Campista que entrou no lugar de Pelé para ganhar a Copa: “Ninguém é insubstituível”

Capa de hoje da edição impressa da Folha, com edição de Cilênio Tavares, concepção gráfica de Aluysio Abreu Barbosa e diagramação de Eliabe de Souza, o Cássio Jr.
Capa de hoje da Folha, com edição de Cilênio Tavares, concepção gráfica de Aluysio Abreu Barbosa e diagramação de Eliabe de Souza, o Cássio Jr.

 

 

Jornalista Arnaldo Neto
Jornalista Arnaldo Neto

Por Arnaldo Neto

Não é a primeira vez que a Seleção Brasileira perde seu grande craque em uma Copa do Mundo. No Mundial de 1962, Pelé foi cortado no segundo jogo contra a Tchecoslováquia, após sentir um estiramento na coxa que o tirou da competição. Para substituí-lo, o técnico Aymoré Moreira convocou o campista Amarildo, que devido à importante atuação na competição entrou para história do futebol como o “Possesso”. O fato de substituir o “Rei do futebol” não foi um fardo de responsabilidade para o atacante que começou a carreira no Goytacaz. Ele encarou a situação com a alegria e a satisfação de defender o Brasil.

— Não senti nenhum peso, nenhum pensamento negativo. Teria que mostrar ao povo brasileiro e ao mundo que a seleção não depende apenas de um jogador. Ninguém é insubstituível — afirmou Amarildo.

O “Possesso” recorda que o anúncio do corte de Pelé foi tratado pela imprensa como uma situação catastrófica, apesar de a seleção contar com grandes nomes no elenco, como Garrincha, considerado por Amarildo o maior jogador de todos os tempos. A substituição deu resultado e o Brasil conquistou o bicampeonato. “Entrei no mata a mata e fiz dois gols logo na minha estreia, contra a Espanha, que vencemos por 2 a 1”, acrescentou.

Quanto à situação que vive o atacante Neymar, Amarildo acredita que a perda pode motivar os outros atletas a mostrarem que o brilho da Seleção está no coletivo, embora considere o camisa 10 como o melhor jogador que a equipe tinha. “O Neymar era sacrificado porque todo mundo esperava muito dele. A partir de agora todos os jogadores terão que fazer tudo com mais empenho. Pode ser que com isso a equipe cresça, todos mostrem que o brilho da Seleção não está apenas em um jogador, mas no coletivo”, acrescentou o bicampeão mundial, que confia na Seleção para o próximo confronto contra a Alemanha.

Na visão do ex-jogador, o substituto ideal não foi convocado. “Se o Kaká fosse convocado, poderia fazer o jogo no lugar de Neymar, modificando o estilo de jogo da seleção. Inclusive, daria mais suporte ao Fred, fixo na frente, com o Kaká jogando mais solto. Agora o Felipão tem que fazer um trabalho com as peças que tem, para que esses jogadores não se mostrem dependente do Neymar”.

 

Fonte: Folha da Manhã

 

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Este post tem 3 comentários

  1. jocimar

    Prezado Arnaldo Neto, saudações alvi-anil, quando da contusão do Neymar Jr estive apensar quem substituiria o consagrado craque emérito do Santos.
    O nobre colega ao lembrar fato passado esqueceu que a algum tempo não temos um representante de Campos a jogar pela nossa seleção em disputa pela Copa do Mundo.
    Convocado para glória dos camistas tivemos como nosso representante o nosso querido ODIVAN(ZAGUEIRO ZAGUEIRO).
    E pensar que tivemos Amarildo e Didi como representantes máximo de nossa (à época) doce terra Goitacá.

  2. Adones de Oliveira

    Nosso craque, antes do choque, já estava apático na partida. Nem o domíno da bola era o mesmo! Passes errados, toques longos, etc. Se olhar o vídeo da partida, nunca esteva tão desmarcado durante os ataques da seleção.
    Com ou sem Neymar, o que é preciso é TREINAR, FORMAR CONJUNTO, TIME,

  3. Edi Cardoso

    penso do mesmo modo.
    Parecia que a seleção brasileira era só Neymar.
    Chegam a cometer injustiça com os outros atletas. Quando dava certo era Neymar. A Globo foi culpada por isso.
    Cobraram muito de Neymar.
    Queriam Neymar em todos os lances.
    Agora o coletivo vai brilhar.
    todos são capazes.

    A Globo está tratando o caso como se Neymar tivesse morrido.
    Já está ridícula a situação.

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