Opiniões

Calcinhas, blues e rock and roll

Um meeiro negro e pobre do Mississipi, que migrou para Chicago e lá descobriu que o violão acústico, perfeito para ecoar seu lamento nas amplidões silenciosas do meio rual, não era mais suficiente para fazer prevalecer sua música em meio ao caos sonoro de um grande centro urbano, levando-o a amplificar o blues com uma guitarra elétrica. Esse foi Muddy Waters (1915/83), cujo verso “pedras que rolam, não criam limo”, da música “Catfish Blues” (literalmente “Blues do Bagre”), seria depois usado por alguns garotos brancos da Inglaterra para batizar sua banda, uma tal de Rolling Stones.

A música mais famosa do repertório de Muddy, “Hoochie Coochie Man”, curiosamente não é dele, embora escrita para ele por outra lenda do blues egressa do Mississipi: Willie Dixon (1915/92). Nela, na descrição do fascínio sobre as mulheres que o mestre bluseiro exercia, já estão todos os elementos que mais tarde um outro negro, Chuck Berry, descoberto por Muddy, misturaria ao country para fundar o rock and roll — e os garotos brancos como Elvis (1935/77) ficarem com o crédito.

A diferença, como gostava de definir Dixon, muito antes do nosso Wando (1945/2012), é relativamente simples: “A primeira vez que uma moça tirou a calcinha e a jogou no palco, foi por causa de um sujeito que cantava blues, mas quando as brancas também começaram a fazê-lo, virou rock and roll”.

Para conhecer essa rica gênese da música que mudaria o mundo entre os anos 50 e 70 (no Brasil, notadamente nos 80), uma boa dica é se assistir ao filme “Cadillac Records”, de Darnell Martin, que conta um pouco da história de Muddy, Dixon, Berry, entre outras lendas como Little Walter (1930/68), Howllin’ Wolf (1910/76) e Etta James (1938/2012), todos reunidos no período áureo da Chess Records. Para quem assina a Sky, as próximas exibições estão programadas para às 14h50 do dia 14 e às 9h30 do dia 24, sempre no canal 77 e, em HD, no 277.

Abaixo, a tradução em português e a execução por Muddy Waters, em seu auge, da música que Willie Dixon fez para descrevê-lo, sempre viva no repertório dos grandes mestres atuais do gênero, como Eric Clapton, que a entoou em um dos pontos altos da sua última apresentação no Rio, na HSBC Arena, em outubro passado…

 

(Eu Sou Seu) Homem Hoochie Coochie

A cigana disse à minha mãe
Antes de eu nascer
Eu tenho um garoto vindo
Ele vai ser um filha da mãe
Ele vai fazer garotas bonitas
Pular e atirar
Então o mundo quer saber
sobre o que é isso tudo
Mas você sabe que eu sou ele
Todo mundo sabe que eu sou ele
Bem você sabe que eu sou o homem hoochie choochie
Todo mundo sabe que eu sou ele

Eu tenho um osso preto de gato
Eu tenho um mojo também
Eu tenho o conkeroo do Johnny
Eu vou mexer com você
Eu vou pegar suas garotas
Leve-me pela minha mãe
Então o mundo irá saber
O homem hoochie coochie
Mas você sabe que eu sou ele
Todo mundo sabe que eu sou ele
Oh você sabe que eu sou o homem hoochie coochie
Todos sabem que eu sou ele

Na sétima hora
No sétimo dia
No sétimo mês
Os sete médicos disseram
Ele nasceu por boa sorte
E que você verá
Eu tenho setecentos doláres
Não mexa comigo
Mas você sabe que eu sou ele
Todo mundo sabe que eu sou ele
Bem você sabe que eu sou o homem hoochie coochie
Todo mundo sabe que eu sou ele

 

 

 

Clarissa: “Oposição em Campos não faz nem cosquinha!”

Clarissa
Foto de Mariana Ricci

“A oposição de Campos não faz nem cosquinha!”. Quem garantiu isso hoje foi a deputada estadual Clarissa Garotinho (PR), também pré-candidata a vice-prefeita na chapa encabeçada pelo deputado federal Rodrigo Maia (DEM), na disputa pela prefeitura do Rio de Janeiro. Em Campos, ela procurou a Folha, na tarde de hoje, onde deu uma entrevista ao jornalista Thiago Andrade. Nela, depois de considerar certa a reeleição da sua mãe como prefeita, ainda no primeiro turno, soltou a pérola sobre as supostas limitações liliputianas da oposição campista.

