Opiniões

Nesta terça, dia decisivo na Câmara Federal para 3,5 mil jovens da UFF-Campos

 

Obras abandonadas do novo campus da UFF-Campos dependem de emenda da bancada fluminense para serem retomadas em 2020 (Foto: Folha da Manhã)

 

Três mil e quinhentos jovens, muitos de baixa condição socioeconômica, que tiveram a capacidade intelectual de passar em um Enem concorrido como o da UFF-Campos, em tempos onde a universidade pública é tratada como antagonista pelo próprio ministério da Educação (MEC). Nesta terça, 1º de outubro, esses 3,5 mil jovens serão defendidos pela pró-reitora de graduação da UFF, professora Alexandra Anastácio Monteiro Silva, na Câmara Federal. Ela apresentará o projeto do novo campus da UFF-Campos à bancada fluminense, como proposta de emenda impositiva ao Orçamento da União em 2020.

A informação foi passada pelo deputado Wladimir Garotinho (PSD) e confirmada pelo reitor da UFF, com sede em Niterói, professor Antonio Claudio Lucas da Nóbrega. Além de Wladimir, já se comprometeram com a emenda de bancada para conclusão do polo da UFF em Campos — cujas obras estão abandonadas pela metade na av. XV de Novembro — os deputados federais Alessandro Molon (PSB), Talíria Petrone (Psol), Clarissa Garotinho (Pros), Paulo Ramos (PDT) e Chico D’Ângelo (PDT).

Nascido em Campos e radicado em Niterói, Chico deu à luz a “criança” hoje embalada pelos outros cinco parlamentares na Câmara Federal, com Wladimir à frente. Ainda no governo Lula (PT), foi Chico quem articulou a desapropriação da área da antiga da antiga Rede Ferroviária Federal, à margem do rio Paraíba, assim como o início das obras do campus, abandonadas durante o governo Dilma Rousseff (PT).

Segundo o diretor da UFF-Campos, professor Roberto Cezar Rosendo alertou (aqui) na última quinta (26) no programa Folha no Ar 1ª edição, na Folha FM 98,3, dois terços dos 3,5 mil alunos da universidade estudam em contêineres, cuja empresa ameaçou romper contrato por falta de pagamento em maio deste ano. Depois de protestos de estudantes, técnicos e professores da instituição de ensino, o contrato foi renegociado até 1º de março de 2020, em esforço do reitor Antonio Claudio, diante do contingenciamento de verbas do MEC. Todos os atores envolvidos consideram a retomada e conclusão das obras do novo campus como solução definitiva ao problema. Na próxima terça, ela pode estar mais próxima.

 

Na edição do próximo domingo (29) da Folha confira matéria especial, com os principais atores envolvidos

 

Folha FM — Diretor da UFF-Campos fala da luta por novo campus e gera debate

 

Diretor da UFF-Campos, professor Roberto Rosendo hoje no Folha no Ar (Foto: Isaias Fernandes – Folha da Manhã)

 

O destino físico em sala de aula de 2/3 dos 3.500 alunos da UFF-Campos estão indefinidos. Atualmente, estes mais de 2.300 universitários estudam em contêineres provisórios, cujo contrato foi ameaçado de suspensão (aqui) em maio pela empresa de locação, por falta de pagamento. Mesmo em meio ao contigenciamento do ministério da Educação do governo Jair Bolsonaro (PSL), a UFF saldou a dívida (aqui) até dezembro de 2019.  Mas não há definição sobre 2020. Enquanto isso, as obras paradas dos novos prédios da universidade, na av. XV de Novembro, esperam para sua conclusão uma emenda parlamentar de R$ 50 milhões (aqui) da bancada fluminense na Câmara Federal. Sobre esse dilema e outros assuntos, o diretor da UFF-Campos, professor Roberto Cezar Rosendo, falou na manhã de hoje (26) ao Folha no Ar 1ª edição, na Folha FM 98,3:

