Opiniões

Bruno Dauaire: “Fui surpreendido com a notícia, ainda não tenho como avaliar nada”

 

(Foto: Divulgação)

 

“Fui surpreendido com a notícia pela mídia, ainda não tenho como avaliar nada, mas apenas prestar minha solidariedade ao (deputado federal ) Wladimir (Garotinho, PSD) e sua família neste momento”.

Essa foi a posição do deputado estadual Bruno Dauaire (PSC) sobre a prisão (aqui) na manhã de hoje dos ex-governadores e ex-prefeitos de Campos, Anthony (sem partido) e Rosinha Garotinho (Patri). A decisão foi da 2ª Vara Criminal de Campos, por denúncia de superfaturamento e recebimento de repasse de dinheiro de caixa dois da Odebrecht, vencedora de todas as licitações do Morar Feliz, no valor total de quase R$ 1 bilhão. A primeira delas, teve o resultado antecipado (aqui) em quase quatro meses pela Folha.

 

Confira a cobertura completa do caso na edição desta quarta (04) da Folha da Manhã

 

Atualizado às 19h31 para correção de informação

Fred Machado: “Ter dois ex-governadores presos, mais uma vez, é lamentável”

 

(Foto: Antonio Leudo – Folha da Manhã)

 

“Ter dois ex-governadores presos, mais uma vez, é lamentável para todo o estado do Rio de Janeiro. E, infelizmente, nossa Campos hoje é destaque em todo país, diante dessa operação do Ministério Público contra superfaturamentos nos contratos durante o mandato da ex-prefeita Rosinha. No ano passado, a CPI da Odebrecht, instaurada pela Câmara Municipal de Campos, também concluiu (aqui) haver indícios de irregularidades nos contratos daquela gestão com a empreiteira e remeteu toda a documentação aos órgãos competentes. O que esperamos agora é que as investigações continuem e que todos os envolvidos em fraudes e corrupção sejam responsabilizados. Afinal, o cidadão campista precisa de uma resposta sobre o destino dos recursos do município”.

Foi o que disse o presidente da Câmara Municipal de Campos, vereador Fred Machado (Cidadania), sobre a prisão na manhã de hoje (aqui) de Garotinho e Rosinha, por determinação da 2ª Vara Criminal de Campos, por denúncia de superfaturamento e recebimento de propina no Morar Feliz. Nos oito anos do governo municipal Rosinha, o programa de casas populares custou quase R$ 1 bilhão aos cofres do município. O resultado da primeira licitação do programa, vencido pela Odebrecht, cujos ex-executivos denunciaram o casal Garotinho na Lava Jato, foi antecipado (aqui) em quase quatro meses pela Folha em 2009.

 

Confira a cobertura completa do caso na edição desta quarta (04) da Folha da Manhã

 

Rafael Diniz: “É outro rombo que deixaram. Mas não comemoro a prisão de ninguém”

 

(Foto: Antonio Leudo – Folha da Manhã)

 

“Lamento ver mais uma vez o nome de Campos ser envolvido em escândalos nacionais. Desde 2017 nós levantamos (aqui) as irregularidades no programa não concluído de casas populares do governo anterior. E enviamos tudo que apuramos para as autoridades competentes. Pelo que eu leio agora, a Justiça fala em um superfaruramento de R$ 60 milhões. É só mais um exemplo do rombo que deixaram na nossa cidade. E nós estamos pagando essa conta até hoje. A Justiça cumpre o papel dela. A procuradoria-geral do município está acompanhando o caso desde que ele estourou, na manhã de hoje. Pessoalmente, não comemoro a prisão de ninguém. Embora tenha a certeza de que comemorariam qualquer denúncia de corrupção contra meu governo, que nunca houve. Mas temos família e sabemos que a ex-prefeita é mãe e avó. É ruim para eles. É ainda pior para nossa cidade, que administramos em uma realidade financeira totalmente diferente de quando se podia fazer licitações de R$ 1 bilhão. Hoje, eu me pergunto: o que poderia fazer por Campos com esses R$ 60 milhões? Vamos lutar na Justiça para reaver esse dinheiro”.

