Opiniões

Wladimir Garotinho: “Quem não se recicla, está fadado à extinção”

 

Por Aluysio Abreu Barbosa e Alexandre Bastos

 

Wladimir Garotinho (PR) não será candidato a vereador em 2016. Caso sua mãe renuncie seis meses antes, seria para beneficiar uma eventual candidatura do vice Chicão Oliveira (PP) a prefeito, e/ou de seu pai a vereador, no sentido de puxar a legenda e garantir uma bancada forte na Câmara, necessária à sobrevivência do grupo, sobretudo se o governo municipal passasse às mãos da oposição. De uma maneira ou outra, no “jogo de xadrez” da política, Wladimir também negou que trabalhe para montar um “rolo compressor” pessoal no Legislativo goitacá, ou que vá se empenhar especialmente para nele eleger o empresário Dudu Azevedo. Sobre quem já se empenhou e elegeu, o deputado estadual Bruno Dauaire (PR), o jovem Garotinho foi assertivo para a eleição à Alerj em 2018: “Não disputarei o mesmo cargo que ele”. Representante da renovação em seu grupo, como Bruno, ou Thiago Ferrugem (PR), pré-candidato que mereceu análise particular para 2016, Wladimir disse que a Igreja Católica contribuiu para a derrocada da candidatura do senador Marcelo Crivella (PRB) a governador em Campos, apoiado por seu pai no segundo turno de 2014. Íntimo do mundo da tecnologia, mesmo quando nele flagrado em situações em que ficou “vermelho na hora” para não ficar “amarelo a vida toda”, Wladimir ressalvou: “Ferramentas facilitam o contato pessoal, mas não podem nunca substituir o olho no olho e o velho aperto de mão”.

 

Wladimir1 

 

Folha da Manhã – Em nossa última entrevista (aqui), de abril de 2014, ao projetar o que ocorreria nas eleições de outubro daquele ano, você acertou quando disse que o governo conseguiria eleger sua irmã Clarissa Garotinho (PR) e Paulo Feijó (PR) como deputados federais, enquanto a oposição local não faria nenhum. Como vê os mandatos de quem se elegeu ao Congresso Nacional? Como previu o naufrágio das candidaturas de oposição?                                                                                                                                                                                 

Wladimir Garotinho – Campos pode se orgulhar dos deputados federais que tem. Cada um, com seu estilo, vêm dando sua contribuição, seja através de projetos de lei ou de emendas que beneficiam a cidade e a região. Sobre a oposição não ter eleito ninguém à Câmara Federal, era só olhar o quadro que estava posto. Lançaram cinco candidatos e muitas outras pessoas do meio político apoiaram candidatos sem nenhuma relação com nossa cidade.

 

Folha – Especificamente sobre Feijó, não é segredo que ele está distante dentro do grupo, sobretudo de seu pai. Em entrevista à Folha, o deputado disse (aqui) que deve encerrar a carreira política neste mandato e afirmou: “Rosinha é a prefeita que mais realizou no nosso município (…) Mas (…) se levarmos em consideração o que Campos recebeu de royalties do petróleo nos últimos 20 anos, verificamos que o nosso município poderia ser muito melhor”. Não ficou meio dúbio? Na sua opinião, Feijó poderia ser mais aproveitado, e Campos, ser muito melhor?

Wladimir – Feijó é amigo, é leal. Ele e o Garotinho viveram os últimos quatro anos praticamente juntos em Brasília, se encontravam e se falavam toda hora para discutir questões da câmara dos deputados. Hoje, a situação é diferente, a distância é normal e a correria do trabalho de ambos não permite que estejam tão juntos. Não dá para questionar as realizações; Feijó esta certo: Rosinha é disparada a prefeita que mais realizou em Campos, isso é um fato concreto. Não podemos cair no erro dessa conta de 20 anos, pois em 13 deles o município foi conduzido por aqueles que hoje são nossos adversários, e nosso grupo não participou do governo.

 

Folha – E sobre Clarissa, qual sua avaliação do mandato de estreia da irmã na Câmara Federal? Em sua opinião, ela deve ou não se lançar nas eleições à Prefeitura do Rio, no ano que vem? E ela vai ou não para PSDB, com o qual o líder de Rosinha na Câmara Municipal, vereador Mauro Silva (atual PT do B), já namora (aqui) abertamente?

