Opiniões

Citados por Garotinho, blogueiros de A Mosca Azul preferem não falar

 

Citados nominalmente aqui, pelo deputado federal Anthony Garotinho (PR), como testemunhas do suposto Caixa 2 que teria sido feito na campanha do deputado estadual Roberto Henriques (PR), os blogueiros Frabrício Freitas e Charles Guerreiro, responsáveis pelo A Mosca Azul, preferiram não se pronunciar. Procurado a partir do celular disponível em seu blog, Fabrício entrou em contato com Charles e depois comunicou a este blogueiro a decisão de ambos: ficar de fora dessa troca de acusações entre Garotinho e Henriques.

Em carta a Rosinha, Henriques põe fogo na briga com Garotinho

Em carta enviada por e-mail ao blogueiro, cobrando à prefeita Rosinha várias explicações sobre seu governo, ou nas denúncias de caixa 2 na campanha à Alerj, com que Garotinho ameaçou aqui Roberto Henriques, esquenta a briga entre os dois ex-aliados.

Abaixo, após as fotos dos dois beligerantes deputados, a carta do estadual à prefeita…

 

(Fotos: Folha da Manhã/ Montagem: Sandro Ferreira)
(Fotos: Folha da Manhã/ Montagem: Sandro Ferreira)

 

 

ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO

GABINETE DO DEPUTADO ROBERTO HENRIQUES

 

Rio de Janeiro, 09 de agosto de 2011.

 

 

 

A

 

Exma. Sra. Prefeita

 

Rosinha Garotinho

 

 

 

Senhora Prefeita:

 

Na qualidade de Deputado Estadual e de acordo com o disposto no Art. 5º da Constituição Federal cumpre-me o dever de solicitar a V. Exa. esclarecimentos acerca de atos do Governo Municipal de Campos dos Goytacazes que são objetos de gravíssimas suspeitas de serem lesivos ao erário municipal.    

 

Desta forma quero solicitar à Exma. Sra. Prefeita a apresentar dentro dos prazos formais de praxe os seguintes esclarecimentos:

 

– O Diário Oficial com a publicação da anulação do Pregão Presencial nº23/2011 publicado em 18 de julho do corrente ano;

 

– A relação das compras da Secretaria de Saúde no período de Janeiro de 2009 até a presente data, seus comprovantes de entrada no Almoxarifado Central e as saídas do mesmo para as unidades e Programas da Saúde Municipal;

 

– Marcar visita de Técnicos da comunidade, indicados pelas escolas de formação dos mesmos ou pelas Associações ou Sindicatos a que são filiados para verificação nas dependências da Secretaria de Saúde e suas unidades, o funcionamento do Software que custou milhões de reais ao erário público municipal;

 

– Relação dos motoristas e funcionários que atuaram nas ambulâncias terceirizadas com a comprovação dos devidos vínculos com empresa empregadora;

 

– Cópia da última medição de cada obra paralisada e provas dos cronogramas de pagamento das mesmas até a presente data;

 

– Declaração assinada pela Prefeita de que responderá a todos os pedidos de informações apresentados na Câmara Municipal e vetados pelo plenário da mesma.

 

– A planilha aberta, com dados completos, dos pagamentos efetuados à FETRANSPOR referentes ao custeio do diferencial tarifário da passagem de ônibus a 1 real, com as respectivos quantidades de passageiros transportados por seções tarifárias. 

 

– Por fim se o Exmo. Sr. Deputado Federal Anthony Garotinho exerce alguma função ainda que oficiosa na Prefeitura de Campos dos Goytacazes e se o mesmo é legitimado a responder pelos atos da administração de V. Exa.

 

 

 

Atenciosamente,

 

 

ROBERTO HENRIQUES

Deputado Estadual

Entre PMDB e PT, Makhoul decide até 30 de setembro se vem a prefeito, vereador ou nada

Se for candidato à Prefeitura de Campos em 2012, o médico Makhoul Moussalém irá optar mesmo pelo PMDB ou PT. Embora tenha confirmado convite nos mesmos moldes também por parte do PRP, ele considera que os outros dois partidos oferecem mais condições estruturais de enfrentamento ao favoritismo da prefeita Rosinha (ainda no PMDB) numa esperada candidatura à reeleição pelo PR.

