Opiniões

Até segunda…

Peço desculpas aos leitores pela falta de atualização, mas os afazeres diários no jornal, a atualização do outro blog do qual participo (aqui), a necessidade de auxílio a um amigo, além de uma viagem previamente marcada, acabaram deixando curtas as 24 horas nos últimos três dias, assim como nos próximos três que virão. Volto à ativa por aqui, na segunda, dia 30. Até lá, creio que com a coletiva de hoje, do vereador Nelson Nahim, se defendendo de uma acusação de pedofilia que não sofreu, as coisas estarão ainda quentes por Campos.

Agora, será que o presidente da Câmara é ciente de que um dos seu principais algozes virtuais, quando não estava fomentando boatos escudado na covardia do anonimato, ou posando de ogro paladino dos direitos da mulher, costumava encerrar as discussões com a própria esposa mediante tiros de pistola .40 na parede da sua casa?

Necessidade de luta no sábado vira cumprimento constrangido na 2ª

Lembrou um leitor atento, e é verdade. Mais que a vitória avassaladora do professor Eduardo Peixoto, a derrota humilhante do grupo que encabeça o antigo projeto de outro professor como candidato do PT a prefeito de Campos, já havia sido anunciada pelo próprio, um dia antes, ainda que mal camuflada em “necessidade de luta”.

Bem, como lutar contra a realidade da própria inexpressão é tarefa inglória, melhor mesmo essa meia dúzia de gatos pingados ficar nos cumprimentos constrangidos ao Eduardo pela sua bela vitória. Agora, só poderiam tê-lo feito desde o domingo, embora entenda-se que a ressaca só tenha passado no dia seguinte… (rs)

Água suja de sangue

Em São João da Barra, assim como em São Francisco e ao contrário de Campos, a Prefeitura preserva a vida dos banhistas e cria empregos durante o verão (foto de Paulo Sérgio Pinheiro)
Em São João da Barra, assim como em São Francisco e ao contrário de Campos, a Prefeitura preserva a vida dos banhistas e cria empregos durante o verão (foto de Paulo Sérgio Pinheiro)

Mesmo com o orçamento bilionário administrado por Rosinha (PMDB) em Campos, a comunidade de Lagoa de Cima usa o espaço democrático da Folha para solicitar guarda-vidas no sábado, para, no domingo, ter que retirar dois corpos sem vida das águas da lagoa, vítimas de afogamento. A saber: Rogério Silveira de Sá, de 43 anos, e Caio Vitor Santos, de apenas 3.

A partir de recursos  bem mais modestos, a São João da Barra de Carla Machado (PMDB) emprega 136 guarda-vidas municipais durante a estação do sol. Com ainda menos dinheiro, a São Francisco de Itabapoana de Beto Azevedo (PMDB) contrata 80 guarda-vidas para atuar em suas praias no verão.

Além de guardar as vidas dos banhistas, essa contratação temporária oferece emprego para muitos jovens, geralmente estudantes do ensino médio e origem humilde, que complementam a renda de suas famílias com o dinheiro pago por prefeituras conscientes de que os Bombeiros não são capazes de dar conta da grande demanda do verão. Em justo em Campos, onde a busca de praias e lagoas é potencializada pela passagem de ônibus a R$ 1,00, a administração lava as mãos nessa água suja de sangue.

Sobre o Monitor

Antropóloga, professora, poeta, amiga e companheira de blog no “Cantos” (aqui), Fernanda Huguenin me deu o toque. E concordo com a sua concordância. De tudo que foi dito sobre a suspensão ou encerramento das atividades do centenário jornal Monitor Campista, uma das coisa mais lúcidas que li, foi escrita pelo repórter-fotográfico e estudante de Psicologia, Ricardo Avelino, em seu blog “Sujeito” (aqui), hospedado na Folha.

Não por outro motivo, segue abaixo a transcrição…

Monitor

 Por ricardo, em 17-11-2009 – 9h43

 “Meu sonho é trabalhar no Monitor”

“Jornalista do Monitor é um verdadeiro funcionário público”

“Lá é tudo tranquilo, você faz a sua e não tem aquela pessoa em cima de você cobrando”

“O Monitor não bate em ninguém”

“Compro o Monitor porque é diário oficial do município”

“ O Monitor não arruma problema com ninguém”

“ O Monitor evita polêmica”

 Nós, do meio jornalístico de Campos, não conseguiríamos afirmar que estas falas não existiram nos bate-papos dos profissionais entre uma matéria e outra.

Talvez o Monitor esteja saindo de cena por ter buscado uma zona de conforto sem se prevenir com relação ao futuro. Acredito que o fato de ter sido o diário oficial do município lhe deu uma sensação de proteção, o impedindo de desenvolver estratégias para enfrentar a guerra pela sobrevivência.

Quem acompanhou o jornalismo de Campos, pelo menos no final da década de 70 e início de 80, sabe que a opção de ficar em “cima do muro” nem sempre foi praticada no Monitor. Será que isto foi o que levou o jornal a esta situação que se encontra hoje. 

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