Opiniões

Amaerj divulga nota de repúdio aos ataques contra juiz que prendeu casal Garotinho

 

A Associação dos Magistrados do Estado do Rio de Janeiro (Amaerj) acabou de soltar (aqui) nota oficial de repúdio aos ataques que o juiz Glicéio de Angiólis Silva, titular da 2ª Vara Criminal de Campos, passou a sofrer após ter determinado (aqui) a prisão do casal Garotinho na última segunda (02). O motivo foram as denúncias de ex-executivos da Odebrecht (aqui) sobre superfaturamento de R$ 63 milhões no Morar Feliz. Nos oito anos do governo municipal Rosinha, o programa habitacional custou quase R$ 1 bilhão aos cofres públicos de Campos. E teria gerado o repasse de caixa dois de R$ 25 milhões para campanhas eleitorais dos Garotinho.

As investidas contra o magistrado da comarca de Campos se intensificaram após o habeas corpus favorável aos ex-governadores do Rio e ex-prefeitos de Campos, deferido pelo desembargador Siro Darlan, no plantão da madruga de terça (03) do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJ-RJ). Ontem, os ataques chegaram até o plenário do Congresso Nacional, com o deputado federal Wladimir Garotinho (PSD), filho do casal. Ele chegou (aqui) a denunciar “um grupo da justiça local da cidade de Campos vem perseguindo a minha família” e usar o adjetivo “canalhas”.

Confira abaixo a resposta da Amaerj:

 

 

A Amaerj manifesta apoio ao juiz Glicério de Angiólis Silva, que decretou as prisões preventivas de cinco pessoas, entre elas os ex-governadores do Estado do Rio de Janeiro Anthony Garotinho e Rosinha Garotinho. Todos são acusados de superfaturamento em contratos celebrados entre a Prefeitura de Campos dos Goytacazes e a construtora Odebrecht.

A Amaerj repudia as declarações caluniosas e infundadas sobre a decisão judicial. A Associação ressalta que, a partir das provas apresentadas pelo Ministério Público, o magistrado decidiu de forma técnica e fundamentada.

A decisão prolatada demonstra que o magistrado analisou criteriosamente os requerimentos do Ministério Público, tanto que rejeitou em parte a denúncia e indeferiu o pedido de sequestro de bens.

Os juízes atuam com independência funcional em cumprimento da lei. A magistratura continuará dedicada ao trabalho sério e de alta qualidade, que fortalece o Poder Judiciário, instituição basilar do Estado Democrático de Direito.

 

Atualização às 18h45: A reportagem da Folha gerou demanda ontem sobre os ataques ao juiz de Campos à assessoria do TJ-RJ, que se limitou a responder hoje: “Os juízes não se manifestam sobre processos ainda em andamento”.

 

Rodrigo Bacellar atribui a Wladimir fake news para tentar ligá-lo à prisão do casal

 

Após o habeas corpus na madrugada de quarta (04), que  tirou os ex-governadores Anthony (sem partido) e Rosinha Garotinho (Patri) da cadeia, a Folha trouxe hoje uma cobertura completa do caso. Inclusive como grupos de WhatsApp garotistas ontem (04) veicularam mensagens (aqui) tentanto culpar Rodrigo Bacellar (SD), deputado estadual e pré-candidato a prefeito de Campos, pela prisão do casal mais famoso da Lapa. A prova? Uma foto publicada em 4 de maio pelo jovem parlamentar nas redes sociais. Nela, ele recebia o título de cidadão miracemense. E na legenda registrou que foi “das mãos do Dr. Glicério Angiólis, (então) juiz da Comarca de Miracema”.

Confira abaixo o print veiculado ontem em grupos de WhastApp dos Garotinho, com a identificação da presença de Glicério na solenidade em vermelho. Ao print se seguiu outra mensagem nos mesmo grupos, onde era feita a ilação: “Nunca vi juiz entregar título de cidadão, por coincidência o dep Rodrigo Bacelar recebeu um das mãos logo do juiz que hoje mandou prender Garotinho e Rosinha”.