Wladimir – Clarissa tem ido muito bem, tem tido posições firmes, algumas que até têm contrariado o seu partido, mas isso é natural. Você tem que ter bom trânsito no partido e seguir algumas diretrizes, mas não pode deixar de ser você mesmo, jamais. Ela não irá para o PSDB, Mauro Silva já foi (ainda está no PT do B). Isso está decidido e acordado. A Prefeitura do Rio é um passo grande. Em primeiro lugar, a decisão tem que ser dela, a vontade dela deve ser respeitada e depois discutida. Seja nessa eleição ou em próximas, tenho certeza de que ela será candidata no momento em que se sentir preparada para tal desafio.

 

Folha – Quem você acha que reúne melhores condições para ser o candidato do garotismo à sucessão da sua mãe em 2016? Mauro, o vice-prefeito Chicão de Oliveira (atual PP), os também vereadores Edson Batista (PTB) e Auxiliadora Freitas (PHS), ou os secretários municipais Suledil Bernardino (PR) e Fábio Ribeiro (PR)?

Wladimir – Todos são companheiros de longa data. Já foi dito aos postulantes que a decisão será em grupo e vamos marchar unidos.

 

Folha – Correndo por fora, mas ganhando visibilidade pela atuação na secretaria de Desenvolvimento Humano e Social, seu amigo Thiago Ferrugem tem alguma chance nessa disputa? E ela aumentaria se seu grupo lançar não uma, mas duas candidaturas a prefeito? Na sua opinião, essa tática da divisão aberta seria viável ou, dado o desgaste do governo, suicídio?

Wladimir – Thiago é um jovem promissor, ele amadureceu muito e seu trabalho tem sido elogiado dentro e fora do governo. Pode ser uma boa opção para compor a chapa majoritária e iniciar já na próxima eleição uma ampliação da renovação do grupo, mas penso que ele não deve “queimar etapa” e deverá se eleger vereador com uma boa votação. A decisão de quem irá para a disputa deverá ficar para o ano que vem. Até lá, é só suposição.

 

Folha – E a possibilidade de Rosinha renunciar seis meses antes, para tentar dar maior visibilidade a Chicão, caso seja ele o candidato a prefeito, ou para abrir espaço legal para que seu pai ou você possam concorrer a vereador, visando puxar legenda e formar uma bancada forte. A chance dessa última alternativa pode crescer, caso as pesquisas mais próximas ao pleito indicarem uma dificuldade maior em manter a Prefeitura?

Wladimir – Política é como um jogo de xadrez e as peças precisam ser movimentadas na hora certa e no momento certo. Uma coisa eu posso garantir: Não serei candidato a vereador.

 

Folha – Nessa coisa de bancada legislativa, independente do resultado da eleição majoritária, se fala que você estaria montando seu “rolo compressor” particular. Entre os vereadores eleitos, por exemplo, nele estariam aqueles que já apoiaram Bruno Dauaire (PR) ano passado para deputado estadual: Luiz Alberto Neném (PTB), Cecília Ribeiro Gomes (PT do B), Thiago Virgílio (PTC) e Jorge Rangel, licenciado da Câmara na secretaria de Limpeza Pública. Procede?

Wladimir – Não. Sou grato aos vereadores que enfrentaram muitos problemas e passaram por alguns desertos junto comigo na campanha vitoriosa de Bruno Dauiare, mas não estou montando nenhum tipo de rolo ou de bloco. Ajudarei a quem pedir minha ajuda ou achar que ela é valida, seja em reuniões, caminhadas e etc.

 

Folha – E como equilibrar seu apoio aos demais candidatos a vereador com aquele que, segundo já se comenta, será seu preferido: o empresário Dudu Azevedo? Não teme provocar, em 2016, a mesma ciumeira que tanto problema gerou seu apoio a Bruno em 2014?