—  Nós tivemos uma redução em torno de 30% das receitas discricionária das univerdidades públicas (federais, com o contigenciamento do governo Bolsonaro). Isso realmente compromete e chega na questão dos contêineres. Eles atendem 2/3 dos nossos 3.500 alunos matriculados regularmente. Nós conseguimos manter o contrato em 2019 graças à mobilização do no corpo discente, docente e o técnico e administrativo, que se manifestaram de maneira espontânea. Esse protesto sensibilizou o professor Antonio Claudio (Lucas da Nóbrega, reitor da UFF, sediada em Niterói) que, nas suas imensas restrições orçamentárias, priorizou a manutenção dos contêineres. Eles iriam sair em aio de 2019 e conseguimos prorrogar até 1º de março de 2020. Depois é uma incógnita (…) Houve uma renovação dos contratos dos contêineres no valor de R$ 170 mil/mês — disse Rosendo, que continuou no que seria a solução definitiva à questão:

—  Nós esperamos a adesão de mais deputados federais (numa emenda impositiva de bancada) para chegar a R$ 50 milhões, ou algo próximo a esse valor. Temos o comprometimento de alguns parlamentares. Não é uma questão ideológica. Se o PSL quiser aportar recursos para educação, não temos objeção a quem quiser nos apoiar o investimento na educação pública, gratuita e de qualidade. Aquele campus (na av. XV de Novembro) é uma obra que tem, em valores corrigidos, entre R$ 30 e R$ 40 milhões já investidos e precisa ser terminada. Em virtude das restrições orçamentários (do contigenciamento do governo federal), as emendas impositivas de bancada são uma alternativa para isso (…) Estive mês passado em Brasília. São 15 emendas de bancada para o estado do Rio, no que vai ficar em torno (no total) de R$ 300 milhões. Fui defender a UFF entre elas, mas o que se definiu ali foram os critérios. E duas,pelo menos, tem que ter como critério a educação e a saúde. Nós estamos disputando na educação.

No streaming ao vivo do programa (aqui), na página da Folha FM 98,3 no Facebook, integrantes do movimento conservador UFF Livre tiveram participação ativa nos comentários. O grupo virou notícia nacional neste mês, quando sua denúncia de “perseguição” por uma sindicância aberta a pedido de Rosendo, sobre os alunos do UFF Livre, teve o apoio em vídeo (aqui) do ministro da Educação do governo Bolsonaro, Abraham Weintraub. Parte dos questionamentos conservadores foi respondida por Rosendo no programa de hoje. Mas para tratar desse e outros assuntos ligados à universidade, um debate ao vivo foi marcado para o início da manhã de 8 de outubro, no Folha no Ar 1ª edição. Dele participarão os alunos da UFF-Campos Eraldo da Silva Duarte, do UFF Livre, e Johnatan França de Assis, militante de movimentos de esquerda.

 

Alunos da UFF-Campos Eraldo da Silva Duarte e Johnatan França de Assis (Montagem: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

Sempre a partir das 7h da manhã, com streaming ao vivo na página da Folha FM no Facebook (aqui), O Folha no Ar 1ª edição fecha a programação da semana com outro debate, sobre outro tema. Para falar de mercado imobiliário com o autor e especialista na área Guilherme Rangel, o programa contará com a participação especial do empresário Christiano Abreu Barbosa, diretor financeiro e blogueiro da Folha.

 

Guilherme Rangel e Cristiano Abreu Barbosa fecham nesta sexta (27) o Folha no Ar da semana (Montagem: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

Confira abaixo, em quatro blocos, o Folha no Ar de hoje com o diretor da UFF-Campos, professor Roberto Rosendo: 

 

 

 

 

 

Projeto de Clarissa, PEC da Reparação quer trazer R$ 70 bilhões ao RJ em 10 anos

 

(Foto: Mariana Ricci – Folha da Manhã)

Os deputados federais da bancada do Rio iniciaram uma importante luta, em Brasília, para garantir em torno de R$ 70 bilhões, ao longo dos próximos 10 anos, aos cofres públicos do estado fluminense, combalidos após sucessivas crises financeiras. Os recursos estarão garantidos caso a Proposta de Emenda à Constituição 148/19, de autoria da deputada Clarissa Garotinho (PROS-RJ), seja aprovada pelos parlamentares do Congresso Nacional. O texto já está tramitando na Câmara dos Deputados.

