Reitor do IFF vê 2º turno entre Wladimir e Caio, mas não descarta definição no 1º

 

Jefferson Manhães de Azevedo, reitor do IFF, analisou as eleições dos EUA e Campos na manhã de hoje, no Folha no Ar (Foto: Folha da Manhã)

 

“A vantagem pelas pesquisas que eu vi (Wladimir Garotinho, PSD, lidera todas as registradas), e olhando as rejeições também, é possível se concluir (a eleição a prefeito de Campos) no primeiro turno? É possível. Mas não acho que essa probabilidade é a mais alta. Quanto de probabilidade? Aí eu realmente não me arrisco. Há uma possibilidade de ganhar no primeiro turno, mas acho que ela é menor do que de ser levado para o segundo turno. Se você me perguntasse: ‘Ah, Jefferson, faz uma aposta aqui: segundo turno ou primeiro turno?’ Eu me sentiria mais à vontade colocando o segundo turno, mas não descartando o primeiro. E vai depender do dia da eleição, dos movimentos, desse fechamento que vai acontecendo, inclusive mobilidade de votos, votos que às vezes estão em um candidato que está muito ruim, que não vai ganhar, e mudam para o que acha que vai ganhar, para já definir no primeiro turno. Então, isso é possível. Mas o que os números vêm mostrando, a gente vem percebendo, tudo indica Wladimir e o Caio (Vianna, PDT) em um provável segundo turno. Nas pesquisas que eu tive acesso, e a gente tem colegas candidatos a vereador, a diferença nessa eleição dos dois para os demais candidatos é grande. Wladimir e Caio são os dois nomes que se colocaram nesse processo com destaque. E tudo indica que é essa a disputa. E lá, no segundo turno, como tudo vai e dar, vai ser um ou outro? Aí entra a conjuntura dos outros candidatos”. Foi o que projetou o reitor do IFF, professor Jefferson Manhãs de Azevedo, para daqui a pouco mais de um dia, nas urnas do domingo (15) a prefeito de Campos. Ele deu entrevista ao vivo no início da manhã de hoje ao Folha no Ar, na Folha FM 98,3.

Reitor da maior instituição de ensino de Campos e região, o professor Jefferson também analisou cada um dos 11 candidatos a governar Campos a partir de 1º de janeiro de 2021:

Wladimir Garotinho — “Da minha experiência pessoal, uma pessoa que é acessível e grande facilitadora de processos no seu mandato de deputado federal. (Como candidato a prefeito de Campos) É um jovem que vai ter que mostrar que tem identidade própria, se ele quiser construir um futuro diferente”.

Caio Vianna — “Tenho poucas referências do Caio, mas vou falar do debate (do Fidesc, em 5 de novembro, em parceria com o Grupo Folha e o mais prestigiado pelos candidatos a prefeito de Campos). Parece uma pessoa muito articulada, uma pessoa que tem, pelo menos, consciência das questões. Mas também precisa da experiência prática para verificar se a fala, o discurso, e o fazer são coerentes. Eu realmente não o conheço, eu não tive essa experiência. Mas me limito a isso: um jovem que me parece muito articulado de pensamento e na proposição”.

Dr. Bruno Calil — “Desconheço. Desconheço. Não tenho nenhuma referência. Não foi ao debate do Fidesc e a nenhum outro. O que é uma postura, para mim, muito ruim para um jovem que se coloca para os desafios da sociedade, que precisa de diálogo, que precisa de discussão. Eu acho isso uma postura muito ruim. Mas não o conheço e não tenho referência”.

Rafael Diniz — “Pelo que a gente vê nas conversas com as pessoas, apesar da sua grande boa vontade, ele talvez possa não ter tomado as decisões melhores, mas um contexto que ele assumiu uma grande complexidade. E grande parte do insucesso, a partir da rejeição que aparece no meio popular, talvez não tenha se devido só a ele, mas a uma conjuntura muito difícil. Mas eu, pessoalmente, acho ele uma pessoa de muita dignidade, pelo menos no trato com a gente, de boas referências. Mas, de fato, teve uma gestão que não conseguiu superar, dentro dos limites; ou não comunicar a complexidade para que as pessoas pudessem compreender. Então isso talvez seja o indicador da rejeição que ele vem trazendo. Mas é uma pessoa que está na minha conta, do meu lidar. E fico muito sentido se o resultado das eleições confirmarem o que está posto, porque poderia ser também uma grande liderança da nossa cidade; estamos precisando”.

