Opiniões

Flamengo 4 a 4 Vasco — “Clássico dos Milhões”, como exemplo, rendeu

 

 

Em um jogo de oito gols, só na narração destes, muitas coisas podem ser ditas. Mas o empate Flamengo 4 x 4 Vasco mostrou outras coisas. E a primeira delas é, se tradição conta, cuidado com o River Plate. Atual campeão da Libertadores, o copeiro argentino foi quatro vezes senhor da América do Sul. E tem em Gallardo o melhor treinador da América Latina. O que pode contar tanto ou mais que rivalidade regional.
 
A segunda é que o time do treinador português Jorge Jesus não demonstrou, mesmo quando duas vezes à frente no placar, a intensidade que o caracterizou — semelhante ao pugilista Mike Tyson em início de carreira. O que indica o cansaço natural dos atletas rubro-negros. E a necessidade de um time misto no domingo (17) contra o Grêmio, seis dias antes da final da Libertadores (23), diante do River.
 
A terceira é o que Vanderlei Luxemburgo, revelado jogador na Gávea, falou como treinador cruzmaltino na coletiva: “Não é proibido empatar ou ganhar do Flamengo”. Não, não é. O Santos de Pelé, o Botafogo de Garrincha, o São Paulo de Telê, o Palmeiras do mesmo Luxemburgo, o Barcelona de Messi e Guardiola, o Real Madrid de Puskás e Di Stéfano, e o Flamengo de Zico também empatavam. E também perdiam. É o que se chama futebol.
 
O “Clássico dos Milhões” foi um jogaço. Como exemplo, rendeu.

 

 

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