Tito Inojosa e retomada da vocação agropecurária da região no Folha no Ar desta 5ª

 

(Arte: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

A partir das 7h da manhã desta quinta (18), o convidado do Folha no Ar, na Folha FM 98,3, será o produtor rural Tito Inojosa, presidente da Associação Fluminense dos Plantadores de Cana (Asflucan). Ele falará do lançamento do projeto Fênix (confira aqui, aqui e aqui), que vida reunir e fortelecer os produtores rurais e industriais da região. Ele falará também da luta pela mudança do clima do Norte e Noroeste Fluminense para semiárido, projeto como deputado federal (confira aqui) do atual prefeito de Campos, Wladimir Garotinho (PSD), que facilitaria linhas de acesso a crédito aos produtores rurais de 22 municípios.

Por fim, o presidente da Asflucan vai analisar as parcerias da sua categoria com o Governo do Estado, com universidades e outras entidades públicas e privadas. Que visam retomar da secular vocação agropecuária de Campos, abandonada nos tempos das “vacas gordas” das receitas do petróleo, como alternativa à crise financeira do município (confira a série da Folha sobre o tema, em 11 painéis publicados entre junho e setembro de 2020, aquiaquiaquiaquiaqui, aquiaqui, aqui, aquiaqui e aqui).

Quem quiser participar ao vivo do Folha no Ar desta quinta pode fazê-lo com comentários em tempo real, no streaming do programa. Seu link será disponibilizado alguns minutos antes do início, na página da Folha FM 98,3 no Facebook.

 

Covid — Campos vai fechar novamente comércio para não colapsar rede de saúde

 

(Arte: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

Segundo fonte do alto escalão do governo Wladimir Garotinho (PSD), Campos deve fechar novamente o comércio dos serviços não essenciais do município, por conta do aumento rápido da ocupação dos leitos clínicos e de UTI das redes pública e privada para Covid-19. Uma reunião do comitê de crise será convocada emergencialmente para esta sexta-feira (19), quando a decisão deve ser oficializada, com base em critérios estatísticos e epidemiológicos que indicam a volta da Fase Amarela à Laranja. Para dar tempo aos comerciantes de se prepararem, ela deve passar a vigorar a partir da próxima terça (23).

Com a mudança de fase, a previsão inicial é de parar por uma semana, como aconteceu (confira aqui e aqui) entre 19 e 24 de janeiro. O objetivo será tentar achatar a curva de contaminação da doença, que voltou a explodir com a chegada à cidade de variantes mais agressivas do vírus, e evitar o colapso da rede de saúde do município, para não deixar doentes morrerem sem direito a atendimento. No hospital da Unimed, por exemplo, com todos seus 17 leitos de UTI, hoje já não há mais vaga para pacientes de Covid.

O crescimento exponencial da doença em Campos, é também registrado no hospital privado Dr. Beda; além dos públicos Ferreira Machado, Geral de Guarus e São José; e dos conveniados Santa Casa de Misericórdia, Álvaro Alvim, Plantadores de Cana e Beneficência Portuguesa, onde está instalado o Centro de Controle e Combate ao Coronavírus (CCC). No programa Folha no Ar de ontem (15), da Folha FM 98,3, o presidente da Sociedade Portuguesa de Beneficência de Campos, Renato Faria, já tinha alertado (confira aqui) sobre a rápido aumento da demanda de internação de doentes de Covid no CCC nestes primeiros 15 dias de março.

— Campos não é uma ilha. Com os 100% de ocupação de leitos para a pandemia no Noroeste (confira aqui) e com Macaé à beira da Fase Vermelha, Campos, que está entre os dois, tem que se preparar para não entrar também em colapso da sua rede de saúde — explicou a fonte do governo Wladimir.

Confira a taxa de ocupação dos leitos clínicos e de UTI para Covid, na rede pública, conveniada e privada de Campos:

 

(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

Leia a reportagem completa na edição da Folha da Manhã desta quarta (17).