A etrevista, na íntegra, será publicada amanhã, na versão impressa da Folha…

As mulheres, no seu dia, por Bukowski

Hoje, dia internacional da mulher, minha lembrança ao gênero oposto nesta nossa pretensiosa espécie de macacos sem rabo, com polegar opositor e pouco pêlo, se dá da única maneira que conheço: como homem! Neste sentido, para definir o pouco que sei e o muito que sinto em relação às mulheres, minha irrelevante escolha recaiu sobre os versos do escritor nascido na Alemanha e criado nos bares e becos dos EUA, sobretudo de Los Angeles, Charles Bukowski (1920/94), beberrão invereterado, maldito na vida e na obra, não por acaso também conhecido pela alcunha de “Velho Safado”.

Quem quiser saber um pouco mais de sua vida, além da leitura da sua obra em verso e prosa, quase sempre autobiográgica, uma boa e rápida dica é se assitir ao filme “Barfly – Condenados pelo Vício”, de 1987, do diretor francês Barbet Schroeder, com o também maldito (e excelente) ator Mickey Rourke interpretando a personagem central, inspirada em Bukowski, no roteiro por ele escrito. Agora, para se saber dos seus sentimentos sobre as mulheres, neste dia a elas dedicado, o melhor mesmo é ler o seu…

 

 

Bukowiski deitado e soterrado de amor às mulheres
Bukowski deitado e soterrado de amor às mulheres

 

 

Um poema de amor

todas as mulheres

todos os beijos delas as

formas variadas como amam e

falam e carecem.

suas orelhas elas todas têm

orelhas e

gargantas e vestidos

e sapatos e

automóveis e ex-

maridos.

principalmente

as mulheres são muito

quentes elas me lembram a

torrada amanteigada com a manteiga

derretida

nela.

há uma aparência

no olho: elas foram

tomadas, foram

enganadas. não sei mesmo o que

fazer por

elas.

sou

um bom cozinheiro, um bom

ouvinte

mas nunca aprendi a

dançar — eu estava ocupado

com coisas maiores.

mas gostei das camas variadas

lá delas

fumar um cigarro

olhando pro teto. não fui nocivo nem

desonesto. só um

aprendiz.

sei que todas têm pés e cruzam

descalças pelo assoalho

enquanto observo suas tímidas bundas na

penumbra. sei que gostam de mim algumas até

me amam

mas eu amo só umas

poucas.

algumas me dão laranjas e pílulas de vitaminas;

outras falam mansamente da

infância e pais e

paisagens; algumas são quase

malucas mas nenhuma delas é

desprovida de sentido; algumas amam

bem, outras nem

tanto; as melhores no sexo nem sempre

são as melhores em

outras coisas; todas têm limites como eu tenho

limites e nos aprendemos

rapidamente.

todas as mulheres todas as

mulheres todos os

quartos de dormir

os tapetes as

fotos as

cortinas, tudo mais ou menos

como uma igreja só

raramente se ouve

uma risada.

essas orelhas esses

braços esses

cotovelos esses olhos

olhando, o afeto e a

carência me

sustentaram, me

sustentaram.

Bacellar joga pedras na Telhado de Vidro

Aqui, o jornalista e blogueiro Alexandre Bastos noticiou em primeira mão o inflamado discurso que o vereador Marcos Bacellar (PDT) fez hoje, na tribuna da Câmara, contra a Operação Telhado de Vidro, deflagrada em 8 de março de 2008, quando gerou a prisão de vários nomes do primeiro escalão do governo Alexandre Mocaiber (PSB), além da cassação do então prefeito, que voltaria ao cargo 43 dias depois e hoje é aliado do deputado federal Anthony Garotinho (PR). Após o desbloqueio dos bens dos acusados, em decisão da Justiça Federal de Campos no último dia 27 de fevereiro (aqui), Bacellar aproveitou a sessão de hoje no Legislativo para reiterar todas as denúncias que fez a época, quando afirmou ter sido a operação federal orquestrada por Garotinho, que a teria antecipado, por intermédio de Edson Batista (PTB), ao vereador e então presidente da Câmara. Entre as várias críticas passadas reavivadas hoje na tribuna, Bacellar terminou seu discurso ironizando a atuação no caso do procurador da República de Campos, Eduardo Oliveira.

