Diferente de Édipo, Caio tem reagido com elegância às deselegâncias do pai

Já havia escrito desde o sábado (30) o artigo que iria publicar (aqui) na Folha da Manhã do útimo domingo (31) — mesmo espaço que, em dias de mais sorte, era preenchido pelos textos de Aluysio Barbosa, o Bom.

Mas desde que este “Opiniões” foi buscado pelo próprio ex-prefeito Arnaldo Vianna (PEN), no início da semana passada, para ser o primeiro a divulgar (aqui) questionamentos públicos ao seu filho Caio, candidato a prefeito pelo PDT, que a analogia dessa nova novela política goitacá foi se montando naturalmente na cabeça, por seus vários pontos semelhantes com a clássica tragédia grega “Édipo Rei”, de Sófocles (497 a.C./406 a.C.).

Nessa colagem natural entre leituras passadas, inevitável se juntar também Sigmund Freud (1856/1939), a partir dos conceitos da psiquiatria que buscou fundamentar na dramaturgia de Sófocles.

Posto para fora em escrita, na própria manhã de domingo, o que se montara na cabeça durante todo o correr da semana anterior gerou um artigo inicialmente feito só para o blog, onde alcançou uma popularidade inesperada, a partir da viralização do seu link na democracia irrefreáel das redes sociais.

Talvez por usar elementos da cultura universal para tocar em temas delicados, não só políticos, mas familiares, o texto alcançou repercussão também entre quem milita na grande mídia do Rio, onde ganhou (aqui) analogias com a popular teledramaturgia brasileira.

Não por outro motivo, intitulado “Só Freud explica — Tragédia grega na novela política de Campos”, o artigo feito inicialmente apenas para o blog foi republicado hoje (02), na edição impressa da Folha.

 

Página 3 da edição de hoje (02) da Folha da Manhã
Página 3 da edição de hoje (02) da Folha da Manhã

 

Mas diferente de Édipo, o filho da peça que se arrepende do ato cometido mesmo sem dolo contra o pai, Caio tem reagido com extrema elegância, na vida real, às deselegâncias públicas vindas de Arnaldo.

Como bem ressaltou o jornalista político Saulo Pessanha, logo na nota de abertura da sua coluna “Painel Político”, publicada ontem na Folha (01) e corretamente intitulada “Sem ódio”:

— Otimista, Caio mando o recado: “Serei prefeito, continuarei sendo um bom filho, e terei o compromisso de resgatar todo o legado de Arnaldo Vianna”

 

Saulo 01-08-16
Página 3 da edição de ontem (01) da Folha da Manhã

 

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