Opiniões

Caso Ilsan: duas previsões cumpridas e duas novas

Ilsan Vianna, em sua diplomação como vereadora, entre o promotor eleitoral José Luiz Pimentel (à esq.) e o juiz da 100ª ZE de Campos, Leonardo Grandmasson, responsáveis por tornar o mesmo efeito sem efeito, alguns minutos depois (Foto de Antônio Cruz em 11/11/09)
Ilsan Vianna, em sua diplomação como vereadora, entre o promotor eleitoral José Luiz Pimentel (à esq.) e o juiz da 100ª ZE de Campos, Leonardo Grandmasson, responsáveis por tornar o mesmo efeito sem efeito, alguns minutos depois (Foto de Antônio Cruz em 11/11/09)

Como passei boa parte do dia de ontem sem acesso à net, o blog acabou não sendo atualizado sobre o novo passo do caso Ilsan Vianna, com seu mandado de segurança para assumir o mandato de vereadora negado no Tribunal Regional Eleitoral (TRE). Todavia, a decisão do juiz relator, Luiz Márcio Victor Alves Pereira, já havia sido prevista neste espaço virtual desde o último dia 18 (aqui).

Agora, como o blog também previu, desde o dia 13 (aqui), o próximo passo dos avogados de Ilsan será entrar com um agravo regimental no plenário do TRE, onde a decisão cabará aos seus sete integrantes. Caso não consiga sucesso na tentativa, o caminho será o recurso novamente ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que já deu decisão favorável à vereadora eleita, muito embora em outra ação.

Lastreado pelas duas previsões corretas, o blog se arrisca, hoje, a mais uma; aliás, a mais duas: Ilsan vai perder de novo no TRE, mas levará o mandato para o qual foi eleita no TSE.

Belido concluí análise sobre o Monitor

Belido adverte: depois de conseguir os R$ 250 mil para comprar o título do Monitor, restará levantar 10 vezes este valor, para imprimir o jornal
Belido adverte: depois de conseguir os R$ 250 mil para comprar o título do Monitor, restará levantar 10 vezes este valor, para imprimir o jornal

Por e-mail, o jornalista e advogado Guilherme Belido avisou ao blog da conclusão, em seu site (aqui), da sua análise sobre a suspensão ou encerramento das atividades do Monitor Campista. Elucidativo quanto aos motivos do fechamento, ele também ilustrou os organizadores da campanha Viva Monitor (aqui) sobre o verdadeiro tamanho da empreitada: após comprar o título centenário por R$ 250 mil, o próximo passo teria que ser a arrecadação de 10 vezes este valor, para conseguir rodar o jornal.

Mas vamos ao original do raciocínio, no artigo transcrito abaixo. Até por ser uma das pessoas em Campos que melhor conhece o passado e o presente do jornalismo da cidade, Belido é uma bas pessoas mais balizadas para falar sobre o que poderá ser, no futuro:

Ainda… O Monitor

Agora, sim, pondo um “fim” na série de artigos, devo reafirmar o que todos sabem e que consiste no “X” da questão que sentenciou o fechamento do Monitor: a perda do Diário Oficial.

Deixou de abrigar as publicações oficiais do município porque estas eram feitas de forma irregular. Perdeu um privilégio que não deveria ter tido e com o qual se beneficiou porque todos “deixavam prá lá”.

No tratar da coisa pública – do recurso público – expressões como “privilégio” e “benefício” não têm vez. Mas, no caso do velho órgão, a exceção era feita sob o manto do “…Mas é o Monitor… Fazer o quê?…” Como quem diz: o jornal precisa.

Mas a verdade é que dinheiro público não pode ser usado para salvar jornal. Mais ainda, a legislação determina protocolo para publicação dos atos oficias – processo de licitação ou coisa parecida – que devem ser feitos no jornal de maior circulação.   E ocorre que o Monitor – recuando apenas 50 anos – não ocupara tal posição em tempo algum.

Da década de 50 para cá, estiveram à frente na venda avulsa e assinantes, alternando entre si a preferência do leitor, A Notícia, Folha do Povo, A Cidade, Folha da Manhã e O Diário. Pouco interessa se este ou aquele, apesar de não haver dúvidas quanto à liderança da Folha da Manhã nos últimos 30 anos.

Mas – e aí reside a chave da questão – fosse este ou aquele, o Monitor – tal qual a Folha do Commércio – não foi. Nunca foi. Sempre esteve de fora da disputa não fugindo da condição de jornal de pequena circulação. Arrisco dizer que mesmo os semanários Correio de Campos e Reportagem, que circularam em Campos por quase 30 anos, tiveram maior penetração que o Monitor.

Enfim, não é tarefa da Prefeitura salvar jornal. Sua obrigação é salvar os pobres das enchentes, salvar os desabrigados, salvar as crianças que passam fome e frio, salvar o precário sistema de Saúde e atuar em tantos outros cenários dos quais deve se ocupar.

