Opiniões

Folha no Ar volta com Bruno, Fernando, Rafael, Cristina, Murillo e Uchoa

 

 

Encerrada ontem, a semana do Folha no Ar 1ª edição, na Folha FM 98,3, de 7 às 8h45 de segunda a sexta, a rodada foi produtiva e diversa.

Na última segunda (29), o deputado estadual Gil Vianna (PSL) refirmou (aqui) sua pré-candidatura a prefeito de Campos; na terça (30) o presidente do IMTT, Felipe Quintanilha, detalhou (aqui) o novo modelo do transporte público da cidade; na quarta (01), o veternao garçom do gabinete do prefeito, Seu Zé, contou (aqui) um pouco dos bastidores do poder nos últimos 30 anos; na quinta (02), a prefeita de Quissamã, Fátima Pacheco (Pode), lançou (aqui) sua candidatura à reeleição; e, na sexta (03), o jornalista Ricardo André Vasnconcelos analisou (aqui) as perspectivas ao pleito municipal de 2020 e deu dicas de melhor aproveitamento político na comunicação do governo Rafael Diniz (PPS).

 

Bruno Dauaire, Fernando da Silveira, Rafael Crespo Machado, Cristina Lima, Murillo Dieguez e Roberto Uchoa (Montagem: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

A próxima semana do Folha no Ar promete ser igulamente diversificada. Nesta segunda (06), o o deputado estadual Bruno Dauaire (PSC) será o entrevistado do programa. A semana segue na terça (07) com dois convidados, os advogados e professores Fernando da Silveira e Rafael Crespo Machado. Na quarta (08), será a vez da presidente da Fundação Cultural Jornalista Oswaldo Lima, Cristina Lima; com o empresário e colunista da Folha Murillo Dieguez na quinta (09); e o policial federal e especialista em segurança pública Roberto Uchoa na sexta (10).

O ouvinte que quiser participar diretamente com perguntas pode fazê-lo aqui, na página da Folha FM no Facebbok, com comentários nas lives do programa. Até lá.

 

Marcão e Rodrigo se digladiam por Rafael e Caio. Wladimir vê de camarote

 

 

Rodrigo, Marcão e Wladimir (Montagem: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

 

Marcão x Rodrigo

Primeiro com fotos e, mais recentemente, com textos incisivos, as redes sociais têm sido o melhor meio para se acompanhar as movimentações antecipadas da eleição a prefeito de Campos. Nesse tabuleiro há muitas peças. E cada uma tenta desempenhar suas funções. As do secretário municipal Marcão Gomes (PR) e do deputado estadual Rodrigo Bacellar (SD) parecem ser a proteção dos seus pré-candidatos ao governo de Campos em 2020 — respectivamente o prefeito Rafael Diniz (PPS) e o ex-candidato Caio Vianna (PDT). No exercício dessas funções, Marcão e Rodrigo têm se enfrentado publicamente nos últimos três dias.

 

Round 1

Tudo começou (aqui) nesta coluna, que na edição do feriado de 1º de maio reproduziu um apelo de Marcão. Candidato a deputado federal em 2018, quando foi o mais votado, mas não se elegeu, ele disse ter feito dobrada com os deputados estaduais eleitos João Peixoto (DC), Gil Vianna (PSL) e Rodrigo. O secretário afirmou que os três tiveram apoio do governo Rafael. Em nome disso, pregou a união por Campos e que se deixasse a discussão política para 2020. Rodrigo leu, não gostou e usou as redes sociais para negar a dobrada, afirmando ter caminhado sozinho em 2018. Aproveitou também para criticar Marcão e a administração municipal.

 

Round 2

Na edição de ontem (02) do Ponto Final, foram publicados (aqui) os questionamentos de Rodrigo. Assim como a réplica de Marcão, que nomeou o apoio governista ao deputado, acusando-o de ingrato. Como previsto na coluna, o filho do ex-vereador Marcos Bacellar (PDT) respondeu novamente nas redes sociais. Voltou à carga de maneira ainda mais dura sobre o governo Rafael: apostou contra a sua sorte em 2020 e denunciou “incompetentes em cargos estratégicos”. E ontem falou abertamente em “muitos governistas costeando o alambrado” — mesmo que dois dias antes tenha negado (aqui) a sondagem a vereadores da base para apoiar Caio.

