Opiniões

Por que quem não pratica o fisiologismo ficaria contra o seu combate?

 

 

 

No último domingo, o novo bispo da cidade, Dom Roberto Ferrería Paz, disse o que todos os munícipes, católicos ou não, sabem tão bem quanto o Pai Nosso: “Nos parece que em Campos o tipo de política segue um viés um tanto quanto fisiológico, nem sempre atrelado a princípios e valores”.
 
No correr da semana, este blog e a Folha repercutiram a declaração entre cientistas políticos, líderes de outras denominações religiosas e políticos. E mesmo que alguns, sobretudo os políticos que detêm mandatos, tenham relativizado as declarações do sacerdote, nenhum deles negou que o fisiologismo está presente na prática política do município.
 
Não por outro motivo, muito se estranha que o deputado federal Anthony Garotinho (PR), hoje, em seu programa de rádio semanal, tenha atacado a Folha por trazer o assunto à baila. Se o fisiologismo não é generalizado nas eleições de Campos e, sobretudo, se o grupo político do ex-governador não o pratica — a despeito dos R$ 318 mil apreendidos na sede do seu partido de então, na ante-véspera da eleição de 2004, e das denúncias de compra de voto para Rosinha em Santo Eduardo, no pleito de 2008 —, porque atacar o veículo que divulgou uma denúncia com a qual todos parecem concordar? Aliás, por que o próprio Garotinho, como político de maior expressão da cidade, não se junta à campanha, que só visa deixar o processo eleitoral mais limpo, no sentido de resguardar a escolha de cada voto apenas à consciência do eleitor?

Em todo caso, uma coisa é certa: se o deputado pensa que os anúncios do poder público municipal divulgados comercialmente na Folha irão afetar em um milímetro a sua linha editorial, ele está tão enganado quanto o governador Sérgio Cabral (PMDB) ou a presidente Dilma Rousseff (PT), se porventura pensassem o mesmo a partir das respectivas veiculações publicitárias dos governos estadual e federal nas páginas do jornal de maior circulação de Campos e região.

No caso de dúvida, fica o conselho, que é de graça e deveria ser destinado à prefeita de direito, mas serve também àquele que se comporta como se o fosse de fato: basta pagar pra ver!

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Este post tem 10 comentários

  1. Propaganda oficial é uma coisa, linha editorial é outra.

    Não importando se é municipal, estadual ou federal.

    Pois se assim não fosse o jornal perderia a confiança dos leitores e como empresa que é necessita também da propaganda para sobrevivência.

    Veiculando com indicação clara de espaço publicitário não vejo problema..

  2. Caro Igor,

    Vc está absolutamente certo. De qualquer maneira, não custa lembrar a quem, talvez por experiência própria, possa se confundir entre uma coisa e outra.

    Abraço e grato pela colaboração!

    Aluysio

  3. Este artigo só vem reforçar aquilo que muitos já sabem; que a política em Campos parece ser pior do que no resto do país devido a esse tipo de concentração de poder nas mãos dos Garotinhos, que estão em campanha para reeleição faz tempo e por isso não admitem q até mesmo imprensa exerça seu papel sem ser alfinetada pelo “co- prefeito ” se é que assim o definimos.

  4. Nas minhas aulas eu sempre falo com os meus alunos que Campos parece um resumo do Brasil..um triste resumo..muito dinheiro, muita pobreza, pouca educação de qualidade, péssimos políticos, populismo barato, analfabetos políticos..enquanto houver esse ciclo vai existir espaço para o fisiologismo na política..e os que não apoiam o fim desse sistema vicioso, perverso, corrrupto..não são verdadeiramente democráticos e se beneficiam disso tudo..

  5. Pelo amor de Deus, não sei porque essa coisa de fisiologismo ganhou tanta repercussão se, por mais errada que seja, é praticada pela grande maioria dos políticos do país inteiro e – porque não do mundo?. Se o propósito fosse criar um debate sobre o tema, deveriam pegar exemplo do país a fora, onde o fisiologismo é praticado. Esta não é uma questão provinciana, é muito mais que isso, mas por quê não é feito desta forma? Por que tratam como se fosse uma prática exclusiva de Campos? O jornal poderia pegar exemplos em cidades da região também, onde o próprio jornal circula, mas por quê não o faz? Fica a dica. Pegue um político de uma cidade vizinha que é contra o fisiologismo e o entreviste também. Pegue um político que está no poder e que defenda o fisiologismo e entreviste-o também. Não precisamos ir longe. Vá a São João da Barra, veja o que Alexandre Rosa pensa sobre isso. Ele era do bloco da oposição, passou a ser situação e olha que surpresa: é o novo secretário de turismo e lazer. Isso não é fisiologismo? Não houve prática de fisiologismo de ambas as partes?
    Por favor, parem com tanta hipocrisia, pois chega a doer. Hoje, por mais dura que seja a realidade, a raça humana pensa primeiro nos interesses próprios, deixando o coletivo em segundo plano.
    E atire a primeira pedra quem não pensa assim. Políticos, que querem seu mandato, empresários, que fazem os negócios mais vantajosos, eleitores, que buscam um candidato que realmente vá ajudá-lo – ou vocês acham que um eleitor na iminência de um emprego para si ou seus familiares ou promessa de dias melhores vai pensar “vou votar no que é melhor para todo mundo e não só para mim”. Chega de hipocrisia, não tem nenhum Jesus Cristo aqui disposto a se sacrificar por todos. É mundo moderno, a corrida capitalista. Cada um vê o seu lado. Como já disse: O político quer o seu mandato, o empresário que o seu lucro e o eleitor quero o seu melhor.

