Opiniões

Bolsa Família revela fundo falso nas mentiras do PT e do governo Dilma

Uma mentira engole a outra, que engole a outra

Por Ricardo Noblat, em 27-05-13, 8h00

O que foi que na semana passada a ministra Maria do Rosário, dos Direitos Humanos, atribuiu à central de notícias da oposição? O que Dilma, por sua vez, chamou de “desumano e criminoso”? Lula, de ação praticada por “gente do mal”? José Eduardo Cardozo, ministro da Justiça, de “manobra orquestrada”? E Ruy Falcão, presidente nacional do PT, de “terrorismo eleitoral”?

Ministra Maria do Rosário, dos Direitos Humanos e de “singela” opinião
Ministra Maria do Rosário, dos Direitos Humanos e de “singelas” opiniões

No sábado 18 e no dia seguinte em 13 estados, um milhão de clientes do programa Bolsa Família invadiu agências lotéricas para sacar suas mesadas fora do dia marcado. Boatos davam conta de que o programa seria extinto ou suspenso. Ou que Dilma autorizara o pagamento de um bônus. Houve quebra-quebra. A polícia foi acionada.

A ministra Maria do Rosário corrigiu-se poucas horas depois de ter pendurado na conta da oposição as consequências dos boatos. Qualificou de “singela” sua própria opinião — não mais do que “singela”. E garantiu com a inocência que Deus lhe deu: “Não quero politizar”. Ora, ora, ora… Quem por meio de uma “manobra orquestrada” poderia fazer “terrorismo eleitoral”?  Aliados do governo? Claro que não. Uma vez politizado o episódio, politizado está. Só que aos poucos ameaça se voltar contra o governo. Na melhor das hipóteses teria sido um caso de má gestão polvilhado com mentiras.

Entre as tardes do sábado e do domingo, quando pessoas em desespero se empurraram e depredaram agências lotéricas na caça ao tesouro do Bolsa Família, dois gerentes regionais da Caixa Econômica sugeriram que um erro do sistema de pagamento seria o responsável pela liberação do dinheiro em desacordo com o calendário do programa. Um deles, Hélio Duranti, do Maranhão, foi preciso.

“Os boatos surgiram após um atraso no pagamento do benefício ocorrido em todo o país. A situação foi normalizada, mas muita gente procurou os caixas eletrônicos ao mesmo tempo e o dinheiro acabou”, disse ele. “Quem não encontrou ficou revoltado e quebrou os caixas”. A ministra Tereza Campello, do Desenvolvimento Social, preferiu observar: “Não existe qualquer motivação para que a gente pudesse gerar esse tipo de intranquilidade para a população”. Será?

A direção da Caixa Econômica atravessou a semana negando que tivesse mexido no calendário de pagamento. Até que na última sexta-feira, a Folha de S. Paulo encontrou em Caucaia, região metropolitana de Fortaleza, a dona de casa Diana dos Santos, 34 anos. Na sexta anterior ela fora a um caixa eletrônico sacar os R$ 32,00 do Bolsa Família referentes a abril. Ao inserir seu cartão, sacou os R$ 32,00 de abril e os R$ 32,00 de maio.

“Recebo o Bolsa Família há anos e nunca pagaram antecipadamente”, comentou Diana. “Acho que outras pessoas receberam também, avisaram aos conhecidos e virou essa confusão”. A Caixa inventou então outra história depois que se desmanchou no ar a história que ela vinha contando. Soltou uma nota dizendo: “A Caixa Econômica esclarece que vem realizando, desde março, diversas melhorias no Cadastro de Informações Sociais. Em consequência desse procedimento, na sexta-feira (17), primeiro dia do calendário de pagamentos de benefícios do Bolsa Família do mês de maio, o banco disponibilizou o saque independentemente do calendário individual.