Foi como o prefeito de Campos, Rafael Diniz (Cidadania), reagiu à prisão na manhã de hoje (aqui) de Garotinho e Rosinha, por determinação da 2ª Vara Criminal de Campos, por denúncia de superfaturamento e recebimento de propina no Morar Feliz. Nos oito anos do governo municipal Rosinha, o programa de casas populares custou quase R$ 1 bilhão aos cofres do município. Vencido pela Odebrecht, cujos ex-executivos denunciaram o casal Garotinho na Lava Jato, o resultado da primeira licitação do programa foi antecipado (aqui) em quase quatro meses pela Folha em 2009.

 

Confira a cobertura completa do caso na edição desta quarta (04) da Folha da Manhã

 

Clarissa Garotinho: “Não é a primeira vez que estamos lutando contra tanta injustiça”

 

(Foto: Mariana Ricci – Folha da Manhã)

 

 

“Não é a primeira vez que estamos lutando contra tanta injustiça. Não somos covardes, vamos lutar pela liberdade deles e para que a justiça seja restabelecida”.

Essa foi a posição da deputada federal Clarissa Garotinho (PSD) sobre a prisão (aqui) na manhã de hoje dos seus pais, os ex-governadores e ex-prefeitos de Campos, Anthony (sem partido) e Rosinha Garotinho (Patri). A decisão foi da 2ª Vara Criminal de Campos, por denúncia de superfaturamento e recebimento de repasse de dinheiro de caixa dois da Odebrecht, vencedora de todas as licitações do Morar Feliz, no valor total de quase R$ 1 bilhão. A primeira delas, teve o resultado antecipado (aqui) em quase quatro meses pela Folha.

 

Confira a cobertura completa do caso na edição desta quarta (04) da Folha da Manhã

Arnaldo: “Acho que o maior prejudicado é o filho, que queria se lançar a prefeito”

 

(Foto: Genilson Pessanha – Folha da Manhã)

 

“Acho que o maior prejudicado com isso (a prisão do casal Garotinho) é o filho (deputado federal Wladimir, PSD), que estava querendo se lançar a prefeito de Campos no ano que vem. Se eu estivesse numa situação dessas, lógico que isso prejudicaria Caio (Vianna, PDT, também pré-candidato a prefeito). Acho que ele (Garotinho) está pagando pelo que sempre fez. Ele sempre teve a mania de dizer que todos fazem coisas erradas. E a verdade está aparecendo. Espero que venha à tona, que não seja diluída em outra greve de fome, ou um habeas corpus, como das outras vezes. Penso que ele tem que pagar pelo mal que fez à nossa cidade. Isso tinha sido noticiado há algum tempo. Essas licitações do Morar Feliz foram fundamentais pra eles arrecarem recurso de campanha. Isso mudou no país. Temos ex-presidentes presos, ex-governadores presos. O incrível é que ele tenha feito tanta coisa, ficando esse tempo todo impune. Torço para que Deus ajude a nossa cidade”.

Foi o que disse o ex-prefeito Arnaldo Vianna (PDT) sobre a prisão na manhã de hoje (aqui) de Garotinho e Rosinha, por determinação da 2ª Vara Criminal de Campos, por denúncia de superfaturamento no Morar Feliz e repasse de dinheiro de caixa dois. Nos oito anos do governo municipal Rosinha, o programa de casas populares custou quase R$ 1 bilhão aos cofres do município. O resultado da primeira licitação do programa, vencido pela Odebrecht, cujos ex-executivos denunciaram o casal Garotinho na Lava Jato, foi antecipado (aqui) em quase quatro meses pela Folha em 2009.

