Presidente da FCJOL continua sem esclarecer contratações da banda do marido

Conheço o Fabiano Venancio desde os anos 80, quando ele já era repórter da Folha e eu, ainda um garoto. Posteriormente, nosso contato se estreitou, comigo já atuando na redação do jornal e ele, durante alguns anos, na gerência da rádio Continental. Nessa convivência, desenvolvi apreço pelo homem e respeito pelo jornalista. Não por outros motivos, tomo a liberdade de externar meu estranhamento ao fato da entrevista feita por ele e publicada aqui, em seu site Campos 24 Horas, com a presidente da Fundação Cultural Jornalista Oswaldo Lima (FCJOL), Patricia Cordeiro, em meio às 10 perguntas feitas e respondidas, não ter reservado nenhum espaço à indagação sobre as denúncias das contratações, bancadas com dinheiro público municipal, da banda A Massa, cujo percursionista Lucas “Cebola” é marido de Patricia.

Já que a pergunta permanece tabu na política cultural de Campos, sem ser feita e sobretudo respondida, inevitável o espaço escancarado a outra indagação lógica: como o entrevistador frisou que a entrevistada estava tão munida de documentos para fundamentar suas versões, será que ela esqueceu de levar aqueles relativos às contratações da banda do marido, que já foram inclusive alvo de denúncia no Ministério Público Estadual?

Também blogueiro, o advogado e competente fuçador das publicações do Diário Oficial Cláudio Andrade também fez outros questionamentos acerca da entrevista, que podem ser conferidos aqui. Especificamente sobre a banda A Massa e o mistério insolúvel das suas contratações pela Prefeitura de Campos, o professor, poeta e ator Artur Gomes deixou aqui suas observações sempre irreverentes, na democracia irrefreável das redes sociais.

Em respeito ao contraditório (mesmo quando se escolhe o que se pretende contradizer) e na defesa da reforma administrativa da prefeita Rosinha (PR), que concentrou toda a administração da cultura pública do município sob a presidência da FCJOL, movimento abertamente criticado em entrevista não apenas pelo Artur (aqui), como também pelos professores Adriano Moura (aqui), Deneval de Azevedo Filho (aqui), Arthur Soffiati (aqui) e Cristina Lima (aqui), além de mais recentemente pelo diretor de teatro José Sisneiro (aqui), o blog pede a licença devida para republicar abaixo a íntegra da entrevista dada por Patricia ao Fabiano…

Presidente dispara: “Todas as vertentes da cultura estão sendo contempladas”

Por Fabiano Venâncio, em 25-08-2013

Ela chegou para a entrevista munida de vários documentos e, em algumas perguntas, manuseava um ou outro, mostrando que tinha convicção do que falava. A presidente da Fundação Cultural Jornalista Oswaldo Lima, Patrícia Cordeiro, critica algumas pessoas envolvidas em mídia que não sabem, sequer, ler e interpretar o que está publicado no Diário Oficial do Município, principalmente, quando se trata de licitação na modalidade registro de preço, o que, por vezes, causou comentários em rede social, mas “só por quem lê e não entende o que está escrito e interpreta do seu jeito”, afirma Cordeiro. Quanto a fusão dos órgãos municipais de cultura, ela classifica como boa e no meio da conversa explica porquê. No momento se dedica, entre outros, as Semanas Vinícius de Moraes e Nelson Rodrigues, respectivamente, em setembro e novembro.

Patricia Cordeiro (foto: Campos 24 Horas)
Patricia Cordeiro (foto: Campos 24 Horas)

Campos 24 Horas – Vamos começar pelos shows na cidade, a maioria considerado caro. O que você pode falar sobre isso?

Patrícia Cordeiro – Olha, quase sempre a Fundação faz bons negócios e pelo que constatamos através da mídia, os valores pagos aos artistas aqui, são bem menores do que os pagos na região. Para isso, a gente busca a logística do artista, como por exemplo, o momento que ele está em turnê na região Sudeste e, especialmente, nas cidades próximas. Isso e outros detalhes acabam barateando os custos.

C24H – E por falar em shows, lembro do Cepop, que continua sendo visto pelas pessoas como elefante branco…

Patrícia – É preciso lembrar inicialmente, que vários eventos de grande porte já são realizados no Cepop, como Bienal do Livro, Carnaval, Desfile de 7 de Setembro e outros, não precisando mais usar a estrutura qwue usávamos, Mas o Cepop tem estrutura complexa no seu funcionamento e não se pode chegar, ligar uma tomada e tudo funcionar como a gente quer.Ele demanda de som projetado para o espaço, alimentação de energia suficiente e por aí vai. E cada evento que a gente faz ali, consolida o espaço e sua funcionalidade. Não são todos eventos culturais que são concebidos para um espaço como o do Cepop, assim como acontece também no sambódromo, no Centro de Convenções de Manaus e outros.

