já começamos a conversar sobre as moções de aplausos que existem dentro do regimento, eu posso estar colocando e vou colocar cinco moções de aplausos por mês, para cada vereador. Isso é regimental, não estou inventando. Quando você faz uma sessão solene, dependendo de qual for, tem que colocar rosas, trazer pessoas para fazer o cerimonial e tudo isso envolve custos. Essas medidas já são certas de acontecerem, das cinco menções de aplausos por mês para cada vereador, cortar o lanche e sessões solenes.

 

Folha — E os carros?

Fred — Sobre os carros estarei conversando nesta semana com alguns vereadores. Já tenho de acordo o próprio Alonsimar. Eu sei que vai ter controvérsias, mas eu, como presidente da Câmara, tenho que ouvir a maioria. Se a maioria estiver comigo e achar que a gente deve fazer, vai ser feito.

 

Folha – Em dezembro do ano passado Marcão precisou dispensar 31 porteiros depois que a Polícia Federal foi à Câmara para dizer que porteiros e vigilantes não poderiam ser contratados por meio de RPA e, sim, por uma empresa especializada. Marcão, na época, disse que era uma coisa que ficaria para sua gestão. Existe alguma solução para a questão dos vigilantes? Há necessidade da Câmara ter esse número de porteiros, maior do que o de vereadores?

Fred – Marcão não contratou vigilantes. Não eram pessoas armadas. Ficou o nome de porteiro, mas no fundo, eles também faziam a segurança do plenário sem arma. Mas temos que fazer o que a Justiça manda. Ele, infelizmente, na mesma hora que recebeu a notificação, exonerou todos. Isso mostra sua obediência à decisão judicial. O que vou fazer é tentar não ter esse erro, já que eu tivesse esse privilégio de saber que isso não poderia ser feito. O que vai ter que acontecer? Já existe licitação para vigilante. Temos que cortar os custos de carro, lanche para também suportar essa demanda que vou ter. E vou chamar a empresa que ganhar a licitação para diminuir o número de postos. Não existe condição orçamentária para que a gente fique com 38 postos.

 

Folha — Você é do PPS, mesmo partido do prefeito. Vocês têm uma relação desde a legislatura passada, na oposição aos Garotinho. Depois, foi líder do governo Rafael. Mas antes da sua eleição a presidente, você falou à coluna Ponto Final que não seria nela um capacho como foi Edson Batista. Como será a relação entre os poderes Legislativo e Executivo de Campos?

Fred — Eu nem gostaria de repetir o que falei, porque no fundo eu sempre tive um grande respeito por dr. Edson. Só que ele realmente deixa a desejar porque não deixava com que a oposição tivesse vida dentro da Câmara.

 

Folha – E você e Rafael?

Fred – Eu e Rafael temos uma amizade muito grande.

 

Folha – Mas como presidente da Câmara e prefeito.

Fred – Rafael não sabe onde tem um grampo dentro da Câmara, não sabe onde é a sala de um vereador sequer. Se foi na Câmara duas ou três vezes, é muito. Acho, sim, que temos que ter harmonia entre Legislativo e Executivo.

 

Folha – Qual o limite entre harmonia e independência?

Fred – Acredito que no meu caso, nunca tive de Rafael alguma situação que me faça sentir dependente.

 

Folha – Falo da Casa, não de você.

Fred – Eu me incluo na Casa, como presidente, e tenho certeza de que se eu tiver de chegar para Rafael e solicitar que reveja alguns cálculos que possa estar beneficiando a Câmara em prol da população, ele verá com boa vontade. Hoje temos uma estimativa de perdermos 0,5%. A primeira coisa que fiz foi chegar no prefeito e falar: “Prefeito, esse duodécimo vai baixar de 5% para 4,5%”. A abertura que temos com o prefeito, como presidente da Câmara, foi mostrada assim. Ele disse: “Fred, se houver alguma coisa que a Prefeitura esteja faltando repassar para a Câmara, que você tenha a liberdade de ir na secretaria de Fazenda, resolver e me trazer”. Ele quer fazer o certo e eu também.