Abaixo, a íntegra do seu discurso…

Ao lado do vereador Rogério Matoso (PPS), Bacellar reafirmou hoje todos seus questionamentos à Operação Telhado de Vidro
Ao lado do vereador Rogério Matoso (PPS), Bacellar reafirmou hoje todos seus questionamentos à Operação Telhado de Vidro

Senhor Presidente, Nobres colegas Vereadores, Público presente,


Na quarta passada, me deparei com a notícia no site Folha da Manhã, da decisão do Ilustre Magistrado da 4ª Vara Federal de Campos no que tange ao processo da Operação Telhado de Vidro.

Pensei muito quando li aquilo, pensei em várias atitudes, por um instante fui tomado pela raiva, mas respirei fundo e achei melhor aguardar para ver as reações de todos.

Como já esperava, assisti mais uma vez a covardia e submissão alheia de muitos que naquele tempo viveram intensamente àqueles momentos em todos os seus sentidos.

Por outro lado, fiquei muito feliz, pois apesar de não figurar como parte naquela ação, dela participei como se fosse pelos motivos que agora relembro e, como prova de tudo que falei e representei a época contra os verdadeiros atores daquele teatro.

Primeiro, ressalta-se que até a presente data da operação, fui adversário político do Prefeito a época Sr. Alexandre Mocaiber. Todavia, mesmo contrário àquela administração, mas diante ao meu caráter e estilo de vida, não poderia me furtar em ajudar as pessoas e concordar com a COVARDIA que estava sendo concluída com a finalidade exclusiva de tomar o Poder a qualquer preço que fosse, pois há menos de um ano para o processo eleitoral da época e, sem querer rasgar seda pra ninguém, pois não é de meu feitio, somente um tsunami como foi aquela “operação orquestrada” tiraria a vitória do político mais querido da história desta cidade que é Arnaldo Viana. Sempre fui um político independente, mas já fiz campanha no Grupo de Garotinho e no de Arnaldo e a afirmação acima é incontestável.

Sendo assim, conforme já denunciado e devidamente representado a época nos órgãos competentes, fui convidado por Garotinho para um acordo político que tinha como interlocutor o Vereador Edson Batista que propôs o seguinte: –Vão ocorrer prisões e o afastamento do Prefeito, caso a prefeitura caia no teu colo, você nos dá 4 secretarias ou caso Roberto Henriques assuma ( pois já estava rompido com Mocaiber e alinhado a Garotinho), você terá 4 secretarias.

Pois bem, como minha oposição era só eu e Dr. Geraldo Venâncio independentes, firmei o acordo, pois mesmo não sendo do Grupo de Garotinho, este, também era de oposição.

Essa conversa teve início em setembro de 2007 com detalhes sórdidos e pormenores de tudo que acontecia e ainda estava por acontecer, porém mesmo com “Meu Guru” contando aquilo tudo, custava a acreditar, pois havia sempre muito boato. Eis que no fim de Janeiro de 2008, recebi a visita do Meu Guru Edson Batista que me informou restar apenas o grampo de Edmundinho, Secretário de Fazenda, pois o que tinham não era suficiente. Assim, como sempre fui bem tratado por este que mesmo sabendo que eu era contrário politicamente nunca misturou o pessoal com o político, pedi que o informasse a respeito de tudo, bem como fiz com todos os colegas vereadores entre outros.

Logo, como o companheiro Edmundo foi o único a me ouvir, não foi preso, muitos menos e por precaução estava em casa no dia, pois também o alertei sobre a data da operação, tendo somente sua casa revistada por força de uma mandado de busca e apreensão. Fui informado com precisão no domingo antes da operação que a mesma seria na terça 11/03 pelo colega Edson Batista que foi em minha casa e ainda colocou Garotinho na linha comigo que me indagou: — Presidente, tá tudo certo para terça? Nosso acordo esta de pé? Respondi positivamente e desliguei.