 

 

Depois que assumiu a 2ª Vara Criminal de Campos, foi Glicério quem decidiu a prisão de Garotinho e Rosinha na última segunda (03). O motivo foi a denúncia do superfaturamento de R$ 60 milhões das obras do Morar Feliz, que renderam quase R$ 1 bilhão do dinheiro público de Campos  à Odebrecht. Dois-executivos da construtora, Benedicto Barbosa da Silva Júnior e Leandro Andrade de Azevedo admititam ter repassado R$ 25 milhões de caixa dois para as campanha eleitoral dos Garotinho.

No dia da prisão do casal Garotinho, Rodrigo foi procurado pela equipe de reportagem da Folha, mas preferiu não se pronunciar. Ainda assim, no dia seguinte, foi feito de alvo pelos grupos de WhatsApp dos Garotinho por conta de uma foto casual e antiga, em evento protocolar. É o aquilo que, depois da eleição presidencial dos EUA em 2016, o mundo passou a conhecer como fake news.

Abaixo, a reação do jovem deputado estadual e filho do ex-vereador Marcos Bacellar (PDT):

 

Rodrigo Bacellar (Foto: Folha da Manhã)

 

Mais uma vez venho a público, em respeito aos amigos e eleitores, esclarecer que soube através da imprensa que tenho sido citado nominalmente em redes sociais por correligionários do deputado Wladimir Garotinho (PSD), como o responsável por um “complô jurídico”, que culminou com a prisão preventiva do Sr. Anthony Garotinho, que aliás, é a quarta em sua trajetória.

De tão descabida que é a citação eu nem deveria perder meu tempo em responder, afinal, o Estado do Rio de Janeiro está em processo de franca recuperação, tanto moral como econômica, fruto da aliança e cooperação dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário. Nunca se trabalhou tanto em prol da reconstrução daquilo que fora devastado e saqueado nos últimos anos. É tempo de trabalho, e não de “fofocas” nem disse-me-disse.

E antes de adentrar no mérito desse absurdo, quero deixar minha opinião pessoal como advogado, registrando que discordo frontalmente do decreto prisional em desfavor do pai do deputado, tendo em vista tratar-se de fato bastante pretérito, o que, por si só, não deveria ensejar uma prisão preventiva. Não tenho como analisar o mérito sem compulsar os autos, mas a prisão preventiva, por ser um instrumento de exceção, é de fato aparentemente inaplicável ao caso em tela.

Eu poderia aqui surfar na onda contra um possível adversário, tripudiar e compartilhar suas agruras em redes sociais, mas ao entrar para a política decidi caminhar com honra, lealdade e principalmente dignidade. Não sou o tipo que se aproveita de fatos eminentemente pessoais para debochar ou tripudiar de alguém, prática comum do “exército rosa” nos últimos 30 anos da política goitacá.

Imagino que ter recebido uma comenda na Câmara de Miracema e posar para uma foto não faz de ninguém um “amigo do peito”. Só estive pessoalmente esse dia com o juiz que decretou a prisão, e inclusive o único processo em que advoguei perante o magistrado em causa eu perdi, no bojo de um processo em Laje do Muriaé onde o prefeito foi cassado.

Creio, como já dito antes, que essa preocupação comigo está se dando em razão das pesquisas encomendadas por eles mesmos sobre o próximo pleito sucessório. A medida que nomes como o meu surgem no páreo, sem a enorme rejeição capitaneada por eles, dá-se início a um processo difamatório e de fake news contra o eventual adversário.
O povo já não aguenta mais essas condutas. Já não há mais espaço para tantas mentiras e invenções. E tem gente que insiste em não enxergar isso!

Mas como diria o ditado, filho de peixe, peixinho é…

 

Eleição a reitor da Uenf: Carlão sobe o tom das críticas a Raúl no 2º turno do dia 17

 

(Foto: Folha da Manhã)

 

No início da manhã de ontem (04), logo assim que saiu (aqui) o resultado do primeiro turno da eleição a reitor da Uenf, o professor Raúl Palacio (chapa 10 “Cada vez mais Uenf: Inovadora e Participativa”) ficou com 41,70% dos votos. Que o definiram como primeiro colocado à disputa do segundo turno, que começa no dia 14 nos polos avançados do Cederj e atinge seu ápice no dia 17, nos campi de Campos e Macaé.

