Opiniões

Brasil entre os lunáticos do messias de Guaranhuns e do Messias do Vale da Ribeira

 

Filósofo e professor da USP, Pablo Ortellado é uma das maiores cabeças pensantes, por não dogmática, da esquerda brasileira. Ler o seu artigo publicado hoje (aqui) na Folha de São Paulo, sobre o primeiro discurso de Lula à militância do PT, em Salvador, é tão necessário quanto preocupante.

Sinaliza que quem embarcar na fala do petista não será diferente dos lunáticos de camisa amarela marchando sem sair do lugar e batendo continência para uma Estátua da Liberdade fake, em Araçatuba, interior de São Paulo, no último domingo (17). Tudo contra o STF que trocou livrar a cara do senador Flávio Bolsonaro pelo Lula livre.

 

 

Abaixo, a reflexão do Ortellado sobre as palavras de quem, tanto quanto o capitão, “fomentou — e fomenta! — o mais primitivo culto à personalidade”:

 

Lula durante encontro do PT em Salvador no último dia 14 (Foto: Ricardo Stuckert – PT/AFP)

 

Pablo Ortellado, filósofo e professor da USP

Sem autocrítica

Por Pablo Ortellado

 

Em seu primeiro discurso à militância do partido em Salvador, Lula disse que o PT vai polarizar e que o partido não vai fazer autocrítica —que se alguém quiser criticar, que o faça da oposição a ele.

O discurso é péssima notícia para a esquerda e para o país.

A dupla mensagem tem algo de redundante. Ao dizer que o PT vai polarizar, Lula sugere que o partido vai jogar todo o seu peso contra qualquer contestação substantiva da sua hegemonia sobre a esquerda. Quem vai estabelecer a linha de antagonismo com o bolsonarismo é ele e o partido que controla.

A segunda parte apenas esclarece que, na sua dimensão propositiva, esse antagonismo não vai admitir uma revisão de trajetória — vai defender o legado do projeto implementado entre 2002 e 2015 e vai empurrar quem criticá-lo para o outro campo.

Essa postura dogmática é ruim, mas fica pior se lembrarmos que não existe mais a conjuntura internacional que permitiu o sucesso daquelas políticas, o que significa que, caso a esquerda lulista triunfe, corremos o risco de reviver os erros, sem garantia de resgatar os acertos.

E os erros não foram poucos.

Em primeiro lugar, temos o próprio messianismo de Lula, que não apenas matou de vez a democracia no partido como esmagou a pluralidade da esquerda e fomentou o mais primitivo culto à personalidade.

Seu personalismo, aliás, é diretamente responsável pela indicação de Dilma Roussef como candidata, uma administradora sem qualquer vocação política e responsável por graves erros na condução da política econômica.

Sua adoção, no auge da crise, de uma política baseada no tripé preços administrados, empréstimos subsidiados e desonerações não apenas gastou a única bala do cartucho com uma política inócua como gerou efeitos distributivos bastante regressivos.

A atitude corporativa do PT frente às denúncias de corrupção explorou os efetivos abusos da Lava Jato para jogar fumaça sobre os fatos. Agiu como se a crítica da mudança do conceito de prova e do abuso das prisões preventivas apagasse os fatos apurados, como se não tivesse havido desvios bilionários sob a administração petista ou como se isso não importasse.

Todos esses equívocos, mais os graves erros da política indigenista, os perdulários gastos com os grandes eventos e a completa falta de prioridade em rever a política tributária, raiz da nossa desigualdade, Lula diz que não serão objeto de autocrítica.

Se depender dele, teremos mais uma vez que recorrer ao messias de Garanhuns para tentar escapar do Messias do Vale do Ribeira.

