Opiniões

Com Neivaldo ainda desaparecido, buscas serão retomadas nesse sábado

Bombeiros estiveram hoje na residência de Neivaldo na ilha do Peçanha (foto de Genilson Pessanha - Folha da Manhã)
Bombeiros estiveram hoje na residência de Neivaldo na ilha do Peçanha (foto de Genilson Pessanha – Folha da Manhã)

 

Neivaldo (reprodução de facebook)
Neivaldo (reprodução de facebook)

Com informações do jornalista Arnaldo Neto

Acabou há alguns minutos, com o cair da noite, o trabalho de busca pelo comerciante Neivaldo Paes Soares, o “Bambu”, de 54 anos, desaparecido desde o início da noite do último domingo (21/06). Amanhã, as buscas recomeçam a partir das 7h da manhã, com uma lancha e agentes da Capitania dos Portos de São João da Barra (SJB). Já os Bombeiros retomam a partir das 8h o trabalho que fizeram durante todo o dia de hoje, com mais uma lancha, com equipe de mergulhadores, mais um jet ski e um quadriciclo, para percorrem o litoral nos dois sentidos da foz do rio Paraíba do Sul, onde a canoa a motor de Neivaldo foi encontrada por pescadores rodando sozinha, na manhã de segunda-feira. Com mais uma lancha, a Defesa Civil de SJB também voltará a engrossar  amanhã as buscas com mais uma lancha, mas só na parte da tarde, devido a um compromisso que já estava agendado.

Irmão de Neivaldo, o também comerciante Élvio Paes Gomes, o “Estranho”, hoje cogitou a possibilidade de homicídio. Ele disse que a porta da frente da casa do irmão, na ilha do Peçanha, estava apenas encostada (como o blog adiantou ontem aqui), enquanto Neivaldo tinha o hábito de não sair sem trancá-la a chave. Segundo Estranho, o irmão já teria registrado queixa na 145ª Delegacia de Polícia (DP) de SJB, após se envolver em confronto físico com vizinhos na ilha. No entanto, nada na casa parece ter sido levado, assim como a canoa de Neivaldo foi encontrada na manhã de segunda, com o motor ligado, dando voltas pela foz do Paraíba, com todos os pertences aparentemente intocados. Dentro da embarcação havia uma churrasqueira, carne já assada de churrasco, uma rede e iscas de pesca, uma garrafa e latas de cerveja vazias, cigarros de palha fumados pela metade e uma sacola plástica com mantimentos: farinha, café e açúcar.

De acordo com testemunhas, perto do cais do Restaurante do Ricardinho, ao lado da Igreja Nossa Senhora da Penha, em Atafona, Neivaldo estava sem colete salva vidas e chegou a cair quatro vezes da canoa, tendo dificuldades também para acionar o motor, antes de tentar cruzar a foz do Paraíba até sua casa, já à noite, na ilha do Peçanha. Como Estranho só oficializou o desaparecimento do irmão na tarde de quinta, o delegado titular da 145ª DP, Célio Peralta, ainda não se pronunciou sobre o caso, o que só deve fazer na próxima terça-feira, dia 30. Todavia, mesmo sem poder falar oficialmente, policiais adiantaram que como Neivaldo morava na ilha do Peçanha, pertencente a São Francisco de Itabapoana, o caso será repassado à 147ª DP, naquele município, cuja delegada titular é Ivana Morgado.

 

O barco de Neivaldo foi encontrado por pescadores na manhã de segunda, com pertences aparentemente intocados, mas sem o condutor (foto de Genilson Pessanha - Folha da Manhã)
O barco de Neivaldo foi encontrado por pescadores na manhã de segunda, com pertences aparentemente intocados, mas sem o condutor (foto de Genilson Pessanha – Folha da Manhã)

 

 

Atualização às 10h50 de 27/06: Ontem à noite surgiu o boato de que o corpo de Neivaldo teria sido encontrado em Gargaú, em São Francisco de Itabapoana, do lado oposto a Atafona na foz do rio Paraíba do Sul. Mas nem ontem, nem na manhã de hoje, existe qualquer confirmação da informação.

 

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