 

Raúl Palacio e Carlão Rezende vão disputar o 2º turno da eleição a reitor da Uenf no dia 17 (Fotos de Isaias Ferenandes, montagem de Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

A dúvida inicial sobre o concorrente de Raúl se deu por conta do empate entre os outros dois candidatos a reitor: os professores Carlão Rezende (chapa 11, “AvançaUenf: Ciência e Sociedade”) e Enrique Medina-Acosta (chapa 12, “Uenf Renova”), cada um com 28,52% dos votos. Embora, inicialmente o presidente da Comissão Eleitoral da Uenf, professor Sérgio Arruda, tenha projetado um prazo mais longo à definição do desempate, ainda no final da tarde de ontem ele foi revelado com base no estatuto da universidade: Carlão.

Desde que Raúl foi definido como vencedor parcial, o blog pediu que ele fizesse uma análise das suas perspectivas para o segundo turno pela reitoria da Uenf. O que ele projetou pode ser conferido aqui. Assim que Carlão foi posteriormente definido como seu adversário, foi pedido que ele fizesse o mesmo tipo de análise. Em viagem a São Luís, no Maranhão, o candidato da chapa 11 só pôde escrever e enviar na madrugada de hoje. Como o texto elevou o tom das críticas à chapa de Raúl, parece que a campanha na Uenf tende a esquentar até o segundo turno do dia 17.

Preterido pelo criério de idade previsto no estatuto, o professor Enrique Medina-Acosta também foi indagado se queria se posicionar sobre o processo eleitoral à reitoria da Uenf, que seguiu sem ele ao segundo turno. E preferiu apenas responder: “Agora é com os candidatos”. Confira abaixo a análise de Carlão:

 

Carlão Rezendo, professor e candidato a reitor da Uenf

As eleições para a reitoria da Uenf no período 2020-2023: uma breve reflexão crítica

Por Carlão Rezende

 

Gostaria de iniciar minhas considerações agradecendo aos votos que a chapa 11 (Avança Uenf) recebeu de estudantes de graduação e pós-graduação, servidores técnicos e professores. Nas últimas semanas visitamos os polos do ensino à distância (EAD), centros e laboratórios, e conversamos com todos os segmentos da comunidade universitária da Uenf. Ainda nestas semanas de campanha participamos de debates organizados pelo sindicato que representa os servidores, o Sintuperj, e pela Comissão Eleitoral, assim como uma sabatina também organizada pelo Sintuperj.

Atuo como professor e pesquisador na Uenf desde os seus primeiros passos e durante várias ocasiões fui questionado sobre a minha participação em eleições na condição de candidato a reitor. No entanto, por problemas de ordem pessoal, sempre me mantive ativo nas questões de defesa da instituição, mas nunca concorri a um cargo que demanda respeitabilidade no meio acadêmico, extrema dedicação e esforço cotidiano de quem se prontifica a ocupá-lo. No entanto, quis o destino que, exatamente neste momento, depois de superadas as questões pessoais, a cobrança fosse refeita e finalmente me sinto pronto a aceitar esta missão institucional. Porém, havia necessidade de encontrar uma pessoa, a meu lado, para compartilhar este período de quatro anos a frente da reitoria da Uenf. Depois de consultar muitos colegas, o nome que emergiu de forma natural foi o do professor Juraci Aparecido Sampaio, depois de um longa conversa em que foi feito o convite para que fosse o meu vice-reitor. Felizmente, após um período de reflexão, o professor Juraci resolveu aceitar o convite e decidiu compor comigo a Chapa 11 Avança Uenf: Ciência e Sociedade.

Apesar de essa ser a primeira vez que concorro ao cargo de reitor, quero esclarecer que, ao longo da minha trajetória institucional dentro da Uenf, ocupei inúmeras funções administrativas, tais como vice-reitor, pró-reitor de Graduação, diretor do Centro de Biociências e Biotecnologia, e ainda estive à frente da criação do Laboratório de Ciências Ambientais; além de participar de inúmeros conselhos, colegiados e comissões. Como eu, o professor Juraci também possui uma sólida experiência acadêmica e administrativa, tendo também participado de vários conselhos, colegiados e comissões. Mas, além destas funções institucionais, me orgulho de ter participado da criação da Associação de Docentes da Uenf, tendo participado de várias diretorias ao longo dos anos. Mas gosto de frisar que em momento nenhum eu e o professor Juraci deixamos de cumprir nossas atividades de ensino, pesquisa e extensão.