O pagamento é feito levando-se em conta o último número do cartão magnético de cada bolsista. A Caixa liberou o dinheiro para pagar de vez a todo mundo, mas não avisou a ninguém. De resto, não explicou como uma operação dessa natureza pode melhorar seu Cadastro de Informações Sociais. É razoável desconfiar que a Caixa mentiu outra vez. Para mudar o sistema de pagamento do Bolsa Família permitindo saques em  outras datas, o Conselho Deliberativo da Caixa teria de ser obrigatoriamente consultado — e não foi, segundo me contou um dos seus membros. Ou informado — e também não foi. A Caixa esconde que houve uma falha no sistema, o que tornou possíveis os pagamentos fora de hora.

No dia em que a Folha pegou a mentira da Caixa, uma fonte da Polícia Federal, mediante a garantia prévia de anonimato, revelou ao O Globo em Brasília que fora localizada  no Rio de Janeiro a central de telemarketing responsável pela difusão dos boatos. Não disse o nome da central. Nem do seu proprietário. Não disse quem a contratou. Nem como a central teve acesso aos números de telefones de inscritos no Bolsa Família. Sem acesso aos números de telefones como a central poderia disseminar boatos? Enquanto a Polícia Federal não revelar o nome da empresa e não apresentar o criminoso que encomendou o serviço, sobreviverá a suspeita de que ela mente para livrar a cara da Caixa Econômica.

Publicado ontem (27/05) na edição impressa de O Globo.

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Este post tem 7 comentários

  1. Que Povinho é este?

    Por Valmir Fonseca
    A pergunta sobre “que País é este” infernizou o cérebro de estudiosos durante décadas.

    Os mais céticos, após acompanhar como a nossa “macunaímica” sociedade leva a sua vidinha, mudaram o seu foco de estudos, e chegaram à brilhante conclusão que esta merda não tem solução. As moscas mudam, mas o povinho é o mesmo.

    Sim, é o mesmo. A sua educação prossegue abaixo do que poderíamos esperar.

    Como quase todo mundo tem um pezinho na negritude, sempre há a esperança de que possa pegar uma boquinha na cota racial. Como a sua convicção sexual depende dos benefícios financeiros, admitir que seja chegado a um membro do mesmo sexo, masculino ou feminino, é uma gratificante decisão. Sem contar que contará com a boa vontade do liberal inzoneiro populacho.

    Continua esperando que os outros quebrem o seu galho, em especial o governo. A turma, descaradamente, prefere ganhar o peixe fritinho do que pescar, limpar e queimar os dedinhos numa frigideira.

    Vimos o tumulto que foi “o vai acabar a bolsa família”. A galera foi ao desespero.

    A irresponsabilidade, ou seja, o direito de não assumir qualquer compromisso é uma das suas virtudes. Ao longo de centenas de anos foi se forjando um amor às coisas terrenas, em especial à dos outros, ao carnaval, ao trio elétrico, à marcha gay, à bolsa de qualquer natureza, que é difícil mudar hábitos tão arraigados.

    Jeitoso por sua própria natureza, nem se preocupa que para cada pessoa que recebe sem trabalhar, outra pessoa deve trabalhar sem receber.
    Em geral, prefere acreditar que é assim, um incompreendido, por descaso dos outros, que culpados, devem pagar.

    Acreditam que nunca deveriam passar dos dezoito anos, idade que os protege contra as garras da justiça. Como exigir de um desabonado pela riqueza fácil que ele tenha amor pelos seus semelhantes?

    A sociedade deveria condoer-se de um menor que desnorteado mata outra pessoa, influenciado pela descompostura de sua sociedade, que não lhe fornece os bens que ele tem direito.

    Se os graúdos se locupletam com maracutaias mirabolantes, “por que não eu”, desafiam os parasitas entre os jogos de futebol?

    É fácil imaginar que devido ao esforço do desgoverno em cortar impostos para a compra de determinados bens (eletrodomésticos, carros…), decretar gratuita a cirurgia para troca de sexo, promover a distribuição de remédios, do kit gay e de uma montoeira de benesses, a reeleição da madame de um só neurônio será mamão com açúcar.

    Como pretender que este desprezível inocente acredite que os pesados impostos não sejam para a construção de um País melhor para todos, e sim para o seu usufruto, e que por mais filha da puta que ele seja, o seu voto vale tanto quanto o meu e de milhões que trabalham e pagam?