Chamada de PEC da Reparação, a iniciativa prevê a destinação, para o Estado do Rio, de metade dos recursos pagos ao Distrito Federal, anualmente, por meio do Fundo Constitucional de Brasília (FCDF). Seria uma forma de indenização pelos danos gerados após o Rio ter perdido a condição de capital do país, na década de 60, e a fusão entre a Guanabara e o antigo Estado do Rio.

— A transferência da capital foi feita sem colocar em ação qualquer plano de compensações para o Rio, acionando uma bomba-relógio. Tivemos que driblar muitos problemas econômicos que se arrastam até hoje, e inúmeros historiadores, de várias partes do Brasil, atribuem nossos problemas estruturais a esses fatos históricos — avaliou Clarissa.

O Fundo Constitucional do Distrito Federal (FCDF) foi criado em 1988, mas regulamentado, por lei, em 2002. É uma espécie de conta criada para ajudar a atual capital a pagar, entre outras coisas, salários de policiais, bombeiros, professores e profissionais da saúde. Somente este ano, a ajuda vai garantir R$ 14,3 bilhões a Brasília. Para Clarissa, os indicadores econômicos de Brasilia, como a renda per capita, mostram que o Distrito Federal já tem condições de se manter sem a ajuda federal. Proposta da deputada, os recursos dos dois fundos seriam repartidos entre todos os estados brasileiros depois de dez anos.

Ciente da necessidade de reverter os atuais problemas enfrentados pelo estado do Rio, a bancada fluminense aderiu em massa ao pedido de tramitação da PEC da Reparação. Foram 44 assinaturas dos deputados do Rio e 305 do país todo, bem acima das 171 necessárias. Algumas assinaturas ainda chegaram a ser retiradas, devido à forte pressão da bancada de Brasília.

Agora, a proposta será analisada pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ), que fará o exame de admissibilidade. Se aprovada, será debatida e votada em comissão especial e, em seguida, no plenário da Câmara.

 

Da assessoria da deputada

 

Wladimir no STF com Marco Aurélio contra partilha dos royalties: “estamos confiantes”

 

Sargento Gurgel, Christino Áureo, Clarissa, Marco Aurélio, Wladimir, Doutor Luizinho, Otoni de Paula e Felício Laterça no STF (Foto: Divulgação)

 

“A recepcção foi muito boa. Estamos confiantes e animados. Falamos sobre a inconstitucionalidade. Que vai quebrar todos os estados e municípios produtores, o ministro já sabe. Falamos de argumentos jurídicos incontestáveis. Royalties são indenizações pelo dano ambiental. E Participação Especial (PE), compensação pela perda do ICMS na origem. Ambos são garantidos na Constituição. Indenizações não são passíveis de divisão com quem não sofre os efeitos”. Foi o que o deputado federal de Campos Wladimir Garotinho (PSD) disse no início da noite, após se reunir com o ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF). Seu plenário julgará em 20 de novembro a liminar favorável à Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) nº 4.917. Dada pela ministra Carmen Lúcia em 2013, foi o que segurou até agora a Lei de Partilha dos Royalties, aprovada naquele mesmo ano no Congresso Nacional.

