Opiniões

Contas de Mocaiber e Henriques — Definição na segunda-feira

Mais do que pelo elevador enguiçado, a sessão da Câmara na última quarta parece não ter acontecido pela falta de um acordo entre bancada de situação e oposição sobre a votação das contas de Alexandre Mocaiber (PSB) e Roberto Henriques (PR), relativas ao ano administrativo de 2008. Para debater a questão, embora a sessão tenha sido adiada por falta de quórum, o dia de quarta na Câmara serviu de palco para uma reunião informal entre os vereadores Jorge Magal (PMDB), Rogério Matoso (PPS), Abdu Neme (PSB), Dante Pinto Lucas (PDT), Edson Batista (PTB), Papinha (PP), Jorge Rangel (PSB), Albertinho (PP), Altamir Bárbara (PSB), Gil Vianna (PSDC) e Kelinho (PR). Como não se chegou a um consenso, uma outra reunião, para tentar definir a questão, está marcada para a tarde da próxima segunda, dia 29, novamente na Câmara, à qual todos os 17 vereadores seriam convidados.

Quem revelou as movimentações ao blog foi o líder governista Jorge Magal. Ele aproveitou para desmentir (mais uma vez) quem divulgou que a votação das contas teria sido a pauta dos vereadores junto a Nelson Nahim (PMDB), na Prefeitura, naquela mesma quarta-feira, após a reunião na Câmara. Na verdade, o que motivou o encontro seguinte com o prefeito foi a votação do orçamento de 2011, outra das questões ainda pendentes para 2010, com a votação das contas sendo lembrada apenas de passagem, ao final da reunião. 

Em relação às contas, Magal externou um raciocínio lógico muito simples, mas incontestável, diante da necessidade de 12 votos para aprovação das contas dos ex-prefeitos, sejam votadas juntas ou em separado: “Nós não temos os votos suficientes para aprovar as contas de Henriques, nem eles (a oposição) para aprovar as de Mocaiber”. Também integrante da Comissão de Finanças e Orçamento, predidida por Vieira Reis (PRB) e composta ainda de Dante Lucas, o líder da situação revelou que fará um parecer diferente do assinado pelos dois colegas, favorável à votação das contas em separado. Segundo ele, Vieira Reis teria se posicionado pela votação em conjunto, posição oposta à que este revelou ao blog (aqui). A contestação de Magal encontrou eco naquilo que também revelou ao blogueiro o vereador Adbu Neme, favorável à votação conjunta, assim como garantiu ser o caso de Dante.

De qualquer maneira, o fato é que a defesa de Magal pela aprovação das contas de Henriques, tem boa sustentação lógica: “Não é por sermos do mesmo grupo, mas por Roberto ter ficado apenas 43 dias no poder, sendo injusto culpá-lo pelos erros de todo um ano administrativo”. É a mesma lógica que aponta o espaço aberto para negociação na declaração do líder governista: “Até por todas as críticas que fiz à sua administração, minha posição inicial é de manter a reprovação do TCE (Tribunal de Contas do Estado) às contas de Mocaiber,mas  nada está ainda definido”.

Resumo da ópera: a Casa cujo elevador não subia, pode estar disposta a descer um andar pela composição. A definição será na segunda-feira. Até lá, só não vale fazer outro Ctrl+C/Ctrl+V e depois dizer que ouviu nos corredores da Câmara…

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Este post tem 3 comentários

  1. Vamos começar a rezar pro elevador não parar de funcionar, mesmo já sabendo que não vai dar em nada. Pois assim eles não trabalharão!!!

  2. “Como não se chegou a um consenso,uma outra reunião,para tentar definir a questão,está marcada para tarde da próxima segunda,dia 29,na câmara…”Para qual todos os 17 vereadores serão convidados.

    Obs.Quem sabe com essa concordância a sessão se realiza?

  3. Pelo visto, na política as coisas tambem vão parar na segunda. Espero que não ocorra com o Americano.

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