Artigo do domingo — Princípios ao próximo prefeito de Campos

Proposta

 

 

Economistas e analistas políticos Wilson Diniz e Ranulfo Vidial
Economistas e analistas políticos Wilson Diniz e Ranulfo Vidial

Por Wilson Diniz e Ranulfo Vidigal

 

Tony Blair, no seu livro “Minha Visão da Inglaterra”, em “assistência social de segunda geração” diz que “as políticas compensatórias de rendas deveria servir como trampolim para o sucesso, e não como uma rede de segurança social para amortecer o fracasso”. Frei Beto, na ultima entrevista na Folha de São Paulo, faz crítica ao Bolsa Família, comparando com o Fome Zero, enquanto o senador Cristovam Buarque foi o grande idealizador do Bolsa Escola como modelo de inclusão social com visão de futuro, sem gerar dependência social dos beneficiados dos programas de transferências de renda para os mais pobres sem fins eleitoreiros.

O modelo venezuelano implantado em Campos pelos Garotinhos, que há 30 comanda a cidade, gerou um tecido social de pobres dependente dos repasses de recursos da Prefeitura, que são usados como escada para manter o grupo político da família em rotatividade no poder.

O secretário de Governo com técnica de comunicador sofista engana a população mais pobre e até a oposição, quando cita os números do Cheque Cidadão. Prega a mentira como o marqueteiro de Hitler, Goebbels, que afirmava que a “mentira repetida mil vezes torna-se verdade”. Esquece ele de citar que o Governo Federal com o Programa Bolsa Família, em 2015, já distribuiu R$ 30 milhões para 30 mil beneficiados, contra apenas 10 mil beneficiados pelo seu cartão. Omite para ludibriar a população.

A oposição nas eleições de 2016 tem oportunidade única de tirar os Garotinhos do comando da cidade. A Prefeitura com receitas médias de R$ 2.5 bilhões nos últimos cinco anos não gerou um único emprego no setor industrial. Assim, no próximo pleito a oposição unida pode propor vinte políticas estruturantes para salvar a cidade da falência.

1 – Implantar o Orçamento Participativo para ser aprovado em votação pelas comunidades ou distritos da cidade;

2 – Estabelecer como meta administrativa a criação de 12 secretarias;

3 – Criar a função do agente comunitário;

4 – Estabelecer a Educação como meta prioritária de cinco anos de governo;

5 – Criar e priorizar o programa “Educação da creche à alfabetização do adulto na terceira idade”;

6 – Universalizar o ensino básico, integrando família com a escola e os professores;

7 – Criar amplo programa de treinamento remunerado para os professores com carga horária de 120 horas anuais, em módulos multidisciplinares;

8 – Implantar sistema de banda larga na Rede de Ensino;

9 – Financiar Notebooks para os professores com taxas de juros negativa;

10 – Distribuir um tablet para os alunos dentro programa do Governo Federal;

11 – Transformar o Cheque Cidadão em Bolsa Escola;

12 – Transferir os beneficiados que não tem criança matriculada na rede de ensino municipal para o programa Bolsa Família;

13 – Fazer convênio com as universidades, substituindo terceirizados por alunos universitários alocados em áreas afins ao seus cursos;

14 – Na área administrativa, estabelecer como meta gastos-teto de R$ 300 milhões;

15 – Cortar todas as mordomias de secretários e de funcionários com cargos gratificados;

16 – Cancelar contrato de frota de automóveis utilizado pelos secretários e executivos de governo e distribuir vale-combustível para abastecer seu próprio carro;

17 – Rever todos os gastos na área de Saúde, principalmente, de contratos terceirizados de ambulâncias e de mão-de-obra, estabelecendo gasto de R$ 450 milhões anuais;

18 – Rever toda a política do Vale Transporte de R$ 1,00 e criar novo modelo seletivo;

19 – Estabelecer como meta nas contas Habitação, Meio Ambiente e Saneamento gasto-teto de R$ 350 milhões;

20 – E estabelecer como meta de governo 30% de todo orçamento para Educação.

Todas estas medidas básicas têm como objetivo resgatar os princípios básicos de um governo que, ao ser eleito, pense no futuro da cidade e de seus adolescentes, que serão jogados no mercado de trabalho a partir dos 16 anos de idade.

O modelo Venezuelano implantado há mais de 30 anos na cidade pelos Garotinhos é cruel, desumano e sem conteúdo de políticas públicas estruturantes voltadas para criação do emprego e do regaste social. Campos tem jeito se a imprensa que não serve aos Garotinhos e a sociedade acreditarem que podem mudar marchando unida. Simples assim…

 

Publicado hoje na Folha da Manhã

 

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Este post tem um comentário

  1. Sandra Machado

    Vamos que vamos.

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