 

Tá tudo dominado! — Banda do 8º BPM executa o hino do Flamengo

 

Em seu primeiro show no Brasil, em 1993, no Maracanã, a pop-star Madonna foi uma das tantas que vestiu o “manto sagrado” como sinônimo de brasilidade

 

Até a bola rolar entre Flamengo e River Plate neste sábado (23), a partir das 17h de Brasília, no Estádio Monumental de Lima, no Peru, pela final da Libertadores da América, é difícil segurar a ansiedade. Para quem integra a maior torcida de um clube de futebol na Terra, pela perspectiva de ser novamente senhor da América do Sul após 38 anos, para igualar o feito do time de Zico e companhia em 1981. Para quem integra a segunda maior torcida do planeta, a antiflamenguista, pela chance de reeditar a provocação do “cheirinho”, caso o Rubro-Negro — mesmo campeão virtual do Brasileiro de 2019 — tropece diante do tradicional copeiro argentino.

Independente do resultado, daqui a apenas cinco dias, não dá para deixar de dar razão ao treinador português Jorge Jesus. Em vídeo promocional veiculado na véspera de 27 de outubro, Dia do Flamenguista e de São Judas Tadeu, padroeiro do clube, o Mister conjecturou: “Deve ser muito ruim não ser flamenguista e eu não quero saber como é isso”.

 

 

Como Campos não é exceção ao clima que tomou conta do país, seja a favor ou contra, na tarde chuvosa de hoje o 8º Batalhão de Polícia Militar (BPM) teve sua banda marcial filmada enquanto ensaiava. Não vale uma passagem para Lima, mas advivinha que música a banda da PM de Campos estava executando?

 

 

Chamado pejorativamente de “Time da Favela” pelos adversários cariocas, no que deveria ser o maior motivo de orgulho a todo o rubro-negro, qualquer um que tenha passado hoje diante do 8º BPM pôde ter a certeza da sua ocupação pelo sentimento popular. E, até em respeito à corporação, exclamar com orgulho cidadão: “Tá tudo dominado!”.

Como observou o jornalista rubro-negro Cilênio Tavares, até o cão parou no pátio para ouvir.

 

Campeão Brasileiro de 2019, instabilidade de Gabigol preocupa Jesus

 

Expulso de maneira justa e desnecessária, Gabigol saiu de campo provocando os gremistas ao contar nos dedos os 5 a 0 da eliminação dos gaúchos pelo Flamengo na Libertadores (Foto: Reprodução)

 

O Flamengo já era campeão do Brasileiro de 2019 antes de entrar hoje na Arena Grêmio. E saiu dela com seu título mais consolidado, após o pênalti discutível, convertido por Gabigol para definir a vitória de 1 a 0. Somado ao 1 a 1 entre Bahia e Palmeiras, segundo colocado na tabela, o Rubro-Negro se isolou ainda mais na liderança: 13 pontos a apenas cinco rodadas do fim. O desafio do Fla já não é mais ser campeão brasileiro, mas o maior deles na era dos pontos corridos.

Fatura definida, noves fora as possibilidades matemáticas, resta o que o jogo de hoje deve ensinar a quem quer passar à história como primeiro time a conquistar o Brasileiro e a Libertadores na mesma temporada, depois do Santos de Pelé, que bisou a façanha em 1962 e 1963. Após reclamar da marcação com o bandeirinha e o árbitro, como já havia feito em lance anterior, Gabigol sofreu uma expulsão tão justa, quanto absolutamente desnecessária. Com um homem a mais, o Grêmio tomou conta do jogo e só não empatou por sorte.

Após a partida, o treinador português Jorge Jesus citou seu compatriota Luís de Camões para falar da “inveja”. Foi uma resposta velada, mas contundente, aos colegas brasileiros de ofício que têm sua reserva de mercado no futebol brasileiro ameaçada pelo sucesso do técnico do Flamengo, além do argentino Jorge Sampaoli, no Santos. Mesquinhez humana à parte, Jesus também admitiu estar preocupado com a falta de inteligência emocional do seu artilheiro.