 

Round 3

Por sua vez, Marcão também usou as redes sociais para novamente rebater. Além de repetir provocações, com a comparação da sua votação como deputado federal e de outros quatro candidatos a deputado estadual de Campos, todos com mais votos que Rodrigo, o secretário detalhou o apoio que o parlamentar teve do governo de Campos em 2018: “Na saúde todo pessoal do PAD, o chefe do transporte da saúde e suas lideranças, o pessoal que trabalha na farmácia e as lideranças, o chefe da hotelaria e limpeza da Fundação Municipal de Saúde e seus liderados, a chefia e trabalhadores das UBS de Correnteza e Parque Rodoviário”.

 

No camarote

Ao pormenorizar o apoio negado por Rodrigo, Marcão também pareceu expor como o governo foi fatiado na eleição para favorecer seus candidatos. Mas não disse como isso se deu, o que pode gerar a curiosidade do contribuinte e da fiscalização eleitoral. Coragem é virtude necessária ao homem público. Só que, quando desacompanhada da ponderação, pode ser defeito. Marcão e Rodrigo têm temperamentos parecidos. Ao se digladiarem publicamente na respectiva defesa de Rafael e Caio, foram também parecidos no resultado: deixaram o deputado federal Wladimir Garotinho (PSD) assistindo de camarote. E rindo de orelha a orelha.

 

Publicado hoje (05) na Folha da Manhã

 

Rodrigo bate, Marcão rebate, garotistas botam fogo e Rafael na periferia

 

 

Rodrigo, Marcão, Wladimir e Rafael (Montagem: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

 

Rodrigo x Marcão, ação e reação

Na edição do feriado do Dia do Trabalhador de quarta (1º), a coluna foi aberta (aqui) com um apelo do secretário de Desenvolvimento Humano e Social de Campos, Marcão Gomes (PR). Ele pediu que os deputados estaduais João Peixoto (DC), Gil Vianna (PSB) e Rodrigo Bacellar (SD) deixassem de lado os interesses eleitorais de 2020, para ajudar o prefeito Rafael Diniz (PPS) a administrar o município. O secretário alegou que os três parlamentares tiveram a ajuda do governo municipal em suas eleições, em 2018. Ontem, Rodrigo usou as redes sociais para negar sua ligação com o governo Rafael e criticar Marcão, que por sua vez reagiu.

 

Sozinho e procurado

Em sua página no Facebook, o deputado do SD se disse (aqui) “surpreendido” com a nota do Ponto Final sobre a proposta de Marcão. Negou que tenha feito dobrada em outubro com o então candidato governista a deputado federal. Pelo contrário, Rodrigo afirmou que “essa ‘ligação’ chegou a me queimar (…) tamanha a sua rejeição (de Marcão)” e que caminhou “sozinho (em 2018), sem o apoio de nenhuma máquina”. O parlamentar também disse não ter sentado com secretário municipal para tratar de 2020. Mas fez questão de registrar: “tenho sido procurado insistentemente por integrantes do governo para tal”.

 

Alvo preferencial

O filho do ex-vereador Marcos Bacellar (PDT) questionou também a gestão Rafael. Falou dos “graves desafios não resolvidos pelo governo do qual (Marcão) faz parte”. Mas personalizou suas críticas no ex-presidente do Legislativo goitacá: “Poderia pensar sobre a sua trágica passagem na Câmara, que deixou combalidos os cofres para a atual gestão. Deveria lembrar também que a Câmara chegou a ter ‘mais porteiros do que portas’ em período próximo ao pleito de 2018”. Como o texto de Rodrigo foi intitulado a “A urna pune”, Marcão ontem lembrou que, como candidato a deputado federal, teve mais votos que o deputado estadual.

 

Urnas e Câmara

“Se a urna pune, não foi a mim. Fui o candidato a deputado federal de Campos mais votado, com 40,9 mil votos. Rodrigo, no total, teve 26,1 mil a deputado estadual. No município, fiz mais de 20 mil votos, enquanto ele não passou dos 13,2 mil”, comparou Marcão. Ele também respondeu às críticas sobre sua passagem como presidente da Câmara Municipal: “Ao contrário do que ele (Rodrigo) diz, eu deixei quase R$ 1 milhão nas contas do Legislativo. No contrato de porteiros e vigilantes, reduzimos drasticamente os valores em relação a gestões anteriores”, disse ontem o antecessor do vereador Fred Machado (PPS).