Em relação ao primeiro turno que acaba de se encerrar, considero que a campanha eleitoral começou em um bom tom e dentro dos padrões democráticos que devem reger a vida universitária. Lamentavelmente em algum momento os representantes e apoiadores da chapa que representa a continuidade da gestão do professor Luís Passoni, começaram a faltar com a verdade em várias questões. Uma delas foi afirmar que eu e o professor Juraci não tínhamos uma experiência administrativa. Além disso, aparentemente em um esforço de mostrar que usaram construtivamente o período em que compuseram a atual gestão, os membros da chapa continuísta começaram a se apropriar de projetos que já vinham sendo realizados antes de sua chegada à reitoria e a colocar como se tivesse sido criado na atual gestão. Este tipo de situação me parece totalmente desnecessária em uma eleição para reitor e vice-reitor de uma instituição pública de ensino como é o caso da Uenf, além obviamente de faltar com a verdade, fato esse que reproduz alguns dos piores aspectos da ação de partidos em períodos eleitorais. E mais: na nossa área preservar a origem do trabalho realizado por antecessores é uma questão de respeito  e um procedimento ético basilar.

Noto ainda, com tristeza, que no estatuto da Uenf não existe a figura de reeleição, mas a chapa composta pelos professores, Raúl Palácio e Rosana Rodrigues, se autodenomina a chapa da continuidade, o que configura um claro projeto de poder dentro da Uenf. Este tipo de postura me parece desnecessária, pois considero que em universidades, após o encerramento de cada ciclo de administração, dirigentes universitários deveriam ter a clareza de reconhecer os benefícios da alternância de visões de desenvolvimento institucional, e dar oportunidade para outras pessoas à frente da reitoria. Assim, quando vejo a chapa apoiada pelo professor Luís Passoni, que se auto-rotula como sendo a da continuidade, prometendo resolver questões que deveriam ter sido resolvidas por eles ao longo destes últimos quatro anos, me causa um misto de surpresa e indignação.

Outro aspecto que nos incomodou bastante foi a prática também alienígena à vida universitária de fazer promessas que se sabe ser incumpríveis apenas para aumentar as chances eleitorais de quem as faz. Nesse sentido, esclareço que a Chapa 11 Avança Uenf: Ciência e Sociedade, não fez e não fará promessas para conquistar votos seja dos estudantes, servidores técnicos ou professores. Entretanto, reafirmamos a nossa disposição e compromisso de trabalhar incansavelmente pela Uenf e buscar ampliar as condições de vivência e convivência democrática dentro de todas as unidades que compõe a nossa universidade. Esta é a missão que estamos propondo. Também tenham certeza que não abriremos mão da defesa incondicional do ensino público, gratuito, de excelência, socialmente referenciado e inclusivo.

Concluindo, entendo que para ser reitor e vice-reitor de uma universidade algumas características têm que ser respeitadas. Não basta, por exemplo, um dado candidato informar que está disposto a conversar com lideranças políticas e acadêmicas. Penso que é preciso estar preparado para dialogar intensamente não apenas com a comunidade universitária e nossos pares, mas também com a população dos municípios em que a Uenf está presente. Aliás, isto faz parte da liturgia do cargo. Contudo, considero a pessoa que está à frente de uma reitoria também deve possuir um desempenho científico à altura dos maiores objetivos que nortearam a criação da Uenf pelos saudosos Leonel Brizola e Darcy Ribeiro. É essa capacidade científica que trará a respeitabilidade necessária junto aos governantes e a população em geral em momentos em que precisarmos obter os apoios necessários para que possamos atingir os altos objetivos que nos foram legados pelos fundadores da Uenf.