Com 36 gols marcados na temporada — 22 só no Brasileiro, superando a marca história dos 21 que Zico anotou em 1980 e 1982 —, Gabibol também se destaca no recebimento de cartões: com os de hoje, já foram 19 amarelos e dois vermelhos em 2019. Adversário do Flamengo na final na Libertadores, em jogo único em Lima, no Peru, no próximo sábado, dia 23, o River Plate não é um time catimbeiro. Mas é representante do futebol argentino, que se destaca pela pressão emocional e física sobre os adversários, tanto quanto pela qualidade no toque de bola.

Comandante do River fora de campo e considerado o melhor treinador da América Latina, cotado inclusive para assumir o Barcelona de Messi, Marcelo Gallardo tem no seu volante Enzo Pérez, ex-jogador de Jorge Jesus no Benfica de Portugal, uma boa fonte de como pensa o técnico do Flamengo. Para saber da instabilidade emocional de jogadores rubro-negros como Gabigol e Arão, as fontes são suas próprias atitudes em campo.

Trinta e oito anos de história e a possibilidade de fazer outra final de Mundial, contra o mesmo Liverpool batido pelo Flamengo de Zico por 3 a 0 em 1981, são importantes demais para serem jogados fora por descontrole dos nervos. São só seis dias para colocá-los no lugar.

 

 

Filho único de Carla, Pedro Machado morre em colisão à beira do rio Paraíba do Sul

 

Pedro Machado diante do Atlântico (Foto: Facebook)

Como várias pessoas com a vida dividida entre São João da Barra e Campos, acordei hoje com a trágica notícia da morte do jovem empresário e estudante de Direito Pedro Machado. Com apenas 21 anos, era o filho único da prefeita sanjoanense Carla Machado (PP). O Toyota Corolla que ele guiava derrapou alguns metros e colidiu de maneira violenta contra uma árvore na Av. XV de Novembro. Eram 5h30 da manhã, chovia e a pista estava molhada. Ele provavelmente perdeu a direção no desnível da pista na subida da ponte Barcelos Martins. O impacto foi todo do seu lado, ferindo Pedro no torso e provocando a morte por hemorragia interna. Seu corpo está sendo velado desde às 11h na Igreja de São Pedro, em São João da Barra. Uma missa de corpo presente será realizada às 15h, com o enterro em seguida, no cemitério São João Batista.

Pedro havia passsado a noite e madrugada no show do cantor de pagode Ferrugem, na boate Multi Place, na av. Alberto Lamego. Nos storys do Instagram, ele estava anunciando um show para a noite de hoje, em Atafona, do grupo Imagina Samba, no Cais do Porto, de propriedade de Carla, ao lado da igreja Nossa Senhora da Penha. Amigos que estiveram com ele na Multi Place, souberam do acidente e foram até o local, estavam inconformados com a tragédia. A violência da colisão, que deixou o carro destruído, parece indicar que guiava em alta velocidade, como especulado nas redes sociais. E só quem não já foi um jovem de 21 anos, com alguma condição sócio-econômica e a vida pela frente, pode especular sobre quem teve a sua interrompida por uma fatalidade.

Há alguns anos trabalhando com jornalismo político, além de sempre manter casa e vida em Atafona, conheci Pedro ainda criança, em conversas com sua mãe. Como sempre gostei muito de crianças e ele gostava muito de lutas, contei-lhe sobre a carreira e a vida de Muhammad Ali, ex-campeão olímpico e profissional de boxe, considerado o maior pugilista de todos os tempos. Dado o seu interesse, emprestei-lhe uns DVDs sobre Ali. Quando sua mãe os devolveu a mim, disse que o filho ficara tão impactado que disse a ela: “Ele foi o maior de todos, mamãe”. Ao que a Carla, ciumenta, indagou: “Maior que sua mãe?”. E ele, com a política já no sangue, respondeu: “Não, depois de você”.

