Por que Flávio Bolsonaro filiou Wladimir ao PL para outubro?

 

Flávio Bolsonaro assinou na última terça-feira (24), em Brasília, a filiação de Wladimir Garotinho ao PL, pelo qual deve concorrer a deputado federal e vai coordenar a campanha presdiencial do senador no Norte Fluminense

Flávio filia Wladmir ao PL

Ainda prefeito de Campos, cargo do qual se desincompatibilizará no dia 2, para se candidatar a deputado federal, Wladimir Garotinho definiu (confira aqui) seu destino partidário: o PL. O próprio senador Flávio Bolsonaro (PL), pré-candidato a presidente assinou na última terça-feira (24), em Brasília, a ficha de filiação do político de Campos à legenda.

 

Disputado entre PL e PSD

Wladimir só deve anunciar oficialmente sua filiação ao PL no próximo dia 29, seguinte à ao aniversário de Campos. Como o blog Opiniões havia anunciado (confira aqui) no último dia 2, Wladimir tinha sua filiação disputada entre o PL dos Bolsonaros e o PSD de Gilberto Kassab e do ex-prefeito carioca e pré-candidato a governador Eduardo Paes.

 

Coordenação de Flávio no NF

Mesmo antes de definir o PL como seu destino após o PP, pelo qual se reelegeu prefeito de Campos em turno único, em 2022, Wladimir já tinha fechado seu apoio a Flávio a presidente em outubro de 2026. E que vai coordenar a campanha do presidenciável no Norte Fluminense.

 

E se Lula ganhar? (I)

Em tendência de crescimento na casa de dois dígitos em todas as pesquisas (confira aqui, aqui e aqui), de dezembro, quando foi lançado pelo pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), a março, Flávio é hoje, de longe, o candidato de oposição mais competitivo contra Lula (PT). Mas, Wladimir pode ganhar caso se eleja deputado pelo PL, mesmo que Flávio perca.

 

E se Lula ganhar? (II)

O PL já é hoje o partido de maior bancada da Câmara Federal (105 cadeiras) e no Senado (15 cadeiras). E nenhum analista imparcial projeta que não possa ampliar ainda mais essa força em outubro, à parte o resultado presidencial. Na oposição ou na situação, se elegendo novamente deputado, Wladimir teria influência garantida.

 

Publicado hoje na Folha da Manhã.

 

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Victor Queiroz — Os desafios da parentalidade socioafetiva

 

(Imagem gerada por IA)

 

 

Victor Queiroz, promotor de Justiça

Os desafios da parentalidade socioafetiva

Por Victor Queiroz

 

Quando se pensa em família, a primeira imagem que vem à mente costuma ser a dos laços de sangue. Mas será que a biologia é suficiente para definir quem é pai ou mãe? A própria Bíblia oferece, a propósito, um exemplo poderoso: José, o carpinteiro, que assumiu o papel de pai de Jesus sem ser seu genitor biológico. Ele cuidou, protegeu e educou, mostrando que a verdadeira paternidade se constrói no cotidiano, não apenas no vínculo biológico.

Esse exemplo antigo ilumina um debate atual: a parentalidade — ou filiação — socioafetiva. O Direito brasileiro já reconhece que vínculos de afeto podem ter o mesmo peso que vínculos biológicos. Em outras palavras, quem cria e ama pode ser considerado pai ou mãe perante a lei, e isso não se confunde com adoção, em que essa relação prévia de afeto e cuidado se afigura irrelevante, entre outras diferenças. É um avanço que valoriza histórias reais de famílias diversas, que se repetem cada vez mais no dia a dia forense, em respeito à realidade dos fatos.

Cuida-se da funcionalização da paternidade e da maternidade, que se solidifica com o passar do tempo, por meio do cuidado e do afeto, e não apenas do liame sanguíneo. Quem se diz pai ou mãe só deve merecer esses títulos se cumprir os respectivos deveres e exercê-los na prática, em função dos interesses familiares e, em especial, dos filhos de sangue e do afeto.

Já houve tempo em que as pessoas eram filhas oficiais do casamento e não dos pais. Basta ver o original do Código Civil de 1916, que neste tópico vigorou até o fim da década de 40 do século passado, e segundo o qual os filhos havidos fora do casamento não podiam ser reconhecidos como tais.

Mas as coisas mudaram ao longo do tempo, para prestígio do afeto e do cuidado como princípios informadores das famílias atuais e, por conseguinte, para reconhecer-se o seu valor como fonte das relações de parentesco.

Em meu trabalho como promotor de Justiça atuante em Varas de Família, já presenciei casos em que o pai de sangue, e que figurava como tal no registro de nascimento da criança, se recusava a cumprir seus deveres parentais, e, ao mesmo tempo, em que o pai socioafetivo — muitas vezes o padrasto — buscava com vigor a assunção desses deveres, colocando-os em prática. Ou em que crianças e adolescentes manifestavam repúdio ao pai ou à mãe biológicos e registrais — notadamente os omissos —, paralelamente ao ardente desejo de verem reconhecidos como sua mãe e seu pai aqueles que os criaram como se filhos fossem.