No dia da operação, cheguei a Câmara com meu filho às 6 da manhã, pois já sabia que seria um dia muito agitado. Não demorou poucos minutos para mesmo trancado na Casa Legislativa, ouvir e ver todo aquele cenário que mais parecia um filme de ação.

Ao invés de uma ação de polícia para pessoas aparentemente tranquilas, sem antecedentes, um aparato enorme com uso indevido de meios cuja finalidade era única e exclusivamente denegrir a imagem dos, até então, acusados de suposta prática ilícita. Pessoas jogadas ao escárnio público, algemadas e acorrentados uns aos outros como não vi ocorrer nem na Prisão de Nem ou Beira Mar. Que resistência poderia oferecer Dr. Alex, Puglia, Francisco de Assis, Seu Geraldo Seves, um homem de quase 80 anos, baixinho, todo acometido de câncer pelo corpo que até meu filho de 8 anos consegue segurá-lo, divulgação com transcrições oficiais do grampo telefônico da operação que a rádio e o Jornal de Garotinho transmitiam em primeira mão e com exclusividade, afinal, não bastavam as prisões mas sim a forma masoquista que o Líder daquilo tudo queria.

Ademais, mesmo contrário àquele grupo, como presenciar todas aquelas barbaridades que Garotinho mandava fazer, como mandar seus cabos eleitorais para o aeroporto para jogarem tomates nos presos dando a impressão de que era revolta popular, daquele mesmo jeito picareta que faz quando alguma decisão judicial o ameaça e ele dá a ordem pra turma da boquinha fechar a BR. Como pode, mandar o puxa saco do Tiago Ferrugem (aquele mesmo que invadiu esta casa por ordem do Chuky para agredir a esposa do Presidente na ocasião, seu próprio irmão) cuspir no rosto de Dr. Alex quando o mesmo algemado e indefeso chegava para depor.Apesar de conhecê-lo pouco, por pior que seja um homem, não se cospe em sua cara principalmente quando este não pode se defender. É como bater em bêbado ou chutar cachorro morto, mas, é nesta hora que conhecemos quem é você, menino de Garotinho.. Só pra encerrar a parte que lhe cabe, me recordo bem sua valentia quando de sua baderna aqui nesta casa, pois quando o circo pegou fogo foi o primeiro a correr.

Porém, por que se assustar, por que ficar perplexo com os fatos acima, se a pior barbárie estava sendo cometida por aqueles que tinham o dever de zelar pela justiça, pela ordem pública, pela correta aplicação das leis e do Modus Operandi daquele “Teatrinho do Garotinho”.

Após a operação, passados 2 semanas, quase todos os secretários já nomeados e Garotinho não havia cumprido o combinado (o que lhe é peculiar) e ainda por cima, tenta me impor, tal qual faz com seus capachos que cassasse Mocaiber pela Câmara urgente, pois temia que uma decisão superior revertesse a de 1ª instância solicitada pelo “Nobre e Isento Procurador, Grande conhecedor e Fiscal da Lei, Dr. Eduardo Oliveira, o homem que conseguiu enxergar valiosíssimas provas, culpabilidade dos agentes, diversos crimes, que uma quadrilha havia se instalado na prefeitura e não satisfeito claro, enxergou ainda ter competência para atuar no caso. Logo, como não o fiz, pois mesmo afastado, tinha o Prefeito maioria na Câmara, além de não se coadunar com meu caráter, pois o nome disso para mim é Golpe e não cassação e mais, isto não fazia parte do acordo.

Por derradeiro, fui assim como meus pares a época bombardeados pelo Garoto Mimado na sua rádio que só a justiça não sabe, ou melhor, não quer ou, não consegue provar ser de sua propriedade. Assim, a partir daí, me tornei adversário dele, pois homem nenhum no mundo vai me impor nada, todos, somos livres para nossas escolhas, mas para esse Garoto, só presta quem aceita viver embaixo da sola de seus pés.

