Opiniões

Sonho de Renato Barbosa — “A verdadeira história da humanidade”

Hoje faz um ano da morte de Renato Barbosa. Como a Suzy Monteiro já lembrou aqui, antecipando o aniversário de morte do saudoso vereador: “como o mundo muda rápido”. Sobre essa sensação, aliás, a melhor definição que já ouvi, é do ator e diretor Domingos Oliveira: “o tempo é um camundongo passando pela sala”. Foi nesta velocidade que a vida de Renato acabou colhida, no asfalto da BR 101, muito embora com seus valores resumidos e confirmados pelas circunstâncias da morte: um político que acordava cedo para trabalhar num emprego público conquistado em concurso.

Concordo com Suzy. Se estivesse vivo, Renato seria não só um referencial seguro nesta nova situação de instabilidade, aberta desde a cassação de Rosinha, como o candidato certo do PT à sucessão da prefeita, independente da eleição se dar em 2012, ou no ano que vem. Logicamente, enfrentaria a oposição interna do seu partido, sobretudo daqueles que carecem de representatividade na mesma medida que de limites éticos e morais, defasagem que os fez ser bem classificados por Renatinho, ainda em vida, como “canalhas”. Mas os venceria com a certeza da luz sobre a sombra. 

Para quem possui essa mesma certeza diante de um legado de dignidade como político e como homem, tomo a liberdade de reforçar o convite à missa pelo primeiro ano do seu falecimento, hoje, às 19h, na Catedral. Já para quem, por um momento, chegou a supor que o sonho político de Renato tenha morrido com ele, fica a ressalva de Pessoa, com heterônimo de Campos, diante desse “pecado original”: 

 

“Ah, quem escreverá a história do que poderia ter sido?
Será essa, se alguém a escrever,
A verdadeira história da humanidade”

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Este post tem 3 comentários

  1. Lindo o texto Suzy,quem vai escrever essa bonita passagem que poderíamos ter vivido,combatendo com bravura os escândalos que a HISTÓRIA há de apagar,de vergonha para CAMPOS?

  2. Perdão ALUYSIO,vi o nome de Suzy,mas quando me deui conta,já havia enviado o seu texto,falha de memória de velho,lindo texto,esse pode entrar na HISTÓRIA,de tão bem exposto.Parabéns e minhas desculpas pelo vacilo.

  3. Caro Newtinho,

    As desculpas do último post não são necessárias. Valeu!

    Abraço e grato pela colaboração!

    Aluysio

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