Protestos pela educação: na cidade famosa pelo tiro em Kennedy, Bolsonaro dá tiro no pé

 

Na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, o protesto contra os cortes da Educação pelo governo Bolsonaro (Foto: Dida Sampaio – Estadão Conteúdo)

 

“Idiotas úteis, uns imbecis que estão sendo usados como massa de manobra”. Em Dallas, no Texas, foi assim que o presidente Jair Bolsonaro se referiu aos milhares de brasileiros que saíram hoje às ruas de cerca de 150 cidades — incluindo Campos (aqui) — de todos os estados do país, para protestar contra os cortes federais de 28,84% nas verbas não obrigatórias da educação.

 

Do Planalto Central à planície goitacá, a manifestação contra cortes na educação pública no Boulevard (Foto: Isaias Fernandes – Folha da Manhã)

 

Bolsonaro alegou que os manifestantes não saberiam a fórmula da água ou multiplicar 7 x 8. E demonstrou desconhecer o inc. XVI do Art. 5 da Constituição: “todos podem reunir-se pacificamente, sem armas, em locais abertos ao público, independentemente de autorização, desde que não frustrem outra reunião anteriormente convocada para o mesmo local, sendo apenas exigido prévio aviso à autoridade competente”.

 

No exercício do seu direito de protesto, manifestantes fecharam a Alberto Lamego, em frente à Uenf, e impediram o direito de ir e vir (Foto: Divulgação)
 

Bem verdade que atos como a queima de pneus, feita pela manhã em frente à Uenf, fechando a avenida Alberto Lamego, afetou diretamente quem não tem nada a ver com a história. E tem que ter seu direito de ir e vir respeitado, tanto quanto o direito de protestar. Em Brasília, ato semelhante gerou ação das forças de segurança para liberar vias públicas. Mas, até o momento, felizmente não foram registrados enfrentamentos.

Quando classifica seus críticos como “idiotas úteis” ou “imbecis usados como massa manobra”, Bolsonaro endossa quem usa os mesmos termos ofensivos para classificar os milhões de brasileiros que apoiam seu governo — em número menor a cada nova pesquisa. Como definiu a deputada do PSL e autora do pedido de impeachment de Dilma, Janaína Paschoal, é uma reedição de “sinal trocado” do “nós contra eles” proposto em passado recente pelo PT. E nada indica que terá fim diferente.

 

Bolsonaro hoje em Dallas, cidade texana que foi palco do assassinato de John Kennedy
 
Na cidade texana famosa por ter sido o palco do tiro disparado contra a cabeça do presidente dos EUA John Kennedy, seu colega brasileiro pode ter dado mais um tiro no pé.

 

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Este post tem 5 comentários

  1. Cricio Manhães Pinto

    COM TOTAL RESPEITO AS PESSOAS QUE, MESMO APARENTEMENTE MENCIONAM(XINGAMENTOS SEM INTENÇÃO) ISSO É MUITO RUIM! DANDO APARÊNCIA PESSOA ÍNDOLO EM QUESTÃO! NEM SEMPRE QUEM TEM HÁBITO XINGAMENTOS SÃO PESSOAS MÁ CONDUTA!! INFELIZMENTE UMA AUTORIDADE FORÇA MAIOR UTILIZAR PALAVRAS COMO CITADAS FICAM CARACTERIZAÇÃO DESRESPEITO AO CIDADÃO BRASILEIRO.

  2. jocimar silva martins

    Infeliz da nação cujo presidente não tem educação!

  3. cesar peixoto

    É melhor ouvir a verdade do que ouvir mentiras, exemplo nosso prefeito Rafael Diniz.

    1. Aluysio Abreu Barbosa

      Caro Cesar Peixoto,

      Pelo profundidade e o oportunidade da sua analogia, talvez inspirada nas postagens do Carluxo, acho que vc quis defender Bolsonaro.

      Abç e grato pela exemplificação!

      Aluysio

  4. cesar peixoto

    Eu votei em Bolsonaro não nego, e continuo acreditando que ele vai fazer um governo melhor do que o governo do PT.

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