 

Folha – E foi resolvido sobre o duodécimo?

Fred – Estamos resolvendo já. Estou com o grupo formado pelo pessoal da auditoria interna, tem um pessoal da secretaria de Fazenda. Temos consultas também ao Tribunal de Contas do Estado.

 

Folha – Falando sobre a condução da Casa, você vai comandar o Legislativo em um ano eleitoral, em 2020. Como mediar a Câmara para que o debate não seja voltado apenas a política partidária e, sim, de coisas que sejam do interesse do município?

Fred – Fazendo isso que te falei. Colocando projetos em pauta, trabalhando também audiências públicas que realmente venham interessar a população. Acredito também que eu teria condições, através da Emugle (Escola Municipal de Gestão do Legislativo), de fazer alguns programas que todos os vereadores possam estar passando, alguma coisa para a população, trabalhar na rádio Câmara e, principalmente, voltar com o Parlamento Regional.

 

Folha – Na véspera da sua eleição, além da expectativa da votação unânime, você também falou ao Ponto Final sobre o Parlamento Regional. Qual a importância disso?

Fred – Isso. Já pedi para pegarem todos os papéis, a primeira ata, vou buscar junto com São Francisco, São João da Barra, municípios vizinhos. Vamos trabalhar bastante isso. Lá atrás, cheguei a falar que enquanto comíamos caviar, o povo passava fome, acho que agora tenho que dar o exemplo. Se é uma prerrogativa do presidente poder tirar esse lanche, já avisei ao pessoal que não vai ter.

 

Folha — Em 2016, antes das convenções, o nome de Carla chegou a ser cogitado como possibilidade de vir candidata à Prefeitura de Campos. Mas ela acabou concorrendo e levando pela terceira vez a Prefeitura de SJB. Especula-se que ela poderia  pensar nisso em 2020. Como presidente da Câmara, aliado do prefeito Rafael e irmão da prefeita Carla Machado, existe essa possibilidade?

Fred — Eu converso bastante com a minha irmã. Não vejo essa possibilidade. Carla, como todos dizem, na gíria popular, é minhoca da terra. Carla tem um amor muito grande por São João da Barra. Tenho certeza que, muitas vezes, quando se especula isso, se não fosse você especulando isso, eu ia achar que fosse a oposição, que talvez quisesse me fazer afastar do prefeito. Mas, isso já foi conversado uma série de vezes com a minha irmã. Com certeza, ela não tem vontade nenhuma de vir candidata a prefeita em Campos. E eu me sinto muito tranquilo, porque sei da amizade que ela tem com Rafael, que a admira muito. Não vejo possibilidade nenhuma disso acontecer. Eu estou muito tranquilo em relação a isso, porque eu converso direto com ela. Isso é uma coisa que se especula, como eu disse, pelo lado da oposição, para criar, realmente, uma divisão.

 

Folha — Você abstraiu a pergunta anterior de dolo de oposição, o que é bom. E há campistas que não são da oposição e veem com bons olhos a possibilidade de Carla concorrer a prefeita de Campos. Como viram em 2016, quando isso foi cogitado. Não há nenhuma possibilidade?

Fred — Eu me sinto, como irmão, orgulhoso das pessoas pensarem em Carla aqui. Sinal que ela faz um bom governo lá.

 

Folha — Um exemplo? Quando foi prestigiá-lo na posse como presidente da Câmara de Campos, Carla foi ovacionada pelo público.