 

Confira a cobertura completa do caso na edição desta quarta (04) da Folha da Manhã

 

Há mais de 10 anos, Folha puxou o fio que hoje acabou na prisão do casal Garotinho

 

Leandro Andrade de Azevedo e Rosinha celebram o primeiro contrato do Morar Feliz com a Odebhecht, em 1º de outubro de 2009, que oito anos depois custaria o total de quase R$ 1 bilhão aos cofres públicos de Campos (Foto: Ricardo Avelino – Folha da Manhã)

 

O longo e emaranhado fio que hoje levou à outra prisão (aqui) do casal Garotinho, por conta do Morar Feliz, como noticiou toda a mídia nacional, começou a ser puxado pela Folha da Manhã ainda em 29 de maio de 2009. Naquele dia a coluna Ponto Final, ainda com o falecido jornalista Aluysio Cardoso Barbosa como seu titular, antecipou que a primeira licitação do Morar Feliz no governo Rosinha (hoje Patri) teria sido montada com critérios para garantir a vitória da Odebrecht.

Confira na reprodução abaixo:

 

O impacto daquela revelação foi tanto que a licitação, cujo resultado seria anunciado naquele mesmo 29 de maio de 2009, acabou adiado quase quatro meses. Até finalmente ser publicado em Diário Oficial em 23 de setembro do mesmo ano. O que não mudou foi o resultado: a Odebrecht levou a primeira bolada de quase R$ 358 milhões do Morar Feliz. Até o final dos oito anos do governo Rosinha (hoje, Patri), o programa de construção de casas populares levaria quase R$ 1 bilhão dos cofres públicos de Campos, maior licitação dos 184 anos de história do município.

A denúncia inicial da Folha em 2009 não gerou nenhuma investigação do Ministério Público local. Até que, em 22 de fevereiro de 2016, a 23ª fase da operação Lava Jato, batizada de “Acarajé”, encontrou na residência de Benedicto Barbosa da Silva Júnior planilhas com as doações da Odebrect a cerca de 300 políticos de 22 partidos. Entre eles, Anthony, Rosinha e Clarissa Garotinho, que teriam recebido dinheiro de caixa dois da construtora em suas campanhas eleitorais. Como executivo da Odebrecht, foi Benedicto quem assinou (aqui) com Rosinha o primeiro contrato do Morar Feliz. O mesmo cujo resultado o Ponto Final antecipou.

Confira o contrato e suas assinaturas na reprodução abaixo:

 

 

No inquérito da Polícia Federal assinado à época pelo delegado Filipe Hille Pace, ficou evidenciado o papel de Benedicto como elo de ligação do dinheiro que circula entre a Odebrecht e os políticos: “É possível verificar que Benedicto é pessoa acionada por Marcelo Odebrecht para tratar de assuntos referentes ao meio político, inclusive a obtenção de apoio financeiro”

Em 28 de março de 2016, as investigações da Lava Jato avançaram. As empresas Leyroz e Praiamar seriam usadas (aqui) como “laranjas” para os repasses da Obebrecht a políticos. As duas empresas eram distribuidoras de bebidas que trabalham com o grupo Petrópolis, da cerveja Itaipava. Segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em 1º de setembro de 2010 a Leyroz doou R$ 800 mil ao diretório estadual do PR (á época, partido do Garotinho), enquanto a Praiamar, no mesmo dia, fez uma doação registrada ao mesmo beneficiário no valor de R$ 200 mil.

Confira baixo a reprodução das doações registradas no TSE:

 

 

Já nas planilhas da Odebrecht apreendidas pela Lava Jato na casa de Benedicto, Anthony Garotinho apareceu como “beneficiário” de uma doação no valor de R$ 1 milhão em 1º de setembro de 2010 — mesmo dia e valor das duas doações somadas da Leyroz e Praiamar. Ambas foram declaradas pelo PR ao TSE, que não registrou nenhuma doação da Odebrecht a Garotinho em 2010, ano em que disputou e ganhou seu último mandato, como deputado federal.

Confira abaixo a reprodução das doações do PR a Garotinho registradas no TSE, no mesmo dia e valor das doações da Leyroz e Praiamar:

 

Encurralado pela Java Jato, na qual chegou a ser preso e fazer companhia a Marcelo Odebrecht, Benedicto se preparou para entregar o que sabia também sobre Garotinho. Em 09 de julho de 2016, a jornalista Vera Magalhães anunciou na coluna Radar Online, da revista Veja:

 

 

Quase um ano depois, após extensas negociações entre os advogados da Odebrecht e os procuradores do Ministério Público Federal (MPF), saiu a chamada “delação do fim do mundo”, divulgada à imprensa nacional em abril de 2017. Nela os executivos da maior construtora do país contaram o que sabiam sobre as relações promíscuas com os políticos brasileiros.