    Não importa. Destacamos – nos na criminalidade mundial, no número de acidentes automobilísticos, no consumo de bebidas alcoólicas e das drogas, nos baixos índices escolares, no número de estupros (para alguns uma demonstração da nossa virilidade).

    Como abrir mão da bolsa escola, da bolsa família, da bolsa invasão, da bolsa prostituta, da camisinha, da pílula do dia seguinte, do seguro desemprego, do auxílio reclusão, da fome zero, do vale gás, do vale transporte, do vale refeição e do sorteio da casa própria?

    É proverbial a nossa independência, tanto que breve seremos uma nação ímpar, divididos em comunidades, a dos índios, dos negros (que poderão fracionar a unidade nacional), dos gays, dos viciados, a dos perseguidos, a dos sem-terra e dos sem teto.

    E um belo dia o desgoverno do PT, em apoteótica cerimônia, dividirá os bens nacionalmente, e todos serão iguais perante a quem estiver no trono.

    Neste dia, o sucesso do “tudo pelo social” será conhecido em todo o mundo, que não perguntará que povo é este.

    Bom, ao que tudo indica, nunca saberemos, mas é provável que este povinho seja eternamente o produto mal acabado do eterno do País futuro.

    Valmir Fonseca Azevedo Pereira, Presidente do Ternuma, é General de Brigada Reformado.

  2. POR QUE A PRESIDANTA DILMA NÃO DEMITE A MARIA (FEIA) DO ROSÁRIO?

    Presidente da Caixa reconhece erro no caso do Bolsa Família; Maria do Rosário deveria ser demitida.

    Amarelo oficial – Presidente da Caixa Econômica Federal, Jorge Hereda pediu desculpas, nesta segunda-feira (27), pelas informações equivocadas que provocaram uma celeuma no pagamento dos benefícios do programa Bolsa Família, ferramenta palaciana que mantém um curral eleitoral obediente ao PT. Há dias, boatos sobre o fim do programa levaram milhares de beneficiários às agências da Caixa em pelo menos doze estados.

    Na última segunda-feira (20) passada, o vice-presidente de Habitação da Caixa, José Urbano, informou em entrevista que a antecipação do pagamento só foi realizada no sábado (18), após a divulgação dos boatos, para preservar a integridade física dos beneficiários que fossem em busca do seu benefício.

    Contudo, em nota divulgada no último sábado (25), a direção da Caixa mudou o discurso e informou que os pagamentos foram liberados na sexta-feira (17), um dia antes do início dos boatos sobre o fim do programa.

    Em entrevista, Jorge Hereda disse que a Caixa enfrentou uma situação de crise, o que provocou a divulgação das informações equivocadas.

    “É sabido, tem se falado muito que a Caixa mentiu na hora na hora que ele [José Urbano, vice-presidente de Habitação da Caixa] foi fazer a entrevista. No momento em que estamos vivendo uma crise, o único pensamento que a Caixa tinha era esclarecer as pessoas. Tivemos uma informação equivocada com relação à data que se abriu o sistema e isso gerou uma informação imprecisa da Caixa”, disse Hereda.

    Logo depois do ocorrido, mais precisamente no dia 20 de maio, a ministra da Secretaria de Direitos Humanos, Maria do Rosário, publicou em seu microblog que a onda de boatos era de responsabilidade dos partidos de oposição, que buscavam desestabilizar o País.

    Fosse a presidente Dilma Rousseff uma governante de pulso, fazendo jus à fama que o seu destempero comportamental lhe proporciona, Maria do Rosário já estaria demitida, não sem antes ser obrigada a uma retratação pública, pois o PT continua insistindo no erro de creditar às elites golpistas os erros de um governo literalmente aparelhado.

    UCHO.INFO

  3. Polícia Federal descobre origem do boato sobre o fim do Bolsa Família.

    A Polícia Federal publicou nota na manhã de hoje afirmando ter descoberto a origem dos boatos sobre o fim do Bolsa Família.
    Diferentemente do que se acreditava, a farsa não partiu de nenhuma agremiação que faz oposição ao governo, já que as mesmas, segundo a própria PF, não tem competência nem pra espalhar mentiras.