Wladmir – Como já disse, não terei candidato. A situação com Bruno foi um momento pontual, os bastidores e as histórias daquela eleição já são passado e estão superadas. Dudu Azevedo é meu amigo, ele quem me procurou falando sobre sua candidatura. Sei na pele o que é querer ser candidato e não poder, então eu apenas disse que se essa é a vontade dele, que ele siga e trabalhe desde já. Sou um entusiasta de que os jovens participem do processo político. A renovação é fundamental.

 

Folha – E na família, como administrar os ciúmes com as pré-candidaturas a vereador já anunciadas por seus dois primos, Helinho Nahim (DEM) e Gustavo Matheus (PV), ambos pela oposição? Sobretudo com o primeiro, a partir da sociedade na empresa Quatro Ventos e no restaurante Baviera, além do compadrio trocado no batismo dos filhos, como separar a fraternidade da política, para não repetir o mesmo erros dos seus pais? Concorda com o que Helinho disse em entrevista (aqui) à Folha: “Sabendo separar as coisas, a relação vai continuar boa”?

Wladmir – Minha amizade e meu carinho por Helinho, a quem eu chamo de Alemão, independem de qualquer circunstância. Somos primos/irmãos, temos obrigação em manter nosso elo e saber que um dia, caso sigamos por caminhos políticos, podemos estar juntos. Com Gustavo, eu não tenho a mesma relação próxima que com Helinho, até pela questão de idade. Não vejo problema algum na sua candidatura, nos falamos sempre e trocamos algumas informações. Sou de uma geração que gosta do diálogo. Se todos mantiverem essa postura, a relação continuará boa.

 

Folha – Indagado sobre os desentendimentos na eleição de 2014, outro entrevistado da Folha, o deputado estadual e pré-candidato a prefeito Geraldo Pudim (PMDB), disse (aqui) que você talvez “tenha ranços de um garoto mimado” e certamente atrapalhou, com seu apoio a Bruno, não só outros candidatos do grupo, como seu próprio pai na tentativa de voltar a ser governador. Procurado pela reportagem da Folha, no dia seguinte à publicação da entrevista, você se esquivou. Mas não dá para ser entrevistado sem responder a isso. Sem fugir, o que tem a dizer?

Wladimir – Eu não esquivei. Na verdade achei a repercussão (aqui) tão ruim que preferi nem comentar. Eu conheço Pudim desde que nasci. Sempre vi ele dentro da minha casa e ao lado do meu pai. Difícil imaginar uma “profunda reflexão” que em seis meses fez ele passar de candidato da “Família Garotinho” para adversário. Ele disse que o rompimento dele com o grupo não foi pelo meu apoio ao atual deputado estadual Bruno Dauaire, e não foi mesmo. Isso só ratificou minha posição e mostrou que eu estava certo. Hoje, quem deve explicação às pessoas e às lideranças é ele, não eu. Meu apoio a Bruno foi combinado em uma reunião com todos os pré-candidatos, mas talvez achassem que éramos muito “mimados” e que não teríamos conseguido chegar tão longe. Aliás, ele também disse que eu ainda não tenho “importância política”, mas meu candidato ganhou dele com mais de 10 mil votos de diferença. Talvez esteja confundindo a tal “importância política” com credibilidade. Eu prefiro a segunda opção.

 

Folha – E como está sua relação com Bruno depois que ele assinou um termo eximindo Pudim e Jair Bittencourt, outro deputado estadual “dissidente” do PR, de qualquer motivo para que seu pai os expulsasse do partido? Como é quase certo que você ou Clarissa concorram à Alerj em 2018, não é até natural que o jovem Dauaire busque seus próprios caminhos?

Wladimir – A política não vai estar nunca acima da minha amizade com Bruno, ou com quem quer que seja. Não disputarei a mesma cadeira que ele. Qualquer decisão que tiver que ser tomada, será conversada; somos maduros suficientes pra isso. Nos falamos quase todos os dias, eu estou sempre indo à Alerj e não tenho motivo algum para desconfiar de qualquer atitude que ele julgue necessária para manter a boa relação dentro da bancada.

 

Folha – Sua candidatura a deputado estadual é mesmo certa? E, independente do resultado das urnas de 2016, sua candidatura a prefeito de Campos em 2020?