 

Jura e cacife

Foi no apoio da gestão Rafael, com o qual Rodrigo nega ter contado em 2018, que Marcão retrucou com mais força: “Triste é se beneficiar do apoio do governo e depois negar, jurando de pé junto. Além do seu pai, (o hoje ex-vereador) Marcos Bacellar, ele teve também o do edil Jairinho É Show (PTC) e diversas outras lideranças da administração. Não é todo mundo que tem gratidão. Rodrigo não deve nada a mim, mas ao governo. Todo mundo que está na política sabe que ele foi ajudado. Mas pode ser mais cômodo negar e tentar mostrar um cacife que, na verdade, o deputado não tem”, alfinetou o secretário.

 

Garotistas botam fogo

Quem parece assistir de camarote à troca de farpas entre Rodrigo e Marcão é o grupo do deputado federal Wladimir Garotinho (PSD). Antes mesmo da reação de Bacellar no Facebook, que hoje pode voltar a se manifestar, ontem os garotistas republicaram em seus grupos de WhatsApp a nota de abertura do Ponto Final de quarta. Junto com a charge da Folha publicada na mesma edição, e tratando do mesmo assunto, o parlamentar do SD foi provocado nas redes sociais: “Ainda tem deputado estadual dizendo que não é da base do governo (…) Quem fica em cima do muro apanha dos dois lados”.

 

Rafael na periferia

Sem se meter diretamente na disputa antecipada da sua sucessão, Rafael Diniz aproveitou o feriado de 1º de maio para fazer o que fez melhor na sua eleição de 2016. E que, desde então, é cobrado para voltar a fazer. Ao lado do vereador Neném (PTB), ele visitou duas comunidades periféricas, sendo bem recebido no corpo a corpo. Foi em dois torneios de futebol promovidos pelo edil da base. O primeiro, no campo do Aventureiro, no Parque Guarus. Depois no campo do Boa Vista, na margem esquerda da Campos/Vitória. As cerca de quatro mil pessoas reunidas nos dois eventos receberam o prefeito de braços abertos.

 

Publicado hoje (03) na Folha da Manhã

 

Agenda do governador Wiltzel adia RioAgro Coop de 17 para 23 de maio

 

Governador Wilson Witzel em visita à Folha da Manhã no período de campanha (Foto: Folha da Manhã)

 

 

A pedido do governador Wilson Witzel (PSC), que reiterou a vontade de estar presente no RioAgro Coop, o evento vai ser realizado no dia 23 de maio, no mesmo local, a Coagro, em Campos (RJ). No dia 17 de maio, data inicialmente marcada, o governador foi convocado para um encontro nacional em Salvador (BA), e pediu para que o RioAgro Coop, realizado pelo Sistema OCB-RJ e Coagro, e organizado pelo Fatore, pudesse considerar a mudança da data, em função da agenda pública consistente, composta por pautas como a do crédito e subsídio rurais, e a mudança da classificação climática regional para semi-árido.

O RioAgro Coop conta com apoio do Grupo Folha, e Inter TV. Abaixo, o vídeo promocional do evento:

 

 

Com informações da Fatore.

 

Rafael x Wladimir em restaurante e tomógrafo. Silvinho, Perfil e Igor na base

 

 

Rafael, Wladimir, Silvinho, Perfil, Igor e Jorginho (Montagem: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

Ação e reação política

O governo Rafael Diniz (PPS) está certo ao não querer antecipar a disputa eleitoral. Mas após dois anos arrumando a casa, por conta de uma dívida de R$ 2,4 bilhões do governo Rosinha Garotinho (hoje Patri), foi o próprio prefeito que assumiu a candidatura à reeleição em 2020. Fez isso na mesma entrevista à Folha, publicada em 30 de dezembro, em que admitiu ser “a hora de avançar politicamente”. E, aos avanços políticos do governo, com Marcão Gomes (PR) no Desenvolvimento Humano e Social, Abdu Neme (PR) na Saúde e uma série de novidades administrativas, houve a reação dos que também pensam em disputar a eleição a prefeito.