C24H – Além desses eventos que você citou, o que mais, então, pode dá para fazer no Cepop?

Patrícia – É o que eu estou te explicando, é um local de grande porte, para eventos também de grande porte. Não fica bem para uma pequena produção, proporcionalmente falando.Vou adiantar um evento que está sendo estudado para ser desenvolvido no local: gravação de um DVD. E tem, ainda, a formatura de alunos de uma faculdade da cidade, onde iremos alugar o espaço, agora no final do ano. Também os eventos institucionais, estão migrando para o Cepop, como a Agricultura Familiar e alguns na área de esporte.

C24H – Você tem sido muito criticada ultimamente, podemos dizer até que é a bola da vez. Como recebe essas críticas?

Patrícia – Tem coisas que quando eu leio vejo que a pessoa está totalmente desinformada. Tem gente que lê, por exemplo, o Diário Oficial, não interpreta o que está escrito e, mesmo assim, omite opinião. E, aí, claro, de forma equivocada. Vou dar um exemplo: Publicação de licitação na modalidade de registro de preço, que é interpretado como se fosse para um único evento e que não é. E quem entende desse mecanismo, sabe como funciona.

C24H – Neste contexto está a discutida história de um palco?

Patrícia – Sim. Mas a prefeitura de Campos tem palco próprio, mas não tem um que atenda toda a demanda. Dai a necessidade de licitação de registro de preço para palco e acessórios de palco, que são muitos. Entende?

C24H – Vamos falar da fusão dos órgãos municipais, que fortalece por demais a Fundação Cultural Jornalista Oswaldo Lima…

Patrícia – Hoje, com a fusão, a gente trabalha mais em consonância com as outras secretarias do que antes, inclusive, nos aproximou mais da Secretaria Municipal de Educação, Cultura e Esporte. E por isso há um alcance maior das ações, porque todos pensam juntos, decidem juntos e o resultado é levado a todos. E os setores da cultura são completos, cada um tem excelência na sua área, o nível de diálogo é bom e elevado, ou sejam todos trabalhando em cima dos projetos da Prefeita Rosinha, que é audacioso.

C24H – Polêmicas à parte, como você vê a cultura em Campos?

Patrícia – Todas as vertentes têm sido alcançadas pelos projetos desenvolvidos e, para começar, posso citar o Festival de Bandas de Garagem, que neste último teve registro de mais de 70 bandas inscritas com os vencedores se apresentando no projeto Aumenta que Isso é Rock in Roll; as Casas de Cultura com cursos de artes e ofícios; o Festival Literário, as Oficinas Literárias; o Curso Livre de Teatro; o Projeto Farol de Todas as Estações já com preparação para o da primavera em parceria com as secretarias de Desenvolvimento Econômico e de Trabalho e Renda, com festival de petiscos e com choro e jazz; os Cafés Literários Antônio Roberto Fernandes, uma pessoa que eu sempre admirei e respeito muito; as aulas de balé e capoeira; os festivais que fazem parte do calendário de festas da cidade e muito mais.

C24H – É verdade que você se reuniu com os artistas, mas que a reunião foi solicitada por eles?

Patrícia – É verdade. E foi muito proveitosa, vários equívocos foram esclarecidos e eles levaram solicitações que nos foram muito bem vindas, como a otimização da agenda do Teatro de Bolso, que vai agora passar por reforma e adequação para acessibilidade, modernização dos equipamentos e por aí vai.

C24H – Teve discussão sobre o sonhado Fundo Municipal de Cultura?

Patrícia – Há tempos que o governo municipal estuda essa questão. Agora temos a consolidação do Fundo que, por determinação da`Prefeita Rosinha, terá recurso destinado, oriundo do orçamento da Fundação Cultural Jornalista Oswaldo Lima. Isso vai proporcionar abertura de editais. Um verdadeiro avanço no município.

C24H – Antes de começar a entrevista, você já disse que queria muito falar sobre três consolidações. Quais são?