Wladimir – Não existe nada definido. Sou publicitário, produtor de eventos e comerciante. Sou chefe de família, bem casado e com dois filhos. Não sou político profissional e não dependo dela pra viver. Só serei candidato a algum cargo se for para conseguir ajudar e melhorar a vida das pessoas, pois terei que ter a consciência em abrir mão de uma vida estabilizada. Estando no meio político, você ainda consegue tempo para outras coisas na vida, mas, se estiver com mandato, sua missão é trabalhar “full time” para conseguir realizar os anseios de muitos.

 

Folha – Você também acertou, naquela última entrevista citada no começo desta, quando previu que a oposição elegeria apenas um deputado estadual, e que qualquer um que quisesse se eleger, teria que buscar votos fora de Campos. A lição valerá para você em 2018?

Wladimir – Como disse, não sei se sou candidato. Mas isso serve para qualquer postulante ao cargo.

 

Folha – Conhecido por trabalhar bem com a agilidade de ferramentas virtuais como o WhatsApp e outras mídias sociais, não acha que seu pai e outras lideranças do grupo envelheceram nos métodos? Já não passou da hora de renovar?

Wladimir – A melhor receita de sucesso e unir a vitalidade e agilidade da nova geração com a experiência de quem já viveu e passou por muitas batalhas na vida. Ferramentas facilitam o contato pessoal, mas não podem nunca substituir o olho no olho e o velho aperto de mão. A renovação e a transição de geração irá acontecer natural e gradativamente. Não adianta querer acelerar o processo e causar problemas que depois se tornem irreversíveis. Tudo, seja na área empresarial, econômica e até mesmo na política, precisa se reciclar ou estará fadado à extinção. Pode ser difícil para alguns aceitarem isso, porém, é o ciclo natural.

 

Folha – No outro lado da moeda, como se sentiu com a rápida e ampla repercussão (aqui) de um vídeo feito no último Natal, após a derrota do seu pai ao governo do Estado, no qual você foi publicamente cobrado por uma pequena multidão na Lapa, berço de Garotinho, sobre o atraso do aluguel social por parte do governo de Campos, e teve que admitir constrangido: “Está atrasando porque a Prefeitura, no momento, está sem dinheiro”? 

Wladimir – Não teve multidão, foram cerca de 10 pessoas. Todos os outros que aparecem na filmagem estavam na festa de Natal que eu realizo todos os anos na Lapa. Naquela ocasião, o aluguel social estava com um mês de atraso, o governo estava fazendo cortes para enfrentar a crise e a queda da arrecadação. Em junho de 2014, o barril de petróleo era negociado a US$ 120, enquanto em dezembro do mesmo ano estava na casa dos US$ 60. Não dá para pagar as mesmas contas recebendo menos dinheiro. Eu disse a verdade. Melhor ficar vermelho na hora do que amarelo a vida toda.

 

Folha – Chamada de “venda do futuro”, a antecipação das receitas do município foi reprovada (aqui) por 88,7% dos campistas, em pesquisa do instituto Pro4, rejeição próxima à registrada em enquetes da Folha Online (85,1%) e da InterTV (90%). Anda assim, na ordem de até R$ 1,2 bilhão, a operação foi aprovada em sessão da Câmara em junho, julgada ilegal pela Justiça, mas aprovada novamente em setembro. Acha que vocês vão conseguir quem compre? Como Campos chegou ao ponto de ter que vender?

Wladimir – Vale lembrar que o que foi considerado ilegal pela Justiça foi o modo que a sessão da Câmara foi conduzida, pois o vereador Kellinho era suplente e não poderia ter participado dela. Não tem nada de ilegal com a operação e com a lei aprovada. Vale lembrar também que o valor da operação é calculado pela Agencia Nacional de Petróleo (ANP), baseado nas perdas reais que os municípios e Estados tiveram, não tem ninguém pleiteando valores exatos. Dito isso, eu deixo algumas reflexões: os vereadores e parte da imprensa que criaram o termo “venda do futuro” apoiaram o (Luiz Fernando) Pezão (PMDB), candidato do Sérgio Cabral (PMDB), ao governo do Estado. O Cabral fez esse tipo de operação diversas vezes, o Pezão apenas este ano já fez várias operações idênticas, dando como garantia não só os royalties de petróleo, como o ICMS do Estado, chegou ao cúmulo de pegar R$ 6 bilhões dos depósitos judiciais, para poder cobrir o buraco do Estado, e ainda assim ele próprio teve que admitir que não sabe se terá dinheiro para pagar o funcionalismo publico e o 13º salário no final do ano. E aí? Ele está certo e nós errados? É mais provável que alguns aqui na cidade estejam brincando com a inteligência das pessoas.  O que é dito no jogo político precisa ser sustentando, assim que a operação for concretizada, o que deve ocorrer ainda em outubro, e o dinheiro voltar a circular na cidade, todas as pessoas terão o real entendimento da necessidade dela. Não comprometera nenhuma outra administração ou geração futura, como tentam afirmar, pois está escrito e previsto na lei que só poderá ser pago 10% daquilo que for arrecadado ao ano. Sendo assim que futuro será comprometido?