Nem os Associados quiseram salvar o jornal e deram um preço para seu título. Devemos torcer, agora, para que a bela campanha de arrecadar R$ 250 mil seja vitoriosa. Depois, outra para levantar dez vezes este valor, necessário para a compra de impressora rotativa e demais equipamentos.

Porque só o título do jornal fechado não basta. Sem parque gráfico próprio e pagando para “rodar”, os custos inviabilizam qualquer publicação diária.

Pedofilia de Campos em Brasília

Deputado Arnaldo Vianna levará a denúncia de uma rede de pedofilia em Campos à Câmara Federal e à CPI do Senado (foto de Silésio Corrêa)
Deputado Arnaldo Vianna levará a denúncia de uma rede de pedofilia em Campos à Câmara Federal e à CPI do Senado (foto de Silésio Corrêa)

Além do MP, que deve formalizar até o dia 19 sua denúncia, como o blog divulgou com exclusividade (aqui), está confirmado também que a rede de pedofilia em Campos vai parar também no Congresso Nacional, em Brasília. Ontem, por telefone, o deputado federal Arnaldo Vianna (PDT) confirmou ao jornalista e blogueiro Alexandre Bastos que denunciará o caso em discurso na tribuna da Câmara, como informou, em primeira mão, o também jornalista Roberto Barbosa, em seu blog (aqui). Ele disse ainda que levará a questão também ao presidente da Casa, deputado Michel Temer (PMDB/SP), assim como a CPI da Pedofilia no Senado.

Pela gravidade do caso, que envolve além de prostituição e exploração de menores, também imposição do consumo de drogas e até suspeita de duplo homicídio, o caso merece mesmo ter toda a repercussão possível.

Pedofilia — Denúncia do MP até 19 de dezembro

Capa da Folha do último dia 7 de junho, que noticiava com exclusividade a operação da Polícia contra a rede de prostituição de menores em Campos

Depois da matéria assinada pela Whytney Magalhães e por Esdras, na revista deste, a Somos Assim, em sua edição do último domingo, fica bem evidenciada como a denúncia de uma rede de pedofilia em Campos começou a ser divulgada. A foto da prisão de Leison Rocha da Silva, o “Alex”,  ilustrando a matéria, como o crédito da revista salienta, é da Folha da Manhã. Aliás, a prisão de Alex, acusado de chefiar a quadrilha, assim como a ação da Polícia Civil no Glamour Hotel e Pousada, no Pq. Santa Rosa, que serviria como casa de prostituição de menores, foi noticiada com exclusividade pela Folha, desde o último 7 de junho, um dia após a operação.

Certo que, de lá para cá, a gravidade e a polêmica que pesam sobre o assunto foram aditivados por uma série de boatos. E eles não cessarão, já que o promotor do caso, Leandro Manhães, por motivos óbvios, vai manter o caso sob segredo de justiça. Embora outras pessoas, inclusive da imprensa, possuam acesso ao que foi investigado até agora, ninguém também deve soltar maiores detalhes, já que a divulgação de um suspeito mais tarde julgado inocente poderia acarretar um processo milionário por indenização contra quem noticiou, vide o caso da Escola de Base de São Paulo (aqui).

Único nome por enquanto ligado ao caso, o presidente da Câmara e pré-candidato a deputado estadual, Nelson Nahim (PMDB), só alcançou essa condição após ele mesmo convocar uma coletiva, na última quinta, dia 26, para se defender de uma acusação de envolvimento que ainda não sofrera. Em ligação, o jornalista Esdras confirmou ao blog que, na semana passada, fez várias ligações ao vereador, tentanto falar sobre o caso, mas sem sucesso. Se essas ligações da revista motivaram ou não a coletiva de Nahim, só ele pode saber.

Todavia, como o próprio Esdras ressalva na matéria, há que se ter muito cuidado, não só por conta da possibilidade de processos, mas por serem fortes e múltiplos os rumores de que a apuração do caso teria descambado para a extorsão dos supostos envolvidos e, pior, a invenções de envolvimento para tentativas de intimidação e/ou pagamento de suborno. É aquela velha tática de propaganda fascista-comunista, que os iguala aos canalhas sem nenhuma ideologia: junta-se 10 mentiras a uma verdade e esta passa a endossar aquelas outras.

Ciente disso, o promotor Leandro, com quem o blog também falou hoje, por telefone, ainda realiza mais investigações. Com o que já tem até o momento, ele enxerga evidências para ofertar denúncia, mas vai se aprofundar para fazê-lo até o próximo dia 19, antes do recesso do Judiciário. Com o fim deste, caberá ao juiz sorteado, caso acate a denúncia, a manutenção ou não do sigilo, que deve ser recomendado pelo MP.