 

Rafael x Wladimir

Reitor do Instituto Federal Fluminense (IFF), Jefferson Manhães Azevedo chegou a ser cogitado como prefeitável para 2020. Mas, em entrevista à Folha publicada (aqui) no último domingo (28), declinou da disputa, à qual apontou Rafael e o deputado Wladimir Garotinho (PSD) como pré-candidatos mais fortes. Não é preciso dirigir a maior instituição de ensino da região para projetar isso. Surpresas recentes da urna recomendem cautela, como a eleição do governador fluminense Wilson Witzel (PSC) e do mineiro Romeu Zema (Novo). Ainda assim, o prefeito e o herdeiro do clã Garotinho parecem ser a aposta mais lógica em Campos.

 

Restaurante Popular

Embora insista em não assumir sua pré-candidatura, Wladimir age como candidatíssimo. Com Garotinho e Rosinha inelegíveis até 2024, o filho usa o cacife político que restou à família junto ao novo governador Wilson Witzel (PSC). Nos bastidores, tenta dividir a paternidade de iniciativas importantes do governo Rafael. É o caso do Restaurante Popular. Ainda com pernóstico nome de Centro de Segurança Alimentar e Nutricional, Marcão prometeu reabri-lo até o fim do primeiro semestre. E já propôs à gestão Witzel a cessão do prédio estadual onde funcionou o antigo. Por sua vez, Wladimir tenta que governador o reabra por conta própria.

 

Tomógrafo do HFM

Essa disputa com os principais reforços políticos do governo Rafael, se dá também com Abdu. Através do contato deste com o secretário estadual de Saúde, Edmar Santos, o município vai receber o tomógrafo móvel do Estado na próxima sexta, dia 3, para realização de exames no Hospital Ferreira Machado (HFM), cujo aparelho próprio está em manutenção. No vácuo do único tomógrafo público do município, os vereadores de oposição Eduardo Crespo (PR), Josiane Morumbi (PRP), Renatinho do Eldorado e Alonsimar (ambos do PTC) ser reuniram com Wladimir. Que pediu à secretaria estadual de Saúde o mesmo que Abdu.

 

Caio fora

Enquanto algumas disputas se antecipam, outras parecem ainda não deflagradas. Anunciada pela coluna no último domingo (28), a articulação do deputado estadual Rodrigo Bacellar (SD) com os vereadores governistas Igor Pereira (PSB), Marcelo Perfil (PHS) e Silvinho Martins (PRP), pelo apoio ao pré-candidato Caio Vianna (PDT), foi ontem negado pelos quatro primeiros. Os três edis admitiram afinidade com o parlamentar da Alerj, mas garantiram que não conversaram com ele sobre possibilidade de apoio político ao filho do ex-prefeito Arnaldo Vianna (MDB). A versão foi endossada pelo filho do ex-vereador Marcos Bacellar (PDT).

 

Base da base

Os três vereadores da situação indicaram que devem continuar com Rafael. Silvinho pareceu o mais convicto: “Caminhei dois anos e meio com Rafael. Por coerência, como poderia fazer diferente a seis meses da eleição?”. Por sua vez, Perfil disse: “Desde o momento em que eu entrei na base, minha tendência é caminhar com Rafael. Só não vou estar com ele, se o prefeito não quiser”. Aliado antigo dos Bacellar, Igor projetou para 2020: “Vereador da base caminha com o governo. Estou caminhando. Essa é a minha perspectiva”.

 

Luz, água e gás

Outro vereador governista, Jorginho Virgílio (PRP) ficou ainda mais próximo com a costura do deputado estadual João Peixoto (DC), a quem apoiou em 2018, com Rafael para 2020. O edil comemorou o parecer favorável da Procuradoria da Câmara e da Comissão de Constituição e Justiça sobre um projeto seu, que impede cobrança por estimativa de luz, água e gás. Nada mais justo que cada um pague exatamente o que consumiu no mês. Projetos neste sentido, por parte das câmaras municipais, tiveram sua constitucionalidade atestada em 2018 pelo Supremo Tribunal Federal (STF). O de Jorginho será votado em 1º turno na sessão de hoje.