 

Folha – A Folha vem fazendo uma série diária de matérias, ouvindo especialistas de cada área, para apontar princípios à próxima administração municipal. Em resumo, quais compromissos o sucessor da sua mãe deveria assumir em questões como dependência dos royalties, transparência de governo, enxugamento da máquina, infraestrutura, comércio, indústria, agropecuária, cultura, esportes e lazer, sem contar a saúde e a educação, na qual Campos fica entre as últimas posições, no Ideb e Ioeb, entre os 92 municípios fluminenses?

Wladimir – São muitas questões importantes para serem tratadas em uma única pergunta, o que eu gostaria de ressaltar é a importância do diálogo com a sociedade e com as instituições. O governo precisará ser mais horizontal e estar atento as opiniões e as necessidades de cada segmento. Programas importantes e que vem dando bons resultados como os Bairros Legais, Passagem Social, Vilas Olímpicas, programa de imunização com várias vacinas gratuitas, Micro Crédito pelo Fundecam, novas escolas e creches, programa habitacional e tantos outros precisam ser mantidos e ampliados, dentro da nova realidade financeira imposta pela crise nacional e pela crise da região do petróleo.

 

Folha – Ainda em relação àquela sua última entrevista, que abriu esta, você a encerrou em 2014 projetando a sucessão de Rosinha para 2016: “São muitas condicionantes. Se Garotinho ganhar a governador, é uma coisa. Se ele não ganhar, será outra”. Pois ele perdeu ainda no primeiro turno, amargando no segundo a derrota (aqui) em cinco das sete zonas eleitorais de Campos, ao apoiar Marcelo Crivella (PRB). E agora, como será?

Wladimir – A vitória de Pezão em Campos no segundo turno teve um componente mais do que simplesmente político. A Igreja Católica emitiu um comunicado oficial pedindo aos fiéis que não votassem no Crivella e, no domingo pela manhã, do dia da eleição, em várias igrejas, os padres reforçaram o pedido. Garotinho não venceu a eleição e já estamos vivendo a situação que havia dito em 2014. Primeiro tentaram controlar a câmara de vereadores para fazer o governo ficar de joelhos, algo semelhante ao que faz Eduardo Cunha com Dilma. Em seguida, alguns que eram aliados trocaram de lado. Sem dúvida a eleição será muito disputada. Ainda teremos cenas e capítulos a serem escritos nesse um ano até o pleito.

 

Publicado hoje na Folha da Manhã

 

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Este post tem 31 comentários

  1. vem logo 2016! não aguentamos mais como campistas esse governo: basta ouvir o que o povo fala em todos os setores e bairros! o desejo é de libertação de um grupo soberbo que não ouvi a sociedade, e não aceita criticas! que venha logo 2016!

  2. Esse rapaz tem o mesmo dna da família, diz uma coisa e pratica outra, quando ele diz que o político tem que reciclar é um recado a família dele ou mais uma tática de frases prontas pra mostrar a modernidade que só existe no papel, já que na prática a ação é arcaica com voto de cabresto no toma-la-dá-cá. Outro ponto é quando diz que a derrota em campos se deu por conta de uma campanha da igreja católica que tomou partido e até usou o púlpito pra pedir que o eleitor não votasse no Crivela, prática essa, até onde nos sabemos muito utilizada pela própria igreja Universal. Os padres de campos trocaram o sermão da montanha pelo pedido de votos. É mais um rosáceo que destila frases feitas com objetivos distintos, a manutenção do poder pelo poder!

