Opiniões

Artigo do domingo — Estranha atitude a favor do encaixotamento do Mercado

Após o promotor Marcelo Lessa desconsiderar o apelo do Inepac para aguardar, as polêmicas obras no Mercado Municipal foram imediatamente retomadas pelo governo Rosinha (foto de Valmir Oliveira – Folha da Manhã)
Após o promotor Marcelo Lessa desconsiderar o apelo do Inepac para aguardar, as polêmicas obras no Mercado Municipal foram imediatamente retomadas pelo governo Rosinha (foto de Valmir Oliveira – Folha da Manhã)

 

 

Sindicalista e ex-vereador Marcos Bacellar
Sindicalista e ex-vereador Marcos Bacellar

Mercado Municipal

Por Marcos Bacellar (*)

 

Como cidadão campista, sempre admirei o prédio do Mercado Municipal, sempre discutimos com amigos a necessidade de reformar este prédio histórico, de tirarmos o Mercado e o Camelódromo e deixar à vista o prédio para que todos que passam pela Avenida José Alves de Azevedo possam admirá-lo. O Mercado seria recuperado e o local transformado em museu, escola de formação musical ou de pintura.

Concordávamos com o amigo Tatão (Campos Tintas) que no prolongamento da Princesa Isabel, que uma ponte deveria ser construída sobre o Valão, onde seria erguido o novo Mercado, climatizado, com peixaria, açougues e área frutas e verduras, praça de alimentação, boxes azulejados, saneamento básico, estacionamento para 1.500 carros.  Neste nosso sonho de mudar o Mercado de local sabíamos que seria necessário que esta discussão fosse levada ao conhecimento dos camelôs e dos feirantes e sabíamos da reação que teriam os mesmos por esta mudança, aproveitando da amizade que temos com Maria, Ananias, Leandro da Dora e Zé do Alho os mesmos não aceitavam discutir tal hipótese. Zé do Alho pedia pelo amor de Deus que não deixassem vazar esta conversa dentro do Mercado, pois poderíamos perder votos dos feirantes.

Explicava a Zé do Alho da falta de higiene, que as bancas que davam movimento eram só as que estavam na beira da calçada. Falta de estacionamento e outros problemas. Mostramos que os mesmos iam perder muito com a chegada dos hortifrutis. Isto tudo independente do rodízio que pode ser feito nos parques e bairros de nosso município de feiras itinerantes com apoio do poder Executivo.

Para os trabalhadores autônomos, os do Camelódromo. Tínhamos sugestões tais como o prédio antigo do Legislativo, onde hoje é a Justiça Eleitoral, onde daria para fazer mais de 100 boxes, seria um Camelódromo central e vertical na Avenida Alberto Torres ou outro no Novo Mercado, bem como também desapropriar alguma área perto do antigo Mercado e construir um novo espaço para os camelôs.

Não podemos encerrar qualquer discussão e acabar com o contraditório, senão não surgem novas ideias e as soluções para os novos problemas.

Envio este texto, não para que seja publicado, mas porque acredito que tenho esse direito e essa obrigação como cidadão, ex-presidente do legislativo campista que aprovou em nossa administração o Plano Diretor que esta em vigor em nosso município e como assinante da Folha da Manhã. Acompanho pelo jornal o debate sobre o empastelamento do Mercado Municipal, muito bem promovido e muito interessante e benéfico para os campistas.

O Plano Diretor foi promulgado em nossa época, criamos uma comissão na Casa Legislativa, presidida pelo companheiro vereador Geraldo Venâncio, este que me ajudou a administrar como vice-presidente, e que julgo uma pessoa capaz, inteligente e preparada e que contou com a contribuição de outros colegas vereadores e com todo apoio externo solicitado por ele para desenvolver, analisar e alterar o que fosse necessário no plano que tinha sido enviado pelo Executivo à Casa Legislativa. O Plano Diretor que foi promulgado em 31/03/2008 pela Câmara Municipal de Campos, visto que o prefeito interino devolveu tanto este documento e várias outras leis à Casa Legislativa sem nenhuma análise. Sendo que o procurador legislativo Dr. João Paulo Granja, conforme a lei orgânica do município, caberia ao presidente do legislativo promulgar ou não a lei.

