Opiniões

Artur Gomes propõe encenar “O pagador de promessas” nos jardins do Trianon

Em protesto contra os rumos da política cultural da cidade, desde a denúncia da censura à peça “Bonitinha, mas Ordinária”, de Nelson Rodrigues (relembre o caso aqui e aqui, que ganhou mídia nacional aqui e aqui), até desembocar na Conferência Municipal de Cultura no sábado, que elegeu Orávio de Campos Soares, Rossini Reis e Josimarson Ramos da Silva como delegados para representar o município na Conferência Estadual de Cultura, prevista para setembro, o poeta e ator Artur Gomes está propondo encenar nos jardins do Trianon a peça “O pagador de promessas”, de Dias Gomes. Aqui, na grupo de discussão “Nelson Censurado”, criado na democracia irrefreável das redes sociais, e na transcrição abaixo, segue a proposta do poeta…

O Pagador de Promessas contra o evangelismo oficial e os crimes cometidos contra Cultura em Campos ex-dos Goytacazes

Uma boa resposta aos crimes culturais cometidos em Campos ex-dos Goytacazes, seria a encenação nos jardim do Trianon, da peça O Pagador de Promessas, de Dias Gomes, com Zé do Burro, sua esposa adúltera Rosa, varais de cordel, candomblé e muita macumba para as danças de Ogum e Iansã.

Vocês acham mesmo que reunião com Patricia Cordeiro vai resolver alguma coisa a favor da cultura em Campos ex-dos Goytacazes? Vamos à luta, ou então tudo ficará com está. Pedras não rolam sozinhas.

A cidade precisa de ações concretas, não de reuniões. A hora que botarmos o bloco da rua as coisas mudam. Mudanças só acontecem dessa forma, na marra. Sempre foi assim e sempre será.

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Este post tem 7 comentários

  1. Artur estou contigo e não abro.Conte comigo.

  2. Se precisar ,como atriz também.(rs)Faço qq negócio.

  3. A ideia é válida. Carregamos uma cruz muito pesada nesta cidade pelo simples fato de fazermos parte de algum seguimento da cultura, somos todos “Zéis” do burro, a diferença é que o zé de Dias Gomes carrega a cruz por graça recebida, nós carregamos por castigo, para compensar nosso sofrimento, sugiro que a cruz(bem pesada) da peça saia de frente da igreja de santo amaro e carregada por secretário de cultura, superintendentes e seus puxa-sacos.

  4. Vou ser bem prático e objetivo.

    Quantos que não tem qualquer tipo de “boca” ou “ajuda” na prefeitura apoiarão esta idéia? Se mexerão em prol da cultura querendo realmente que alguma coisa mude?

    Se os burros mansos não se mexem nem pela saúde e pela educação, será que pela cultura?!

    Já passou da hora de utilizarem do mesmo modus operandis da digníssima incompetente administrativa, a população deveria acampar dentro da prefeitura e só sair de lá quando algo de concreto fosse feito. Mas todos sabem o que aconteceria, uma tropa de vândalos pagos com o dinheiro público iria para lá para arrumar confusão para chamarem a polícia e meter todo mundo em cana….logo, na próxima vez, votem em qualquer um que não tenha se metido em política nos últimos 25 anos.

  5. Fiz o Zé-do-Burro por dois anos na década de 1970, tendo sido elogiado por Moacir Deriquém, o queridinho da Globo, com propostas de testes (que nunca se concretizaram, por minha causa).
    Todas as vezes que citam o título dessa peça, ocorre algo em mim:
    lembro-me das palavras do personagem, inocente, puro de alma, convicções…

    Rosa – Preciso voltar ao hotel. Esqueci lá o meu lenço.
    Zé – Rosa, deixe esse lenço pra lá. Eu compro outro pra você…
    Rosa – É daquele que eu gosto.

    Tomara que vocês montem a peça.
    Sobre o momento atual (que atrelam ao fato censura), acho interessante o movimento, pois, a cultura da Planície passa por momentos difíceis.

  6. Se precisar de um “queixo duro” para essa montagem, gostaria de fazer o papel do Galego, dono do boteco. Assim, eu encho a cara de “parati”, fico bêbado e não tomo conhecimento de notícias como essa de fralde no conselho de cultura. Um absurdo, uma situação abominável. Confesso que não me surpreende, já vi esse filme antes. Alguém precisa ter coragem e acabar com essas sacanagens.

  7. Patrícia é uma fraca e sem credibilidade. Disse que calaria a boca do jornal com uns trocados. Coitada, deve ter aprendido e já, já, pára de se meter com o que não tem competência, nem preparo para fazer: a cultura de Campos.
    Dito e feito, ela não tem poder algum e ninguém dá crédito às baboseiras dela
    O que Patrícia produz é material para reciclagem.
    Ela fala consosco que que a FOLHA não é nada como mídia, mas como então conseguiu desvendar o caso PATRÍCIA CORDEIRO?
    Ela acredita que é poderosa quem pode e tem força.
    Fraca, só consegue fofocar.

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