    Segundo a conclusão apresentada no relatório do inquérito, “ocorreu um grande mal entendido, pois algumas pessoas tiveram acesso a um vídeo da campanha eleitoral de 2002, no qual o ex-presidente Lula critica a política assistencialista dos governos. Algumas pessoas desinformadas pensaram que o vídeo era recente, e acharam que Lula ia mandar acabar com o bolsa família”.

    No vídeo mencionado, o ex-presidente condena a distribuição de cestas básicas e tickets de leite, afirmando que tais medidas são uma verdadeira “compra de votos”.

    Segundo Maria Magalhães Mascarenhas de Macêdo, beneficiária do programa, o boato se espalhou quando “a gente viu o presidente dizendo que no Brasil ninguém votava por ideologia, que o povo pensa com o estômago e não com a cabeça, aí a gente pensou que ele ia ser coerente e ia mandar a Dilma acabar com a Bolsa (Família)”.

    Embora a PF tenha concluído que o vídeo do ex-presidente foi quem causou o mal entendido, Lula não será interrogado, pois segundo sua assessoria comunicou, ele não sabia de nada.

    Abaixo o vídeo que causou a confusão

    http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=trLTB3JTKfY

  4. DEPUTADO DETONA PROJETO DO PT DE IMPORTAR MÉDICOS CUBANOS, PORTUGUESES E AFRICANOS. O QUE É IMPORTANTE O JORNALISMO AMESTRADO ESCAMOTEIA.

    O primeiro sintoma de que um país vive sob o tacão de um regime autoritário é o enfraquecimento do parlamento. Por sua natureza o parlamento é o poder mais aberto, haja vista para o fato de que possui galerias onde é facultado aos cidadãos acompanharem os trabalhos de senadores e deputados, sem contar o fato de que nas comissões das duas Casas do Congresso em diversas oportunidades há participação popular.

    Portanto, dos três poderes da República o parlamento é o mais permeável ao controle da sociedade, ou pelo menos deveria ser. Já o Executivo e o Judiciário são mais restritivos a esse permanente escrutínio por parte dos cidadãos.

    Faço esta observação a partir do vídeo acima que enfoca pronunciamento do deputado Luiz Henrique Mandetta, do DEM do estado do Mato Grosso do Sul. A intervenção do deputado nessa comissão que analisa a decisão do governo federal de importar médicos coloca em pauta uma série de questões que merecem atenção. Com argumentos sólidos esse deputado detona a funesta ideia da importação de médicos tida pela escumalha do PT como uma espécie de panacéia universal para resolver o problema da “doença da saúde brasileira”.

    O destaque que dou ao pronunciamento desse deputado já é um sinal concreto de que o parlamento brasileiro está completamente emasculado por seu escandaloso contubérnio com o Poder Executivo. Explico porquê mais adiante.

    Na verdade, sob o governo do PT e sua base alugada sob os auspícios do PMDB, o Legislativo foi transformado num órgão destinado simplesmente a homologar decisões do Palácio do Planalto, como essa que postula a importação de médicos cubanos, portugueses e africanos.

    COPA DO MUNDO E SAÚDE SUCATEADA
    Enquanto o governo da Dilma e do Lula gasta bilhões para viabilizar a Copa do Mundo, os hospitais brasileiros estão totalmente sucateados. A área saúde é um lixo, uma esculhambação geral. O fato, sem dúvida, terá impacto nas próximas eleições presidenciais. O tema saúde, ao lado da educação e da segurança pública, terão sem qualquer dúvida impacto importante na próxima eleição presidencial. Não é para menos que de uma hora para outra o governo da Dilma e do Lula, provavelmente instruído pelo marketeiro baiano João Santana, o ministro sem pasta, decidiu importar esculápios alienígenas, os quais estarão isentos de prestar exame de avaliação preconizado em lei. O “ministro” João Santana deve ter trazido a idéia da Venezuela, onde foi responsável pelo marketing eleitoral do finado caudilho Hugo Chávez e de Nicolás Maduro, o usurpador.