Professora Natália — “Uma boa surpresa, uma boa surpresa. Também não a conheço pessoalmente, não tive esse prazer. Mas vi aí, no debate do Fidesc, uma jovem com uma história de vida, com uma formação, que a credenciam a ser uma líder da nossa região. Fiquei muito impressionado com essa jovem. Não sei se ela vai ter êxito, não me parece. Mas o êxito na política não se dá no momento, se dá na história. É uma pessoa que está alavancando esperanças”.

Odisséia — “Odisséia é uma pessoa muito experimentada, uma professora, uma educadora, por quem eu tenho um carinho muito grande. Acho que ela tem todas as credenciais para exercer a função de liderança municipal. Não sei naturalmente nos números (de intenções de voto nas pesquisas), me parece que não vai ter êxito. Mas é uma pessoa que tem uma história de vida muito importante, como mulher, como sindicalista, uma pessoa com muita integridade. Pelo menos em todos os momentos que eu pude viver, ou presenciar com ela. Eu tenho uma admiração pela professora Odisséia”.

Tadeu Tô Contigo — “O Tadeu, ele é uma pessoa assim, do meu contato, sempre muito solícito, muito facilitador quando a gente (IFF) precisava de espaços e ele pode participar e ceder; uma pessoa muito atenciosa. Acho apenas que ele vem de um campo político ao qual eu não tenho uma aderência. Mas respeito profundamente porque me parece ser uma pessoa que representa um campo, seja como ele diz, conservador, mas de muitos valores, de muitas tradições importantes e necessárias. Então tem aqui o meu respeito”.

Roberto Henriques — “Roberto Henriques é uma pessoa com que a gente tem muita identidade de formação, uma pessoa muito desprendida, muito comprometida, de fato, muito honestamente com a nossa população, com a nossa cidade; uma pessoa muito articulada. Eu tenho um afeto muito grande pelo Roberto, acho que ele é um nome importante da nossa cidade. E mostrou isso ao longo do tempo, a sua coerência. Ele sempre nos pareceu uma pessoa de grande confiabilidade”.

Cláudio Rangel da Boa Viagem — “Desconheço completamente. Também não esteve no debate nosso (do Fidesc), eu não tive essa oportunidade. Não posso falar nada, porque realmente não o conheço”.

Jonathan Paes — “O mesmo, também não o conheço. Vi no debate (do Fidesc). Acho que ele é uma pessoa bem intencionada, mas me parece mais naquele campo ainda, que eu acho, na minha percepção, vai ter cada vez menos espaço na política. O respeito, naturalmente, mas o contato que tive foi só a impressão do debate e de algumas falas.  Mas acho que ele ainda precisa amadurecer um pouco nas reflexões e na abordagem, na forma que fala. As pessoas públicas, os líderes, têm que ser firmes, mas têm que ser muito cautelosos no formato, na sua ênfase e nas palavras que usam. É uma impressão muito à distância, mas é também um jovem que acredito que ao se colocar à Prefeitura mostra aí uma virtude, de se preocupar com as pessoas”.

Dra. Carla Waleska — “Não a conheço, não a conheço mesmo. Até porque ela era a vice do Beethoven (que desistiu da candidatura a prefeito por problemas de registro), que é um ex-aluno da escola (hoje, IFF) e eu conheci um pouco mais, era muito ativo lá, como aluno da escola. Mas a Dra. Waleska eu realmente não a conheço. Sei que é uma médica, uma pessoa que tem uma formação, me parece, de bastante densidade. Mas me reservo aqui o direito de falar pouco”.

 

Confira abaixo os dois blocos da entrevista com o professor Jefferson Manhães de Azevedo, reitor do IFF. O primeiro dedicado ao resultado às eleições presidenciais dos EUA. O segundo, que compôs a matéria acima, sobre as eleições municipais de Campos:

 

 

 

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