Além de Wladimir, se reuniram com o ministro Marco Aurélio outros deputado federais da região: de Macaé, Christino Áureo (PP) e Felício Laterça (PSL); além de Clarissa Garotinho (Pros), radicada no Rio, mas nascida em Campos. Os outros parlamentares fluminenses presentes foram Sargento Gurgel (PSL), que solicitou a audiência junto com Wladimir; além de Doutor Luizinho (PP), Othoni de Paula (PSC), Juninho do Pneu (DEM) e Gelson Azevedo (PL). Enquanto isso, numa divisão de esforços, o governador Wilson Witzel e seu vice, Cláudio Castro (ambos do PSC), foram para uma audiência também tratar da votação de 20 de novembro com outro ministro do STF, Gilmar Mendes.

Incialmente, 28 deputados federais do estado do Rio eram esperados na audiência com Marco Aurélio. Mas 19 deles ficaram retidos na votação conjunta do Congresso Nacional sobre derrubada vetos do projeto de abuso de autoridade, pauta nacional. Uma curisosidade é que, um pouco antes da votação, Wladimir se encontrou com o prefeito de Campos, Rafael Diniz (Cidadania), seu provável adversário pelo governo de Campos em 2020. Rafael saía do escritório do presidente da Câmara Federal, Rodrigo Maia (DEM/RJ), com quem também se encontrou (aqui) para tratar da luta insititucional contra a partilha dos royalties. Sem eles, quem quer que venha a governar Campos, hoje em grande dificuldade financeira, terá que aprender a fazê-lo com 1/3 a menos da sua receita atual.

 

Postura, PM e vizinhança residencial nesta 5ª para por fim à baderna da saída da Luxx

 

No detalhe, o flagrante de cliente na saída da boate Luxx correndo de pistola em punho, após briga generalizada e três tiros disparados, na madrugada de 01/12/18 (Fotos: Reprodução de vídeo)

 

Após as denúncias do blog (aqui) sobre a mais recente briga generalizada na saída da boate Luxx, no Parque Tamandaré, uma reunião foi marcada para as 19h desta quinta (26) pelo superintendente municipal de Postura, Victor Montalvão, com o comandante da 1ª Companhia da PM, tenente Israel, e os condôminos do edifício Van Gogh, vizinho à casa noturna. A pauta é a necessidade de acabar de vez com as confusões geradas na saída da boate, que têm infernizado as madrugadas do final de semana no bairro residencial e antes pacato.

O incidente mais grave ocorreu em 1º de dezembro de 2018. Cerca de 10 clientes saídos da boate visivelmente embriagados se envolveram em uma briga generalizada que durou alguns minutos, fechando as duas pistas da rua Pero de Góis. Ao final, dois homens saíram em disparada em um carro, enquanto outro envolvido estacionou o seu no lado oposto, em frente à garagem do edifício Van Gogh.

O veículo que havia saído fez a volta um pouco à frente e, antes de retornar, do seu interior foram efetuados três disparos com arma de fogo. Também empunhando uma pistola, o motorista do segundo carro correu e se agachou atrás de outro, também estacionado. De arma na mão, felizmente só acompanhou o veículo que retornou. Apenas por sorte, uma tragédia não ocorreu.

As câmeras de segurança do edifício Van Gogh flagraram o ocorrido por dois ângulos. No primeiro, a filmagem se inicia da câmera direita. Entre o centro e a esquerda da parte superior da tela, se observa a briga generalizada no meio da Pero de Góis. Até que aos 4’50” o carro de um dos envolvidos estaciona em frente à garagem do edifício. Aos 7’10”, após os três disparos, o motorista corre e se agacha atrás de outro veículo parado. E dali observa passar o carro de onde saíram os tiros. Confira:

 

 

O segundo vídeo das mesmas cenas é da câmara esquerda do prédio, que melhor evidencia o homem armado. É ele que, a 1’41”, para seu carro em frente à garagem do edifício. Aos 3’11”, corre de arma em punho e se abaixa atrás de outro veículo estacionado, junto a duas mulheres, acompanhando o carro de onde saíram os disparos. Confira:

 

 

Não bastasse toda a confusão, com tiros disparados e armas em punho, mais uma briga aconteceria na saída de outros clientes da boate naquele mesmo 1º de dezembro de 2018, já após o dia nascer. Confira:

 

 

Após as imagens revelarem a gravidade do incidente de 1º de dezembro, a superintendência de Postura, que já tinha autuado e multado a boate Luxx por infrações, a obrigou a fechar as portas até fazer tratamento de vedamento acústico. Até aquele momento, além das brigas, o som alto da casa noturna também impedia toda a vizinhança residencial de dormir durante a madrugada.

