Opiniões

Sociedade impõe limites à sua representação política

Embora feito sobre a postagem abaixo, dando conta da reação das redes sociais ao aumento salarial máximo concedido pelos atuais vereadores de Campos aos próximos, o comentário do leitor Milton Corrêa da Costa, sobre o julgamento do Mensalão pelo Supremo, não deixa mesmo de ser um pertinente alerta aos limites que a sociedade brasileira começa a impor à sua representação política de maneira geral, seja no país, no estado ou no município. Escrito com pena hábil e precisa, merece abaixo a relevância maior de post…

Julgamento da “farsa do mensalão” não é farsa: falta agora a algema e a cadeia

Milton Corrêa da Costa

Com a condenação do ex-presidente da Câmara Federal, deputado João Paulo Cunha, por crimes de peculato, corrupção passiva e lavagem de dinheiro, associada à condenação de outros integrantes do primeiro grupo de réus do mensalão, o Supremo Tribunal Federal deixou bem claro, para a sociedade brasileira, que chegou ao limite da tolerância a corrupção na política, a pouca vergonha e a falcatrua que envolve o roubo do dinheiro público, uma cultura extremamente arraigada no país.

O farto material de investigação criminal, colocado à disposição dos ministros do Supremo Tribunal Federal, comprovaram, para a maioria dos magistrados, que não haviam inocentes no maior esquema de corrupção que se teve notícia na história republicana. A materialidade dos delitos ficou comprovada nas provas periciais, testemunhais e documentais.

Portanto, quem imaginava e tentava diminuir, perante a opinião púbica brasileira, a importância do gravíssimo crime de lesa-pátrria, afirmando tratar-se de uma “farsa”, objetivando assim livrar os “companheiros” da condenação, deu com os burros n’água. O tiro saiu pela culatra. Agora o deputado Jõao Paulo Cunha será cassado pelo graves delitos cometidos e pelo comportamento anti-ético, já tendo renunciado à candidatura da Prefeitura de Osasco, aguardando também a dosimetria das penas que fatalmente poderá chegar a mais de oito anos. Aí a história muda de figura, ou seja, seus antigos e fiéis companheiros do PT terão que visitá-lo no cárcere, no regime fechado como manda a lei.

Agora, “Inês é morta”. O Supremo Tribunal Federal já balizou que vem chumbo grosso daqui pra frente. Falta o julgamento do restante da quadrilha. Haja lexotan. O postulado de que é proibido roubar começa a ser doutrina verdadeira na política brasileira. Dinheiro público, fruto dos impostos pagos com o suor do trabalhador brasileiro, não é para ser surrupiado. Aprenda-se.

A possibilidade do uso de algemas, recolhimento ao cárcere e uso de uniforme de prisioneiro é mais do que real e atemorizam agora, mais do que nunca, os mensaleiros, entre eles algumas figuras carimbadas do PT. O STF mostrou o azimute do fim da tolerância. A sociedade brasileira agradece e confia agora, como nunca, na soberania e independência do Poder Judiciário.

Os princípios da ética e da moral foram definitivamente balizados como doutrina na política brasileira. Cumpra quem tiver juízo. Num país verdadeiramente sério o exemplo para as novas gerações começa em cima.O Partido dos Trabalhadores também manchou a história brasileira. Os empréstimos fictícios que o digam.

Aguarda-se agora constituição de uma nova Comissão da Verdade. O objetivo será investigar e identificar o verdadeiro chefe do mafioso esquema do mensalão. O povo brasileiro tem o direito de saber.

Milton Corrêa da Costa é cidadão brasileiro e aguarda ansiosamente o julgamento do mensalão

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Este post tem 5 comentários

  1. Estou na espera do julgamento do mensalão do PSDB Mineiro. OU vc’s acham que o problema de falta de ética e moral é só no PT. Esse discurso do milton correa da costa tá muito direcionado, me parece nada imparcial.

  2. “Quando você perceber que, para produzir, precisa obter a autorização de quem não produz nada; quando comprovar que o dinheiro flui para quem negocia não com bens, mas com favores; quando perceber que muitos ficam ricos pelo suborno e por influência, mais que pelo trabalho, e que as leis não nos protegem deles, mas, pelo contrário, são eles que estão protegidos de você; quando perceber que a corrupção é recompensada, e a honestidade se converte em autossacrifício; então, poderá afirmar, sem temor de errar, que sua sociedade está condenada”.
    (Ayn Rand, filósofa russo-americana, judia, fugitiva da Revolução Russa, que chegou aos Estados Unidos na metade da década de 1920)

  3. Está tudo muito bem-dito. Só está faltando a apresentação do maestro dessa orquestra. Quem, com mais de cinco anos de idade, acredita que tudo que aconteceu foi possível sem a chancela de um Grande Chefe? Quando essa figura for julgada e condenada, partilharei da opinião do Milton de que “Os princípios da ética e da moral foram definitivamente balizados como doutrina na política”. Até lá, continuarei achando que se a falcatrua for bem feita, é possível negar os fatos ou até alegar que de nada se sabe e ser premiado com a impunidade.

  4. Concordo com vc Antônio Carlos Ornellas Berriel,tá faltando gente.

  5. Brilhante o comentário do leitor Milton Corrêa da Costa!
    Há indícios de que algumas pessoas estão mais politizadas e atentas a uma correção de rumo neste país!
    Podemos ver isto ocorrendo mesmo aqui no nosso Município, inclusive entre os jovens, cada vez mais interessados nos problemas locais, ainda que uma outra parcela ainda se mantenha alienada. São vítimas da lamentável qualidade do péssimo sistema de Educação do Município.
    Apesar das evidentes manobras pseudo-assistencialistas por parte dos governos ainda conseguir atrelar uma parte significativa da população, fato notório ainda em Campos, há robustos sinais de que isso decresce cada vez mais. Brevemente, este tipo de “políticos e políticas” arcaicos e oportunistas, não irão mais existir!

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