Aliás, em ações negatórias de paternidade é comum e benfazejo ver o Ministério Público questionando a existência de liame socioafetivo, independentemente do resultado do exame de DNA, já que o parentesco criado pelo laço da socioafetividade não pode ser objeto de pura e simples renúncia.

Até mesmo casos de avós de sangue que de fato sempre se comportavam como autênticos pais de seus netos já pude acompanhar.

Por vezes o que se vê é apenas a legítima pretensão de inclusão do sobrenome do pai ou da mãe socioafetivos no nome do filho, sem o reconhecimento da filiação, mas como sinal social dos relevantes laços familiares que ligam pais, mães e filhos do afeto e do cuidado, independentemente dos vínculos de sangue. São inúmeros, enfim, os exemplos que a prodigalidade das relações familiares produz no dia a dia.

Também o Supremo Tribunal Federal, na fixação do tema 622, já decidiu que as filiações biológica e afetiva podem coexistir, gerando os mesmos efeitos jurídicos, com base nos princípios da afetividade e do melhor interesse da criança. Ainda que isso implique o reconhecimento formal e cada vez mais corriqueiro da chamada multiparentalidade.

Todavia, o tema também suscita polêmicas.

De um lado, há quem veja na socioafetividade um marco civilizatório. Afinal, quantas crianças encontram em padrastos, madrastas ou avós o verdadeiro sentido de família? José, na narrativa bíblica, não precisava de um exame de DNA para ser chamado de pai. Sua presença e dedicação bastaram. Por que não aplicar esse mesmo raciocínio às famílias contemporâneas?

Do outro lado, surgem dilemas que não podem ser ignorados. A multiparentalidade, por exemplo, permite que uma criança tenha mais de um pai ou mãe reconhecidos. Isso fortalece a rede de proteção, mas também complica questões como guarda, pensão e herança. O Poder Judiciário se vê diante de situações inéditas, sem parâmetros normativos claros e específicos, e cada decisão abre precedentes que podem gerar insegurança jurídica.

Há ainda o risco da banalização. Se qualquer relação de proximidade puder ser convertida em filiação socioafetiva, corre-se o perigo de transformar um instituto pensado para proteger as relações familiares em instrumento de disputa ou conveniência meramente patrimonial. Veja-se, nesse sentido, a hipótese do ajuizamento de ação de alimentos em face de pessoa abastada, sob o não comprovado argumento da existência de verdadeira parentalidade socioafetiva e com interesse meramente econômico.

A socioafetividade que tem o condão de gerar o reconhecimento do parentesco é essencial e um tanto subjetiva — diversamente do vínculo sanguíneo, que é objetivo —, mas precisa ser comprovada com responsabilidade, sob pena de fragilizar-se o próprio conceito de família.

O exemplo bíblico de José ensina que ser pai é assumir responsabilidades, mesmo sem vínculo biológico, em função dos legítimos interesses familiares. Mas o Direito precisa encontrar equilíbrio: reconhecer o afeto sem abrir brechas para abusos. A socioafetividade não pode ser apenas uma assinatura em cartório ou uma vazia alegação para a conquista de interesses meramente econômicos; deve ser, antes de tudo, vivida, demonstrada e comprovada.

No fim das contas, a pergunta que fica é direta: o que se pretende é um modelo de família baseado apenas na biologia, ou é aceitável que o afeto e a convivência tenham igual valor? O exemplo bíblico de José já mostrou há dois mil anos que o amor pode ser mais forte do que o sangue. Cabe a cada um decidir se a sociedade está pronta para transformar essa lição em regra jurídica e social.

 

Publicado hoje na Folha da Manhã.

 

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Flávio Bolsonaro filia Wladimir Garotinho ao PL para a eleição

 

Senador e pré-candidato a presidente em tendência de crescimento nas pesquisas, Flávio Bolsonaro assinou na última terça-feira a ficha de filiação de Wladimir ao PL

Ainda prefeito de Campos, cargo do qual se desincompatibilizará (confira aqui) no dia 2, e pré-candidato a deputado federal, Wladimir Garotinho definiu seu destino partidário: o PL. O próprio senador Flávio Bolsonaro (PL), pré-candidato a presidente em tendência de crescimento (confira aqui, aqui e aqui) em todas as pesquisas, assinou na última terça-feira (24), em Brasília (confira aqui), a ficha de filiação do político de Campos à legenda.

Wladimir, no entanto, só deve anunciar oficialmente sua filiação ao PL no próximo dia 29, seguinte à data de aniversário de Campos dos Goytacazes. Como o blog havia anunciado no último dia 2 (confira aqui), Wladimir tinha sua filiação disputada entre o PL dos Bolsonaros e o PSD de Gilberto Kassab. Mas, mesmo antes de definir o PL como seu destino após o PP, pelo qual se reelegeu prefeito de Campos em 2022, ele já tinha fechado seu apoio a Flávio a presidente em 2026.