    E vamos ser objetivos: médicos cubanos, portugueses e africanos não têm, digamos assim, a qualificação de médicos norte-americanos, ingleses, alemães ou israelenses. E mesmo esses, para exercer a medicina no Brasil, teriam de ser submetidos ao teste de avaliação conhecido como Revalida.

    http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=bzpAD0ij_UE

    No vídeo acima nota-se o mal-estar esboçado pela maioria dos deputados ante o pronunciamento do deputado Mandetta. Fica muito claro que essa reunião está destinada, de alguma forma, a aprovar sem retoques, sem análises, sem qualquer objeção a decisão maluca de João Santana, o ventríloquo da Dilma e do Lula. O que interessa ao PT e ao PMDB é a manutenção do poder a qualquer custo e a qualquer preço. Pouco importa se brasileiros já estão condenados à morte nas filas dos hospitais implorando por uma cirurgia ou exame que lhes salvem a vida ou mitiguem seu sofrimento.

    Sem tirar os méritos do deputado Mandetta, o certo é que seu pronunciamento, que deveria ser comum num parlamento verdadeiro, torna-se uma exceção! fato que desnuda o Congresso Nacional comprovando a sua desnaturação.

    A CUBANIZAÇÃO DO BRASIL
    E essa desnaturação do Congresso que o reduz apenas a um grande balcão de negócios tem, é certo, o objetivo pecuniário da horda que busca apenas se locupletar. Enquanto, por parte do PT, a intenção vai além disso. Para os objetivos do Foro de São Paulo, a organização esquerdista fundada por Lula e Fidel Castro, para comunizar todo o continente latino-americano, o parlamento terá de ser um órgão apenas homologador do que decide o partido do poder, ou seja, o partido comunista que pode ser cognominado de PT, PSVU, ou seja lá o que for. Conseguida a domesticação do parlamento e do judiciário consolida-se a ditadura. Em Cuba a ditadura comunista de Fidel Castro já tem mais de meio século…

    Neste caso tem de amesquinhar o parlamento. Tem de chamar o Sarney, o Renan Calheiros e congêneres para dirigir as duas casas do Congresso. Quanto mais corrupção ocorra na Câmara e no Senado tanto melhor para os planos do PT que prossegue na sua campanha difamatória daquilo que consideram “democracia burguesa”, ou seja a democracia representativa.

    JORNALISTAS PAUTADOS POR JOÃO SANTANA
    Não é à toa que a todo o momento se ouve alguém exclamar: “tem de fechar essa pocilga que só dá despesa e não adianta nada.” Normalmente essa admoestação parte daqueles que se informam pela grande mídia, principalmente a televisão e os grandes jornais. É que os jornalistas brasileiros, em sua esmagadora maioria um bando de vagabundos mentirosos e venais, são todos áulicos e serviçais do PT. E tudo o que é veiculado pela grande mídia é produzido por esses jornalistas. Se verificarem bem o grosso do noticiário notarão que não há – com as exceções de sempre – matérias que metam o dedo na ferida. As denúncias, quando ocorrem, envolvem o parlamento ou então o Poder Judiciário, especialmente o Supremo Tribunal Federal (STF).

    Tanto é que a maior parte dos escândalos perpetrados pelo governo do PT ao longo da última década que vieram a público foram revelados pela revista Veja, o único grande veículo de comunicação no Brasil que não está de joelhos e nem tem a sua redação sob o domínio dos esbirros do PT.

    O vídeo que é destaque deste post chegou ao meu conhecimento por um desses emails que recebo de leitores. Do ponto de vista jornalístico o pronunciamento do deputado Mandetta mereceria a atenção da grande imprensa. Todavia, os jornalistas que cobrem o Congresso estão mais preocupados em defender a importação de médicos cubanos e enaltecer a medicina cubana, uma das mais atrasadas do mundo, já que são pautados diariamente pelo marketeiro bolivariano João Santana.

