Rafael anuncia transição no Desenvolvimento e Assistência Social

Ponto final

 

 

Transição com novos nomes

Depois dos oito nomes conhecidos em primeira mão nesta coluna, o prefeito eleito Rafael Diniz anunciou, anteontem (23) e ontem (24), mais dois quadros da sua equipe de transição. Na manhã de quarta, em reunião na Firjan, ele revelou que o arquiteto Victor Aquino coordenará a pasta de Desenvolvimento Econômico. Já na manhã de quinta, em reunião com a reitoria da Uenf, foi a vez de o jovem prefeito divulgar a socióloga e advogada Sana Gimenes, na coordenação da Família e Assistência Social.

 

Victor Aquino

Formado na Universidade Santa Úrsula em Arquitetura, Victor Aquino fez especialização na de hospitais, na qual passou a lecionar na PUC Rio e, depois, no Isecensa. Ele traz no currículo os projetos do Hospital Geral de Guarus (HGG), do Prontocardio e do Hospital da Unimed, em Campos. Para a cooperativa de médicos, assinou ainda às plantas dos hospitais da Unimed em Rio das Ostras e Macaé. Neste município, foi quem projetou o Hospital Público Municipal. Na vida pública, traz a experiência de secretário de Planejamento de São João da Barra, no segundo governo Carla Machado, entre 2007 e 2011.

 

Sana Gimenes

Por sua vez, Sana Gimenes se graduou em Direito pela Faculdade de Direito de Campos (FDC) e em Sociologia, na Uenf, onde fez mestrado e doutorado em Sociologia Política. Atualmente, é professora de Direito da Universidade Candido Mendes (Ucam), da FDC e da Faculdade Redentor de Campos. Tem experiência na área de Sociologia, com ênfase em Sociologia Política, e Direito, sobretudo Constitucional, trabalhando com as temáticas: estudos de gênero, direitos humanos e cidadania.

 

Geração da ruptura

Se Victor traz a experiência desejada num novo governo que deve herdar o caos após oito anos de gestão Rosinha Garotinho (PR), Sana é outra jovem da mesma geração de Rafael. Ambos nascidos nos anos 1980, como os também advogados José Paes Neto (Procuradoria), Fábio Bastos (Governo) e Felipe Quintanilha (Controle Orçamentário e Auditoria), o sociólogo Brand Arenari (Educação) e o jornalista Alexandre Bastos (Chefia de Gabinete). Antes tarde do que nunca, representam a ruptura com uma equipe de governo que variou pouco ou nada entre os governos Alexandre Mocaiber e Rosinha — piores da história recente de Campos.

 

(Infográfico de Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)
(Infográfico de Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

 

Liberdade a Garotinho

Apesar da assessoria do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ter afirmado, ainda nessa quarta-feira, que o habeas corpus de Anthony Garotinho (PR) não tinha prazo para entrar na pauta, a matéria foi apreciada pelo plenário na manhã de ontem. Por seis a um, os ministros seguiram o voto da relatora Luciana Lóssio pela liberdade do ex-governador, que já estava em prisão domiciliar também por ordem dela.

 

Não acabou

O próprio Garotinho e sua esposa Rosinha comemoraram a decisão e logo se espalhou pelas redes socais de muitos rosáceos a informação de que o ex-governador havia sido inocentado das acusações de chefiar com “mãos de ferro” o “escandaloso esquema” de compra de voto com uso do Cheque Cidadão. Uma coisa é conseguir a liberdade sob pena de multa de R$ 88 mil e com restrição de não poder voltar a Campos, outra é o processo que segue na 100ª Zona eleitoral de Campos e ainda será julgado.

 

Não se iludam 

Fato é que para um grupo político que vem sofrendo uma sucessão de derrotas em Campos, antes mesmo das urnas no primeiro turno, o resultado de ontem no TSE repercutiu como uma grande vitória. Mas que não se iludam os que acreditam que Garotinho tem poderes suficientes para anular uma eleição, assim como também não devem se iludir os que enxergam o ex-governador como um político incapaz de se reerguer. O tempo dirá…

 

 

Com a colaboração do jornalista Rodrigo Gonçalves

 

Publicado hoje (25) na Folha da Manhã

 

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