Alheia aos boatos, a Folha estará atenta ao desenrolar dos  fatos que foi a primeira a noticiar.

Página interna da edição de 7 de junho, com a cobertura completa do caso
Página interna da edição de 7 de junho, com a cobertura completa do caso

Sushi — Conexão indigesta

Lurian Cordeiro da Silva (filha de Lula), o presidente e seu primeiro-genro, Marcelo Sato Rosa
Lurian Cordeiro da Silva (filha de Lula), o presidente e seu primeiro-genro, Marcelo Sato Rosa

Enquanto as atenções se voltam ao escândalo de corrupção do governador de Brasília, José Roberto Arruda, na mesada estadual paga aos deputados estaduais do Distrito Federal, naquilo que vem sendo chamado de “Mensalão do DEM”, bom não esquecer a origem da expressão. Até porque, ao contrário do ex-“primeiro-ministro” José Dirceu no PT, seu xará, no DEM, deve ser expulso do partido.

Também porque os “burros instruídos” de lá — assim como, aparentemente, os japoneses do presidente Lula — são melhores que os daqui, segue outra do ex-prefeito carioca Cesar Maia (DEM), postada hoje, em seu ex-blog…

SATO -O PRIMEIRO GENRO- EM TRÊS TEMPOS!

1. (Veja, 28/11/09) Agora, um genro do presidente aparece como protagonista de atos ilegais em uma investigação da Polícia Federal. O genro é Marcelo Sato. Sato foi flagrado pelos policiais negociando o recebimento de 10000 reais de um empresário ligado a uma quadrilha investigada por lavagem de dinheiro, operações cambiais clandestinas, ocultação de bens e tráfico de influência. É grave o caso de Marcelo Sato, oficialmente empregado como assessor parlamentar. (…) O genro do presidente, segundo a PF, funcionava como lobista do grupo. Interceptações telefônicas autorizadas pela Justiça mostram que Marcelo Sato mantinha relações estreitas com o empresário João Quimio Nojiri, preso em junho de 2008. Nojiri era quem determinava quais missões o genro deveria cumprir dentro do governo.

2. (Ex-Blog, 20/04/2006) Jornal A Notícia – Santa Catarina 11 de dezembro de 2003. Prefeito Décio Lima assina hoje, no Ministério dos Transportes, convênio para a liberação de R$ 23 milhões para as obras de acesso à BR-470. Na audiência que conseguiu anuência do governo Federal, a presença de Marcelo Sato, genro número um do presidente Lula. \\\\ 17 de Julho de 2003. O prefeito Décio Lima passou os últimos três dias em Brasília. Ficou hospedado na Granja do Torto, na companhia do chefe de gabinete da deputada Ana Paula Lima, Marcelo Sato, que vem a ser o primeiro-genro do presidente da República. Na véspera, recebeu para um jantar, em uma das residências presidenciais, três ministros e alguns parlamentares. A deputada estadual Ana Paula Lima, de quem Sato é chefe de gabinete, é casada com o ex-prefeito de Blumenau Décio Lima. Quando deixou a prefeitura em 2004, Lima foi nomeado por Lula superintendente do Porto de Itajaí, reformado pelo governo federal.

3. (Ex-Blog, 20/04/2006) Claudio Humberto. Okamoto: ‘conexão sushi’. Confirma-se a suspeita do prefeito do Rio, Cesar Maia, que revelou serem de agências bancárias em Blumenau (SC) algumas contas supridas pelo pagador oficial Paulo Okamoto. O beneficiário de Okamoto no banco Santander Banespa é Marcelo Sato Rosa, dono da conta 01-051149-7 e genro de Lula. E suposto elo de uma Conexão Sushi. E agora só falta uma coisa: a CPI abrir o sigilo de Okamoto e ver quantas vezes ele enviou dinheiro para as contas do Sato em Blumenau.

4. (Ex-Blog, 19/04/2006) Um repórter deixou gravador ligado, e quando ouviu era o laranja do Lula, Okamoto ditanto o número das contas que usava para dar “presentes” à família. São as seguintes as contas correntes. 1) Banespa cc 01051149-7, agência 0147. 2) BESC cc 121.827-0, agência 003. 3) Banco do Brasil cc (com ruído) 7255-9, agência 0427-8. A gravação está nítida com alguns ruídos. Amigo do presidente Lula há três décadas, Okamotto admite que pagou despesas do presidente e família da filha. Paulo Okamotto admite ter pago R$ 29.400 de despesas do presidente Lula e até contas da família, em torno de R$ 26 mil. A VEJA -edição de 8 de março de 2006- Já havia informado sobre a “doação”.

5. De Eça de Queiroz (para Lula?): “Este governo não cairá porque não é um edifício, sairá com benzina porque é uma nódoa.” em O Conde de Abranhos. 

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