    Agora mesmo a Dilma foi à África, participar de um convescote de ditadores num continente onde não existe um só regime democrático e todos os países são governados por tiranetes cruéis e assassinos. Tal fato jamais será objetivo da crítica da grande imprensa e seus jornalistas amestrados, como também o discurso do deputado Mandetta foi devidamente escamoteado ou minimizado.

    http://aluizioamorim.blogspot.com.br/2013/05/deputado-detona-projeto-do-pt-de.html

  5. Vocês têm de ver isto e espalhar país afora para o debate: são 30 segundos que resumem o Brasil. A sociedade tem de fazer isso porque as oposições têm medo de falar com quem paga a conta!
    Por Reinaldo Azevedo – Veja

    Quero que vocês vejam este vídeo, bem curtinho. Esta senhora que fala aí é uma assistida do Bolsa Família lá de Fortaleza. São só 30 segundos. Mas eles resumem o Brasil que aí está e também apontam para um futuro — não muito promissor. Assistam. Volto em seguida.

    http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=6LZtz_TjM9c

    Voltei

    Escrevi ontem à noite um post sobre a irresponsabilidade dupla da Caixa Econômica Federal — que alterou o sistema de pagamento do Bolsa Família sem avisar ninguém e depois negou que o tivesse feito, sendo desmentida por reportagem da Folha — e das autoridades do governo federal, que saíram a acusar ou as oposições, caso de Maria do Rosário (a ministra dos Direitos Humanos, de inumana compreensão), ou um complô conspiracionista, sugerindo que, no fundo, seriam mesmo as oposições: José Eduardo Cardozo, ministro da Justiça e aspirante a disputar o governo de São Paulo pelo PT, e Dilma Rousseff. A governanta classificou a boataria sobre o Bolsa Família de “desumana e criminosa”. Tudo não passou de uma trapalhada da Caixa Econômica Federal, pela qual se desculpou Jorge Hereda, presidente da instituição. Só desculpas?

    Pois é… O que antes era “desumano e criminoso” não merecerá da soberana, pelo visto, nem mesmo um puxão de orelha. Cardozo continua em busca de um bode expiatório. Quem sabe apareça alguém para confessar, não é?, e se descubra, então, que ele é vizinho da tia da cabeleireira que vem a ser prima da cunhada da faxineira do secretário-geral do PSDB de Arapiraca… É ridículo! Mais do que o boato do fim do Bolsa Família, o que se espalhou como rastilho de pólvora foi a informação de que havia uma graninha a mais na CEF, um bônus. As pessoas que lá iam constatavam: havia mesmo! Aí, meus caros, foi o que se viu… Como pergunta Silvio Santos — numa indagação que, suponho, toca universalmente o coração e o intelecto: “Quem quer dinheirooo?”. No post em questão, destaquei também o ar robusto, primaveril mesmo em alguns casos, dos assistidos do Bolsa Família. O valor médio do benefício pago a cada família está aí na casa dos R$ 150. Muita gente recebe menos, mas há quem receba mais: nunca menos de R$ 32, nunca mais de R$ 306 — é o que informa o governo. Muito bem. Agora volto à assistida do vídeo que está lá no alto. A entrevista foi concedida ao Jornal Nacional de sábado. Reproduzo a sua fala, uma das maiores contribuições jamais prestadas à compreensão sociológica destes dias.

    “Eu fui na lotérica, como vou de costume, fazer um depósito na poupança do meu esposo. Fui depositar o dinheiro. Como eu já estava lá, eu tinha de ir fazer isso, eu aproveitei, levei o cartão e tirei o meu Bolsa Família. Quando eu tirei, saiu (sic) os dois meses”.

