Opiniões

Folha errou e deve desculpas a Ricardo Madeira e a você, leitor

Diretor do HFM, Ricardo Madeira, em coletiva na parte da manhã sobre a vistoria do MPF no hospital (foto de Genilson Pessanha - Folha da Manhã)
Diretor do HFM, Ricardo Madeira, em coletiva na parte da manhã sobre a vistoria do MPF no hospital (foto de Genilson Pessanha – Folha da Manhã)

 

“A notícia de que fui preso e solto sob fiança é mentira. Após a constatação de remédios com datas de validade vencidas na vistoria do Ministério Público Federal (MPF) no Hospital Ferreira Machado (HFM), eu fui, sim, à 134ª DP, mas de livre e espontânea vontade, na condição de testemunha. Não sou responsável pela compra, pela guarda ou pela distribuição de medicamentos. Não teria, portanto, como ser responsabilizado”. Foi o que garantiu agora à noite, por telefone, o diretor do HFM, Ricardo Madeira.

A notícia da sua prisão e da sua soltura sob fiança chegou a ser apurada pela equipe de reportagem da Folha presente à 134ª DP, sendo depois repassada sem a confirmação devida ao jornalista Alexandre Bastos, que aqui tinha assumido a cobertura virtual do caso desde a manhã. Com link ao Blog do Bastos, a versão da prisão de Ricardo chegou a circular alguns minutos também na Folha Online, sendo retirada de ambos tão logo a assessoria questionou a informação. Sem a versão oficial até agora do MPF, a delegada Nathália Patrão, responsável pelo caso, confirmou também agora há noite a versão de Ricardo:

—  Foi lavrado um auto de prisão em flagrante de seis pessoas, que foram as responsáveis por manter o remédio impróprio para consumo armazenado. Então a gente se direcionou pela responsabilidade penal pessoal, não lavrando o auto de flagrante em face do diretor do hospital, que tem diversas funções e delega. Apenas os responsáveis diretos pelo armazenamento desse medicamento impróprio para consumo no armário é que foram conduzidos e presos em flagrante. Todos pagaram fiança e foram liberados. O diretor do hospital vai responder civilmente, administrativamente. Com certeza vai recair uma responsabilidade em cima dele sobre tudo, mas o direito penal é uma responsabilidade pessoal. Não é porque ele é o diretor que iria responder por uma situação dessa, porque ele não tem como fiscalizar 24 horas todos os remédios que existem num hospital daquele porte. Isso é aceitável e razoável.

Diante disso, o que não é aceitável ou razoável foi o erro virtual que a Folha chegou a cometer por alguns minutos, arrastando com ela neste tempo seu blog mais lido, por conta de uma falha evitável na apuração da matéria na 134ª DP, bem como na sua coordenação dentro da redação, atribuindo momentaneamente a Ricardo Madeira uma prisão que na verdade se restringiu a seis de seus subordinados. A ele e a você, leitor, fica nosso sincero e devido pedido público de desculpas.

 

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Este post tem 3 comentários

  1. Parabéns a folha por adimitir um erro e assumir!É isso mesmo, jornalismo de verdade se faz assim, com transparência, impessoalidade e principalmente, humildade com seus leitores.

  2. Humildade é uma virtude.

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