Fred — Eu acho que ela deu mais Ibope do que eu, né? Mas é isso, ela tem um carisma muito grande, é uma pessoa com uma experiência política grande, gosta do que faz. E eu acho que o Rafael é a mesma coisa. Ele também gosta muito do que faz, está passando a ter essa experiência no Executivo, enquanto Carla já está no terceiro mandato. É uma diferença muito grande. A mesma coisa se você pegar o Marcão, hoje, com essa bagagem que já teve desses dois anos, e eu começando agora. Não tem nada demais eu pedir conselhos, chegar para ele e falar: “Olha, isso aqui é por aqui mesmo?”. É o que eu faço. Eu tenho Marcão como amigo. Ouço o Robinho também. A equipe da espinha dorsal da Câmara, eu não mexi, porque confio nas pessoas. A parte política eu deixei de lado, porque se fosse pensar só em parte política, tiraria todos. Mas, não. Eu quero trabalhar, e trabalhar bem. Trabalhando bem, a minha parte política prospera. Do que adianta eu tirar pessoas pensando politicamente e me atrasar administrativamente? Então, eu mantive a espinha dorsal da Câmara, que é a superintendência, o controle interno. Um bom trabalho administrativo vai refletir politicamente para mim.

 

Folha — Ainda sobre a sua irmã, há quem comente, também, que a única possibilidade de ela não ser candidata à mais uma reeleição em SJB, seria sua condenação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE)  na operação Machadada, caso se confirmem as decisões do juízo local e do Tribunal Regional Eleitoral (TRE). Carla só estaria fora do jogo se fosse condenada?

Fred — Eu acredito que ela pensa em ser reeleita. E, com certeza, o trabalho que ela tem feito faz com que seja franca favorita. Esses problemas judiciais sendo resolvidos, com certeza o nome ideal para voltar a ser prefeita de São João da Barra é Carla Machado.

 

Folha — Acredita que os problemas jurídicos serão resolvidos?

Fred — Eu tenho praticamente certeza que vão ser resolvidas, pelas defesas que foram feitas. Inclusive, a gente sempre conversa sobre isso e eu a vejo muito tranquila. Quem não deve não teme. Ela me fala sempre isso: “Ico, eu não devo, não tenho o que temer”. Mas, acredito que, caso haja algum problema, ela terá a alternativa certa. Uma vez que ela já foi traída, ela vai pensar com muito mais calma, com mais razoabilidade nas pessoas que ela vai colocar.

 

Folha — Traída por Neco (ex-prefeito de SJB)?

Fred — Isso, traída por Neco.

 

Folha — Qual avaliação você faz da metade dos governos Rafael e Carla? Poderia fazer uma comparação entre eles?

Fred — Eu vejo como duas situações distintas. Rafael pegou já com dois empréstimos feitos pela Rosinha, com a “venda do futuro”, que nós fomos veementemente contra. E avisávamos que nossos filhos iriam pagar. Muita gente não acredita nisso na época. E é aquilo que eu falei lá atrás, quando você entra, assim como eu estou me colocando, hoje, como um presidente de Câmara inexperiente ainda, eu vejo Rafael ainda como novo no Executivo; não inexperiente, mas novo. Carla já acompanhava, já sabia o quanto ela ia pegar de problemas. E desde o começo ela cortou todos os benefícios, aluguel social, e a gente ainda demorou um pouquinho para fazer isso.

 

Folha — Você acha que o governo de Campos errou nisso?

Fred — Talvez não tenha sido um erro. Eu acredito que tenha faltado, talvez, a gente saber como estava a casa. A transição foi tumultuada, documentos que sumiam, a gente não sabia daqueles empenhos que tinham sido cancelados. A gente chegou até a conversar no começo sobre essa situação: que, se tivesse de cortar alguma coisa, seria melhor fazer logo de início. No fundo, achei que ele foi coerente, porque ele não sabia o que ia encontrar. Carla, com a experiência que ela tinha já de dois mandatos, já sabia mais ou menos o que ia encontrar e já entrou com o pé na porta. Quando a gente entra em um cargo pela primeira vez, é muito difícil não ter uma pessoa do seu lado que já tenha participado. Eu converso com vereadores da oposição, com vereadores que estão envolvidos na Chequinho. No fundo, eu sei o modus operandi que eles trabalhavam lá. Só que eu me mantenho sempre quieto, porque eu acho que a confiança é uma das maiores coisas que a gente pode ter. E se eles falam alguma coisa comigo, é porque têm confiança. E eu me mantenho quieto e procuro não errar da forma que eles erraram. Então, eu acredito que a diferença (entre os governos) é esta: Rafael ter entrado, ter montado uma equipe, mas não ter tido tempo de ver que o tamanho do problema de Campos é bem maior, por conta da quantidade de vereadores, da extensão territorial que nós temos. E também, por conta de não termos uma equipe, já que na de Carla ela mudou peças no governo, mas conservou algumas. A de Rafael teve de mudar praticamente toda.