 

Atualização às 13h16: Após ler a postagem com a análise crítica de Carlão sobre a sua candidatura, Raúl preferiu não polemizar. Mas enviou a observação: “A comunidade universitária deu a sua resposta em relação ao projeto de universidade que deseja. Simples assim!”

 

Na tribuna da Câmara, Wladimir ataca Judiciário e MP de Campos para defender os pais

 

Wladimir na tribuna da Câmara Federal (Foto: Divulgação)

 

“Já não é de hoje que um grupo da justiça local da cidade de Campos vem perseguindo a minha família, já não é de hoje que estamos sujeitos a todo tipo de humilhação por um grupo que, por interesses políticos e financeiros, tenta a todo custo destruir a minha família e destruir a honra dos meus pais. Até quando?”

Este foi um dos trechos do discurso do deputado federal Wladimir Garotinho (PSD) na tarde de hoje, na tribuna da Câmara Federal. Ele não poupou o Judiciário de Campos de ataques para defender seus pais, os ex-governadores do Rio e ex-prefeitos de Campos, Anthony (sem partido) e Rosinha Garotinho (Patri), presos na manhã de ontem (03) por decisão do juiz Glicério Angiólis, da 2ª Vara Criminal de Campos. Eles foram soltos hoje após habeas corpus concedido pelo procurador Siro Darlan, no plantão da madrugada do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJ-RJ). Diferente da irmã e também deputada federal Clarissa Garotinho (Pros), que se posicionou (aqui) sobre as prisões desde ontem (03), quando Wladimir também foi contactado pela reportagem da Folha, ele só se posicionou publicamente após o habeas corpus.

A nova prisão do casal Garotinho se deu por denúncia de superfaturamento de R$ 60 milhões no programa Morar Feliz. Implementado nos oito anos do governo municipal Rosinha, ao custo total de quase R$ 1 bilhão, foi maior contrato público dos 184 anos de história de Campos. E pelo qual, segundo delação à Lava Jato dos dois ex-executivos da Odebrecht encarregados do contrato (veja os vídeos aqui e aqui), confirmados depois em depoimentos (aqui) ao Ministério Público Estadual de Campos, os Garotinho receberam repasses de caixa dois da maior construtora do país, no valor de R$ 25 milões, para financiar suas campanhas eleitorais.

Em seu pronunciamento hoje na tribuna da Câmara Federal, Wladimir questionou as delações dos executivos. Mas centrou fogo no Judiciário de Campos, que já tinha sido responsável por duas prisões de Garotinho na operação Chequinho, e terceira do ex-governador na operação Caixa d’Água, quando Rosinha também foi presa. Sobre as prisões desta semana, o jovem deputado federal questinou a competência da Justiça Estadual de Campos, que chamou de “arbitrária”, para julgar seus pais no que classificou de “uma verdadeira aberração”:

— Além do mais, a justiça de Campos não tem sequer competência no caso, que vinha tramitando na Justiça Federal. De forma arbitrária e até surpreendente, a Justiça de Campos usurpando a sua competência extrai um trecho de um processo que corre em outra esfera e abre um novo processo na justiça comum, uma verdadeira aberração processual.

Da tribuna da Câmara Federal, Wladimir também investiu contra a própria pessoa do juiz Glicério Angiólis, ao denunciar que ele responderia “processo disciplinar no CNJ (Conselho Nacional de Justiça) por assédio sexual e assédio moral”:

— Mas o que vocês também precisam saber, é que o juiz de primeiro grau que proferiu essa decisão absurda, responde um processo disciplinar no CNJ por assédio sexual e assédio moral, e sabe qual foi a punição dada a ele? Ser promovido para a comarca de Campos, pois ele vinha de uma pequena comarca no município de Miracema. Esse é a punição para um magistrado que comete abusos, caros colegas, uma promoção!

O deputado federal também usou a tribuna, após a prisão e soltura dos pais, para fazer coro à Lei de Abuso de Autoridade, encarada por muitos juristas e pela maioria da população brasileira como maneira de impedir que políticos sejam investigados, denunciados e condenados pelos agentes da lei. E usou o pesado adjetivo “canalhas”:

— A Lei de Abuso de Autoridade não é somente necessária, ela é a única solução para frear os canalhas que se fingem de salvadores da pátria e usam a justiça para fazer justiçamento.