 

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Bruno Dauaire fecha a semana do Folha no Ar nesta sexta

 

(Arte: Joseli Matias)

 

Deputado estadual licenciado, pré-candidato à reeleição e secretário estadual de Habitação, Bruno Dauaire (União) é o convidado para fechar a semana do Folha no Ar nesta sexta (27), ao vivo, a partir das 7h da manhã, na Folha FM 98,3. Ele analisará, entre erros e acertos, o saldo dos seus três mandatos consecutivos na Alerj e de São João da Barra sob sete mandatos consecutivos do carlismo na Prefeitura.

Advogado por formação, Bruno também analisará a condenação do escândalo do Ceperj (confira aqui) pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a renúncia do ex-governador Cláudio Castro (PL) e a cassação do deputado Alerj Rodrigo Bacellar (União). Como tentará projetar regras (confira aqui) e o resultado da eleição a governador-tampão do RJ e (confira aqui) do novo presidente da Alerj.

Por fim, com base nas pesquisas mais recentes (confira aqui, aqui, aqui e aqui), o secretário tentará também projetar as eleições diretas de outubro a presidente da República, governador e das duas cadeiras ao Senado do RJ. Como também analisará as pré-candidaturas da região, como a sua, a deputado federal e estadual.

Quem quiser participar do Folha no Ar desta sexta poderá fazê-lo com comentários em tempo real, no streaming do programa. Seu link será disponibilizado alguns minutos antes do início, nos domínios da Folha FM 98,3 no Facebook e no YouTube.

 

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Arthur Soffiati — Chuck Norris, o adversário do dragão

 

Chuck Norris enfrenta Bruce Lee no Coliseu de Roma, na cena final de “O voo do dragão”

 

Arthur Soffiati, historiador, professor, escritor, ambientalista e crítico de cinema

O adversário do dragão

Por Arthur Soffiati

 

Fui saber mais sobre a vida de Chuck Norris com sua morte, aos 86 anos. Não esperei que a morte de um lutador e ator sem muito destaque merecesse tantas homenagens. Norris começou sua carreira cinematográfica em “O voo do dragão”, filme roteirizado e dirigido por Bruce Lee. Ele só entra no final para travar uma luta de dez minutos com Lee, que já estava consagrado como lutador de boxe chinês contando com apenas três filmes.

Quentin Tarantino escreveu que, no início dos anos de 1970, só um artista ameaçava Clint Eastwood e Charles Bronson. Era um chinês de Hong-Kong de nome Bruce Lee. Mas ele morreu muito jovem, com uma pequena filmografia.

É num desses filmes que Chuck Norris inicia sua carreira. “O voo do dragão” conta a história de um chinês matuto que vivia na área rural de Hong Kong e vai a Roma ajudar o tio e a prima, donos de um restaurante ameaçado por uma gangue. Tang Lung é o nome do personagem. Ele é capiau e desengonçado. Parece não entender o que está acontecendo. Estranha a cidade de Fellini e de Mário Bava. Identifica-se com os pobres quando vê os monumentos históricos da cidade. Mas declara que demoliria tudo para construir prédios novos e ganhar dinheiro. É bronco.

Em meio a lutas, Tang Lung vai se tornando adulto. Derrota o grupo de mafiosos para, no final, enfrentar Colt (Norris) numa luta muito bem coreografada pelo próprio Lee. O palco foi o Coliseu de Roma. Suponho que Bruce tenha escolhido o lugar da luta e colocado um gatinho como espectador. Ambiente muito bem preparado para a luta das lutas.

Norris era bem mais corpulento e forte que Bruce, mas ele foi escolhido como adversário para valorizar a vitória do dragão. Norris tinha o corpo duro. Bruce era um malabarista. Na prática, essa luta seria inviável. Claro que, com seus miados conhecidos, ao lado do gatinho, o dragão vence o grande campeão, que esteve no Rio de Janeiro e perdeu uma luta para um praticamente de jiu-jitsu.

Daí em diante, Norris protagonizou vários filmes. Creio ter assistido a alguns, mas não lembro.

 

Publicado hoje na Folha da Manhã.

 

Abaixo, a cena completa da lendária luta cinematográfica entre Chuck Norris e Bruce Lee, no Coliseu de Roma:

 

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Governo Frederico, Master, Ceperj e eleições no Folha no Ar desta 5ª

 

(Arte: Joseli Matias)

 

As advogadas Pryscila Marins e Sana Gimenes são as convidadas do Folha no Ar desta quinta (26), ao vivo, a partir das 7h da manhã, na Folha FM 98,3. Elas falarão da perspectiva do governo Frederico Paes (MDB) em Campos, que assume (confira aqui) no próximo dia 2.