  6. Rapaz, o tal do Jaba não te esquece mesmo. Se bem que com essa obcessão também por moscas, ele está mais pra sapo boi, um daqueles que o Jaba devorava no filme com toda gulodise, lembra ??KKKKKKKKKKKK
    O problema é que, tirando a obcessão pelos outros, Jaba ainda assim não consegue abandnar a cacimba do próprio umbigo. Sera que le acredita mesmo que todo mundo, como ele em suas conhecidas bravatas – sou honesto! sou corajoso! KKKKKKKKK – se prostitui enquanto diz comabter a prostituição, em qualquer sentido ?
    Só porque é dele, não quer dizer que a o PUTA -Prostituição Unida na Trama de Achaque – tenha que ser também com os outros.
    E ainda cobrar atitude dos companheiros do PT de Campos que o baniram de quauer conv~ivio, depois dele ter atacado todos, para todo mundo ver, das formas mais baixas??
    Acorda Jaba !!

  7. Aluysio,
    deixe-me ver se entendi: o blog do Bastos, o seu e a Folha noticiam a declaração do novo bispo contra o fisiologismo político em Campos, dedicando toda a semana seguinte à repercussão do assunto, da maneira mais democrática possível, entre outras lideranças religiosas, cientistas políticos e políticos de todos os partidos. Aí, aquele que primeiro chamou o bispo de “representante do papa nazista” e depois chegou até a defender a venda do voto, agora quer pegar carona no assunto e ainda posar de crítico moral do que quer que seja? Ora, faça-me o favor…
    Ainda que tenha pegado pesado, o Pedro tem mesmo razão. O que mais esperar de quem foi banido do convívio social pela maioria das lideranças petistas locais, às quais atacou das maneiras mais vis possíveis, incluindo o Renato Barbosa, ridicularizado mesmo depois de morto, por quem agora se pretende porta voz da política publicitária do governo federal nos veículos da região?
    Diante de tal descolamento da realidade, dessa total ausência de auto-crítica, de tamanha megalomania, como já disse antes aqui, não é nem caso de reprovação, mas de tratamento psiquiátrico.
    Abçs

  8. Caro Francisco Bernardes,

    Creio que sua indagação sobre a necessidade de se repercutir “essa coisa de fisiologismo” é melhor respondida pelos leitores Alexandre Lourenço e Neiva, nos comentários imediatamente anteriores ao seu.

    Abraço e grato pela colaboração!

    Aluysio

  9. Caros Pedro Rodrigues e Isabel,

    Até para atender ao conselho anterior da Isabel, já optei por declinar de propostas de diálogo vindas de qualquer um que, diferente de vcs e dezenas de outros comentaristas diários, não tem coragem sequer para assumí-las. E isso inclui, sobretudo, aquelas de fundo nitidamente patológico, sempre por vias transversas e condenadas à irrelevância do próprio umbigo, como bem definiu acima o Pedro.
    Peço pois que ambos me perdoem, mas tenho coisas mais importantes com que me ocupar.

    Abraços e grato pelas colaborações!

    Aluysio

  10. Me preocupou a informação dada pelo próprio marido da Prefeita Rosinha, de que ele teria feito uma visita ao Arcebispo no Rio de janeiro.
    Porque ir ao Arcebispo ? Fazer candonga ,será ?
    Tentar inibir as atitudes do nosso Bispo ?
    Menininho, maldoso e fofoqueiro.
    Não fez o dever de casa,não cumpriram,vossa excelência e sua digníssima Prefeita Rosinha, esta obrigação primária de um bom Cristão. Não me lembro de tê-lo visto na posse do Bispo ou na residencia de Deus ali no centro da cidade para uma visita de cortesia ao novo Pastor do rebanho católico, ou ainda quem sabe um simpático e cordial “Boas Vindas.”
    Será o Bispo não é Cristão como o Senhor diz que é. e por isso não merece tal deferência.
    Ou porque é o bispo e não o seu Pastor, ou será que o senhor não o reconhece como um legítimo Pastor,ou não sabes o que é um , ou não tem Pastor. Ou Deus para o senhor ,é só o seu pessoal, que dá adornos simbólicos a sua “fabrica de fé”, que servirá a ocupação de sua esposa se ela não continuar por Campos, como o senhor mesmo disse em seu programa de Sábado. Suas palavras voaram como flechas, não voltarão.

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