Além do Judiciário, Wladimir também atacou o Ministério Público de Campos, dizendo que partiria da população campista o seu questionamento a supostas irregularidades, que não nominou, nem apresentou provas:

— O povo quer saber quando o Ministério Público de Campos vai abrir os olhos contra a bagunça em que o município se encontra hoje. Quando vai abrir os olhos para as centenas de denúncias de fraudes, de desvio de dinheiro e de acordos escusos.

Logo na sequência de seu pronunciamento, o deputado federal e pré-candidato a prefeito em 2020 tentou misturar suas críticas contundentes ao Judiciário de Campos com a política do município. Afirmou que isso vem ocorrendo “misteriosamente” e falou em “verdadeiro estupro do processo legal”:

— O povo de Campos sofre sem saber a quem recorrer e, misteriosamente, no auge de uma crise na saúde e no sistema de transporte do município, a justiça de Campos que nada vê contra a atual gestão, inventa uma sentença que é um verdadeiro estupro ao processo legal.

O parlamentar de Campos fez menção elogiosa ao deputado federal Felício Laterça (PSL), político de Macaé e delegado da Polícia Federal de profissão, que nesta condição ontem questionou aqui, neste blog, a prisão do casal Garotinho.

Wladimir encerrou seu pronunciamento com a citação bíblica dos Salmos 30:05:

— “O choro pode durar uma noite, mas a alegria vem pela manhã”.

 

Confira abaixo a íntegra do pronunciamento do deputado de Campos na tribuna da Câmara Federal, em Brasília:

 

 

Confira a cobertura completa do caso na edição desta quinta (05) da Folha da Manhã

 

Comissão Eleitoral da Uenf define: Carlão disputa 2º turno a reitor da Uenf com Raul

 

Professores Raul Palacio e Carlão Rezende vão disputar o 2º turno da eleição a reitor da Uenf no dia 17 (Fotos de Isaias Ferenandes, monatem de Eliabe de Souza, o Cássio Jr.) montag

 

O professor Carlão Rezende (chapa 11, “AvançaUenf: Ciência e Sociedade”) vai disputar no próximo dia 17, o segundo turno da eleição a reitor da Uenf. O primeiro, realizado ontem (03) foi vencido (aqui) pelo professor Raul Palacio (chapa 10 “Cada vez mais Uenf: Inovadora e Participativa”), que teve 41,70% dos votos. Na apuração concluída na manhã de hoje, Carlão acabou empatado com o professor Enrique Medina-Acosta, ambos com 28,52% cada. Antes do que chegou a ser projetado aqui, pelo presidente da Comissão Eleitoral da Uenf, professor Sérgio Arruda, a definição do segundo colocado de deu ainda nesta tarde, favorárvel a Carlão no critério desempate.

Segundo divulgou aqui o infomativo online da Uenf:

— O artigo 349 do Regimento Interno da Uenf diz: “nas eleições e processos de escolha ou indicação de que, como candidatos, participarem membros do corpo docente, sempre que houver empate, será considerado eleito, entre os de maior titulação, o mais antigo no exercício do magistério na Uenf e, no caso de persistir o empate, o mais idoso”. Os dois candidatos a reitor que ficaram empatados no 2º lugar também empataram nos critérios de titulação (ambos são doutores) e tempo de exercício do magistério (ambos ingressaram no cargo de professor da Uenf em 03 de maio de 1999). No entanto, no critério “mais idoso”, o candidato Carlos Eduardo de Rezende saiu na frente, pois sua idade é 11 meses maior do que a de Enrique Medina-Acosta.

Raul e Carlão, assim como Enrique, candidato da chapa 12 “Uenf Renova”, foram entrevistados na semana passada, antes da eleição do primeiro turno, no Folha no Ar 1ª edição, da Folha FM 98,3. E voltarão a ser convidados para o mesmo programa, antes do segundo turno do dia 17.

