Militar julgado na Justiça comum por matar militante LGBT

A Superintendência de Direitos Individuais Coletivos e Difusos da Secretaria de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos festeja a decisão judicial de solicitar a prisão preventiva e o julgamento em Justiça comum e não militar do sargento Ivanildo Ulisses Gervásio. Ivanildo baleou o jovem Douglas Marques no Parque Garota de Ipanema, ano passado, após a Parada do Orgulho LGBT-Rio, em Copacabana, por conta da homossexualidade de Douglas.

Esta superintendência estadual recebeu a decisão da justiça com muita alegria e o sentimento de que estamos conquistando mais um degrau importante na luta contra a violência direcionada às lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais.

A sociedade e a gestão pública possuem o dever de combater a homofobia e impedir que a impunidade se instale e vire algo natural. O caso de Douglas Marques serve como um exemplo na luta contra a impunidade em casos de homofobia. No final, esperamos que a justiça “faça justiça” e prossiga com esta postura em casos semelhantes, que ainda assolam a sociedade brasileira.
 

Fonte: Superintendência de Direitos Individuais Coletivos e Difusos da Secretaria de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos

 

Atualizado às 18h30 de 29/07/11, para incluir na forma mais destacada de post o pertinente comentário do leitor Marcelo Bessa Cabral:

Marcelo Bessa Cabral

Tirando o “jogo para a torcida” feito pelo citado órgão, o correto é noticiar que o militar vai ser julgado pela Justiça Comum (e não pela Militar) pela morte de um civil, conforme determina o § 4º do artigo 125 de nossa Constituição: não há novidade alguma nisso.
O julgamento não tem nada a ver com combate à homofobia ou com o fato de ser a vítima militante desta ou daquela causa.

fb-share-icon0
20
Pin Share20

Este post tem um comentário

  1. Marcelo Bessa Cabral

    Tirando o “jogo para a torcida” feito pelo citado órgão, o correto é noticiar que o militar vai ser julgado pela Justiça Comum (e não pela Militar) pela morte de um civil, conforme determina o § 4º do artigo 125 de nossa Constituição: não há novidade alguma nisso.
    O julgamento não tem nada a ver com combate à homofobia ou com o fato de ser a vítima militante desta ou daquela causa.

Deixe um comentário