Elas também analisarão as suspeitas de envolvimento dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli e Alexandre de Moraes (confira aqui, aqui, aqui e aqui) no escândalo do liquidado Banco Master. Assim como a condenação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) do ex-governador Cláudio Castro (PL) e do ex-presidente da Alerj Rodrigo Bacellar (confira aqui) no caso Ceperj.

Por fim, com base nas pesquisas mais recentes (confira aqui, aqui e aqui), Sana e Pryscila tentarão projetar as eleições de outubro, daqui a pouco mais de seis meses, a presidente da República, governador e das duas cadeiras ao Senado pelo RJ, além das pré-candidaturas de Campos e região a deputado federal e estadual.

Quem quiser participar do Folha no Ar desta quinta poderá fazê-lo com comentários em tempo real, no streaming do programa. Seu link será disponibilizado alguns minutos antes do início, nos domínios da Folha FM 98,3 no Facebook e no YouTube.

 

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Lula lidera ao 1º turno, mas Flávio cresce e lidera ao 2º turno

 

(Infográfico: Joseli Matias)

 

Em quatro cenários de primeiro turno contra o senador Flávio Bolsonaro (PL), o presidente Lula (PT) lidera em todos, fora da margem de erro. Mas perderia numericamente o segundo turno, em empate técnico, não só para Flávio (47,6% a 46,6% do petista), como também para o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), a ex-primeira-dama Michelle (PL) e o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (REP).

Dados da pesquisa — Foi o que revelou a pesquisa AtlasIntel divulgada hoje, feita digitalmente com 5.028 eleitores entre 18 e 23 de março. Com margem de erro de 1 ponto para mais ou menos, foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-04227/2026.

Flávio cresce mais de 10 pontos ao primeiro turno — De dezembro, quando Flávio foi lançado a presidente pelo pai, a março, todas as pesquisas (confira aqui, aqui, aqui e aqui) registram a tendência de crescimento do filho 01 de Jair na corrida presidencial. Ainda atrás de Lula no primeiro turno, no cenário 1 da AtlasIntel, Flávio cresceu 10,8 pontos dos 29,3% de intenção que tinha em dezembro aos 40,1% de março. Por sua vez, Lula caiu 2,2 pontos dos 48,1% de dezembro aos 45,9% de março.

Jair à frente de Lula no primeiro turno é teto de Flávio — Em cenário hipotético de primeiro turno, com a repetição dos candidatos a presidente em 2022, Jair Bolsonaro liderou fora da margem de erro, com 44,8% de intenção, contra 42,7% de Lula. Como o pai, mesmo inelegível, preso e condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por tentativa de golpe de Estado, lançou o filho candidato, transferindo-lhe votos, esses 44,8% podem ser o teto de Flávio já no primeiro turno.

 

(Infográfico: Joseli Matias)

 

Flávio avança 13 pontos no segundo turno — No segundo turno, mais que a liderança numérica de Flávio em empate técnico com Lula, que já tinha sido registrado na AtlasIntel de fevereiro, a série também revela a tendência de crescimento do 01. Em dezembro, quando foi lançado candidato, ele perdia a simulação de segundo turno por 41% a 53% de Lula. Em março, não só esses 12 pontos evaporaram, como Flávio somou 1 ponto de vantagem ao petista.

Lula atrás também de Jair, Michelle e Tarcísio no segundo turno — Em outras simulações de segundo turno da AtlasIntel, Lula também ficou numericamente atrás, mas em empate técnico, com Jair Bolsonaro (46,6% a 47,4%), de Michelle (46,8% a 47%) e Tarcísio (46,3% a 47,2%).

 

(Infográfico: Joseli Matias)

 

Lula à frente dos demais no segundo turno — Fora da margem de erro, Lula ficou à frente nas simulações de segundo turno contra o ex-governador de Minas, Romeu Zema (Novo), por 46,6% a 43,7%; do governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), por 46,2% a 36,7%; do governador do Paraná, Ratinho Jr. (PSD), que desistiu na segunda (23) de concorrer a presidente, por 46,1% a 38,7%; e do governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD), por 45,5% a 22,7%.

Lula lidera rejeição: 52% — Índice considerado fundamental à definição do segundo turno, porque fixa o teto de crescimento dos dois candidatos que passarem pelo primeiro turno, a rejeição é liderada por Lula. Hoje, uma maioria de 52,0% dos brasileiros não votaria nele de jeito nenhum, número matematicamente proibitivo para uma vitória em segundo turno.

 

(Infográfico: Joseli Matias)

 

Os demais na lista da rejeição — Abaixo de Lula na rejeição, vieram Bolsonaro, com 48,0%; Flávio, com 46,1%; Michelle, com 43,0%; Renan Santos, presidenciável do Missão, com 42,9%; Leite, com 40,6%; Caiado, com 40,5%; Ratinho, com 39,6%; Zema, com 38,9%; Tarcísio, com 37,5%; o ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad (PT), pré-candidato a governador em São Paulo, com 36,5%; e o ex-ministro Ciro Gomes (PSDB), pré-candidato a governador do Ceará, onde lidera as pesquisas, com 34,7%.

