Pixuleka e caixão rosa no desfile do 7 de Setembro

“Pixuleco” e a estreante “Pixuleka” o desfile de 7 de setembro, hoje, em Brasília (foto de André Borges - Estadão Conteúdo)
“Pixuleco” e a estreante “Pixuleka” no desfile de 7 de setembro, hoje, em Brasília (foto de André Borges – Estadão Conteúdo)

 

 

Após um hiato de meses, este signatário voltou ocupar ontem (aqui) o nobre espaço dominical de opinião na Folha da Manhã. No artigo, motivado pela estúpida morte do menino Aylan Kurdi, de três anos, cujo pequeno corpo apareceu na praia turca de Bodrum, após mais um naufrágio de refugiados sírios no Mar Mediterrâneo. Mas o texto também falava dos naufrágios econômicos nos quais campistas e brasileiros se afogam graças à incompetência administrativa e às políticas populistas muito semelhantes entre a prefeita Rosinha Garotinho (PR)  e a presidente Dilma Rousseff (PT), naquilo que o lulopetismo e o garotismo trazem de comum em seus DNAs.

Pois hoje, no dia do desfile da pátria amada, salve, salve, a prefeita e a presidente mereceram protestos da população que governam. Mesmo protegida por tapumes de metal, apelidados de “muro da vergonha”, e forte esquema de segurança para afastá-la do povo, incoerência democrática talvez comparável à de quem lutou contra uma ditadura para tentar implantar outra, Dilma pelo menos teve a coragem de aparecer em Brasília. Ela e o seu boneco inflável gigante, com nariz de Pinóquio pelas mentiras da campanha de reeleição, a estrela do PT rachada e o vestido vermelho e a faixa presidencial enlameados pelos escândalos de corrupção que envolvem seu partido e seu governo.

O boneco de Dilma foi chamado de “Pixuleka”, versão feminina do já popular “Pixuleco”, nome usado por João Vaccari Neto, ex-tesoureiro do PT, para designar as propinas que cobrava das empreiteiras no cartel das obras da Petrobras, reaproveitado para batizar  uma fase da operação Lava-Jato, assim como o boneco inflável gigante do ex-presidente Lula, vestindo roupa de presidiário e com os números 13 (do PT) e 171 (referente no Código Penal ao trambiqueiro) estampados no peito.

Em Campos, onde quem assistiu ao desfile das arquibancadas do Cepop não teve que passar por revista policial, como em Brasília, Rosinha não compareceu pelo terceiro ano seguido. A prefeita deixou de  ver, pelo menos pessoalmente, as faixas de protesto dos guardas civis municipais desligados desde 2008, mas que cobram direitos não pagos e liberação das suas carteiras de trabalho. Eles também levaram um caixão rosa, tão conhecido do público em Campos, quanto Pixuleco se tornou no Brasil.

 

 

Rosinha mais uma vez não apareceu para ver o tradicional desfile, nem os protestos contra seu governo, que também têm se tornado uma tradição para os campistas (foto de Tércio Teixeira - Folha da Manhã)
Rosinha mais uma vez não apareceu para ver o tradicional desfile, nem os protestos contra seu governo, que também têm se tornado tradição aos campistas (foto de Tércio Teixeira – Folha da Manhã)

 

 

Aqui e aqui, o jornalista Ricardo André Vasconcelos foi o primeiro na blogosfera local a noticiar os protestos contra Rosinha e Dilma.