  3. E, dificil, tentar esclarecer, os itens, a qual, o Jovem, vem tentando, fazer lavagem Celebral, no. eleitorado, coisas absurdas como e o caso de Feijo, fechado, com o grupo, so fechou qdo nao teve mais jeito, e disse oSr, Jesus, Vinnde a mim todos vos cansados e oprimidos e eu vus, aliviarei.Talvez vcs, da politica tem mente curta, prcure o Discurso, de Feijo, onde era a Varicor, reveja, as palavras dele. Do grupo veja os Secretarios e Ex. De Dr. Arnaldo e de Mocaiber, este ultimo que deu as eleicoes, aos Roseas, de tanta carta n manga que tinha o Ilmo. Sr. Garotinho, , esta distribuicao de Mauro e Pudim, e Talvez a Dep. Clarisse, nao passa de mais uma cartada que o mestre vai, da, vao jogar dinheiro em Pudim e. Mauro, e vai evaziar bem. Ai chega o Garotinho, jogando pelo meio, indica um e apoia e leva a eleicao, calculando sera que os 2 juntos levam 50.000(votos) fica o resto para o candidato do Garotinho, Por que, durante os governos que participaram Pudim uns 30 anos, Mauro, da 1 eleicao a governador para ca, so nenhum dos dous nunca fuzeram nada para nimguem, sem autorizacao do Mestre.

  4. Decio Rangel Barcelos, acho que você está superestimando muito o Garotinho, temos que acabar com essa imagem de gênio que ele não é, não passa de um populista que aproveitou seu momento com uma política agressiva tanto na língua quanto no bolso, não consegue hoje eleger nem sindico de prédio por conta da sua soberba e vaidade. Temos que acabar com esse mito de genialidade que somente existe no subconsciente coletivo.

  5. Quer dizer que a Igreja católica foi a responsável pela derrota do pai nas eleições de 2014? Conforme essa entrevista, ele responsabiliza a Igreja Católica de fazer campanha contra seu pai, inclusive afirma que nas missas os padres pediam pra não votar no candidato. No dia da eleição a igreja intensificou a campanha contra os rosáceos. É o mesmo megalomanismo da família que se acha maior que é, com uma falta de visão e dificuldades de observar os erros e assim, aprender com os mesmos, sempre colocando a culpa nos outros. É o Garotinho saindo de cena e deixando as crias bem doutrinadas em sua cartilha, a única diferença é que os filhos são mais competentes que ele no quesito ganhar dinheiro. Qualquer semelhança com o Lulla e seu filho é mera coincidência…

  6. …E Só existem no inconsciente* coletivo (grifo nosso), por Causa de (trecho excluído pela moderação) como essa Acima!

  7. Parabéns empresário que não precisa da política para sobreviver,ainda bem que tem plantação de frutas para sobreviver

  8. A POPULAÇÃO VAI DAR O RECADO EM 2016 PARA ESTES DERROTADOS , CHEGA DE CORONELISMO , SÓ FAZEM OBRAS SEM EXPRESSÃO QUE NÃO TRAZ PROGRESSO LOCAL VIVEMOS NUMA CIDADE ATRASADA .

  9. Fico me perguntando, por quê estudei anos, pós, MBA, etc. para ver um cavaleiro como este que nunca fez nada na vida, nunca contribuiu em nada com a sociedade em que vive, falar um monte de bobagens e a imprensa (todos os meios) ainda dar espaço para (trecho excluído pela moderação)
    Lamentável!

  10. MARCOS VALE, concordo totalmente com vc quando diz que esse cara não é nada mais que um mito somente de subconsciencia! as eleições passada deixou isso muito claro no estado no primeiro turno e em campos no segundo: no ano que vem nem esse mito de força politica ficará na mente do povo mais!

  11. Bela exposição do Jornalista, ao mencionar o nome do jovem Thiago Ferrugem, pelo trabalho, e pela harmonia no grupo rosáceo não vejo nenhum nome agregando mais, a questão é: será que o Garotinho vai aceitar?

