Opiniões

Com Covid, Makhoul segue sem febre na UTI da Unimed e vai fazer hemodiálise

 

Mahoul Moussallem (Foto: Folha da Manhã)

 

Até o começo desta tarde de sexta-feira (26), o quadro de saúde do médico neurologista Makhoul Moussallem, de 75 anos, seguia grave, mas estável, na UTI do Hospital da Unimed de Campos. Infectado pela Covid-19, seus parâmetros respiratórios seguem inalterados e ele está sem febre, indicando que a infecção vem respondendo aos medicamentos. Porém, devido a uma piora da função renal, passará a partir de hoje a se submeter a hemodiálise. As informações foram passadas por sua companheira Vera Marques, também médica, que vem acompanhando o caso de perto.

Makhoul deu entrada na Unimed (confira aqui) na manhã de segunda (22), após uma tomografia mostrar piora da infecção, que passou de 25% para 50% a 75% dos pulmões. À noite do mesmo dia, já na UTI, ele foi entubado e colocado no respirador, após um edema agudo. Foi provavelmente causado por uma fibrose cardíaca, consequência da quimioterapia que fez para curar um câncer, cujo tratamento já havia concluído. E também deixou um leve comprometimento renal, cuja piora gerou a necessidade da hemodiálise, fundamental para manter seu quadro estável.

 

Marcelo Freixo analisa Brasil de Bolsonaro e RJ de Witzel neste sábado na Folha

 

“Pesquisas apontam uma média de 30% de apoio ao presidente Bolsonaro. Ainda é uma média muito elevada”.

“Mais do que ficar falando de fascismo, que é uma palavra que boa parte da população não entende, eu acho que todo o campo progressista, comprometido com a democracia, tem que falar com as famílias, falar de saúde e de emprego”.

“Bolsonaro age como um ‘serial killer’ da Constituição, ele mata a Constituição todos os dias”.

“Nós temos um presidente que vai a atos promovendo a ideia de fechamento de Congresso, de fechamento do Supremo e de intervenção militar. Então já temos um golpe em curso”.

“Vamos combinar que não é liberdade de expressão dizer que um juiz tem que morrer, que um deputado tem que morrer, que tem que estuprar filha de juiz. Isso não é liberdade de opinião, de expressão; isso é crime. Quem fala algo criminoso responde por crime”.

“Não tenho dúvida: este ano nós saberemos quem foram os mandantes da morte da Marielle”.

“Tudo indica que o Psol de Campos caminhará com candidatura própria (a prefeito)”.

“Sem dúvida alguma, acho que o Witzel é um ex-governador em exercício. Ele reproduziu práticas encontradas no governo de Sérgio Cabral”.

“Bolsonaro sempre conviveu com esquemas corruptos, dentro dos seus partidos e no próprio parlamento. E, agora, as investigações sobre Queiroz e sobre seu advogado (Frederick Wassef) vão deixar muito claro que não temos uma nova política, muito pelo contrário, temos o que sempre houve de pior na velha política”.

“Acho que o Sérgio Moro cometeu erros muito graves, em aproximação com o governo Bolsonaro, e se apagou demais”.

“Havia muitos outros antipetistas que foram derrotados junto com PT (em 2018). Bolsonaro se elege ao construir uma imagem falsa da não-político, e ele precisa provocar crises atrás de crises no seu governo para não entregar o resultado de um governo, porque ele precisa dizer que a política não o deixa governar”.

“Bolsonaro não é cassado porque fez acordos, entrega cargos atrás de cargos ao Centrão. E a única coisa que o Centrão quer neste momento do governo Bolsonaro é se esconder das investigações da própria Lava Jato. O governo Bolsonaro virou um grande esconderijo da Lava Jato”.

 

Marcelo Freixo (Foto: Folha da Manhã)

 

Estas foram algumas das afirmações feitas pelo deputado federal Marcelo Freixo (Psol/RJ), em entrevista exclusiva respondida por e-mail entre quarta (24) e quinta (25). Para conferi-la na íntegra, falando sobre Brasil, EUA, Estado do Rio, Campos e Norte Fluminense, confira a edição da Folha da Manhã deste sábado (27), bem cedo nas bancas e na casa dos assinantes.

 

STF desmente bravata bolsonarista sobre resposabilidade pelo desastre da Covid

 

STF, Carmém, Fux, Bolsonaro e as covas abertas pela Covid em Manaus (Montagem: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

Sabe aquela bravata dos bolsolavistas, de que eu “Mito” não teria culpa pelos até aqui 54.434 mortos oficiais da Covid-19 no Brasil, 2º país do mundo com mais óbitos na pandemia, porque o Supremo Tribunal Federal (STF) teria delegado a responsabilidade a governadores e prefeitos?