Lula cresce reprovação ao governo: 53,5% —  O crescimento de Flávio e a alta rejeição de Lula parecem derivar da aprovação ao governo deste. Que hoje é desaprovado pela maioria 53,5%, 2,5 pontos a mais que os 51% que desaprovavam em dezembro. Os que hoje aprovam o Lula 3 são 45,9%, 3,1 pontos a menos do que os 49% que aprovavam em dezembro.

 

(Infográfico: Joseli Matias)

 

Lula preocupa mais que Flávio — A pesquisa AtlasIntel também perguntou: “Pensando no futuro do país no contexto das eleições presidenciais deste ano, qual dos seguintes resultados possíveis te causa mais medo ou preocupação?” A reeleição de Lula preocupa mais a 47,4% dos eleitores, enquanto outros 44,5%, 2,9 pontos a menos, responderam que se preocupam mais com a eleição de Flávio.

 

(Infográfico: Joseli Matias)

 

William Passos, geógrafo com especialização doutoral em estatística no IBGE

Análise do especialista — “Em todos os cenários testados com Flávio Bolsonaro, Lula lidera de forma isolada no primeiro turno. Por outro lado, ao segundo turno, Flávio ampliou em março a vantagem numérica, mas ainda dentro da margem de erro, que já tinha sobre Lula em fevereiro. Três informações que destaco: 1) a menor rejeição de Flávio na comparação com Lula; 2) o maior medo ou preocupação do eleitor com a reeleição de Lula do que com a eleição de Flávio; e 3) o aumento da desaprovação de Lula como presidente, hoje em 54%, 8 pontos acima dos 46% de aprovação”, resumiu William Passos, geógrafo com especialização doutoral em estatística no IBGE.

 

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Inteligência nos últimos movimentos dos Bolsonaros tira Ratinho do jogo

 

Jair Bolsonaro, Flávio Bolsonaro, Ratinho Jr. e Sergio Moro

 

Bolsonaro é desinteligente?

Dentro da esquerda, passando pelo centro, chegando até mesmo a setores da direita, convencionou-se dizer que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), a despeito do seu inquestionável carisma popular, padece de desinteligência. Característica cognitiva que, pelo mesmo juízo, marcaria também a média dos bolsonaristas.

 

Estereótipo da estupidez

Em relação aos bolsonaristas, atos como tentar reverter na marra a eleição presidencial perdida no voto em 2022, acampar na frente de quartéis militares, orar em roda para um pneu, se agarrar à frente de um caminhão em movimento ou pedir a intervenção de ETs com luzes de celular sobre a cabeça reforçaram esse estereótipo de estupidez.

 

Inteligência de Jair com Flávio

No entanto, ao contrário do lulopetismo e seus erros sucessivos nos últimos meses, os Bolsonaros têm se marcado pela inteligência política dos movimentos no mesmo período. Primeiro, em 5 de dezembro, quando, mesmo da cadeia, Jair lançou o senador Flávio, seu filho 01, como sucessor e pré-candidato a presidente em outubro.

 

Flávio tira 10 pontos de Lula

Na série de pesquisas Quaest, na simulação de segundo turno presidencial entre Lula (PT) e Flávio em dezembro, o petista venceria por 46% a 36%. Em março, apenas três meses depois, essa vantagem de 10 pontos, considerável em qualquer pesquisa do mundo, evaporou. Hoje, o segundo turno entre os dois seria Lula 41% a 41% Flávio.

 

(Infográfico: Joseli Matias)

 

Qual eleitor define?

A Quaest divide o eleitor brasileiro ideologicamente em três grupos quase iguais em tamanho: 33% de esquerda (19% de lulistas + 14% não lulistas), 33% de direita (21% não bolsonaristas + 12% bolsonaristas) e 32% de independentes. Estes são o centro, que migrou a Bolsonaro em 2018 e a Lula em 2022, elegendo ambos presidentes.

 

Centro migra a Flávio

Nesse voto de centro, Flávio cresceu 9 pontos dos 23% de dezembro aos 32% de março em um segundo turno com Lula. Entre o mesmo eleitor independente e no mesmo cenário de segundo turno, Lula caiu 10 pontos dos 37% de dezembro aos 27% de março. Foi do centro que saíram os 10 pontos a favor de Flávio nos últimos três meses.

 

(Infográfico: Joseli Matias)

 

Em dezembro: Jair errou com Flávio?

Em dezembro, logo após o capitão ungir o filho senador seu sucessor, a Quest perguntou: “Na sua opinião, Jair Bolsonaro acertou ou errou ao indicar seu filho Flávio como candidato à Presidência?” Os que responderam que tinha errado eram a maioria de 54%, 18 pontos a mais que os 36% que disseram ter acertado.