Como pai de único filho, quase com a mesma idade de Pedro, me solidarizo com Carla, seu irmão Fred e toda a sua família. “Do coração do meu coração”, como reforçou Shakespeare em sua maior tragédia. A perda de um filho, sobretudo se único, deveria ser dor proibida a qualquer mãe ou pai. Mas essa é a vida real, como a de Pedro, que se foi à beira do rio Paraíba do Sul. Em suas águas castanhas, que cortam Campos para desaguar e tingir de barro o oceano Atlântico, em Atafona.

 

Flamengo 4 a 4 Vasco — “Clássico dos Milhões”, como exemplo, rendeu

 

 

Em um jogo de oito gols, só na narração destes, muitas coisas podem ser ditas. Mas o empate Flamengo 4 x 4 Vasco mostrou outras coisas. E a primeira delas é, se tradição conta, cuidado com o River Plate. Atual campeão da Libertadores, o copeiro argentino foi quatro vezes senhor da América do Sul. E tem em Gallardo o melhor treinador da América Latina. O que pode contar tanto ou mais que rivalidade regional.
 
A segunda é que o time do treinador português Jorge Jesus não demonstrou, mesmo quando duas vezes à frente no placar, a intensidade que o caracterizou — semelhante ao pugilista Mike Tyson em início de carreira. O que indica o cansaço natural dos atletas rubro-negros. E a necessidade de um time misto no domingo (17) contra o Grêmio, seis dias antes da final da Libertadores (23), diante do River.
 
A terceira é o que Vanderlei Luxemburgo, revelado jogador na Gávea, falou como treinador cruzmaltino na coletiva: “Não é proibido empatar ou ganhar do Flamengo”. Não, não é. O Santos de Pelé, o Botafogo de Garrincha, o São Paulo de Telê, o Palmeiras do mesmo Luxemburgo, o Barcelona de Messi e Guardiola, o Real Madrid de Puskás e Di Stéfano, e o Flamengo de Zico também empatavam. E também perdiam. É o que se chama futebol.
 
O “Clássico dos Milhões” foi um jogaço. Como exemplo, rendeu.

 

 

Prefeitura pede Orçamento de 2020 de volta à Câmara para calcular perdas

 

 

A Prefeitura de Campos encaminha, nesta quarta-feira (13), à Câmara Municipal, ofício em que pede o retorno do projeto para o Orçamento 2020. A previsão orçamentária do próximo ano será refeita, em função das constantes quedas nas receitas oriundas do petróleo, o que tem levado à não concretização das expectativas de projeções este ano. O quadro deve se repetir também em 2020.

— A tendência de arrecadação de royalties é a mesma da que está acontecendo neste segundo semestre. Uma das piores arrecadações já registradas na história. Por responsabilidade, estamos pedindo à Câmara para devolver a peça orçamentária que já foi encaminhada para que o planejamento seja refeito e algumas questões, reavaliadas. Vamos encaminhar depois um orçamento prevendo uma arrecadação menor do que havíamos projetado inicialmente — explicou o procurador-geral do Município, José Paes Neto.

O objetivo, esclarece o procurador, é colocar o Orçamento dentro da realidade que se espera para 2020. Para se ter uma ideia, na última sexta-feira, Campos recebeu R$ 16.980.877,79 em Participação Especial (PE). O valor é 51,5% menor que agosto (R$ 34.987.853). Em novembro do ano passado, o repasse da PE foi de R$ 54.958.506 — uma queda de 69,1%. Entre royalties e PEs, as perdas do município este ano já chegam a quase R$ 180 milhões.

Sobre o pedido da Prefeitura à Câmara, narrado no release acima enviado pela Superintendência de Comunicação (Supcom), alguns vereadores da situação e oposição comentaram, mesmo durante a sessão da tarde de hoje ne Câmara:

— Acho prudente a atitude do Executivo, além da brusca diminuição nos repasses dos royalties e Participações Especiais, ainda teremos a possível votação da redistribuição que poderá acontecer no próximo ano — analisou o edil  Jorginho Virgílio (Patri).