Até lá, confira abaixo as entrevistas com os três candidatos do primeiro turno:

 

Raul Palacio a reitor: “A Uenf tem um papel de desenvolver a nossa região”

Carlão a reitor: “As pessoas têm que perceber que a Uenf é da cidade, é da região”

Enrique a reitor: “Por que a Uenf foi montada? Diminuir as desigualdades sociais”

 

Confira a cobertura completa das eleições da Uenf na edição desta quinta (05) da Folha da Manhã

 

Atualizado às 18h25 para correção de data

 

Raul vence 1º turno da eleição na Uenf e espera Comissão: Carlão ou Enrique no 2º?

 

(Foto: Folha da Manhã)

 

“Na realidade a gente está muito contente pela vitória de ontem (03). Mas é bom ressaltar que a gente não terminou de ganhar a eleição. E ela tem a ver com a regra de paridade, ou de não paridade, que tem na universidade. Se a gente observa diretamente, percebe que levamos mais de 2/3 dos votos válidos. E ainda assim não conseguimos resolver essa disputa no primeiro turno. Mas de qualquer jeito é uma demonstração muito clara de que toda a comunidade universitária acredita no nosso projeto, acredita no trabalho também do professor (Luís) Passoni (atual reitor) nos últimos quatro anos, e todo o trabalho que eu e a Rosana fizemos nessa reitoria. Acredita que a Uenf precisa de mais diáologo, que a Uenf precisa de mais respeito, que a Uenf precisa de mais valorização. Mas mais que uma vitória da Uenf, é uma vitória de toda a sociedade de Campos e região. Porque foi nestes últimos quatro anos que a gente conseguiu colocar a universidade para fora, fazer parcerias público-públicas. Por outro lado, nós não ganhamos nada ainda. Estamos com o pé no chão. Sabemos que vamos ter que continuar trabalhando para resolver na eleição do segundo turno, terminar o processo e ganhar para reitor da universidade. Estamos muito próximos, contentes com a vitória parcial, mas certos de que temos que continuar trabalhando para somar mais pessoas ao grupo “Mais Uenf’”.

 

Raul, Carlão e Enrique (Fotos de Isaias Tinoco, arte de Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

Foi como o professor Raul Palacio, candidato a reitor da Uenf (chapa 10 “Cada vez mais Uenf: Inovadora e Participativa”), reagiu à sua vitória parcial (aqui) com 41,70% dos votos. Ele conquistou a primeira vaga na disputa do segundo turno da eleição, que será realizada no dia 17 deste mês. A outra vaga será definida no critério desempate entre os outros dois candidatos: os professores Carlão Rezende (chapa 11, “AvançaUenf: Ciência e Sociedade”) e Enrique Medina-Acosta (chapa  12, “Uenf Renova”). Ambos empataram, com 28,52% dos votos, cada um. As eleições se inciaram no sábado (31) nos polos avançados do Centro de Educação à Distância do Estado do Rio de Janeiro (Cederj), mas tiveram seu ápice na última terça (03), no campus Campos e no campi Macaé.

Sérgio Arruda, professor e presidente da Comissão Eleitoral da Uenf

O blog também ouviu o professor Sérgio Arruda, colaborador da Folha e presidente da Comissão Eleitoral para Eleição de Reitor e Vice-Reitor da Uenf. Ela é composta de 11 pessoas e constituída pelo Conselho Universitário da Uenf. O critério de desempate entre Enrique e Carlão, segundo Arruda, é “bem simples”: carreira acadêmica. Ainda esta tarde, a Comissão irá se reunir para definir o oponente de Raul no segundo turno do dia 17, que terá o mesmo espaço do blog para se pronunciar. Mas a decisão não ser conhecida hoje. Assim que sair, ela terá ainda que aguardar o prazo de 48h de recurso da chapa preterida no critério de desempate.

Arruda também esclareceu porque, diferente das duas últimas eleições a reitor, a deste ano não pode contar com as urnas eletrônicas cedidas pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE). Elas já estavam sendo usadas nas eleições dos Conselhos Tutelares.