Para Makhoul, difícil também seria a disputa de uma cadeira na Câmara de Campos, que ele não descarta como opção, tanto pelo PMDB, quanto pelo PT. Em sua visão, a campanha pelo Legislativo, além de facilitada pela perspectiva do aumento de cadeiras de 17 para 25, poderia ser mais viável para se tocar paralelamente a um ambicioso projeto na área hospitalar de Campos, no qual ele também se encontra em fase de entendimentos para assumir. De qualquer maneira, se vai ser candidato a prefeito, a vereador, ou a nada, Makhoul ressalva que tem até 30 de setembro para decidir.

 

(Foto: Folha da Manhã)
(Foto: Folha da Manhã)

 

 

PMDB ou PT — Como já disse antes a você, recebi o convite do PMDB, por parte de Carla Machado, e do PT, num primeiro contato do Edinho Rangel, depois confirmado por Odisséia e Eduardo numa reunião. Acho que esses são os dois partidos de oposição, em Campos e no Estado, que reúnem condições estruturais e de tempo de propaganda para se enfrentar o inegável favoritismo que Rosinha teria numa candidatura à reeleição.

PRP — Depois dos contatos do PMDB e do PT, recebi o convite do PRP, por parte do seu presidente, Fabrício Lírio, para também me candidatar a prefeito. Agradeço e não descarto a aliança, mas acredito que o PMDB e o PT, partidos maiores e que estão no poder, respectivamente, no Estado e na União, reúnam mais condições para esse tipo de enfrentamento.

Candidatura a vereador — Não deixa de ser uma possibilidade. Acredito que meu perfil pessoal e político seja mais talhado ao Executivo, mas não descarto à candidatura ao Legislativo, tanto à Câmara Municipal (em 2012), como a deputado estadual ou federal (em 2014).

Projeto hospitalar — Estou estudando o convite de um grande hospital de Campos, estudando a proposta. Estamos conversando, ainda em fase de “namoro”, mas a coisa está bem encaminhada. Acredito que, à frente de uma insituição de saúde importante, possamos fazer tanto pela comunidade quanto um prefeito ou um vereador; às vezes até mais. Muito embora, no caso de mandato Legislativo, seja perfeitamente possível exercer função também na área de Saúde, como é o caso de tantos vereadores de Campos.

Nomes da oposição com residual eleitoral — Li (aqui) sua observação neste sentido, e concordo: Arnaldo, Odete e eu somos os únicos nomes que partem de uma lembrança já consolidada na mente do eleitor, pelas eleições majoritárias que disputamos no passado recente. Acho que a diferença tem que ser feita a partir das possibilidades de crescimento desses nomes, determinada a partir da rejeição de cada um.

Repetição da dobradinha Makhoul/Odete —  Depende do interesse dela, do partido dela (o PCdoB) e do meu partido, se é que eu me filiarei ou candidaterei por algum. Pessoalmente, veria com bons olhos, pois tenho Odete em alta conta, tanto que, depois dela ser minha vice (na eleição suplementar de 2006), eu a apoiei publicamente quando ela foi cabeça de chapa em 2008.

Chances contra Rosinha — Ninguém em sã consciência pode achar que é fácil, mas acho que tudo depende de como você vai trabalhar essa candidatura, essa campanha de oposição, dos apoios que ela agregar. O impossível não existe, mas que é difícil, é.

Chances à Câmara — Também é muito difícil, mas menos se forem aprovados 25 vereadores na próxima Legislatura. Seriam  mais oito vagas, gerando a demanda de 11 mil votos para um partido fazer um vereador. É menos difícil para qualquer legenda do que fazer os 17 mil votos antes necessários para se garantir uma das 17 cadeiras que temos hoje. 

Chances no geral — Acho que qualquer candidato a cargo público eletivo tem que partir de três bases: serviços prestados à população no geral; ter um nicho territorial, como é o caso do pessoal da Baixada Canpista; ou de um nicho setorial, quando se pertence a uma categoria profissional cujos pares votam em você, na esperança de ter uma representação. Eu estou em dois destes viés: tenho serviços prestados e tenho um nicho profissional, composto não só de médicos, mas de auxiliares de enfermagem e outras categorias ligadas à Saúde. Isso, somado às duas eleições majoritárias que disputei (2004 e 2006), são um bom ponto de partida.

Além de PMDB e PT, PRP também quer Makhoul para 2012

Em comentário feito aqui, na última quinta-feira, o presidente municipal do PRP, Frabrício Lírio, participante ativo da Frente Democrática de Oposição, revelou que além do PMDB e PT (aqui), também ele convidou o médico Makhoul Moussalém a se filiar em seu partido para concorrer à eleição pela Prefeitura de Campos em 2012. Se o blog demorou tanto tempo para publicar, na forma mais relevante de post, a informação do comentário, foi por não ter conseguido antes confirmá-la, o que acabou de fazer agora há pouco, por telefone, o próprio Makohul.