Entretanto, apesar dos relatos acima, nenhuma de minhas representações foram respondidas; fui processado pelo Nobre Procurador por calúnia, pois aqui na tribuna desta casa, afirmei que tudo aquilo era um circo armado. Pessoas foram presas, ceifadas de seu convívio familiar, de suas profissões, seus filhos achincalhados nas escolas, suas rendas bloqueadas assim como seus bens, muitos passando necessidade em casa, avacalhados na cidade pela imprensa local e nacional, como bandidos, mas nada disso importa, pois o objetivo do Circo estava alcançado: A CONQUISTA DA PREFEITURA MUNICIPAL DE CAMPOS com base no enorme desgaste por conta do escândalo e num marketing violento na campanha eleitoral e em seus órgãos de imprensa do quais, em época eleitoral ele se torna o redator chefe (mas que só o TRE e o TSE não vê) que viria em cima da Operação que afetou Mocaiber que fora indicado por Arnaldo.

Se me cabe comparar Garotinho a um filme, este com certeza é: UM CRIME DE MESTRE. Tenho que reconhecer a sua enorme inteligência, mas lamento por sempre utilizá-la para o mal na busca desenfreada do poder completamente desprovida de pudor e respeito ao próximo onde o que importa única e exclusivamente é a sua vontade, custe o que custar.

Destarte, como acredito que pra tudo aquilo que plantamos, colhemos aqui, prefiro conseguir o êxito no sacrifício sem precisar atropelar ninguém.

Quero por fim, externar minha decepção, não no tocante aos membros do Poder Público, responsáveis por esta covardia, ou melhor, ação, pois disso eu já sabia, disse e denunciei a época, não é mais novidade para ninguém, digo o mesmo em relação a Garotinho, mas, sim, em relação à todos aqueles que foram chamados de ladrões, covardes, corruptos, caluniados e difamados por jornal e rádio, hoje chapa branca, mas que até então assim como seu dono atacava até o Grupo Folha disso, ou seja, ninguém foi poupado, repito, ninguém.

Mais difícil ainda é enxergar como comprei uma briga que não era minha para hoje presenciar muitos, mas muitos mesmos, tais como vereadores, lideranças, repórteres, empreiteiros, assessores de confiança, secretários municipais e até o principal alvo da ação, Sr. Alexandre Mocaiber que hoje endossa a fila de seguidores e submissos do Casal Ditador por conta de migalhas, outros por medo ou rabo preso, uns por necessidade, mas nenhum de coração e, essa certeza que me conforta.

Não vou citar aqui mais nomes porque com toda a certeza ultrapassa mais de 300 pessoas, mas que as conheço nos olhos e por inúmeras vezes em meu gabinete ou em minha casa, lá estavam assustadas me pedindo para atacar Garotinho porque ele não podia fazer aquilo, não podia falar de mim, porque me chamou de ladrão, etc.

Quanto a Você Mocaiber e a tantos outros que falei, saibam que jamais me arrependi do que fiz, pois mesmo não te conhecendo bem naquela época e a tantos outros, presenciei a dor de teus filhos, de sua esposa, a sua, a vergonha que passaram não por conta de ilicitudes, mas sim pelo pré-julgamento, pela covardia e o abuso de poder que sofreram. Os tremores e medos de muitos colegas atacados sem motivo aparente pela rádio ou jornal e, mesmo quando algum motivo havia, tentava de alguma forma ajudar.

Desejo de coração que não se arrependam de suas escolhas e do caminho que optaram, pois o arrependimento da consciência é doloroso.

Quanto ao circo…. Só tenho a dizer que justiça não se faz daquela forma, pois há pessoas ou ações que mancham uma classe ou uma categoria, mas o que posso fazer se optei estudar matemática e eletrotécnica… Para mim, qualquer suspeita, me torna um bandido, réu num monte de processos. Já para o Nobre Procurador Dr. Eduardo e todos os demais responsáveis naquele caso, não dá nada, né? Pois foi apenas um erro de interpretação na aplicação da lei, né querido Procurador? E mesmo que fosse uma falta grave ou um delito de V.EXa., o máximo que ocorreria de punição seria uma aposentadoria compulsória com um pomposo salário no fim do mês, já pra mim, CADEIA E FICHA LIMPA!!

Quem mandou eu não estudar mais…….

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