Pois é. É mais uma deslavada mentira do governo investigado pelo mesmo STF no inquérito das fake news:

— O que o Supremo disse é que a responsabilidade é dos três níveis (federativos: União, estados e municípios). E não é hierarquia, porque na federação não há hierarquia. para estabelecer condições necessárias, de acordo com o que cientistas e médicos estão dizendo que é necessário, junto com governadores, junto com prefeitos. Acho muito difícil superar (a pandemia) com esse descompasso, com esse desgoverno (…) isso vai resultar em mortes, e haverá responsabilidade por isso — esclareceu (aqui) a ministra do STF Carmém Lúcia, em live promovida pela Unicamp.

No dia 22, o também ministro do STF Luiz Fux já havia desmentido (aqui) Jair Bolsonaro (sem partido) e seus apoiadores, na “narrativa” que disseminam nas redes sociais para tentar eximir o governo federal pela desastrosa condução do combate da Covid-19 no Brasil. Que já foi chamada em rede nacional pelo presidente de “gripezinha” e “resfriadinho”:

— O Supremo não exonerou o Executivo federal das suas incumbências. Porque a Constituição Federal prevê que, nos casos de calamidade, as normas federais gerais devem existir. Entretanto, como a saúde é direito de todos e dever do estado, num sentido genérico, o estado federativo brasileiro escolheu o estado federado em que os estados têm autonomia política, jurídica e financeira — explicou Fux, eleito hoje como próximo presidente do STF.

 

Pré-candidato a prefeito, Caio Vianna fecha a semana do Folha no Ar nesta sexta

 

(Arte: Eiabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

A partir das 7h desta sexta (26), quem fecha a semana do Folha no Ar, na Folha FM 98,3, é o pré-candidato do PDT a prefeito de Campos, Caio Vianna. Ele falará sobre a pandemia da Covid-19, governo Jair Bolsonaro (sem partido) x seu PDT de Ciro Gomes, além do governador Wilson Witzel (PSC) sob ameaça de impeachment. Analisará também a as quedas substanciais e progressivas das receitas do petróleo (confira aqui e aqui) com a necessidade que elas impõem de redução na máquina pública municipal. E, no último bloco, falará da administração Rafael Diniz (Cidadania), do deputado federal Wladimir Garotinho (PSD), da sua pré-candidatura a prefeito e demais adversários.

Quem quiser participar ao vivo do Folha no Ar desta sexta, pode fazê-lo com comentários em tempo real, no streaming do programa. Seu link será disponibilizado alguns minutos antes do início, na página da Folha FM 98,3 no Facebook.

 

Internado na UTI da Unimed com Covid, quadro de Makhoul é grave, mas estável

 

Makhoul foi três vezes candidato a prefeito de Campos pelo PT, mas nunca deixou de ser crítico ao partido e suas lideranças, como os ex-presidentes Lula e Dilma (Foto: Folha da Manhã)

 

Internado por conta da Covid-19 ontem (22) na UTI do Hospital da Unimed de Campos, o médico Makhoul Moussallem, de 75 anos, apresenta um quadro grave, mas estável. Segundo explicou sua companheira, a também médica Vera Marques, ele foi entubado e passou a usar respirador após um edema agudo. Teria sido causado por uma fibrose cardíaca, consequência da quimioterapia que fez para curar um câncer, cujo tratamento já havia concluído. Nascido e criado no Líbano, se radicou com a família em Campos ainda adolescente, onde salvou várias vidas ao longo da uma brilhante carreira na medicina. E quase chegou a governar a cidade que o adotou.

Candidato a prefeito de Campos três vezes (2004, 2006 e 2012) e uma a deputado federal (2014), além de um dos médicos neurologistas mais respeitados da cidade, Makhoul começou a apresentar os primeiros sintomas da Covid no dia 15, com febre e tosse. No dia seguinte (16), começou o tratamento com antibiótico e corticoide. Fez também uma tomografia, que apresentou comprometimento de 25% dos pulmões, e um teste PCR para a doença, cujo resultado foi confirmado no dia 20.

Ontem, apesar de ter acordado bem disposto e sem febre, Makhoul fez uma segunda tomografia, que apontou uma evolução do comprometimento dos pulmões para 50% a 75%. Saiu do exame feito na manhã já sentindo cansaço e foi direto para a Unimed, da qual foi um dos fundadores em Campos. Ficou inicialmente na terapia semi-intensiva, até vagar um leito na UTI. E, após o edema, teve que ser entubado e colocado no respirador à noite do mesmo dia.