Não por outro motivo, segue abaixo, antes tarde do que nunca, a notícia do convite de Lírio…

 

Boa Noite , Aluizio Abreu
Caro companheiro DR MAKHOUL deveria ir para o “PRP” la sim ele encontrará as condições necessárias para ganhar a eleição o povo de Campos quer mudança e nada melhor do que um partido livre , o convite eu ja fiz , cabe a ele ver com quem ele pode contar . Aqui ele esta seguro em todas as minhas propostas .

um abraço fraterno

FABRICIO LIRIO
Presidente Municipal do Partido Republicano Progressista

Onde não estão os canalhas!

Passei o último final de semana em Atafona, entre amigos, peixe frito, fondue, churrasco, cerveja, cachaça, violão, rio, mar e vento nordeste. Ainda no final da manhã de sábado, soube, por telefone, dos ataques desferidos pelo deputado federal Anthony Garotinho (PR), em seu programa de rádio naquela manhã, contra os jornalistas e blogueiros Ricardo André Vasconcelos e Alexandre Bastos. Todavia, além de uma rápida releitura de “Meu Descobrimento da América”, na deliciosa prosa do poeta russo Vladímir Maiakóvski, não tive ou busquei nenhuma outra leitura, impressa ou virtual, durante todo sábado, domingo e manhã de hoje.

De volta a Campos e seus disse-me-disse apenas na tarde desta segunda-feira, pude enfim conferir aqui a resposta de Ricardo e aqui a de Bastos. A primeira usou Nelson Rodrigues, nosso dramaturgo maior, para ser sutil na abordagem e contundente no golpe, enquanto a segunda foi mais direta no uso da dialética para desvelar a ilogicidade óbvia de quem ataca para se defender de um golpe que sequer foi desferido.

De qualquer maneira, tanto numa resposta, quanto na outra, ambos deixaram bem evidenciado que não precisam de defesa alheia. Não pretendo, portanto, fazê-la, ao afirmar que Ricardo e Bastos, seja como blogueiros ou jornalistas, estão entre os mais sérios e competentes que conheço. Ao primeiro, jovem veterano, considero o de maior credibilidade na blogosfera local, enquanto o segundo trata-se de um promissor talento convertido em realidade no blog mais lido e comentado de Campos.

Como já afirmei aqui, seja nos jornais, nos blogs, na política, ou em qualquer outra área de atividade humana, os canalhas existem em todas. E nessa discussão absolutamente desnecessária, minha única certeza é que Ricardo e Bastos não estão entre eles.

Anomal: “Só falta Makhoul decidir, oficializar a volta e conversar”

(Foto: Folha da Manhã)
(Foto: Folha da Manhã)

“Também poderia fazer como Odisséia e dizer que, se Makhoul vier para o PT, eu abro mão da minha pré-candidatura à Prefeitura em 2012. Eu quero muito que Makhoul venha, porque enxergo nele qualidades pessoais, políticas e eleitorais de sobra para ser o candidato do PT e vencer a eleição. Mas, em primeiro lugar, ele tem que dizer que quer voltar. A definição da candidatura tem que se dar numa discussão seguinte”. Foi o que disse hoje ao blogueiro o sindicalista Hélio Anomal, não sem relembrar que ele foi o vice na chapa de Makhoul na eleição de 2004, ano em que convidou pessoalmente o médico para ingressar no partido.

Sobre o convite mais recente, Helinho (que também foi vice na chapa de Arnaldo, em 2008) confirmou, com mais detalhes, o que já havia dito aqui a vereadora Odisséia:

— Edinho Rangel, que deixou a presidência do PRB para ingressar no PT, também por um convite meu, esteve com Makhoul, numa visita de solidariedade, após o falecimento da sua esposa, Souad. Nesse contato, Edinho sondou Makhoul sobre a possibilidade de voltar ao PT para tentar novamente a Prefeitura. Depois, Edinho conversou comigo, a Odisséia, o Eduardo (Peixoto), o Marcão (do grupo político de Renato Barbosa), o Robinho (do Cicle), o Félix (Manhães), e todos nós fomos super-receptivos. Depois, houve outra  conversa, de alguns de nos com Makhoul. O que falta, agora, é ele decidir e nos comunicar oficalmente seu retorno, ou pessoalmente, ou por alguém da sua confiança, como o próprio Edinho.

Fechar Menu