 

Em março: Jair acertou com Flávio?

Neste mês de março, à mesma pergunta da Quaest entre acerto ou erro de Jair com Flávio, 47% acham em março que o pai acertou na escolha. São 11 pontos a mais em apenas três meses. Enquanto os que hoje acham que a decisão foi errada são 39%, ou 15 pontos a menos que dezembro.

 

(Infográfico: Joseli Matias)

 

Mais inteligente que Kassab

Com Flávio rapidamente consolidado como presidenciável competitivo, a decisão de Jair não só isolou o aliado Tarcísio de Freitas (REP), que teve que se contentar em buscar a reeleição a governador de São Paulo. Bolsonaro foi também mais inteligente que alguém conhecido por essa característica na política brasileira: Gilberto Kassab.

 

Bolsonaro usou Tarcísio

Presidente nacional do PSD e secretário estadual de Governo de Tarcísio, Kassab apostava neste, junto da Faria Lima e de boa parte da direita, como candidato mais viável a presidente para tentar derrotar Lula. Enquanto Bolsonaro, da cadeia, só usou Tarcísio para esquentar o lugar do filho Flávio.

 

Reação de Kassab?

Só 53 dias após Jair lançar Flávio a presidente, Kassab tentou reagir. Em 27 de janeiro, ele apresentou três presidenciáveis do seu PSD: os governadores do Paraná, Goiás e Rio Grande do Sul, respectivamente, Ratinho Jr., Ronaldo Caiado e Eduardo Leite. E, dois dias depois, chamou Tarcísio de “submisso” em relação a Bolsonaro.

 

Ratinho Jr. era o menos distante

Mesmo bem atrás dos líderes Lula e Flávio, Ratinho Jr. era quem menos distante estava dos dois em todas as pesquisas ao primeiro turno presidencial. Na última pesquisa Quaest, ele teve 7% de intenção, contra 37% de Lula e 30% de Flávio. Na última pesquisa Ideia, Ratinho teve 9%, contra 40% de Lula e 34,7% de Flávio.

 

Flávio a Ratinho: “Pede pra sair!”

Ainda assim, na última segunda-feira (23), Ratinho Jr. desistiu da pré-candidatura a presidente para terminar o mandato de governador do Paraná. Por quê? Porque ontem (24), em outro movimento muito inteligente, Flávio filiou o senador e ex-juiz federal Sergio Moro ao PL e o lançou a governador do Paraná, onde lidera todas as pesquisas.

 

Bolsonaro em prisão domiciliar

Flávio isolou Ratinho no Paraná com Moro, como Jair isolou Tarcísio como candidato a presidente e Kassab como articulador de uma 3ª via da direita não bolsonarista. Para completar, também ontem, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes relaxou a prisão de Bolsonaro, por motivo de saúde, para regime domiciliar.

 

Lado certo da história?

Seguir taxando os Bolsonaros de “burros” pode falar mais de si do que daqueles aos quais se opõe. Na Folha de S.Paulo, o jornalista Wilson Gomes advertiu (confira aqui) em artigo no último dia 4: “A previsão de que Lula vencerá a eleição integra um conjunto de certezas identitárias: somos maioria, o povo está conosco, a história está do nosso lado.”

 

Realidade x juízo moral

“Talvez a esquerda tenha regredido na capacidade de inflamar a imaginação das pessoas, de se comunicar com novos públicos e novas agendas sociais, de revisar a própria leitura do país. Muito mais fácil viver da crença de que, como o outro lado não merece vencer, nós ganharemos”, concluiu seu artigo o jornalista.

 

Publicado hoje na Folha da Manhã.

 

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Escolas, Atafona, Irã, STF e eleições no Folha no Ar desta quarta

 

(Arte: Joseli Matias)

 

Advogado, presidente da Associação de Pais de Alunos de Escolas Particulares de Campos (Apaepe), membro do SOS Atafona e estudioso de história militar, Hanania Mongin é o convidado do Folha no Ar desta quarta (25), ao vivo, a partir das 7h da manhã, na Folha FM 98,3.

Ele falará da perspectiva do governo Frederico Paes (MDB) em Campos a partir do próximo dia 2 (confira aqui), da situação das escolas particulares do município ela ótica dos pais de alunos e do avanço do mar (confira aqui) no balneário sanjoanense de Atafona. Hanania também falará da guerra dos EUA e Israel contra o Irã (confira aqui) em seus aspectos militares e econômicos.

Por fim, ele analisará a suspeita de envolvimento dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli e Alexandre de Moraes (confira aqui, aqui, aqui e aqui) no escândalo do Banco Master. E tentará projetar, com base nas pesquisas mais recentes (aqui e aqui), as eleições de outubro a presidente da República, governador e das duas cadeiras ao Senado do RJ, além das pré-candidaturas de Campos e região a deputado federal e estadual.

