Opiniões

Na abundância de novidades da Folha, Paulo César Moura

Mais novidades nas páginas da Folha. Mais precisamente na página 7 da Folha Dois, que todo sábado passa a contar com as crônicas do professor, ator, poeta, ensaísta, mestre e doutor em Literatura Comparada, Paulo César Prazeres Moura. Campista, mudou-se ainda aos 18 anos para o Rio, em meaos da década de 70, onde passou a atuar no teatro e seguiu sua formação acadêmica na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). De volta a Campos, atualmente é professor da Faetec e do Colégio Santos Dumont.

Sobre o espaço que ocupará semanalmente na Folha Dois, por ele batizado “Ab-undante”, com a intenção assumida de se alcançar o outro, que é exatamente você, leitor, deixemos que diga em pena própria o Paulo César…

Paulo César Moura (foto de Edu Prudêncio - Folha da Manhã)
Paulo César Moura (foto de Edu Prudêncio - Folha da Manhã)

O ato de escrever reporta à nossa colonização e, por isso, requer de nós uma postura crítica. Somos o quarto continente “descoberto”, depois de Europa, Ásia e África. O início do mundo moderno começa, na verdade, com o descobrimento da estranha gente americana, por Cristóvão Colombo, em 1492. Começa com a descoberta do Outro. E quem era esse Outro? O filho de Adão no Paraíso? O antropófago no Inferno Verde? Muitas outras imagens lhe foram dadas, nenhuma correspondendo à imagem e semelhança de Deus. Por essas imagens, o Outro é, por isso, um ser barroco, disforme e grotesco. Ele é o índio que o cowboy deve matar. Os pigmeus que Tarzan deve vencer. O Outro, portanto, é negação, é coisa à parte. Mas, ao mesmo tempo, o Outro foi trazido para as páginas da História, portanto, ele é, também, afirmação. Nossa identidade abundante, nossa outridade, no caso, tem a marca do híbrido, da diferença, da extrapolação do imaginário cartesiano etnocêntrico. O Outro é ab-undante — negação e envolvimento.

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Este post tem 3 comentários

  1. Seja bem vindo ,só tem a acrescentar.

  2. É com enorme satisfação que receberei os textos de Paulo Cesar na Folha.
    Amigo de infância, é uma pessoa querida e inteligente. Ele ,eu e o artista plástico João de Oliveira crescemos juntos na praça da Bandeira onde hoje temos o Palácio da Cultura.
    A Folha da Manhã e seus leitores ganharão muito com os seus textos e as suas crônicas.
    Bem vindo PC.

  3. Aprendi a ler os textos e poesias de PCMoura com o coração……Tente, caros leitores, e’ muito bom!

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