Patrícia – Claro, não posso deixar de falar na consolidação da nossa Orquestra de Música e no nosso Corpo de Baile, além do nosso Museu Histórico de Campos, importante que tudo isso é de nós campistas, envolvidos com talentos da nossa terra. Inclusive a orquestra vai para Portugal, para uma série de concertos e, quanto a dança, dia 26 Campos vai abrigar um Congresso, que este ano é internacional. Quanto ao museu, totalmente reformado e restaurado, além de guardar os ciclos sociais, culturais e econômicos do município, tem também espaço para exposições temporárias. O mesmo museu que em pouco mais de um ano concorreu a prêmio nacional, o Rodrigo Melo Franco, sendo escolhido no estado do Rio, na categoria governamental, ficando em terceiro lugar. Ele hoje é realidade, já tendo sido visitado por mais de 30 mil pessoas.

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Este post tem 13 comentários

  1. PERGUNTAS PREVIAMENTE ACERTADAS ENTRE AS PARTES, TODAS ELAS AÇUCARADAS FORMAM UM PRATO QUE (trecho excluído pela moderação) GOSTA DEMAIS: (trecho excluído pela moderação)

  2. artur gomes

    como a própria Patricia Cordeiro, declara, a Fundação faz bons negócios, e claro que os negócios com A Massa podre, para ela e para o governo rosinha são bons, mas para a cultura da cidade de Campos ex-dos Goytacazes, Não.

  3. Lucas

    Essa fundação eh maior (trecho excluído pela moderação), com que diz respeito a contrataçao de show de artistas locais. É UM ABSURDO E NINGUEM FAZ NADA! Existe muita banda bacana na cidade, estão sempre na mídia, tocam em boates, bares e as mesmas NUNCA são contratadas para realizaçao de show pela PMCG! Isso porque existem bandas fantasmas e aquelas “queridinhas” que SEMPRE tocam e (trecho excluído pela moderação) nosso dinheiro!O marido dessa Patricia, alem da Banda Massa, toca com outros artistas tambem e esses artistas COINCIDENTEMENTE são os que tocam SEMPRE pela PMCG! (trecho excluído pela moderação)!!! Quem paga o pato são as bandas sérias da cidade!

  4. Ricardo

    Quando na época, li nos jornais da cidade os nomes das pessoas da cultura de Campos que estaria compondo a equipe da prefeita Rosinha, imaginei logo que problemas pontuais criticados pelo grupo, estaria prestes a serem resolvidos, me enganei, entraram com o “topete” tão alto que a prefeita tratou logo de aparar, hoje, com pés e mãos atados, assistem uma pessoa de fora, comandar ou desmandar, a cultura de nossa cidade. É lamentável que pessoas que tínhamos total apreço e admiração tenham se tornado figuras inexpressíveis no processo cultural de nossa cidade.

  5. claudia crespo

    GOSTARIA DE ESCLARECER UM FATO AQUI, EU TRABALHO NA SECRETÁRIA, OQUE ACONTECE LÁ É O SEGUINTE, QUEM COMANDA A PARTE DE CONTRATAÇÕES DE BANDAS LOCAIS, PARA OS EVENTOS DA PREFEITURA E PARA AS INAUGURAÇÕES É O PROPRIO LUCAS CEBOLA, MARIDO DA PATRICIA, E EMPRESÁRIO DA BANDA A MASSA. VAMOS ESCLARECER AQUI POIS ELE SÓ VIVE DENTRO DA SECRETÁRIA, POIS O MESMO TEM UM ESCRITÓRIO DENTRO DA SECRETÁRIA, PARA ALGUMA BANDA TOCAR EM ALGUM EVENTO DA PREFEITURA TEM QUE PEDIR PARA ELE, COISA MUITO DIFICIL, POIS O PROBLEMA TODO QUE EXISTE UM DELES É QUE NA VERDADE EXISTE UMAS 5 BANDAS COM OS NOMES DIFERENTES ENTRE ELAS A MASSA, MAS NA VERDADE SO MUDA DE NOME TODAS AS 5 BANDAS TEM O MESMO DONO E O MESMO INTREGANTES, POIS É SO UM FAIXADA PARA NÃO FICAR SO VISADO A BANDA A MASSA QUE É DO LUCAS CEBOLA E DA PATRICIA QUE É SECRETÁRIA, EU ACHO QUE SE A NOSSA QUERIDA É HONESTA PREFEITA FOR REALMENTE DIREITA TEM QUE TIRAR URGENTE PATRICIA DO CARGO, SHOWS TUDO SUPERFATURADO, ESQUEMA DE LICITAÇÃO MUITO GRANDE, POIS ELA TEM ACORDO COM O ESQUEMA DA BANDAS QUE QUEM COMANDA E SEU MARIDO, ISSO É UM ABSURDO ESTA DENUNCIA QUE FAÇO É REALIDADE, EU TENHO GRAVAÇÕES AQUI E JA ENCAMINHEI AO MINISTÉRIO PUBLICO MAIS DE CINCO FILMAGENS DE INAUGURÇOES DA PREFEITURA E A BANDA QUE TOCA É A MESMA TODAS DO LUCAS CEBOLA, MAS ANEXIE JUNTO AS CONTRATAÇÕES TODAS CADA UMA ELA COM NOME DIFERENTE.. ACORDA PREFEITA, NÃO DEIXA ESSA PATRICIA, LUCAS CEBOLA E LINDA MARA ACABAR COM VOCE, SE É TÃO HONESTA VOCE E GAROTINHO DE UM BASTA NISSO ACORDAAAAAAAAAAAAAAAAA

