Morre o advogado Fábio Lontra Costa, 73 anos, 9ª vítima fatal da Covid em Campos

 

Advogado Fábio Lontra Costa

Morreu na manhã de hoje, no Hospital Dr. Beda, o advogado Fábio Lontra Costa, de 73 anos. Até o início da noite de ontem (08), Campos tinha 6 mortes sob investigação e 8 confirmadas por Covid-19. Fabinho, como era conhecido pelos muitos amigos, foi a 9ª. Sem velório, por conta da pandemia, seu corpo será sepultado às 16h15 no Cemitério do Caju. Foi a primeira morte por Covid registrada no Beda. Ele deixa os filhos Arthur, Fernanda, Mariana e Laura. E os netos Maria Eduarda, Arthur, Augusto e Pedro Otávio.

Fabinho foi internado no Beda inicialmente por conta de uma infecção bacteriana renal. Chegou a regressar à casa, mas constatada a infecção pelo novo coronavírus, teve que voltar a se internar no hospital, até falecer na manhã de hoje. Advogado conceituado, era também respeitado e gostado fora do meio jurídico. Foi um dos tantos frequentadores tradicionais do bar e restaurante Toca dos Amigos, na rua Pero de Góis, instituição da noite campista, que encerrou as atividades em abril de 2018, com a morte de seu proprietário (relembre aqui), Roberto Alves da Costa, grande amigo de Fabinho.

Já conhecia Fabinho pela proximidade com Mariana, sua filha, também advogada, e com seu genro, o médico Luiz Otávio Enes Barreto. Mas foi na Toca dos Amigos, parando para pensar só agora na ironia da coisa, que me tornei seu amigo. Sujeito extremamente carinhoso, sempre que nos víamos, Fabinho levantava da sua mesa e me cumprimentava com um abraço e um beijo paternal no rosto, retribuídos com reverência.

São esses hábitos de afeto que a pandemia da Covid-19 levou a óbito, antes de matar um sujeito extremamente boa praça. Que dá cara à frieza dos números. E do qual, “do coração do meu coração”, guardarei grande saudade. Maior na que tomo por empréstimo do seu neto mais novo, Pedro Otávio Enes Barreto Neto, de 6 anos. Que em matéria publicada hoje na Folha, entre 18 crianças do ensino fundamental de Campos, disse (confira aqui, no antepenúltimo depoimento) sobre o que mais sentia falta durante o isolamento social da pandemia:

— Dos meus avós, tenho mais saudade ainda. Queria que o mundo não tivesse mais a Covid-19 e nem pessoas morando na rua.

Vá com Deus, Fabinho!

 

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