Opiniões

Diogo Neves, do Imne: “Não vão nos intimidar, nem quem vê em nós esperança”

Conheço Diogo Neves desde criança. Ao longo dos anos, acompanhei a formação de um homem de bem e passei a admirar o médico oncologista, dedicado aos seus semelhantes acometidos da mais cruel da doenças. Profissional com passagem no Instituto Nacional do Câncer (Inca), no Rio, voltou a Campos para assumir e ampliar com êxito o serviço de oncologia do grupo Imne, de propriedade de seu pai, o empresário e também médico Herbert Sidney Neves.

Sobre o incidente de ontem, no qual foi envolvido, na reunião do Conselho Municipal de Saúde que não houve, no vídeo com áudio postado aqui, na Folha Online, os personagens falam por si mesmos. Sobre o descredenciamento do Grupo Imne (aqui e aqui) dos serviços que presta há anos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) não só aos pacientes oncológicos, mas também àqueles acometidos de insuficiência renal, creio que quem deve uma fala clara, elevada da vala comum das agressões verbais, dedos em riste e ameaças físicas, são os integrantes do Conselho Municipal de Saúde.

Sobre Diogo Neves, o que posso dizer, pessoalmente, é que estive ao seu lado quando éramos crianças. E estarei agora, enquanto espero que ainda possamos todos tratar da Saúde Pública de Campos como homens, naquilo que o substantivo traz de comum aos gêneros.

Abaixo, o texto de Diogo:

 

Diogo Neves (foto de Silva Rust - Terceira Via)
Diogo Neves (foto de Silva Rust – Terceira Via)

 

Ontem, compareci a uma reunião do Conselho Municipal de Saúde, na qual seria discutido o credenciamento de estabelecimentos prestadores de serviço ao SUS. A reunião acabou não acontecendo por motivos alheios à minha vontade. Estava lá na condição de médico oncologista que sou. E assim como vários outros presentes, buscava respostas a respeito do descredenciamento do grupo IMNE em relação ao atendimento de pacientes com câncer e renais crônicos.

Após uma hora de espera por alguma satisfação de quem quer que fosse, representante do governo, ou representante do Conselho Municipal de Saúde, surgiu uma pessoa que apenas se identificou como conselheiro municipal de saúde e anunciou que a reunião não seria realizada. Solicitei ao conselheiro que tranquiliza-se os presentes em relação à continuidade de seus tratamentos, e para minha surpresa o que se viu foi um show de arrogância e grosseria com pessoas já tão fragilizadas.

Solicitei ao então conselheiro, que posteriormente vim a saber se tratar do Sr. Estevão de Souza Azevedo, que parasse de gritar com as pessoas e que tivesse respeito com os presentes. Neste momento passei a ser agredido verbalmente, moralmente e só não fui agredido fisicamente devido a intervenção de algumas pessoas presentes. Decidi me retirar, pois também não tenho sangue de barata.

Posteriormente ao ocorrido, muitas pessoas me ligaram se solidarizando e com receio que esses vídeos fossem divulgados e que afetassem de alguma forma minha reputação. Fico feliz com o carinho dos meus pacientes, colaboradores e colegas de trabalho, mas não é assim que eu sou. Por que do que terá valido ter passado por todo esse constrangimento se não for para mostrar a todos os pacientes, familiares e cidadãos o tipo de gente (sem generalizar) que hoje decide o futuro da saúde da gente, povo campista.

Sei que por trás de todo esse destempero do Sr. Estevão existem interesses escusos que em breve serão revelados. A quem interessa o descredenciamento do grupo IMNE? A quem interessa deixar desassistidos tantos pacientes?

O que ocorreu ontem não me intimidou, nem vai intimidar milhares de pessoas que veem em nós uma esperança de receber tratamento humano e digno. Na próxima semana estarei na reunião do Conselho Municipal de Saúde e convoco a todos, pacientes ou não a estarem presentes, eles vão ter que nos ouvir

 

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Este post tem um comentário

  1. O grupo IMNE poderia financiar um advogado para que os pacientes assistidos entrassem com uma ação coletiva contra a prefeitura.

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