 

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Este post tem 3 comentários

  1. Leniéverson

    O cantor e ator Fabío Júnior soltou o verbo em New York contra Lula, contra Dilma e contra o PT. Ou: Como a liberdade de expressão parece só valer para quem defende o governo. Ou também: O falso discurso de ódio.
    Leniéverson Azeredo Gomes*
    Muita gente aqui deve estar sabendo que o cantor Fabio Jr soltou o verbo contra o governo Dilma, contra Lula, o PMDB e o PT, ontem, no Brazilian Day, em Nova Iorque (assistam o vídeo aqui http://www.youtube.com/watch?v=iMKXFb2vQzM). O Brazilian Day é um evento tradicional voltado para os Brasileiros que moram não só em solo nova-iorquino, mas como em todos os Estados Unidos. Tem, nesse evento, sobretudo shows, apresentações teatrais e outras manifestações artísticas.
    Pois bem, Fábio Júnior não é o meu cantor favorito e nem o estilo de música que ele faz, é do meu gosto, apesar de algumas vezes me pegar cantando algumas de sua canções. Sigamos.
    Em um determinado momento do show, que é transmitido no Brasil pelo canal a cabo, Multishow, o cantor que também é ator, fez um desabafo enrolado na bandeira verde-amarela do Brasil. Assim, ele se expressou:
    – “Dilma, Lula, Zé Dirceu e o PMDB… Vocês não tem o que fazer, não, (…)!”
    Ele acrescentou que sente vergonha alheia do Brasil, onde impera a “desordem e a roubalheira” e que eles fazem parte de “uma quadrilha”.
    Segundo o Jornalista Ênio Mainardi, em sua postagem feita em sua conta no Facebook, o organizador do show, que é Brasileiro, não gostou muito do que o Fábio Júnior falou, porque para ele, o evento “não pode ter cunho político”.
    Entendo, um evento organizado por um brasileiro para brasileiros que moram nos ‘States’, mas que não pode falar dos problemas do Brasil. Afinal, temos que vender estereótipos do tipo: O Brasil é um país que só tem Samba, Futebol, muita mulata seminua, prostituição – principalmente a infantil para dar e vender -, novelas globais – ou forçando a barra da Rede Record -, da política perfeita. Afinal, é preciso mostrar um país de ‘contos de fadas”. Corrupção? Desemprego? Operação Lava-Jato? Petrolão? Mensalão? Investigação de petistas para quê, não é? Estamos em um “paraíso”. Ô sofrência.
    Agora, me chama muito atenção portais como ‘IG’, que usaram o verbo ‘atacar’. E não me surpreendeu o fato de blogs sujos financiados com o nosso dinheiro, como BR29, usar o termo padrão ‘Discurso de ódio”. Sabe cumé, né, se o cantor tivesse falado de Aécio Neves, FHC, Bolsonaro, Marco Feliciano e, é claro, de Eduardo Cunha, tudo bem, seria até um favor. Ô raça! Ô miopia seletiva! Ô gente estúpida!
    Fábio Júnior não é, digamos um ativista político, muito menos recebedor de verbas públicas utilizadas para financiar artistas – leia-se Lei Rouanet -. É um exemplo de como não depender de governos faz um bem danado a democracia.
    Esses petistas, essa esquerda e seus simpatizantes fora e dentro da imprensa se arvoram os juízes do direito de manifestação. Quem for contra o governo petista e esquerda, não passa de coxinha, reacionário, chororô de perdedor, dentre outras coisas que demonstram não só um seguimento acéfalo de uma cartilha, mas uma pobreza dialética(discusiva) – que ajudam a explicar, em parte, o nosso subdesenvolvimento, enquanto nação e na maneira de votar.
    Para terminar, é muito bom um brasileiro mostrar ao mundo a verdade. É preciso desmascarar a farsa da gestão petista, que somos obrigados a aturar – com a ajuda de Engov – por quase 13 anos.
    * Jornalista.

  2. HUGO ALMEIDA

    Um caixão rosa, só um? Precisamos de muitos! Pra começar, três dúzias deles já dava pro município começar a ter esperança, mas para que não corresse o risco de contaminar o solo, deveriam ser lançados com seus respectivos “conteúdos”, em alto mar, mas com blocos de aço ancorando-os, pra ter certeza de que não retornariam à superfície!

  3. ANA

    TEM POLÍTICO AQUI EM CAMPOS QUE JÁ MORREU E ESQUECEU DE DEITAR!!!!!!!!!!!!!!!!!!
    FORA CASAL!!!!!!!!!!!!

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