 

Publicado hoje na Folha da Manhã

 

Gil projeta 2020 na segunda e Quintanilha detalha transporte na terça

 

 

Numa cidade como Campos, na qual a maioria dos pré-candidatos a prefeito são egressos de uma tradição familiar na política, o deputado Gil Vianna (PSL) apresenta seu nome como uma exceção para 2020: “Eu não tenho berço político e, na minha família, não existe nenhum político, além de mim. Vejo que essa é a hora de mudarmos essa visão dentro do município”. Foi o que ele disse na manhã de hoje, quando foi o convidado do Folha no Ar, programa da Folha FM 98,3, sempre das 7h às 8h45 de segunda a sexta.

 

Gil Vianna na manhã desta segunda no Folha no Ar (Foto: Isaias Fernandes – Folha da Manhã)

 

O entrevistado também avaliou o governo Rafael Diniz (PPS). Entre a nota 6 dada (aqui) pelo presidente da Câmara de Campos, vereador Fred Machado (PPS), e a nota 7 ou 8 dada (aqui) pelo reitor do IFF, Jefferson Manhães de Azevedo, ambos em entrevistas à Folha, Gil ficou com a avaliação do primeiro. Mas observou que o prefeito vem fazendo um trabalho de recuperação financeira do município, após ter herdado R$ 2,4 bilhões em dívidas (aqui) da administração Rosinha Garotinho (hoje Patri). Incluída a “venda do futuro” de Campos feita pela então prefeita, contra a qual o hoje deputado votou contra quando era vereador.

Líder da bancada do PSL, maior da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), Gil espera contar com o apoio da família Bolsonaro em sua pré-candidatura à Prefeitura de Campos. E disse acreditar que o presidente vai conseguir recuperar a popularidade perdida, segundo todas as pesquisas, nos primeiros meses de governo. Ele também esperar ter o apoio do governador Wilson Witzel (PSC) em 2020, que disputa nos bastidores com o deputado federal Wladimir Garotinho (PSD). Mas garantiu que concorrerá a prefeito independente disso.

 

Presidente do IMTT, Felipe Quintanilha, será o convidado do Folha no Ar da manhã desta terça (Foto: Folha da Manhã)

 

No início da manhã desta terça (30) o convidado do Folha no Ar será o presidente do Instituto Municipal de Transporte e Trânsito (IMTT), Felipe Quintanilha. Ele detalhará (aqui) o novo modelo de transporte público de Campos. Com previsão de início em maio, ele fará a integração entre ônibus na área central com vans e micro-ônibus, nos distritos. As lotadas também continuarão passando por rigorosa fiscalização. Segundo Quintanilha, o governo Rafael herdou 400 agindo livremente na cidade, e hoje seriam apenas entre 30 e 50. Para o presidente do IMTT, “o grande desafio será resgatar a credibilidade do sistema de transporte”.

Enquanto não chega a entrevista com Felipe Quintanilha nesta terça, confira nos quatro vídeos abaixo a íntegra do Folha no Ar desta desta segunda com Gil Vianna:

 

 

 

 

 

Entre muitos erros, mas também acertos, Lula volta à opinião pública

 

Lula na entresvista do dia 26 à Folha de São Paulo e ao El País (Reprodução)

 

Só hoje, com algum tempo, assisti à entrevista de Lula com os jornalistas Mônica Bergamo (Folha SP) e Florestan Fernandes Júnior (El País), gravada na última sexta (26). Para quem esperava que o ex-presidente estivesse mais humilde após mais de um ano preso na Superintendência da PF de Curitiba, ele exibiu a mesma megalomania de sempre.

Nem tanto por insistir da teoria conspiratória de que foi condenado e preso no caso do triplex do Guarujá por um conluio do promotor Dallagnol, do ex-juiz Moro, de três desembargadores do TRF-4, de cinco ministros do STJ e até do Departamento de Justiça dos EUA. Até porque talvez não lhe reste outra saída entre o delírio e a admissão de culpa, a aposta no primeiro era esperada. Nem que seja para ser balida pelos fieis que restaram.

Lula também insistiu em não fazer autocrítica pelos muitos erros e “mal feitos” do PT, nem pela escolha desastrosa de Dilma para sucedê-lo. E não teve constrangimento ao mais uma vez se ufanar como o “maior presidente da história desse país”. Também foi ácido com adversários políticos, como o também ex-presidente FHC, com quem cultiva uma relação recíproca de amor e ódio — que “se irmanam na fogueira das paixões” reduzida a cinzas pela ducha de água fria do bolsonarismo.

