Opiniões

Biden amplia vantagem nas primárias para disputar presidência dos EUA com Trump

 

Joe Biden ampliou hoje sua vantagem sobre Bernie Sanders nas primárias democratas e deve disputar a presidência dos EUA contra Donald Trump em novembro (Foto: Paul Vernon – AP Photo)

 

Salvo uma virada inédita nos 231 anos da democracia dos EUA, Joe Biden será o candidato democrata que disputará a eleição ao cargo mais importante da Terra, em novembro, contra Donald Trump. Hoje, o ex-vice-presidente de Barack Obama ganhou em cinco de seis estados nas primárias democratas. E ampliou sua vantagem (confira aqui) sobre o socialista Bernie Sanders.

Confirmada sua vitória, Biden terá como missão unir seu partido e seus votos para tentar impedir a reeleição do presidente republicano. Sobretudo no conservador Meio-Oeste, distante física e e mentalmente do eleitorado mais instruído das Costas Leste e Oeste dos EUA.

Para Biden ter chance de sucesso, será fundamental dar mais atenção à Saúde Pública. Foi o carro chefe da campanha de Sanders, com o qual atraiu o eleitor jovem. E terá importância redobrada com o coronavírus batendo à porta dos EUA, após paralisar a China, o Irã e parte da Europa, sobretudo a Itália.

Por sua vez, Sanders e sua aguerrida militância não poderão cometer os mesmos erros de 2016. Quando sua desmobilização e ataques à democrata Hillary Clinton foram fator determinante para dar a eleição de bandeja a Trump. Tanto mais em um país onde o voto não é obrigatório.

A esquerda terá que passar pelo centro se quiser trocar a dor de corno da “resistência” por voltar a governar. Com qualquer opção que não Trump no poder, os EUA e o mundo ficariam mais distantes do populismo da extrema-direita. Incluindo o Brasil de Jair Bolsonaro. Que seria obrigado a se enquadrar. Ou ficar isolado.

 

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