  6. Marcos Paulo

    Ué??? Como sempre não se fala da “banda a massa”… O que tem a esconder??? rs eeee Campos

  7. Marcos

    Patricia Adeus!!!!
    Sua chance já passou.
    Passa o bastão.

  8. Neinha Freitas

    Blá blá blá blá…

  9. rogerio

    Só não entendo uma coisa. ..A Banda Massa é tão boa já q toca tanto p PMCG pq ela não toca nas casas d SHOWS na nossa cidade? Apaloosa, BigField, Arena Mix, Espaço Rural, Folha Seca, Excess,Sítio Arara Azul. ..Essas são algumas q veio na minha cabeça agora. ..O MP passou da hora d investigar isso, pergunte aos proprietários sim eles teriam coragem d contratar a Banda A Massa pelo valor pago pela Patrícia q é d 7000 reais…Rosinha a cidade sabe da sua amizade com Patrícia Cordeiro e LindaMara mas Oq tá acontecendo na FCJOL é um absurdo!

  10. Cicrano

    (Trecho excluído pela moderação). Então, dona Patrícia, vai explicar as contratações ou não vai? Retrato de Campos dos Goytacazes, “Minha cidade, que horror”!

  11. Silvio Fontoura

    Peraí, o marido dela é de uma banda e por ela ser presidente da FCJOL ele não poderia tocar no município? É isso? Ele só poderia tocar em Macaé, São Francisco, Itaperuna, etc. É isso? Qual é o mistério insolúvel?

  12. nelson alburqueque

    ISSO DE LUCAS CEBOLA E SUA ESPOSA PATRICIA QUE É SECRETARIA TODOS JA SABEM, A PROPRIA PREFEITA SABE DISSO, QUEM COMANDA CONTRATAÇÃO DE BANDA LOCAIS E SEU LUCAS CEBOLA, OUTRA COISA A PREFEITURA PAGA UM DINHEIRÃO A ELE PARA A SENHORA PREFEITA IR GRAVAR NO ESTUDIO DELE, ELE TAMBEM TEM ESTUDIO, A POPULAÇÃO PRECISA ACORDA ISSO É UM ABSURDO NA NOSSA CARA COM O NOSSO DINHEIRO, VAMOS FAZER UM MOVIMENTO JÁ, VAMOS ACORDA GENTE… FORA PATRICIA CORDEIRO E SEUS (trecho excluído pela moderação) QUE SÃO ELES SEU MARIDO LUCAS CEBOLA E O ESQUEMA DE CONTRATAÇÃO DE BANDA A MASSA E MAIS 5 BANDAS QUE NÃO EXISTE NA VERDADE SÃO TODAS A MASSA SO TROCA O NOME…..POIS QUEM SEGURA ELA E A QUERIDA LINDA MARA.. NÃO SEI PORQUE TANTO AMOR, MUITA COISA ERRADA LA, E A LINDA MARA SEGURA ELA, QUE AMOR LOUCO É ESSE GENTE. LINDA MARA EXPLICA AI PARA AGENTE VOCE QUE SEGURA ELA , AGORA É COM VOCE… OU SERA QUE PATRICIA DA UM K-I-A C-E-R-A-T-O A ALGUEM E RESOLVE TUDO……….

  13. Claudio

    Silvio Fontoura porque nao te calas? Ja nao basta as denuncias? É o que, seu bolso primeiro e o resto que se dane? Esta ficando vergonhoso!

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