Após cumprir as exigências da Postura, a Luxx reabriu em maio deste ano. E na madrugada do dia 20 daquele mesmo mês uma nova confusão foi flagrada em vídeo e noticiada (aqui) pela Folha, com um homem agredindo uma mulher física e verbalmente, na saída da boate. Confira abaixo o novo flagrante de vídeo:

 

 

Por fim, a briga mais recente na saída da boate do Parque Tamandaré foi flagrada em vídeo às 2h da manhã dessa segunda. Aos 25 segundos da filmagem um homem de bermuda branca e já sem camisa atira uma garrafa de vidro sobre outro homem, de calça jeans e camisa escura. Por sorte, erra o alvo, mas a garrafa se espatifa contra o muro de uma residência. Confira:

 

 

Após a nova confusão gerada em mais uma madrugada do Parque Tamandaré, a reunião foi marcada pela Postura e a PM com os condôminos do edifício vizinho da boate Luxx. Na matéria da Folha de hoje, seu proprietário, o advogado Amaro Galaxe declarou:

— Cumprimos todas as exigências e a acústica está dentro dos parâmetros exigidos, inclusive já tendo passado por várias medições. Desde a denúncia, que tomamos conhecimento pela Folha, fizemos nova reforma, inclusive com a construção de mais uma parede acústica, para evitar a saída do som. Quanto à confusão, não houve confusão dentro da boate. A gente preserva dentro de nossas responsabilidades, mantendo uma equipe de segurança legalizada e tentando desenvolver, da melhor forma, a política da boa vizinhança.

Com a repercussão da nova confusão gerada na saída da Luxx, o filho de Amaro, Maron Galaxe, que administra de fato a casa noturna, postou uma foto sua nas redes sociais. Tomando uma cerveja, buscou mostrar tranquilidade com uma situação que talvez seja normal para ele. Também escreveu algumas palavras pouco lisonjeiras, destinadas ao jornal e ao jornalista, desmentidas pelos cincos flagrantes de vídeo postados acima.

Como seus clientes demonstram também sob efeito de álcool na saída da sua boate, confira a encarnação virtual daquilo que na realidade da gíria da noite é mais conhecido como “fanfarronice” ou “garotice”:

 

 

Pessoas mais maduras e sóbrias discutirão a questão na noite desta quinta, na vizinhança antes pacífica da Luxx, com a Postura e a PM. E, provavelmente, ninguém usará marquinha feita por barbeiro para imitar cicatriz na sombrancelha e no cabelo.

 

Rafael Diniz se reúne com Rodrigo Maia em Brasília na luta para manter os royalties

 

Rafael Diniz e Rodrigo Maia hoje em Brasília (Foto: Divulgação)

 

A luta pela manutenção dos royalties aos municípios produtores, com julgamento marcado no Supremo Tribunal Federal (STF) para 20 de novembro, têm mobilizado as principais lideranças políticas de Campos. Quem se reuniu na tarde de hoje (24) com o presidente da Câmara Federal, deputado Rodrigo Maia (DEM/RJ), foi o prefeito de Campos, Rafael Diniz (PPS).

Ao político de Campos, Maia revelou ter se encontrado na manhã de hoje com o ministro do STF Alexandre Moraes. E que fará amanhã o mesmo com a ministra Carmem Lúcia. Foi ela quem, após a aprovação da nova lei dos royalties pelo Congresso Nacional em 2013, segurou a partilha ao dar liminar favorável à Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) nº 4.917, cujo mérito será julgado em plenário se dará em 57 dias.

