
Acordou de madrugada com dor na consciência.
Arrependida por ter se permitido mais uma vez.
Olhou-se no espelho: nua, lambuzada, exausta e sozinha.
Traída pelo próprio desejo.
Por que diabos a vontade era mais forte do que o objetivo de resistir?
Não sabia. Era sempre a mesma ladainha: bastava vê-lo para sentir a nuca arrepiada e uma gota de suor descendo pela lombar.
Depois ficava chateada, deprimida, sentindo-se puta, vendida.
Ele – frio. Mas para ela, quanto mais gelado mais excitante. A tentação era constante.
Não resistiu.
Foi até a cozinha, abriu a geladeira e devorou, com tesão de gorda, a mousse de limão, o pavê de amendoim e dois terços da torta de chocolate.
Foda-se a dieta, não era de fazer cu doce.

MuitoBoa! O paladar de Eros.
Com água na boca!