Quem quiser participar do Folha no Ar desta quarta poderá fazê-lo com comentários em tempo real, no streaming do programa. Seu link será disponibilizado alguns minutos antes do início, nos domínios da Folha FM 98,3 no Facebook e no YouTube.

 

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Caged, guerra no Irã e eleições no Folha no ar desta terça

 

(Arte: Joseli Matias)

 

Geógrafo com especialização doutoral em estatística no IBGE e analista estatístico do Núcleo de Pesquisa Econômica do Estado do Rio de Janeiro (Nuperj) da Uenf, William Passos é o convidado do Folha no Ar desta terça (24), ao vivo, a partir das 7h da manhã, na Folha FM 98,3.

Ele analisará os números do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) em Campos e região, entre 2022 e 2026. William também falará sobre a guerra dos EUA e Israel contra o Irã (confira aqui) e suas consequências na economia brasileira e global.

Por fim, com base nas pesquisas mais recentes (confira aqui e aqui), o estatístico tentará projetar as eleições de 4 de outubro, daqui a 6 meses e 12 dias, a presidente da República, governador e das duas cadeiras a senador do RJ, além dos nomes de Campos e região a deputado federal e estadual.

Quem quiser participar do Folha no Ar desta terça poderá fazê-lo com comentários em tempo real, no streaming do programa. Seu link será disponibilizado alguns minutos antes do início, nos domínios da Folha FM 98,3 no Facebook e no YouTube.

 

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Transporte de Campos: Wladimir questiona questionamentos do PT

 

Wladimir Garotinho, Danilo Dutra, Juliana Carneiro e Roberto Dutra (Montagem: Hevertton Luna)

 

“É sempre mais correto reconhecer os erros e apontar os motivos. Foi o que eu fiz no caso do transporte público. O PT parece ter como regra não reconhecer os seus erros. Mas pra quem diz que na Lava Jato não houve crime, é complicado mesmo esperar que reconheçam algum erro menor”. Foi o que disse o prefeito de Campos, Wladimir Garotinho (hoje, PP), sobre os questionamentos que sofreu (confira aqui) na questão do transporte por integrantes do PT goitacá e do governo Lula 3.

Em entrevista (confira aqui) ao Folha no Ar na manhã da última sexta-feira (20), Wladimir disse porque não aceitou o financiamento ofertado pelo governo Lula 3 à renovação da frota do transporte público de Campos. Segundo o prefeito, teria havido uma mudança nas condições de pagamento, de 36 meses, via BNDES, para 12 meses, via Caixa Econômica Federal (CEF). E teve respostas:

— O prefeito tenta transferir a responsabilidade de uma falha da sua gestão para o Governo Federal através de mentiras. Ele fez a opção de não aceitar o financiamento de 354 novos ônibus mesmo tendo um ano de carência para organizar o orçamento municipal antes de iniciar o pagamento. Tomou essa decisão sabendo que o transporte público é um dos problemas mais graves para a população do município — respondeu o presidente do PT de Campos, Danilo Dutra.

No microfone da Folha FM 98,3, Wladimir citou nominalmente a historiadora campista Juliana Carneiro, então secretária especial de Assuntos Federativos da Presidência da República e hoje secretária executiva adjunta do ministério da Saúde, para não ter aceitado o financiamento do Lula 3 ao transporte público de Campos. Em sete pontos, Juliana também contradisse o prefeito:

— 1) Desde o primeiro momento a Prefeitura de Campos sabia que o empréstimo seria da CEF; 2) as condições de financiamento são dadas pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) e não são de escolha de nenhum gestor; 3) não existe nenhum “privilégio” em condições melhores para nenhuma “prefeitura aliada”. Prefeituras de vários partidos também foram selecionadas para a CEF. 4) O critério central para Campos não poder pegar financiamento do BNDES é porque ele pediu também 248 ônibus do tipo Euro 6, tipo de veículo que não é elétrico. Como o BNDES usava o Fundo Clima não aceitava esse tipo de objeto. 5) As regras estavam claras, tanto no processo de seleção, quanto no ato do resultado. Nunca existiu nenhuma troca de posição do Governo Federal. 6) Inclusive no ato da seleção a Prefeitura tinha Capag B, capacidade de endividamento, e atualmente tem Capag C, o que significa que de lá pra cá piorou a sua situação. 7) Por fim, considero que a Prefeitura deve buscar outros argumentos para justificar a decisão de não pegar o empréstimo e não cumprir sua promessa/compromisso com a mobilidade urbana da cidade.

Em sua tréplica, Wladimir também provocou Danilo e Juliana:

— A cidade de Campos vai apresentar novo projeto (ao financiamento da renovação da frota do transporte público de Campos pelo PAC Mobilidade). Espero que dessa vez ambos, como campistas, ajudem a aprovar.