Além das consequências cardíacas da quimioterapia, que concluiu há dois anos, Makhoul já teve dois infartos, há mais de 20 anos. Sua condição respiratória é afetada por um enfisema pulmonar. Além da fibrose no coração, no qual usa por isto um aparelho desfibrilador, a quimioterapia também deixou um quadro de leve comprometimento renal, que vem respondendo ao tratamento, desde que se internou na Unimed.

— O quadro de Makhoul é grave, mas estável. E, apesar das comorbidades, todas as adversidades de saúde que já passou demonstraram que ele tem uma resposta medicamentosa impressionante. É um dos homens mais fortes que já conheci. Ele luta pela vida, tem uma vontade de viver incrível. Acorda todo dia com vontade de tomar café e ser feliz. Acho que ele vai sair vencedor — testemunhou Vera Marques, companheira de Makhoul.

 

Com Covid e sem febre há 4 dias, vereador Neném deve ser liberado para casa

 

 

Vereador Luiz Alberto Neném (Foto: Folha da Manhã)

Como anunciado em primeira mão no programa Folha no Ar do início da manhã de hoje, na Folha FM 98,3, e foi reforçado à tarde na sessão virtual da Câmara Municipal de Campos, pelo presidente Fred Machado (Cidadania), o vereador Luiz Alberto Neném (PSL) deve ter alta nesta quarta do Hospital da Unimed de Campos. Como o blog noticiou aqui, na última quinta (18), ele teve quadro confirmado de Covid-19 e se internou naquele mesmo dia em um leito clínico do hospital, após uma tomografia registrar que a infecção tinha atingido 50% dos seus pulmões.

Segundo o próprio Neném informou por telefone, e é possível constatar por sua voz, seu quadro clínico vem apresentando melhora. E ele está há quatro dias sem febre, o que indica a redução da infecção. Desde a sexta (19) ele faz diariamente fisioterapia pulmonar. Neste dia, uma nova tomografia indicou que o quadro dos pulmões permanecia estável. Ele voltou a repetir o exame na tarde de hoje. Que, se apontar a redução esperada, deve implicar amanhã na sua liberação para casa.

— Acompanhei o caso por acesso remoto o tempo inteiro, junto à colega infectologista Patrícia Pandolfi, que é infectologista da Unimed. Quando houve a piora do quadro de comprometimento pulmonar, achamos que seria mais seguro internar. E, desde então, Neném vem respondendo muito bem ao tratamento, Está há quatro dias sem febre, a tosse está bem mais espaçada, o quadro clínico mostra melhora, indicada também pelos exames laboratoriais. Esperamos só que isso seja confirmado pelo laudo da tomografia feita hoje para poder liberá-lo, provavelmente nesta quarta — explicou a clínica geriatra Deborah Casarsa, médica do vereador.

 

Dom Rifan fala sobre pandemia, religião e política no Folha no Ar desta quarta

 

(Arte: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

A partir das 7h da manhã desta quarta (24), o convidado do Folha no Ar é Dom Fernando Rifan, bispo da Administração Apostólica São João Maria Vianney, que reúne a ala tradicionalista do catolicismo romano em Campos. Ele falará sobre a prática da fé cristã durante a pandemia da Covid-19, sobre conservadorismo religioso e conservadorismo político, além de analisar os governos Jair Bolsonaro (sem partido), Wilson Witzel (PSC) e Rafael Diniz (Cidadania).

Quem quiser participar ao vivo do Folha no Ar desta quarta, pode fazê-lo com comentários em tempo real, no streaming do programa. Seu link será disponibilizado alguns minutos antes do início, na página da Folha FM 98,3 no Facebook.

 

Prisão de bolsonarista põe atos antidemocráticos do NF sob investigação federal

 

Protestos antidemocráticos e inconstitucionais de Campos, em 15 de março, também estariam sob investigação federal (Foto: Genilson Pessanha – Folha da Manhã)

 

O fato da campista Érica Viana, auxiliar de creche do município, ter sido presa (confira aqui) na terça passada (16), dia seguinte à radical Sara Geromini ir para a cadeia na segunda (15), tem deixado radicais bolsonaristas em Campos, São João da Barra e região de cabelo em pé. Todo o esquema das manifestações antidemocráticas locais, com postagens nas redes sociais em afronta à Constituição, já estariam na mira da Polícia Federal (PF), da Procuradoria Geral da República (PGR) e do Supremo Tribunal Federal (STF). E não adiantaria deletar as postagens. Tudo já estaria printado e, seus autores, devidamente identificados. E, idelogia à parte, visaria lucro (confira aqui).

Ao que parece, a casa caiu. Do Planalto Central à planície goitacá. É esperar para ver quem irá junto.

 

A campista Érica Viana e a líder dos “300 do Brasil”, Sara Geromini, tranferidas da sede da PF à Penitenciária Feminina de Brasília (Foto: Divugação)

 

Fechar Menu