    Entendi. Ela foi depositar, como faz habitualmente, um dinheiro na poupança do marido, certo? Já que estava lá, levou o cartão do Bolsa Família e pimba! Saíram os dois meses de uma vez só. Ai, ai, ai… Longe de mim querer cassar o benefício da distintíssima senhora Diane dos Santos — e espero que ninguém pegue no pé dela. Mas me parece que alguém que tem dinheiro para fazer poupança não precisa do… Bolsa Família, certo? Reitero: acusarei aqui perseguição caso queiram lhe cortar o benefício — porque, é fato, como ela, há uma legião, há milhões hoje em dia. O problema não é ela, mas o programa. Eu até confesso uma certa simpatia por Diane, uma brasileira brejeira, com o cabelo arrumado, brincos, pele boa… Ela desmoraliza os delírios dos bem-pensantes sobre o atavismo da fome no Brasil, que faz o coitadismo que embala as ideias de reparação social da esquerda universitária. Ela não! É, reitero, distinta! Ela nem fala “marido” — deve achar meio grosseiro. Prefere, como Daniela Mercury, mas mudando o gênero, a palavra “esposo”.

    “Então Reinaldo Azevedo sustenta que não existem mais a fome, a miséria…” Aquela fome africana, que Lula dizia existir em 2002, que ele curaria com dois pratos de comida, não existe mais no Brasil há décadas, embora haja, é evidente, nichos de famélicos em algumas áreas do sertão e até nas periferias extremamente pobres das grandes cidades. Isso persiste. Da mesma sorte, há, sim, pessoas com renda abaixo de R$ 70 em áreas restritas do Brasil profundo. Mas os pobres — eu sei do que falo — somos duros de morrer, fiquem certos, sobretudo de fome. Sempre se arranja um bico pra fazer, um serviço extra, alguma coisa que garanta o sustento dos filhos. No mais das vezes, essa renda per capita entre R$ 70 e R$ 140 é uma fantasia estatística. Ou será que a distinta dona Diane está “depositando na poupança do marido” o dinheiro do Bolsa Família? Ela nem havia sacado ainda o de abril — e já era dia 17! Certamente, o depósito que fora fazer era uma sobra, não?, depois de satisfeitas as necessidades básicas. Sobra de que renda? Não era do Bolsa Família!

    Sim, é possível que haja alguns milhões de brasileiros que precisam efetivamente de um Bolsa Família, mas serão mesmo 40 milhões, 45 milhões talvez, divididos em mais de 13 milhões de família? Não é só dona Diane dos Santos que prova que não. Vocês certamente se lembram desta senhora, que, diz, “só ganha R$ 134 há oito anos”, o que, segundo ela, não dá nem comprar uma calça para a filha, “uma jovem de 16 anos”, porque, afinal, uma calça para essa faixa etária custaria R$ 300…

    http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=4wgD0sGHq_A

    De fato, ela não tem a menor dúvida de que comprar uma calça para a sua filha é, sim, um problema do governo brasileiro, não dela própria, do marido ou de sua família. “Ah, o Bolsa Família vai custar em 2013 apenas R$ 24,9 bilhões. Perto do que o governo gasta com o Bolsa BNDES ou com o Bolsa Juros… Reinaldo não quer dar grana para os pobres.” Nem para os ricos!!! Eu não acho que governos tenham de dar dinheiro para ninguém. No caso dos pobres, tem é de criar programas sociais que os estimulem a buscar uma saída. E a injeção de recursos na conta do vivente só deve ser feita mesmo em último caso. E já está mais do que claro que o Bolsa Família, para muita gente, virou uma doação… O Nobel da Paz Muhammad Yunus está no Brasil (ver post na home). Ele criou o programa de microcrédito em Bangladesh que deu origem a um banco. Ele critica no Bolsa Família justamente seu caráter assistencialista.
    O “andar de cima”, como quer Elio Gaspari, com essa categoria sociológica haurida da construção civil, consome bem mais do que os R$ 25 bilhões do Bolsa Família em subsídios, trapaças, aditamento de contratos etc.? Certamente! Não deixa de ser uma forma de “bolsismo”, não é?, e das mais perversas. Os dois extremos — os ricos cuidadosamente selecionados para as prebendas e os pobres que recebem todo mês um dinheirinho — se tornaram pilares de um modo de fazer política. Uns são gratos ao governo de turno com doações eleitorais e outras que não aparecem nos registros do TSE; os outros expressam a sua gratidão com votos.