Rafael passou a Maia que, se passar a nova lei de partilha, Campos perderá cerca de 33% do total da sua receita. O que inviabilizaria financeiramente a administração municipal. O prefeito ouviu do presidente da Câmara Federal que é o mesmo discurso que ele tem levado aos ministros do STF: a inviabilização financeira de estados e municípios produtores, caso o julgamento do plenário seja favorável à partilha dos royalties do petróleo. Maia revelou que busca reforçar seus argumentos com a incosntitucionalidade da lei aprovada no Congresso Nacional.

 

Apoio a tiros para o ar na saída de boate vizinha ao prédio de Arnaldo, pai de Caio

 

No detalhe, o flagrante de cliente da boate Luxx correndo de pistola e punho, após briga generalizada e três tiros disparados na madrugada de 01/12/18 (Fotos: Reprodução de vídeo)

 

Ontem à noite, o blog noticiou (aqui) a nova briga generalizada na saída da boate Luxx, no antes tranquilo Parque Tamandaré. Ocorreu às 2h da madrugada da segunda (23). A postagem foi evidenciada com o vídeo da briga, e de dois episódios anteriores: um em 20 de maio, com agressão a uma mulher, e outro de enfrentamento na rua com pistolas em punho, em 1º de dezembro de 2018. Todos na saída da casa noturna que têm infernizado as madrugadas dos seus vizinhos residenciais. Entre eles o ex-prefeito Arnaldo Vianna (PDT), morador antigo e respeitado de edifício Van Gogh, cujo condomínio moveu uma ação contra a Luxx há mais de um ano no Ministério Público.

Arnaldo é pai e principal cabo eleitoral do pré-candidato a prefeito Caio Vianna (PDT). Ocorre que um veículo de mídia digital comandado pelo assessor do jovem pedetista ontem publicamente seu apoio a boate. E escreveu: “A tática é tentar atribuir a Luxx eventos que ocorrem nas ruas depois do encerramento da programação”. A tentativa foi relativizar a bandalha gerada na saída da casa noturna, mesmo com casos filmados de brigas generalizadas, agressões a mulheres e disparos com arma de fogo nas ruas da cidade que Caio pretende governar.

Enquanto todo o estado do Rio chora a perda da vida de crianças por balas perdidas, pode ter sido mais um tiro no pé de quem tem o hábito de trabalhar com divulgação de fake news.

 

 

Bandalha na saída da boate Luxx vara as madrugadas até o sol nascer, na rua Pero de Góis, onde reside o ex-prefeito Arnaldo Vianna, pai e principal cabo eleitoral de Caio (Montagem: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

 

Confira abaixo o flagrante de vídeo da mais recente briga generalizada na saída da boate Luxx, às 2h da manhã da última segunda-feira (23):

 

 

Atualização às 11h42  e 17h23 para edição da postagem

 

Após tiros e agressão a mulher, mais uma briga generalizada na saída da boate Luxx

 

Desde que a boate Luxx se instalou na rua Pero de Gois, zona residencial antes tranquila do Parque Tamandaré, seus moradores não têm mais sossego nas noites e madrugadas dos finais de semana. Por volta das 2h da manhã de hoje (23), os vizinhos que dormiam para trabalhar foram acordados e flagraram mais uma briga generalizada, na saída dos clientes alcoolizados da casa noturna.

A nova confusão na saída da Luxx, que se repete todo final de semana, foi gravada em vídeo. Aos 25 segundos do vídeo um homem de bermuda branca e já sem camisa atira uma garrafa de vidro sobre outro homem, de calça jeans e camisa escura. Por sorte, erra o alvo, mas a garrafa se espatifa contra o muro de uma residência. Confira o novo flagrante, às 2h da manhã desta madrugada:

 

 

Em 1º de dezembro de 2018, entre 3h e 4h da madrugada, uma outra briga generalizada na saída da boate envolveu cerca de 10 pessoas, inclusive mulheres. E quase teve desfecho ainda pior. Dois participantes da confusão saíram de carro, fizeram meia volta, efetuaram três disparos com arma de fogo e retornaram guiando devagar pela Pero de Gois. Um outro participante da briga se agachou atrás de um carro estacionado, também sacou uma pistola e, com ela em punho, acompanhou o veículo que voltava. Apenas por sorte, uma tragédia não ocorreu.