Sem filiação ao PT e com críticas ao partido e ao governo Lula 3, o sociólogo Roberto Dutra, professor da Uenf, também se manifestou sobre a questão do transporte público na cidade. Embora reconheça o saldo positivo da gestão Wladimir em Campos, nos últimos 5 anos e 2 meses, ele disse no grupo de WhatsApp deste blog e do programa Folha no Ar:

— Independentemente da questão federal, a responsabilidade é total do prefeito. Que, ao invés de pensar em questões estruturais desde o começo, só pensa em não ficar sem mandato — disse o sociólogo, em referência ao fato de que Wladimir vai renunciar ao cargo no próximo dia 2, passando a Prefeitura ao vice, Frederico Paes (MDB), para poder concorrer a deputado federal nas eleições de outubro.

 

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Transporte de Campos: PT e Lula 3 questionam Wladimir

 

Danilo Dutra, Juliana Carneiro e Wladimir Garotinho (Montagem: Joseli Matias)

 

“O prefeito (Wladimir Garotinho) tenta transferir a responsabilidade de uma falha da sua gestão para o Governo Federal através de mentiras. Ele fez a opção de não aceitar o financiamento de 354 novos ônibus mesmo tendo um ano de carência para organizar o orçamento municipal antes de iniciar o pagamento. Tomou essa decisão sabendo que o transporte público é um dos problemas mais graves para a população do município”. Foi o que disse o presidente do PT de Campos, Danilo Dutra.

A resposta do dirigente partidário se refere à justificativa dada por Wladimir, em entrevista (confira aqui) ao Folha no Ar na manhã da última sexta-feira (20), por não ter aceitado o financiamento ofertado pelo governo Lula 3 para a renovação da frota do transporte público de Campos. Segundo o prefeito, teria havido uma mudança nas condições de pagamento, de 36 meses, via BNDES, para 12 meses, via Caixa Econômica Federal (CEF).

Wladimir passa o cargo de prefeito ao vice, Frederico Paes (MDB), no próximo dia 2, para concorrer em outubro a deputado federal. E, no microfone da Folha FM 98,3, chegou a citar nominalmente a historiadora campista Juliana Carneiro, então secretária especial de Assuntos Federativos da Presidência da República e hoje secretária executiva adjunta do ministério da Saúde, para não ter aceitado o financiamento do Lula 3 ao transporte público de Campos.

Juliana também contradisse a versão de Wladimir:

— Eu já tinha esclarecido isso no passado, mas o prefeito insiste numa narrativa falsa de que houve uma mudança de posição do Governo Federal para justificar a decisão dele de não pegar o empréstimo ofertado pelo PAC. A Prefeitura de Campos dos Goytacazes apresentou uma proposta no Programa Novo PAC, Subeixo Renovação de Frotas no valor de financiamento de R$ 534.965.000,00 referente à aquisição de 248 ônibus euro 6 e 106 ônibus elétricos. A condição para o financiamento permanece a mesma desde a abertura do programa — esclareceu Juliana. Que continuou:

— Essa condição (do empréstimo) é normatizada pelas regras do programa Pró-Transporte que utiliza a disponibilidade dos recursos do FGTS. A condição do financiamento é de juros de 6% ao ano + spread bancário de no máximo 3% ao ano. O prazo de carência fica limitado ao prazo de entrega dos veículos e o prazo de amortização fica limitado ao prazo de vida útil dos ônibus, regulado pelo Agente Operador via Manual de Fomento — informou Juliana, que detalhou a questão em sete pontos:

— 1) Desde o primeiro momento a Prefeitura de Campos sabia que o empréstimo seria da CEF; 2) as condições de financiamento são dadas pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) e não são de escolha de nenhum gestor; 3) não existe nenhum “privilégio” em condições melhores para nenhuma “prefeitura aliada”. Prefeituras de vários partidos também foram selecionadas para a CEF. 4) O critério central para Campos não poder pegar financiamento do BNDES é porque ele pediu também 248 ônibus do tipo Euro 6, tipo de veículo que não é elétrico. Como o BNDES usava o Fundo Clima não aceitava esse tipo de objeto. 5) As regras estavam claras, tanto no processo de seleção, quanto no ato do resultado. Nunca existiu nenhuma troca de posição do Governo Federal. 6) Inclusive no ato da seleção a Prefeitura tinha Capag B, capacidade de endividamento, e atualmente tem Capag C, o que significa que de lá pra cá piorou a sua situação. 7) Por fim, considero que a Prefeitura deve buscar outros argumentos para justificar a decisão de não pegar o empréstimo e não cumprir sua promessa/compromisso com a mobilidade urbana da cidade.

— O prefeito tomou decisão de não aceitar o financiamento de uma nova frota de ônibus. É importante que fique claro: nunca existiu promessa de financiamento via BNDES, nem condições especiais para qualquer prefeitura. As condições são dadas pelo CMN e conhecidas pelos gestores desde o momento da seleção. O prefeito O prefeito tomou decisão de não aceitar o financiamento de uma nova frota de ônibus — resumiu Danilo, presidente do PT goitacá.

 

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