 

Folha — Mas qual a sua avaliação da primeira metade do governo Rafael e da primeira metade do governo Carla?

Fred — Avalio como mais favorável para Carla.

 

Folha — De 0 a 10, para um e o outro?

Fred — Colocaria 6 para Rafael e 8 para Carla. Fazendo um adendo que tanto lá, como cá, essa média sobe.

 

Folha — Comenta-se que o verão no Farol seria o primeiro passo nessa retomada de popularidade do governo de Campos. Isso seria fruto não só com a parceria com o Sesc nos shows, mas com Rafael resgatando talvez sua maior virtude como político, que é o contato corpo a corpo com o eleitor, após ter passado os dois primeiros anos mais fechado no Cesec. Como você avalia isso?

Fred — Eu comparo a mim, neste momento que estou. No momento que você entra em um cargo público que você nunca ocupou, se a gente não se fechar um pouco para tomar pé da situação, a gente não consegue pegar as rédeas das coisas. E o que Rafael sabe fazer bem é política, na rua, corpo a corpo, é uma pessoa super simpática, que dá valor às pessoas. Ele não é político só para ter voto, é para ajudar. Eu já vi Rafael ajudar pessoas que viviam falando mal dele em Facebook, principalmente na doença, assim como Carla. Acho que os dois têm muita identificação nessa parte de saúde. Independente de aqui em Campos ainda estarmos com problemas sérios. Mas com certeza, em 2019, tanto Campos como SJB vão dar um grande salto. A gente tem que trabalhar a parceria público privada direto e Rafael solto na rua, os vereadores trabalhando os projetos, vendo as demandas que a população realmente precisa, levando até o prefeito. O vereador é importante demais.

 

Folha — O ex-deputado Paulo Feijó disse em entrevista à Folha no último domingo (27) que Marcão não teria sido eleito deputado federal porque o grupo do governo não fechou integralmente com ele. Concorda?

Fred — O deputado acompanhou melhor do que eu, ele esteve muito junto com Marcão na eleição. Eu ajudei Marcão em reuniões, em algumas situações. Então, no fundo, o grupo que eu via nas reuniões era o grupo de governo. Mas, deixei de ver, realmente, algumas pessoas.

 

Folha — Para essa retomada em 2019, não é fundamental que essas ausências não ocorram mais?

Fred — Concordo e vou trabalhar para isso, principalmente dentro da Câmara. Vou trabalhar para que a gente mantenha a unidade. Acho que é importante a gente ter como primordial a eleição de Rafael. Independente de eu estar vereador ou não, estando no grupo, eu tenho certeza que vou ser valorizado. E eu acho que é isso que os vereadores do grupo da base devem pensar. Vamos focar na eleição de Rafael.

 

Folha — Você deu nota 6 para Rafael e 8 para Carla. Prevê uma nota para o final desses governos?

Fred — Eu torço para 10 e 10 (risos).

 

Folha — Você torce. Mas o que espera de fato?

Fred — Coloco as dificuldades de Campos maiores. Então, que seja 10 a 9. Já fico satisfeito.

 

Página 2 da edição de hoje (03) da Folha

 

Página 3 da edição de hoje (03) da Folha

 

Publicado hoje (03) na Folha da Manhã

 

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