Respeito muito as idéias e colocações e tenho na conta de uma das maiores autoridades no município em termos de conhecimento, estudo e cultura e  de preservação do patrimônio histórico e meio ambiente de Campos o professor e historiador Aristides Soffiati (aqui). Não o conheço pessoalmente, mas ouço de meus amigos que ele é radical em suas colocações, o que não me surpreende pela dificuldade de assumir publicamente ideais ecológicos e de preservação.

Infelizmente acho estranha a atitude do promotor Marcelo Lessa na última greve dos rodoviários em Campos (aqui), como também a sua colocação a favor do encaixotamento do Mercado (aqui), colocando como ponto final (aqui) a sua opinião.

É procurador do município?

E por falar em Mercado e Camelódromo, como anda o Cepop que custou mais de R$ 100 milhões? E o rombo de (Francisco) Esquef (ex-secretário de Finanças da prefeita Rosinha Garotinho) que custou mais de R$ 100 milhões? Com estas verbas seria possível fazer algo mais útil ao povo de Campos dos Goytacazes?

 

(*) Ex-vereador e ex-presidente da Câmara Municipal de Campos

 

Publicado hoje na Folha da Manhã

 

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Este post tem 9 comentários

  1. o q2ue eu acho estranho,é pq tudo que deveria ser defendido pelo mpe de campos,em prol da coletividadew fica no fundo da gaveta,acho que promotores ,já estão se alto denominando juizes

  2. Concordo em algumas partes. O mercado deve ser restaurado e abrigar a cultura campista, box com o artesanato campista, que são muitos, veja a feira mãos de campos, como é feito em outras cidades e venda dos doces caseiros.
    O entorno deveria ser estacionamento para os usuários do mercado. Assim, tiraríamos o cheiro de peixe, melhoraríamos o trânsito, com a retirada dos caminhões de entrega.
    Já o camelodramo seria alocado em outro lugar, perto dali e da rodoviária, como temos pouco espaço acho que seria vertical, com estacionamento e não aquela aglomeração maluca que era o shopping popular.
    E agora onde colocaríamos o mercado? Essa ideia do prolongamento da rua princesa Isabel, até seria viável, se melhorássemos os acessos viários, ônibus, van, estacionamento, etc.
    Talvez na rua XV de novembro? Fácil acesso com bons espaços que podem ser transformados no mercado municipal.
    Mas o que falta? Acho que falta vontade de fazer o certo para a cidade sem olhar o lado político, sem ter medo de desagradar A ou B, ou perder eleitores.
    Christiane Balbi – Engenheira civil

  3. boa tarde acho que devíamos tirar as cortinas e começar a falar a verdade pois tem promotor que e ligado sim ao governo da lapa pois (trecho excluído pela moderação)

  4. Qual seria o orgao p investigar os funcionarios do MPE?

  5. Carlos, eis a resposta à sua pergunta: O órgão encarregado da orientação e fiscalização das atividades funcionais e da conduta dos membros do Ministério Público do Rio de Janeiro é a Corregedoria-Geral do Ministério Público –
    Pedro Elias Erthal Sanglard
    Corregedor-Geral do Ministério Público
    Endereço: Av. Marechal Câmara nº 271 – 9º Andar – Centro
    Rio de Janeiro – CEP: 20020-080
    Telefone: 2550-9039
    E-mail: [email protected]
    Todavia, não alimente muita esperança de obter resposta, caso você esteja pensando em pleitear do órgão que investigue (trecho excluído pela moderação)

  6. Eu também sempre pensei em ver os feirantes e o camelodromo fora desta área. Sempre vi a arquitetura do mercado como umas das mais bonitas do Estado RJ.
    Eu vejo que como o prefeito Garotinho na época criou o shoping estrada, seria brilhante se o mercado fosse em frente a este, seria um mercado modelo, todos iriam ganhar. É só vê, atenderia a população com ônibus circular e os viajantes do norte a sul do país.

  7. Marcelo Lessa já disse ao que veio em diversas ocasiões! É o Toffoli campista!

  8. MPFEDERAL NELES

  9. Não dá para entender. !!!!!

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