— Houve a necessidade de trabalhar dessa forma, porque as coisas nem sempre saem como a gente quer. O governo entendeu que deveria reavaliar neste momento, sobretudo depois da última PE, de novembro, que redesenhou a nossa realidade, sempre dependente das receitas do petróleo. Não foi uma situação que nós criamos, mas temos que ter responsabilidade para lidar com ela. O governo foi sensato, trabalhando com transparência. O prazo para as emendas dos vereadores iria até dia 16 deste mês. Agora, assim que os cálculos forem feitos e a proposta orçamentária para 2020 devolvida à Câmara, teremos que prorrogar o prazo para as emendas — ressaltou Genásio (PSC), líder da bancada governista.

— Durante dois anos seguidos, eu venho sistematicamente votando contra a proposta orçamentária do governo. Porque ela vem sendo mal planejada e mal apresentada. E, por conseguinte, foi mal executada nesses dois anos. Por exemplo, o programa “Viva seu Bairro”, que no ano passado teve algo em torno de R$ 40 milhões para investir em obras, foi gasto somente R$ 200 mil. É um orçamento fictício. As secretarias estão ficando a ver navios. Agora o governo pede de volta a peça orçamentária para mexer. Quando teve audiência pública, eu alertei para esse fato, já que as previsões eram de queda grande nos royalties. Era algo previsível. E eles não trabalharam com a previsão de queda. Tinha que haver nova audiência pública — cobrou o vereador de oposição Álvaro Oliveira (SD)

 

Confira a reportagem completa na edição desta quinta (14) na Folha da Manhã

 

Gabigol se iguala a Zico na artilharia do Brasileiro, que é do Flamengo. A Libertadores, veremos…

 

Com o gol marcado hoje, terceiro dos 3 a 1 na virada do Flamengo sobre o Bahia, Gabigol se igualou aos 21 marcados por um tal de Zico, nos Brasileiros de 1980 e 1982 (Arte: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

No dia 23 deste mês, daqui a apenas dois sábados, é o River Plate, em Lima, no Peru. E contra o tradicional copeiro argentino, atual campeão da Libertadores, quatro vezes senhor da América do Sul, não há favoritimo ao Flamengo. Na sua primeira final de Libertadores após 38 anos, qualquer juízo racional dirá que as chances rubro-negras são, no máximo, iguais.

Mas hoje, após a vitória de 3 a 1 no Maracanã, de virada, vendida cara pelo perigoso e leal time do Bahia, não dá para ignorar que o destino vem sorrindo ao clube de futebol reconhecido pela Fifa como o mais popular da Terra. Nome da partida com movimentação incessante e duas assistências a gol, para o menino Reinier e o decisivo Bruno Henrique, Gabigol também marcou o seu, terceiro do Fla. E com ele chegou aos 21 neste Brasileirão, se igualando à marca anotada por um tal de Zico. Que também balançou as redes adversárias 21 vezes, nos Brasileiros de 1980 e 1982.

O gol de Gabigol foi no rebote de uma cobrança de falta de Arão, à la Zico, que explodiu no travessão. E ver o aguerrido Arão batendo falta como o maior gênio da história do Flamengo só evidencia como as coisas andam boas para o time da Gávea.

Salvo as possibilidades matemáticas ainda contrárias e mais remotas a cada rodada, o time do treinador português Jorge Jesus — que hoje viu o jogo das tribunas, supenso pelo terceiro cartão amarelo — é o campeão brasileiro de 2019. Da Libertadores, com os pés devidamente plantados no chão, veremos.

 

Quem mais perdeu com Lula Livre hoje, após a decisão do STF de ontem?

 

(Foto: Ricardo Stuckert)

 

Quem mais perdeu com Lula livre hoje, após a decisão do STF de ontem e os 580 dias de cadeia na Superintendência da PF em Curitiba? Eles mesmos: Carluxo, Dudu e Flávio Bolsonaro. Agora os respectivos filhos 02, 03 e 01 do presidente deixam de ser a principal força de oposição ao governo do pai.

 

(Foto: Antonio Milena – Veja)

 

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