Opiniões

Ausências de Caio e polêmicas de Chicão marcam encontros entre candidatos

Ponto final

 

 

Onda e contramaré

Que a “onda” Rafael Diniz (PPS) tem gerado muitas reações, não é novidade. O crescimento do jovem candidato da oposição pode ser visto tanto nas últimas pesquisas, como dos institutos Pro4 (aqui) e Paraná (aqui), quanto percebido no extremo de determinadas atitudes rosáceas, como pedir login e senha dos perfis de Facebook dos quase cinco mil comissionados e RPAs da Prefeitura. Como o jornalista Alexandre Bastos revelou (aqui) em seu blog, o objetivo seria viralizar virtualmente a reprodução das transmissões ao vivo da campanha governista.

 

No mundo real

Do mundo virtual ao real, os reflexos de um certo nervosismo também começam a ser percebidos nos encontros com os seis candidatos a prefeitos promovidos por entidades. Até agora, foram três: o Fórum de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente de Campos, na Apoe, no dia 6; a reunião com carnavalescos, anteontem (13), na sede do Ururau da Lapa; e a sabatina dos candidatos com os estudantes e professores do Colégio ProUni, ontem (14).

 

Ausência

Dos três, o candidato Caio Vianna (PDT) só compareceu ao primeiro. E nele chegou atrasado e saiu antes das considerações finais. Como o sonho de se eleger prefeito de Campos parece mais distante com as últimas pesquisas, o pedetista poderia ter que se contentar com um alvo mais modesto. Segundo (aqui) o jornalista Saulo Pessanha, um objetivo secundário seria ficar à frente de Geraldo Pudim (PMDB), cuja candidatura a prefeito tem apoio do ex-prefeito Arnaldo Vianna (PMDB), que não poupou seu próprio filho de críticas públicas.

 

Na Apoe

A despeito da presença errática de Caio nos três encontros, em dois deles quem revelou destempero foi o líder da corrida nas pesquisas. Se ninguém tem dúvida de que Dr. Chicão (PR) era a melhor opção do garotismo à sucessão da prefeita Rosinha, justamente por sua simpatia pessoal e perfil afável de médico pediatra, estas características não pareceram estar presentes no evitável questionamento a um garoto de 12 anos que, no encontro da Apoe, fez sua pergunta ao governista elencando problemas no bairro da Tapera, onde mora. “Então você não mora na Tapera”, respondeu Chicão ao menino, a quem deixou visivelmente constrangido.

 

No ProUni

Já ontem, no encontro promovido pelo Colégio ProUni, Chicão voltou a se envolver em estresses desnecessários. Primeiro, ele quis responder a uma pergunta sobre educação de pé, mesmo após ser lembrado pelo moderador do acordo pelo qual todos os candidatos falariam sentados. Depois, numa pergunta sorteada sobre o mesmo tema, que seria dirigida ao candidato Nildo Cardoso (DEM), o governista questionou aquilo que nela julgou serem críticas injustas à maneira como a administração Rosinha tratou o magistério do município.

 

Contraindicado

Em suas duas manifestações, Chicão acabou tendo que se submeter a decisões finais desfavoráveis. Todavia, mais do que o insucesso prático das contestações, elas revelaram um perfil avesso àquele com o qual o candidato conquistou a confiança de crianças e seus pais, ao longo dos anos, na construção de uma admirável carreira na pediatria. E, após ingressar na política, nada indica que uma mudança vá gerar bom diagnóstico.

 

Bola rolada

Além de não surtir o efeito desejado, as polêmicas do candidato governista acabam rolando a bola para alguns dos seus principais adversários. Na Apoe, em suas considerações finais, Rafael afirmou que o menino questionado por Chicão falara algo mais importante do que todos os candidatos a governar Campos. Na deixa do compositor Gonzaguinha (1945/91), Diniz disse preferir ficar “com a pureza da resposta das crianças” e caminhou de encontro ao garoto, que se abraçou a ele e chorou emocionado.

 

Conta própria

Um assessor de Rafael, que acompanhava a cena, também chorou, enquanto lamentava: “Se fosse no debate da Globo, a eleição acabava aqui”. Por conta própria, o eleitor terá a chance de tirar suas conclusões nos debates dos próximos dias 25, 27 e 29, respectivamente pela Rede Record, Fórum Interinstitucional de Dirigentes de Ensino Superior de Campos (Fidesc) e InterTV — o tal “da Globo”. Já o do Fidesc, na Uenf, terá transmissão ao vivo na Plena TV, Rádio Continental e Folha Online, em seu perfil no Facebook e sua conta no YouTube.

 

Publicado hoje (15) na Folha da Manhã

 

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Este post tem 6 comentários

  1. De fato, até aqui, Rafael Diniz, considerado inexperiente, está dando banho nos demais candidatos. Curioso é que, apesar do maior adversário ser médico pediatra, quem vem conquistando o carisma das crianças e dos jovens é o candidato do PPS.

  2. meus queridos ! o garotinho “chicão” está contaminado com tudo de ruim da política dessa família , eu prefiro a pureza dessa criança; adulta na sinceridade, na honestidade, na capacidade de gerir os nossos milhões com transparência e dignidade.UM ABRAÇO!

  3. Seria CAIO o CAVALO DE TROIA?

  4. Isso ja era esperado de Chicão. Um péssimo debatedor. Por isso que muitos apoiavam a candidatura do Paulo Hirano. Teoricamente bem mais preparado em debates pois foi o líder do governo na câmara. Rafael sinplesmente vai engolir Chicão nos debates. E olha que meu voto não será dele!

  5. Tenho esperança que Rafael,que parece ter coração,parece…, faça o máximo pelos idosos e crianças.A violência tem inundado os corações dos adolescentes e os idosos não têm tido qualquer chance de viver.

  6. Esperem para verem que Pudim vai engolir os outros cinco candidatos, se duas chapas não caírem antes. Quem viver verá.

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