  12. Ele é um bom ator, esquece bem dos problemas que vive a cidade, qual a Prefeita, é a sua mãe. Pena que eles não conseguem viver no lugar do povo pra sentir o que nós estamos vivendo nesta cidade miserável e ricano mesmo tempo. Dinheiro tem a vontada, mas não conseguem gastar nos lugares que a população ´recisa. Querem pegar dinheiro emprestado, mas pagam com facilidade R$ 500.000,00 ( Meio Milão de reais ) a esta empresa que a todo momento consegue receber da Prefeitura de Campos dos Goytacazes. Esta empresa é a :Working ( recebe mais de meio milhão por “manutenção” ). Fala aí Wladimir!!!! Porque esta empresa recebe em momento de crise, tanto dinheiro com tanta facilidade e mesmo assim, o governo Rosinha Garotinho com o apoio de Garotinho, querem vender o futuro da nossa cidade Campos dos Goytacazes.

  13. Wladimir!
    Parabéns pela bela entrevista.

  14. Concordo totalmente com o último comentário. o garotinho já deu o que tinha que dar. Já foi flor do campo e hoje é tiririca de beira de estrada velha.

  15. Ao meu sentir, foi uma tremenda bola fora, transferir para Igreja Católica, a vitória do governador Pezao em Campos, no segundo turno.Reconhecer o desgaste da administração pública. Assim como ex governador Garotinho, e, fazer mea-culpa, seria um bom começo pra quem se apresenta como renovação dentro do grupo político. Transferir para o outro, uma derrota política ou eleitora, é subestimar a população. Ao meu ver, não parece um bom começo.

  16. Só porque esse cara é filhinho do papai, não significa que ele é alguma coisa!
    Acho ridículo a mídia dar importancia a este (trecho excluído pela moderação) e o que ele fala! Campo tem muitos problemas que pecisam melhorar!

  17. Não li e nem vou ler toda a matéria! Mas pelo título “renovação”, se manter gente do circulo “garotinho”, não seria renovação e sim “perpetuação”! Lembrem-se que existe um “Neto”, que no futuro não muito distante, pode vir a continuar a “perpetuando” o nome!

  18. Caro, Marcos Valle, o exesso, de bobagens, e consequencia de que a coisa se desenha da seguinte forma, Mauro ( PSDB) Pudim ( PMDM), isto e uma estrategica, To Contigo, e Gil Viana( esta Dupla) paga place, tem Voto, mais nada que abale, eo candidato da Familia, caso Vladimir, nao parta o bolo de novo e Professor Suledil, acham eles, que leva Facil, so Nao Pode esquecer, do Jovem e Promissor Politico aplaudido sabado em Todo Mercado Municipal, carregado no Colo, Rafael Diniz, , eo que vai furar a estrategia. do Garotinho, , cabou a era, em que Garotinho botava, mao na cabeca, como fez com Sergio Mendes, e outros, agora entao com a quebradeira que vai ficar, para os proximos, anos, dinheiro para pagar Dv, , e a Pref. Na miseri mais vai superar com esclarecimento publico, ele e pirigoso, porque dividiu o bolo, mais nao e mais o grande Mito, por que, so botou dinheiro fora, e esta entrando agora ate, em Campanha, da OAB, ,para neutralizar mais orgao, que pode Fuscalizar, ja que tudo que faz MP, aplaude, , ta caminhando, muita agua vai rolar, vamos aguardar, uma cousa e certa, Pudim e Mauro, dificilmente, conseguem 50.000,00) mil votos, dois partidos, grandes fora de Campos, aqui e nada.

  19. Reciclagem é: Os “G”arotinhos saírem desta Cidade. Deixar os campistas em paz e alcançarem o sucesso profissional e pessoal! Porquê? Se deixar deste jeito Campos/RJ vai “Morrer”.

  20. Parabéns pelo recado ao seu pai! Já que ele não escuta ninguém, quem sabe lendo o jornal compreende que “Quem não se recicla, está fadado à extinção” .