Além de Benedicto, Leandro Andrade de Azevedo foi outro executivo da Odebrecht que também assinou com Rosinha o contrato do Morar Feliz. Em dezembro de 2016, os dois delataram (aqui e aqui) o pagamento em favor de Rosângela Barros Assed Matheus de Oliveira (Rosinha Garotinho), nos anos de 2008 e 2012 de vantagens não contabilizadas, quando da campanha eleitoral para a Prefeitura Municipal de Campos (…) No mesmo contexto, narra-se o repasse de recursos também em favor de Anthony William Matheus de Oliveira (Garotinho), para fins da campanha eleitoral do ano de 2014, quando candidato ao governo do Estado do Rio de Janeiro”.

Confira nos dois vídeos abaixo as delações dos dois ex-executivos da Odebrecht sobre os repasses feitos pela empreiteira ao casal Garotinho:

 

 

 

Designado por Benedicto para operacionalizar os pagamentos aos Garotinho, Leandro relatou o repasse de caixa dois no valor de de R$ 5 milhões para a primeira campanha de Rosinha a prefeita, a pedido do seu marido, o ex-governador Anthony Garotinho (PR). Nos cálculos de Leandro, o repasse foi de cerca de R$ 20 milhões, sem contar a campanha a deputado federal de Garotinho em 2010.

Leandro destacou, também, que o dinheiro era entregue, em espécie, no escritório de Garotinho do Palavra de Paz, o Rio. Durante a delação, ele citou que a empresa do ex-governador vendia bíblia. Só um repasse, que atrasou, foi deito em um escritório de obras da Odebrecht na Tijuca. De acordo com Leandro, Garotinho designou uma pessoa para buscar o dinheiro no dia 13 de agosto de 2012: só nesse dia, R$ 1,5 milhão.

O ex-executivo da Odebrecht também falou sobre o contrato do Morar Feliz. Após o início da obra, apesar de a prefeita ser Rosinha, todos os assuntos eram tratados com Garotinho:

— Existia uma dedicação minha, como empresário, de estar sempre cobrando ele: olha, a fatura venceu; o cara não pagou esse mês, preciso que pague no próximo. Isso eu não fazia com a Rosinha Garotinho, nem com o secretário de Obras. Talvez minha equipe fizesse com o secretário. Eu procurava o ex-governador Garotinho para tratar isso. Ele sempre atendeu, com presteza, os meus pedidos de reuniões.(…) Eu acabei tendo uma convivência com o ex-governador Garotinho, operacional, por causa do programa Morar Feliz.

 

Ministro do STF, Edson Fachin determinou que caso de Garotinho e Rosinha, sem foro privilegiado, descesse à Justiça de Campos

 

As delações de Benedicto e Leandro foram publicados no Diário Oficial da Justiça, do TSE, em abril de 2017, na petição em que o ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o envio à instâncias inferiores para que fosse decidido pelo juiz a instauração do inquérito. Fachin declinou competência porque o casal não tinha (nem teve desde lá) foro privilegiado.

Com o caso de volta à Justiça de Campos, os dois ex-executivos da Odebrecht foram obrigados a vir ao muncípio em 26 de junho de 2017. E aqui confirmaram na 1ª Promotoria de Tutela Coletiva do Ministério Público Estadual tudo que haviam delatado ao MPF, em dezembro de 2016, na “delação do fim do mundo”.

Confira abaixo os principais trechos do que Leandro e Benedicto confirmaram ao MP de Campos sobre as relações do casal Garotinho com a Odebrecht:

 

(Infográfico de Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

 

(Infográfico de Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

Do que foi revelado pelo Ponto Final em 2009 até ontem, mais de 10 anos depois, isso é o que se conhecia sobre o caso. A novidade veio na manhã de hoje, com a nova prisão do casal Garotinho, no Rio de Janeiro, por determinação da 2ª Vara Criminal de Campos.