Após a definião do segundo candidato no turno final da eleição a reitor da Uenf, os dois serão novamente convidados para participar do programa Folha no Ar 1ª edição, da Folha FM 98,3, como foram todos os três antes antes do primeiro turno. Confira abaixo suas entrevistas:

 

Raul Palacio a reitor: “A Uenf tem um papel de desenvolver a nossa região”

Carlão a reitor: “As pessoas têm que perceber que a Uenf é da cidade, é da região”

Enrique a reitor: “Por que a Uenf foi montada? Diminuir as desigualdades sociais”

 

Confira a cobertura completa das eleições da Uenf na edição desta quinta (05) da Folha da Manhã

 

Clarissa após habeas corpus dos pais: “As covardias são muitas. Mas Deus é maior!”

 

(Foto:Mariana Ricci – Folha da Manhã)

A partir da decisão de hoje, do desembargador do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ) Siro Darlan, de conceder (aqui) habeas corpus ao casal Garotinho, sua filha e deputada federal Clarissa Garotinho (Pros) enviou ao blog seu pronunicamento. Ontem, com os pais ainda presos em Benfica, a postagem de Clarissa (aqui) foi a que recebeu mais likes (336, até o presente momento) entre as 11 publicadas neste Opiniões sobre o assunto. Foi uma posição diferente do seu irmão, o também deputado federal Wladimir Garotinho (PSD), que visualizou a demanda de WhatsApp por uma declaração, mas preferiu não retornar.

Confira abaixo o que Clarissa falou hoje:

 

“Garotinho e Rosinha
DE VOLTA PRA CASA!
O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro concedeu habeas corpus e mandou soltá-los imediatamente.
Não é a primeira vez que enfrentamos a politização do judiciário da cidade de Campos. Mas a justiça vai ser restabelecida.
As covardias são muitas, mas Deus é maior! 🙏🏻🙏🏻🙏🏻”

 

Confira a cobertura completa do caso na edição desta quinta (05) da Folha da Manhã

 

Com Raul Palacio à frente, eleição a reitor da Uenf terá 2ª turno. Falta definir adversário

 

Nenhum candidato conseguiu mais de 50% dos votos na eleição para reitor e vice-reitor da Uenf. Desta forma, será realizado o 2º turno das eleições nos dias 14/09/19, nos polos Cederj, e 17/09/19, nos campi de Macaé e Campos dos Goytacazes. A chapa 10 ficou com 41,70% dos votos, enquanto as demais chapas (11 e 12) empataram, com o percentual de 28,52% cada uma.

Segundo o presidente da Comissão Eleitoral, professor Sérgio Arruda, os critérios de desempate estão no Regimento Interno da UENF e serão analisados nesta quarta, às 14h, com a ajuda da Assessoria Jurídica da Uenf (Asjur). “A Resolução nº01/2019, das Eleições para reitor e vice-reitor, diz que, em caso de empate, deve ser observado o Artigo 349 do Regimento Geral da Uenf. Vamos pedir instruções ao Jurídico para resolver isso”.

A chapa 10, “Cada vez mais Uenf: Inovadora e Participativa”, é formada pelos professores Raúl Ernesto López Palacio (candidato a reitor) e Rosana Rodrigues (candidata a vice-reitora). Já a chapa 11, “AvançaUenf: Ciência e Sociedade”, é constituída pelos professores Carlos Eduardo de Rezende (reitor) e Juraci Aparecido Sampaio (vice-reitor). E a chapa  12, “Uenf Renova”, é formada pelos professores Enrique Medina-Acosta (reitor) e Rodrigo Tavares Nogueira (vice-reitor).

A eleição teve um total de 1868 votos válidos, sendo 250 votos de docentes, 405 votos de técnicos e 1213 de discentes. Foram contabilizados 10 votos brancos e 26 votos nulos.

A notícia foi publicada aqui no Informativo da Uenf.

Enquanto o jurídico da Uenf não defiine o adversário de Raul Palacio no segundo turno, conheça abaixo as propostas dos três candidatos a reitor da maior universidade de Campos e da região, apresentadas no programa Folha no Ar 1ª edição, da Folha 98,3:

 

Raul Palacio a reitor: “A Uenf tem um papel de desenvolver a nossa região”

Carlão a reitor: “As pessoas têm que perceber que a Uenf é da cidade, é da região”

Enrique a reitor: “Por que a Uenf foi montada? Diminuir as desigualdades sociais”

 

Fechar Menu