Adriano Moura — Religiosos e artistas, cada qual no seu quadrado

Adriano Moura, professor, poeta e dramaturgo
Adriano Moura, professor, poeta e dramaturgo

Ainda sobre a polêmica da denúncia de censura à peça “Bonitinha, mas ordinária”, de Nelson Rodrigues, por conta de alegados motivos de ordem pessoal e religiosa da prefeita Rosinha (conheça o caso aqui e aqui), denunciado em mídia nacional aqui e aqui pelos integrantes do grupo teatral carioca “Oito de Paus”, que encenaria a peça no Trianon em 10 de agosto, o professor, poeta e dramaturgo Adriano Moura voltou à carga aqui, na democracia irrefreável das redes sociais. A ele, o blog pede a licença devida para reproduzir abaixo seu novo texto sobre o caso…

Não tenho nada contra religiosos, mas deveria ser assim: eles em suas igrejas e praças e festas; lendo seus textos, fazendo suas orações e praticando suas obras sem serem incomodados. Os que, como eu, não têm religião também: em suas praças, igrejas (teatros, cinemas, casas de cultura, bares, etc.) e festas produzindo suas obras também sem serem incomodados. Nunca vi artista querendo impor regras a religiosos. Por que “caralho d’água” religiosos tentam impor regras aos artistas. Eles deviam saber que “Deus só descansou no sétimo dia, depois de fazer poesia”, e que a terra está longe de ser um poema sacro ou gospel. Ah! O palavrão é licença poética de internauta. Isso aqui não é uma sala de aula, mas uma Babel.

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