No mesmo dia 1º de dezembro de 2018, a reportagem da Folha ouviu (aqui) um dos proprietários da Luxx, o advogado Amaro Galaxe. A despeito de vários testemunhos em contrário, ele garantiu que os tiros não tinham acontecido:

— Na nossa casa, não houve tiro. Até perguntei ao chefe da segurança, e ele disse que não houve. Perguntei se houve confusão e se colocaram alguém para fora, e ele também disse que não; que, pelo contrário, tudo correu muito tranquilo. Na rua, pós-evento, a gente não tem como acompanhar. Mas, mesmo assim, nossos seguranças, quando saem, ficam em volta para evitar confusão ao redor da boate. Mas, ontem, não aconteceu, graças a Deus.

O proprietário da boate foi desmentido pelo vídeo de duas câmeras de segurança de um prédio vizinho, que flagraram os episódios por dois ângulos. No primeiro, a filmagem se inicia da câmera direita. Entre o centro e a esquerda da parte superior da tela, se observa a briga generalizada no meio da rua. Até que aos 4’50” o carro de um dos envolvidos estaciona em frente à garagem do edifício. Aos 7’10”, após os três disparos, o motorista corre e se agacha atrás de outro veículo parado. E dali observa passar o carro de onde saíram os tiros.

O segundo ângulo é da câmara esquerda do prédio. A partir dos 7’57” é o que melhor evidencia o homem armado. É ele que, aos 9’38”, para seu carro em frente à garagem do edifício. Aos 11’08”, corre de arma em punho e se abaixa atrás de outro veículo estacionado, junto a duas mulheres, acompanhando o carro de onde saíram os disparos. Uma outra briga ainda seria registrada na saída da boate, já depois do dia amanhecer.

 

No detalhe, o flagrante de cliente da boate Luxx correndo de pistola e punho, após briga generalizada e três tiros disparados na madrugada de 01/12/18 (Fotos: Reprodução de vídeo)

 

A partir das marcações de tempo, reveja o flagrante da primeira madrugada de dezembro do ano passado na área antes tranquila do Parque Tamandaré:

 

 

Outro edifício vizinho da casa noturna, o Condomínio Ipanema Residence entrou, em 19 de julho deste ano, com uma denúncia no Ministério Público contra a boate Luxx, situada na rua Pero de Góis, no Parque Tamandaré, em Campos. De acordo com o representante do prédio, que preferiu não se identificar, a denúncia é contra o barulho, sujeira e confusões durante a madrugada. Um abaixo-assinado também foi anexado na denúncia e contou com cerca de 50 assinaturas, não só do condomínio, mas de vizinhos no entorno da boate.

Além disso, um requerimento foi enviado para a Prefeitura, através da superintendência de Fiscalização de Postura. Em dezembro, após o episódio dos tiros, a Postura aplicou multa e obrigou a casa noturna a fazer tratamento de vedamento acústico. Após atender às determinações, ela reabriu em maio. No dia 20 do mesmo mês uma nova confusão foi flagrada em vídeo e noticiada (aqui) pela Folha, com um homem agredindo uma mulher física e verbalmente, na saída da boate:

 

 

Qualquer operação da PM ou da Guarda Civil Municipal constataria o visível nível de embriaguez com que muitos dos clientes saem da Luxx, durante a madrugada, para guiar seu automóveis parados em fila dupla na Pero de Gois. Não raro, cantando pneus no asfalto e com som no máximo volume. Mas os vizinhos residenciais dizem ter desistido de recorrer às forças de ordem pública.

 

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