Paul Newman jovem em clássico do Cineclube Goitacá nessa quarta

 

 

Para um astista, o mais importante é viver para sua arte ou como ele pode viver dela? Em meio à fumaça dos cigarros e à média luz dos salões de bilhar, é este o dilema que vive “Fast” Eddie Felson, jogador de sinuca e trapaceiro interpretado por um jovem Paul Newman (1925/2008), no filme “Desafio à corrupção” (“The Hustler”, 1961), com direção, roteiro e produção de Robert Rossen (1908/66). O clássico do cinema será exibido amanhã, quarta-feira, 9 de dezembro, a partir das 19h, no Cineclube Goitacá, na sala 507 do edifício Medical Center, no cruzamento da rua Conselheiro Otaviano com avenida 13 de Maio. A apresentação e a mediação do debate após a sessão ficarão por minha conta. A entrada e a participação, como sempre, são gratuitas e bem vindas.

Desafio à corrupção Dentro da tela, o objetivo de Eddie Felson é derrotar Fats Minessota, consagrado como maior jogador de sinuca do seu tempo e lendário personagem da vida real, interpretado no filme por Jackie Gleason (1916/87). Sem o talento do corpulento campeão ou seu jovem desafiante, mas controlando a ambos através do dinheiro, quem também tem papel fundamental na trama é o apostador profissional Bert Gordon, numa composição mefistotélica de George C. Scott (1927/99). Na pele da problemática, mas sensível Sara Packard, namorada de Felson, completa o elenco a atriz Piper Laurie, única atualmente viva, veteraníssima com mais de 100 atuações em cinema e TV.

Inegável (e inevitável) a influência do expressionismo alemão na fotografia em preto do alemão Eugen Schüfftan, vencedora do Oscar na categoria. Curiosamente, o filme geraria uma continuação 25 anos depois, com “A cor do dinheiro” (“The color of money”, 1986), dirigido por ninguém menos que Martin Scorsese. Nele, é um envelhecido Eddie Felson que banca o jogo, ao ser capturado pela arte de um jovem talentoso, muito parecido com aquele que ele fora no passado: Vicent Lauria, interpretado por outro astro então em ascensão, um tal de Tom Cruise.

Após concorrer e perder a estatueta de ator principal, como o jovem Eddie Felson de “Desafio à corrupção”, foi com a continuação “A cor do dinheiro” que Paul Newman finalmente ganhou seu primeiro (e único) Oscar de melhor ator. Como ele diz na fala derradeira do segundo filme, ao recuperar sua arte um quarto de século depois: “I’m back!” (“Eu estou de volta!”).

Enquanto a sessão não começa, confira o trailler desse clássico da sétima arte:

 

 

 

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Este post tem 2 comentários

  1. Ana

    Olá, boa noite. Tenho interesse na programação de 2016. Quando o cine retomará as atividades? Grata.

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