Pesquisas de SJB e Quissamã hoje, de Campos amanhã e Justiça para depois

Ponto final

 

 

Equilíbrio no debate de SJB

Pelo andar da carruagem no debate de ontem, (aqui) no Instituto Federal Fluminense (IFF) de São João da Barra, entre os dois candidatos a prefeito do município, o atual Neco (PMDB) a ex Carla Machado (PP), tudo indica que o primeiro acertou na decisão recente de subir o tom para responder às investidas da sua antecessora. Se não contribuiu à discussão de ideias e propostas administrativas, pareceu ao menos ter equilibrado o jogo político, que vinha sendo vencido nos três anos anteriores pela combatividade de Carla.

 

Tarde demais?

Mas se veio com a campanha, a partir da orientação de uma competente equipe de marketing vinda de fora, a reação de Neco talvez tenha acontecido tarde demais. Na pesquisa do instituto Pro4 feita em setembro e divulgada (aqui) na página seguinte, sobretudo quando comparada à consulta realizada em julho pelo mesmo instituto, é incontestável que o atual prefeito reagiu, crescendo nas intenções de voto e diminuindo uma espantosa rejeição. Mas nada que pareça ter vindo a tempo de mudar os rumos do pleito de daqui a apenas 12 dias.

 

Ibope e urnas

Segundo a consulta estimulada do Pro4 com 1.090 eleitores dos seis distritos de SJB, com margem de erro de três pontos percentuais para mais ou menos, se 2 de outubro fosse hoje, Carla seria eleita prefeita, com 79,2% dos votos válidos. E tentar desqualificar o instituto Pro4, no nível ao que militantes de Neco têm descido nas redes sociais, reproduzindo o que de pior o rio Paraíba leva de Campos ao município vizinho, tende a se tornar ainda mais irrelevante (e constrangedor) quando considerada não só a proximidade das urnas, como o fato de que o Ibope pode divulgar uma pesquisa (aqui) da disputa sanjoanense no próximo sábado, dia 24.

 

Quissamã

Embora não com a mesma vantagem, ouvindo menos gente (600 entrevistados) e, portanto, com uma margem de erro maior (quatro pontos percentuais para mais ou menos), o instituto Pro4 também apontou (aqui) uma vitória na eleição majoritária de Quissamã de outro ex-prefeito: Armando Carneiro (PSB). Liderando tanto a pesquisa estimulada (45,2%), quanto a espontânea (37,7%), ele enfrenta, no entanto, um adversário eleitoralmente mais consistente do que Neco tem se mostrado em SJB: a ex-vereadora Fátima Pacheco (PTN).

 

Diferente de SJB?

Com 36,3% das intenções de voto na consulta estimulada (8,9 pontos percentuais abaixo do ex-prefeito) e 30,3% na espontânea (7,4 pontos atrás), Fátima ostenta uma rejeição menor. Ela ficou com 9,5% no índice negativo, contra 12,2% de Armando, ambos abaixo dos impressionantes 48% do atual prefeito Nilton Furinga (PSDB). Apesar da proximidade da adversária, o representante da tradicional família Carneiro a bateria no pleito, segundo o Pro4, por 51,4% contra 41,4% dos votos válidos. Diferente de SJB, ainda dá para apostar contra.

 

Em branco ou nulo

Enquanto o eleitor se aproxima da sua decisão na urna, quem optou por não tomar decisão nenhuma foi o juízo da 76ª Zona Eleitoral (ZE). Após receber do Ministério Público Eleitoral (MPE), desde a última quarta (14), o pedido de antecipação de tutela numa Ação de Investigação Judicial Eleitoral (Aije) pela utilização eleitoral evidenciada (aqui) do Cheque Cidadão pelos Garotinho, desmembrada (aqui) no sábado (17) em ações individualizadas contra 34 candidatos governistas a vereador, cuja celeridade na decisão foi formalmente cobrada (aqui) pelo PMDB no domingo (18), o magistrado fez (aqui) a opção do eleitor que vota em branco ou nulo: delegou sua decisão a outro.

 

De presente

Só cinco dias depois do que poderia ter feito desde o início, o titular da 76ª ZE de Campos pediu seu afastamento do caso, solicitando ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE) outro juiz só para julgar o que já foi condenado pela Justiça Eleitoral de Campos desde 2004. Naquela oportunidade, sem nenhuma omissão, o Cheque Cidadão foi suspenso após ser usado pelo mesmo grupo político, para a prática do mesmo ilícito, em outro pleito municipal goitacá. Se nos últimos 12 anos, os Garotinho adquiriram expertise na troca de dinheiro público por voto, ontem também ganharam mais tempo para continuar a fazê-lo.

 

Pesquisa no forno

Como a festa da democracia, essa antiga invenção grega de antes de Cristo, é o momento em que o simples cidadão mais se aproxima de quem também deveria ter como função decidir pelo melhor à coletividade, mediante a observância às leis e à própria consciência individual, mais uma pesquisa sobre a acirrada disputa da sucessão da prefeita Rosinha Garotinho (PR) é esperada para amanhã (21). Para se manter informado, basta ao leitor continuar acompanhando a Folha da Manhã.

 

Publicado hoje (20) na Folha da Manhã

 

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Este post tem 3 comentários

  1. Thiago

    É impressionante como alguns juízes se omitem no momento em que a sociedade mais precisa deles. Para ser membro de poder tem que ter coragem. Não adianta ser simpático e gente boa. Não estou levantando qualquer dúvida sobre a capacidade, a moral e a honestidade do Magistrado, mas é preciso mais coragem para tomar decisões importantes na Comarca. Não é a primeira vez que isso acontece. Decretar divórcio e fixar alimentos é muito cômodo.
    Esta é uma crítica de um cidadão que tem coragem e todo o direito de expressar a sua opinião. Respeito e acato a sua decisão, mas como eleitor recebo-a com indignação.

  2. jocal

    o meritíssimo juiz deveria se julgar incapaz desde o dia que assumiu a comarca, pois esses laços que o impedem de julgar os acusados não devem ser recentes. a sociedade não pode ficar a mercê da justiça, quando uma decisão como esta irá alterar todo processo eleitoral. essa turma de acusados estão precisando de uma sentença corajosa e desfavorável aos mesmos, pois, os crimes foram cometidos, então só resta a condenação. UM ABRAÇO!

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