  21. O povo que se vende por tijolos e cestas básicas, tem o governo que merece.

  22. É MUITO PEITO DESSE (trecho excluído pela moderação) DIZER QUE POR CULPA DA IGREJA CATÓLICA, O PAI DELE PERDEU A ELEIÇÃO, FATO ESSE QUE CAMPOS TODO SABE QUE QUEM FEZ SEU PAI PERDER A ELEIÇÃO, FOI ELE MESMO, QUE SE PREOCUPOU COM A CANDIDATURA DE BRUNO PARA PREJUDICAR PUDIM O TROCO VEIO Á CAVALO SEU PAI PERDEU A ELEIÇÃO E A CULPA É SUA. POVO DE CAMPOS ACORDA PRECISAMOS MANDAR ESSA FAMÍLIA PRO (trecho excluído pela moderação)!!!!!

  23. Quando escrevi acima que esse garoto tem o DNA da família acertei em cheio, aqui aos jornalistas posa de Nova Forma de Fazer Política, na prática continua seguindo a cartilha do pai onde somente ele tem razão, só ele fala e não aceita críticas. Amam a Democracia do papel, mas exercem a democracia centralizada onde somente ele manda os outros obedecem, vi várias vezes ele proferir essa frase, e o Wladimir não tem nada de diferente, fui comentar a matéria na página dele do face e como passe de mágica, meu comentário sumiu. Só ficaram os poucos caraminguados likes e comentários favoráveis, não aceita a opinião alheia r nem a críticas!

  24. Sei que nao dá para soltar os verbos aqui, pois já bloquearam algumas palavras minhas.
    Mas os Campistas irão dar o troco nas eleições do ano que vem.
    Só peço aos Campistas tomarem cuidado em nao votar em Candidatos de Garotinho, porque eles (Rosinha e Garotinho) já estao armando contra os Campistas, lançando vários candidatos do seu Grupo para tentar vencer nessas eleições, na tentativa de continuar no mando da Política de Campos e assim, iremos continuar vendo a cidade do jeito que está.
    Não votem principalmente em pudim, Mauro Silva e claro, na Clarisse que tbm saiu do PR. É tudo armadilha contra nós Campustas.
    Chega de figurinha repetida, vamos votar em pessoas que não seja da Prefeitura e que realmente queira transformar nossa cidade, de modo que tenhamos prazer em viver nessa cidade.
    Para finalizar, deixo aqui um pensamento meu:
    “Será que se Política nao desse tanto dinheiro, alguém se candidatava?”

  25. Ele deve ter como referência a própria família! O pai, a mãe, todo o “staff” de secretários e assessores, tudo muito evidente na família como decadente, antiquado, verdadeira fórmula gasta, vencida!

    É bom que se diga, ele mesmo e a irmã, que repetem à exaustão, um discurso fraco, incoerente e desatualizado. Consequentemente, estando agora o “grupo familiar, acéfalo, só resta mesmo descer ladeira abaixo completamente sem freio.

    Se Deus quiser, no próximo ano, a maior parte deste pesadelo que é este “grupo” no Poder, irá esvaziar até, finalmente, desaparecer, Amém!

  26. Será que reciclou !BONECA DO WALDIR”””

  27. SE RECICLOU DE NOMES AO BURROS!!

  28. Então seu pai está fadado a extinção, já q usa as mesmas práticas de 30 anos atrás, como dar prêmios pelo rádio, por exemplo.

  29. Quem é wladimir?
    Mudando de assunto, porque acabou a boneca de Valdir?
    O que a ferrugem tem a ver com o caso?

  30. Ao invés querer aparecer em época próximo eleicoes! Façam projetos tirar Cidade 88° ref. Educação e reformas escolas. Sem contar Limpezas Canal Coqueiros e CamposXMacaé e todos Canais da Baixada Campista etc…etc…etc…

  31. Vocês insistem em dar espaço pra este rapaz. (Trecho excluído pela moderação) cresceu agarrado nas tetas do poder dos pais. Fazendo os rolinhos com seus “parceirinhos de negócios”. Tem um discurso fraco e ensaiado. Pelo amor ao futuro de meus filhinhos, meu povo adorado santíssimo de Campos dos Goytacazes nos livre destes garotinhos. Sabe o que veio aqui à cabeça? Você Wladimir é o nosso correspondente nativo ao Lulinha. Daqui pra frente vamos chamar você de Wladimir Lulinha…

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