Opiniões

Ônibus com cortadores de cana de MG para usina Canabrava ficam na fiscalização

 

Ônibus com cortadores de cana de Minas Gerais para lavouras da usina Canabrava foram impedidos de prosseguir viagem na barreira sanitária entre Campos e SFI (Foto: Divulgação)

 

Na barreira sanitária entre os municípios de Campos e São Francisco de Itabapoana, na BR 356, dois ônibus com trabalhadores rurais vindos de Minas Gerais, com destino às lavouras de cana da usina Canabrava, foram interceptados por volta das 9h da manhã de hoje. E impedidos de prosseguir viagem, como parte do combate à disseminação da pandemia da Covid-19.

A ação foi iniciativa do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) e do Ministério Público do Trabalho (MPT), cujas recomendações foram acolhidas pelos municípios de Campos e SFI. Segundo informou o MPRJ, o transporte dos cortadores de cana, que iriam ficar hospedados em São Francisco, era feito sem nenhum plano de contingência ou quarentena, expondo a risco o sistema de saúde da região.

 

 

Atualização às 18h01. Com pedido de posição feito à assessoria jurídica da usina Canabrava desde o início tarde, a resposta veio às 17h45. E segue publicada abaixo:

“A Canabrava Agrícola, por meio de seu departamento jurídico, vem a público esclarecer o seu comprometimento com as boas práticas jurídicas, em especial às normas que regem a vigilância sanitária e as relativas a segurança do trabalho, preocupados não apenas em evitar a disseminação do Covid-19, mas também em manter incólumes os postos de trabalho e a renda gerada com a atividade econômica, tem envidado todos os esforços e recursos necessários para assegurar que os trabalhadores que laborarão na safra deste ano possuam todos os equipamentos de proteção necessários, bem como tenham transporte e alojamento que respeitem as normas estabelecidas pelo poder público, em especial aquelas editadas neste período de pandemia.

Neste contexto, mesmo tendo acertado com o secretário de Saúde de São Francisco de Itabapoana a forma como se daria o transporte dos trabalhadores que laborarão na safra, bem como onde ficariam hospedados, além dos cuidados que seriam adotados para garantir que não houvesse qualquer risco de contágio, o transporte que seria realizado na data de hoje foi interrompido, por determinação do MPE, MPT e Prefeituras de Campos dos Goytacazes e São Francisco de Itabapoana, acertada após reunião realizada na noite de ontem, sem qualquer prévio aviso.
Como não havia sido publicada qualquer decisão, ato, nota, decreto ou recomendação, da referida reunião, foi determinado, por iniciativa da Canabrava, que os profissionais retornassem às suas cidades de origem e lá permanecessem para a realização da rescisão do contrato de trabalho, diante da total inviabilidade da continuidade da prestação do serviço desses colaboradores, que se deu por conta dos atos praticados, em conjunto, pelos órgãos citados acima”.

 

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