Opiniões

A ética frouxa de quem julga o leitor um trouxa

Aqui, às 21h51 de ontem, a jornalista e blogueira Suzy Monteiro anunciou a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de barrar pela Lei do Ficha Limpa os candidatos com contas rejeitadas.

Aqui, às 19h57 de hoje, quase 24 horas depois e, como de hábito, sem o crédito devido, um bicho-preguiça da blogosfera local “repercutiu” a decisão, que já havia circulado boa parte do dia como manchete principal da Folha Online.

É a ética frouxa de quem alimenta a pretensão de julgar você, leitor, um trouxa.

Com Arnaldo no páreo, Henriques perderia apoio de Cabral

Elegível tanto pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), como este Opiniões noticiou aqui, e pelo Tribunal de Contas da União (TCU), como a blogueira Jane Nunes divulgou aqui, com Arnaldo Vianna (PDT) entrando de vez no páreo da corrida à Prefeitura de Campos, quem mais tem a perder? Mesmo que os eleitores do ex-prefeito tendam a responder rapidamente que seria a prefeita Rosinha, pré-candidata do PR à reeleição, o maior afetado pode estar dentro da própria oposição. No caso, o deputado estadual Roberto Henriques (PSD).

Em sua pretensão de também se candidatar a prefeito em 2012, como o próprio Henriques faz sempre questão de ressaltar que seu maior trunfo seria o apoio do governador Sérgio Cabral, este já começou a repensar suas alternativas em Campos, a partir da elegebilidade de Arnaldo Vianna. Colega de Henriques na Assembléia Legislativa, um deputado estadual que acompanha de perto a política local se reuniu esta semana com Cabral, de quem ouviu que, caso Arnaldo possa e vá se candidatar, passaria a ser ele, não mais Henriques, o seu preferido na disputa municipal contra o casal Garotinho.

Ciente das condições de elegebilidade de Arnaldo, a opção do governador pelo nome do pedetista, em detrimento de Henriques, seria pelo fato do primeiro ainda ser o nome eleitoralmente mais forte na oposição de Campos. Se na última eleição municipal, mesmo com a ameaça dos seus votos serem invalidados pela Justiça Eleitoral, como foi pregado à exasutão em toda a campanha de Rosinha, Vianna ainda conseguiu forçar o segundo turno, possibilidade hoje distante para todos os demais nomes da oposição no enfrentamento com a prefeita, a expectativa é de que ele, sem o fantasma da nulidade dos seus votos, possa ampliar os cerca de 110 mil votos que obteve no resultado final, em torno de 20 mil a menos que Rosinha.

Dentro dessa possibilidade, além do apoio de peso de Cabral, outros nomes de relevo no plano municipal, como o deputado estadual João Peixoto (PSDC) e o vereador Nelson Nahim (PPL), que antes costuravam acordos com Roberto Henriques, também já começam a estudar seriamente a alternativa eleitoralmente mais forte de Arnaldo. A se confirmar sua candidatura, assim como seu apoio pelo governo estadual, caso Henriques decida mesmo se licenciar da Alerj para se candidatar na eleição municipal de Campos, pode acabar tendo a vice na chapa de Arnaldo como única opção.

Porque não se poupar a preguiça e a ausência de caráter

Diante do político mais frouxo da história recente de Campos, cujas posições já variaram tanto, de acordo com a volatilidade do próprio caráter, assim como as demandas do bolso, trouxa é aquele que confere algum crédito a quem guarda a tola pretensão de buscar o seu sonegando o devido aos outros.

Até se entende que alguém conhecido e reconhecido, até entre os amigos, por nunca ter sido muito chegado a trabalho, tente se apropriar indevidamente da labuta alheia. Agora, mesmo diante da rara comunhão entre preguiça congênita e ausência de caráter, há que se ter o devido limite.

No que se refere ao trabalho de apuração e redação feito neste blog, seja virtualmente, ou de maneira real, cara a cara, aquela que não costuma poupar covardes, que não se alimente mais nenhuma ridícula pretensão contrária: esse limite está e será imposto!

Caso qualquer dúvida ainda haja, basta clicar aqui

Repercussão sem crédito alheio ou próprio

Apurada por este jornalista e blogueiro e noticiada aqui, em primeira mão, a notícia da elegebilidade do ex-prefeito Arnaldo Vianna (PDT), pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), repercutiu de formas distintas na blogosfera local…

Com crédito devido à fonte original e ainda com acréscimo de informação, relativa à liberação de Arnaldo também pelo Tribunal de Contas da União (TCU), a notícia foi postada aqui

Já sem acrescer absolutamente nada, mas com o agravante de ainda desinformar quanto à fonte original da notícia, um desavergonhado adepto do Ctrl+C/Crtl+V sonegou o crédito alheio (e próprio) aqui

Mocaiber e a decisão favorável na Telhado de Vidro: “Estou de alma lavada!”

“Só eu sei o que passei, foi uma lavagem de alma”. Assim o ex-prefeito Alexandre Mocaiber (PSB), ex-aliado de Arnaldo Vianna (PDT) e hoje integrando o grupo político de Anthony Garotinho (PR), reagiu à decisão do juiz da 4ª Federal de Campos, Elder Fernandes Luciano, que no último dia 27, na seguda-feira, julgou improcedente a ação cautelar que, em 2008, afastou Mocaiber da Prefeitura de Campos, concluindo que não houve malversação de verbas federais no caso mais conhecido como “Telhado de Vidro”, cuja sentença completa a jornalista e blogueira Suzy Monteiro divulgou em primeira mão aqui.

Como a assessoria da Justiça Federal no Rio de Janeiro também informou que o caso segue, mesmo com a liberação dos bens dos réus que não produzem provas de improbidade admnistrativa, e o Ministério Público Federal já anunciou desde ontem que vai recorrer da decisão, Mocaiber evitou se estender em seus comentários, mas garantiu:

— Sempre tive minha consciência tranquila. Nunca fiz nada de errado, tanto que não existe nenhum gravação minha, nem nenhuma outra prova apontando para nenhum ato ilícito da minha parte. Se alguém, porventura, cometeu algo errado no meu governo, cabe à Justiça julgar, mas com certeza não foi com a minha conivência. Alvo maior da ação, o Plano Saúde da Família (PSF) não começou no meu governo, mas no anterior, de Arnaldo, quando eu ainda era secretário de Saúde. E sempre trabalhamos como era feito em todos os outros municípios, sem nenhum problema, utilizando verba própria na grande maioria.

Já sobre sua condição de inelegibilidade pela Lei do Ficha Limpa, levantada aqui pelo especialista em direito eleitoral Paulo Vizella, em virtude da campanha eleitoral de 2008, na qual Mocaiber, assim como Arnaldo, Garotinho e a prefeita Rosinha (PR) acabaram condenados, em 27 de maio de 2010, pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE), ele disse desconhecer o assunto. Embora tenha admitido a pretensão de se candidatar a vereador, pelo PSB aliado ao grupo de Garotinho, nas eleições municipais deste ano, o ex-prefeito ressalavou:

— Não estou preocupado com isso. Se puder vir candidato, venho; se não puder, também não tem problema. Uma coisa eu garanto: não ajudei Arnaldo, não fiz campanha para ele, nem fui a nenhum comício. Não vejo porque, portanto, eu possa ter alguma condenação neste sentido. Mas isso é um assunto para meus advogados.

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