 

Confira a reportagem completa na edição desta quarta (04) na Folha da Manhã 

 

Marcão vai coordenar eleição de 2020 para o PL (ex-PR) em Campos e 14 municípios

 

Marcão Gomes nos tempos de vereador de Campos (Foto: Edu Prudêncio – Folha da Manhã)

 

Em reunião no diretório estadual do PL (antigo PR), na cidade do Rio de Janeiro, na última sexta-feira (30), o secretário de Desenvolvimento Humano e Social de Campos, Marcão Gomes, recebeu a missão de coordenar as eleições municipais de 2020 em 15 municípios do Norte e Noroeste Fluminense. Do encontro, além do secretário municipal, participaram o deputado federal Altineu Cortês e toda a executiva estadual do partido. Um dos principais  articuladores políticos do governo Rafael Diniz (Cidadania) Marcão coordenará para o PL os pleitos a prefeito e vereador em Campos, Itaperuna, São João da Barra, São Francisco de Itabapoana, Quissamã, Cardoso Moreira, Italva, São Fidélis, Cambuci, Miracema, Santo Antônio de Pádua, Santa Maria Madalena, Bom Jesus do Itabapoana, Conceição de Macabu e Carapebus.

 

Direita goitacá promove mesa redonda “O Ser Conservador” nesta terça, no Ramada

 

Esticada desde a disputa presidencial de 2014, entre Dilma Rousseff (PT) e Aécio Neves(PSDB), a corda ideológica do tecido social brasileiro parece ter chegado ao ponto máximo do esgarçamento com a toada de extrema-direita adotada pelo presidente Jair Bolsonaro (PSL). É o que se pode apreender quando um conhecido liberal como o economista Armínio Fraga, presidente do Banco Central no segundo governo Fernando Henrique Cardoso (PSDB), alerta (aqui) em entrevista a O Globo, sobre os efeitos do atual governo federal sobre a democracia do país: “O retrocesso já ocorreu. O risco é que piore”.

Em Campos, essa “direita incultural”, como a definiu (aqui) o conservador Delfim Netto, deu o ar da graça ao se colocar publicamente contra a 10ª Bienal do Livro do município. Realizada em novembro de 2018, no Instituto Federal Fluminense (IFF), o motivo central dos protestos dessa direita acéfala foi a presença do coreógrafo Wagner Schwartz. Em setembro de 2017, ele fora o personagem central da polêmica apresentação “La Bête”, no MAM de São Paulo. Apesar das reações, a participação de Schwartz na mesa do debate “Fake News: Mentiras e Verdades” lotou o auditório Cristina Bastos do IFF. E mereceu elogios da direita pensante, que também bateu ponto no evento.

É a direita pensante de Campos que realiza às 19h desta terça (03) a mesa redonda “O Ser Conservador”. Será no Ramada Hotel, à rua Bruno de Azevedo, 60. Dela participarão o pastor bastista e teólogo Alonso Colares, o professor de filosofia da Uenf Júlio Esteves, a jornalista Kamila Uhl, o padre e professor de filosofia Claudiomar S. de Souza, e o odontológo e servidor municipal Alexandre Buchaul. Bem verdade que, como ocorre com a esquerda local em muitos debates na Uenf e UFF-Campos, o desta terça do Ramada também padece da falta de contraditório.

Ainda assim, é uma oportunidade valiosa para saber como pensa e se expressa a direita goitacá. Aquela com mais base no irlandês Edmund Burke, pai do pensamento político conservador, do que no ideólogo brasileiro Olavo de Carvalho, guru do bolsonarismo. A mesa redonda “O Ser Conservador”, mesmo a quem se encontra em espetro político oposto, é uma oportunidade de entendimento e diálogo. E não deve ser desperdiçada. Sobretudo nestes tempos em que quem pensa diferente é muitas vezes encarado como inimigo a ser eliminado.

 

 

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