Ilsan: diplomada e não assumida

Com a prefeita sanjoanense Carla Machado e o ex-marido e ex-prefeito, hoje deputado federal Arnaldo Vianna, Ilsan recebeu o diploma na velha Câmara e nova sede da Justiça Eleitoral em Campos (foto de Antonio Cruz)
Com a prefeita sanjoanense Carla Machado e o ex-marido e ex-prefeito, hoje deputado federal Arnaldo Vianna, Ilsan recebeu o diploma na velha Câmara e nova sede da Justiça Eleitoral em Campos (foto de Antonio Cruz)
Ilsan Vianna, em coletiva à imprensa, no velho Fórum e nova Câmara, após saber que não poderia assumir o mandato pelo qual foi diplomada (foto de Antonio Cruz)
Ilsan Vianna, em coletiva à imprensa, no velho Fórum e nova Câmara, após saber que não poderia assumir o mandato pelo qual foi diplomada (foto de Antonio Cruz)

 

A lamentável associação entre a política de Campos e o Judiciário, pródiga na produção de decisões muitas vezes danosas à comunidade, hoje produziu outra de suas tantas ilogicidades. Diplomada vereadora pelo juiz Leonardo Grandmasson, por volta das 13h, no cartório da 100ª Zona Eleitoral (ZE), na Câmara antiga, Ilsan não pode assumir o mandato na Câmara nova, quando lá chegou por volta das 14h. Apesar de negar ação cautelar do PR (o partido 22 de Garotinho), ingressada ontem, pedindo a suspensão da diplomação de hoje, o magistrado enviou ofício ao presidente da Câmara convenientemente ausente, Nelson Nahim, determinando que “a posse da candidata eleita deve ser sobrestada”. Em bom português, Ilsan não pode tomar posse até que a  100ª ZE avalie e julgue uma ação de impugnação de mandato, proposta hoje pelo Ministério Público Eleitoral (MPE).

A ação do MPE teve duas bases. Primeiro a reprovação das contas de campanha de Ilsan pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE). Mas como se acatasse este motivo, teria que cassar os mandatos de outros vereadores de Campos com contas igualmente reprovadas, não foi isso que causou a suspensão da posse. Esta foi gerada, na verdade, pela apreensão de material de campanha de Ilsan na Associação de Proteção à Infância de Campos (Apic), o segundo motivo elencado pelo MPE em sua ação.

Até agora não se divulgou o fruto dessa apreensão, que teria sido feita pelo TRE, muito embora o fato da ação ser assinada pelo promotor Victor Queiroz, operador do Direito da maior seriedade e competência, contitui-se em considerável indicativo da existência de coelho nesse mato. 

Segundo raciocínio inteligente externado hoje, no programa Folha no Ar, pelo jornalista Alexandre Bastos, a ação do PR teria motivo matemático: com a assunção de Ilsan na Câmara, esta passaria a ter sete votos na oposição, o que possibilitaria a abertura de qualquer CPI para investigar o governo Rosinha, mesmo sem aprovação da maioria. De qualquer maneira, não custa ecoar a indagação igualmente inteligente de outro jornalista, Ricardo André Vasconcelos, feita hoje, em seu blog (aqui): “Quem tem medo de Ilsan Vianna?”

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Este post tem 2 comentários

  1. rosa maria

    o garotinho e seu bando não querem que Dona Ilsan assumam uma cadeira na camara porque eles sabem que o bicho vai pegar com este esquadrão ( ilsan, odisseía, marcos barcelar, dantas , pe no chão ) não é mole rosinha esta tremendo de medo porque sabe que este time não abaixa a cabeça pra ela ,nem pra o (…) garotinho

  2. Aluysio

    Cara Rosa Maria,

    Por motivos de ordem ética, os blogs hospedados na Folha não podem publicar comentários com ofensas pessoais. Não por outro motivo, o trecho final do seu comentário teve que sofrer uma pequena edição. Espero, sinceramente, que compreenda…

    Abraço e grato pela colaboração!

    Aluysio

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