Sobre Ciro, não sem razão, o líder petista observou que o cearense nao sabe conviver com o contraditório. Mas exibiu o mesmo defeito ao ser demasiadamente cruel na avaliação da sua ex-ministra Marina Silva. Lula deixou escorrer pelo canto da boca a mesma bílis que ele e Dilma destilaram em 2014 contra a ex-petista, quando esta quase pôs fim à bipolaridade entre PT e PSDB na eleição presidencial daquele ano.

Lula também lembrou a falta à política nacional que fazem figuras como Ulysses Guimarães, Leonel Brizola e Miguel Arraes. E se nisso não falou nenhuma mentira, foi mais uma vez hipócrita ao não lembrar que foi ele quem entregou a cabeça da petista Marília Arraes (neta do velho Miguel) ao PSB de Pernambuco, só para isolar Ciro na última eleição presidencial.

Sobre política internacional, Lula também insistiu em velhos erros, personificados nos elogios à ressureta argentina Cristina Kirchner e ao falecido venezuelano Hugo Chávez. E disse ser vergonhoso o reconhecimento que o Brasil deu à liderança de Juan Guaidó na Venezuela de Nicolás Maduro, quando o mesmo foi feito pelo Parlamento da Europa. Pregou que a união dos governos do PT com países da América Latina e da África seria para reforçar posição no cenário internacional, não para exportar a rede de corrupção da Odebrecht.

Lula fez também duas análises corretas. Mas que condenam suas conclusões. Disse que é preciso “crediblidade” para liderar o país. E, pelo menos em curto prazo, é difícil crer que ele ou o PT voltem a tê-la para além dos convertidos. Observou também como mudou o perfil do trabalhador, desde que era liderança sindical nos anos 1980. Mas, mesmo assim, insistiu em pregar contra a necessidade de mudança nas regras das relações de trabalho, incluindo a reforma da Previdência.

Por outro lado, o ex-presidente foi preciso ao constatar que, com a ascensão de Jair Bolsonaro à presidência — e seus três filhos não eleitos ao cargo —, o Brasil passou a ser governado “por um bando de malucos”. Como também não errou ao sinalizar dois pesos e duas medidas, quando a Polícia Federal entra na casa de um ex-presidente, como fez na dele, mas não foi acionada para buscar Fabrício Queiroz, depois que o ex-assessor de Flávio Bolsonaro ligado às milícias cariocas se negou a depor no MP sobre suspeitas de corrupção.

Com todos os seus erros, mas também por seus acertos, talvez não faça mal ter Lula de volta à opinião pública do país. Ainda que sua aguardada entrevista tenha dado muito menos repercussão que um tuíte de Bolsonaro sobre “golden shower” no carnaval.

 

Se ainda não viu, ou quiser rever, confira abaixo:

 

 

 

 

Folha no Ar traz Gil, Quintanilha, Seu Zé, Fátima Pacheco e Ricardo André

 

 

O Folha no Ar, de 7h às 8h45 na Folha FM 98,3, volta no início da manhã desta segunda (29), quando o entrevistado será o deputado estadual Gil Vianna. Líder da bancada do PSL na Alerj, ele falará também sobre sua pré-candidatura a prefeito de Campos em 2020.

 

Gil Vianna, Felipe Quintanilha, Seu Zé, Fátima Pacheco e Ricardo André Vasconcelos (Montagem: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

A programação terá continuidade na terça (30), quando o convidado será o presidente do Instituto Municipal de Transporte e Trânsito (IMTT), Felipe Quintanilha. Na quarta, 1ºde maio, dia do trabalhador, o entrevistado será José da Conceição Pereira Viana, o Seu Zé, garçom do gabinete do prefeito de Campos desde a última gestão Zezé Barbosa (1982/88). Na quinta (02), será a vez da prefeita da prefeita de outro município, Fátima Pacheco (Pode), de Quissamã. E, na sexta (03), o Folha no Ar fecha a rodada da semana com o jornalista e servidor federal Ricardo André Vasconcelos.

Enquanto Gil Vianna não abre a semana, você pode conferir abaixo os vídeos das duas últimas entrevistas do Folha no Ar. Na quinta (27), o convidado foi o jornalista e secretário de Governo Alexandre Bastos. E, na última sexta (28), o professor, poeta e dramaturgo Adriano Moura:

 

 

 

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