    O Bolsa Família se tornou, assim, uma formidável máquina eleitoreira, e os que mais se entusiasmam com o governo nem são, suponho, os que realmente precisam, mas os que, não precisando, temem uma mudança de guarda e a perda de uma benefício de que, no fundo, sabem ser descabido. Assim, é melhor deixar tudo como está.

    Oposição
    Compreendo que a oposição venha a público disputar a paternidade dos programas sociais porque, com efeito, o Bolsa Família nada mais é do que a reunião dos programas que existiam no governo FHC numa única rubrica. Já demonstrei faz alguns anos que isso é verdade. Faço-o de novo transcrevendo, em vermelho, trecho da Medida Provisória nº 132, que “criou” o Bolsa Família, no dia 20 de outubro de 2003. Essa MP foi depois convertida naLei 10.836, de 9 de janeiro de 2004. O conteúdo era o mesmo. Prestem atenção:

    (…) programa de que trata o caput tem por finalidade a unificação dos procedimentos de gestão e execução das ações de transferência de renda do Governo Federal, especialmente as do Programa Nacional de Renda Mínima vinculado à Educação – “Bolsa Escola”, instituído pela Lei n.° 10.219, de 11 de abril de 2001, do Programa Nacional de Acesso à Alimentação – PNAA, criado pela Lei n.° 10.689, de 13 de junho de 2003, do Programa Nacional de Renda Mínima vinculado à Saúde – “Bolsa Alimentação”, instituído pela medida provisória n.° 2.206-1, de 6 de setembro de 2001, do Programa Auxílio-Gás, instituído pelo Decreto n.° 4.102, de 24 de janeiro de 2002, e do Cadastramento Único do Governo Federal, instituído pelo Decreto n.° 3.877, de 24 de julho de 2001.

    Retomo
    Assim, é claro que os programas foram originalmente criados pelo governo FHC. A questão é saber se dá para disputar essa paternidade hoje. Parece-me que não! E a máquina de propaganda montada com o Bolsa Família tem, sim, um efeito eleitoral evidente, como ficou claro em 2006 e 2010. Menos do que fazer tal disputa, as oposições teriam de ter a coragem de perguntar quem paga a conta. É claro que os petistas partiriam pra cima, acusando-a de querer acabar com o programa. Ocorre que o eleitorado cativo, meus caros, cativo já está. Não será desse mato que vão sair tucanos. Não saem mesmo! Os que se apõem ao petismo, reitero, têm de aprender a falar com quem paga a conta — muito especialmente os trabalhadores.
    Que país existe na outra ponta dessa forma de assistencialismo? Não tem outra ponta nenhuma! A outra ponta é esta que está aí. Está bom assim? É o que o modelo permite. As virtudes já se esgotaram. Com Bolsa BNDES e Bolsa Família, a gente vai ficando assim. Teremos um dia uma oposição capaz de politizar o que tem de ser politizado, fugindo do demônio do consenso, que é, numa democracia, o que é a censura na ditadura? Não sei. Se e enquanto não o fizer, pode ir brincar de outra coisa. Chegou a hora de conversar com quem, não tendo o Bolsa Família, não tem também uma sobra para depositar na poupança do “esposo”.

    http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/voces-tem-de-ver-isto-e-espalhar-pais-afora-para-o-debate-sao-30-segundos-que-resumem-o-brasil-a-sociedade-tem-de-fazer-isso-porque-as-oposicoes-tem-medo-de-falar-com-quem-paga-a-conta/

  6. Mesmo sem te conhecer caro colega Leniéverson Azeredo tenho certeza que você sabe da minha estima e admiração por você,
    mas os seus comentários em relação ao casal, meu Deus, até parece que não existia nada de ruim antes dos dois, parece que foi Garotinho e Rosinha Garotinho que descobriram o Brasil em relação a maldade, coisas erradas, tudo são os dois, mas nada de bom, eles erram sim como qualquer ser humano, mas, por favor, menos, bem menos.

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