 

Procurador Cláudio Henrique critica Moro, mas afirma: “corrupção foi incontestável”

 

Procurador Cláudio Henrique da Cruz Viana, presidente da Amperj (Foto: Bruno Ribeiro – Codcom/MPRJ)

 

“A Lava Jato teve uma grande contribuição ao país, uma grande contribuição no combate à corrupção. Seus acordos de delação que trouxeram ao país mais de R$ 4 bilhões. Isso é incontestável, independente do julgamento que se possa fazer, se o sujeito é culpado, se o sujeito é inocente. É incontestável que houve corrupção, que houve irregularidades”. Foi o que ressaltou o procurador de Justiça campista Cláudio Henrique da Cruz Viana, presidente da Associação do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (Amperj), na manhã de hoje no programa Folha no Ar, da Folha FM 98,3. Muito embora ele também tenha feito críticas ao ex-juiz federal Sergio Moro, por ter aceitado ser ministro da Justiça de Jair Bolsonaro (hoje, sem partido), após condenar seu principal adversário nas urnas presidenciais de 2018, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), tirando este da disputa que liderava em todas as pesquisas.

Cláudio Henrique também questionou a captura e divulgação de conversas nas redes sociais, grampeadas por hackers e divulgadas inicialmente no site Intercept Brasil, que parecem evidenciar a quebra de isenção de Moro como juiz da 13ª Vara Federal de Curitiba, ao trabalhar em parceria com o Ministério Público Federal na investigação e denúncia de vários políticos e empresários durante os governos do PT. Entre eles o ex-presidente Lula, que teve todas suas condenações na Lava Jato anuladas pelo ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), no último dia 8. Para o procurador, mesmo que as conversas sejam verdadeiras, elas contaminam mais a atuação do então juiz federal, do que dos procuradores da República:

— Essas gravações que acabaram circulando (no caso que ficou mais conhecido como Vaza Jato), tem duas coisas que acho importante dizer. Primeiro na forma. É muito grave que conversas privadas, seja lá de qualquer pessoa, possam ter seu sigilo telefônico violado. E por aí a gente pode pensar inúmeras hipóteses, pois hoje, em um telefone celular, quanta informação existe ali pessoal? E isso vir à tona e ser usada publicamente. Deixando as paixões de lado, e hoje a gente vive uma polarização muito grande, aquela coisa do Fla-Flu, mas de uma forma objetiva, isso é muito grave. Representa uma quebra de regra do que está no artigo 5º da Constituição e trata das garantias fundamentais, da proteção do cidadão contra o arbítrio do Estado. O segundo ponto é o conteúdo das conversas, que ninguém sabe se é totalmente verdadeiro, ou se há alguma edição ali. Agora é claro que, a se interpretar alguns trechos das conversas, eles contaminam muito mais o juiz, do que os procuradores.

O presidente da Amperj criticou a individualização da Lava Jato na figura de Sergio Moro, que condenou Lula à prisão, tirando-o da disputa presidencial de 2018 pela Lei da Ficha Limpa, após a ratificação da sentença pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4). E considerou mais grave, em prejuízo à Lava Jato, Moro ter largado a magistratura para aceitar ser ministro da Justiça do principal beneficiado político-eleitoral da sua decisão enquanto juiz, o presidente Jair Bolsonaro (hoje, sem partido). O procurador concordou com a associação do fato à ultima fala do filme “Advogado do Diabo” (1997, de Taylor Hackford), onde Lúcifer diz pela boca do ator Al Pacino: “De todos os pecados que inventei, a vaidade sempre foi o meu preferido”:

— Não podia o juiz que estava à frente de um processo com essa envergadura, com essa importância, com a repercussão política tinha naquele momento, um ex-presidente da República, que era um candidato forte naquela eleição, ele foi tirado do processo político. Independentemente do mérito, se merecia ou não (a condenação). E aí aquele juiz, o grande responsável por isso, em seguida se mostra aliado do grande opositor, do grande interessado, para não dizer o grande beneficiado da retirada do outro candidato, e assume um cargo. A gente costuma dizer no Direito que um juiz, ele não basta ser honesto; ele tem que parecer honesto. Igual à mulher de César (que cunhou o ditado, em 63 a.C.). Então as causas de suspeição de um juiz, pelas regras do Código de Processo, passam por aí. É preciso que fique clara a posição do juiz, no sentido de ser imparcial. Acho que aquilo foi muito prejudicial, sim, à credibilidade da Lava Jato. Eu também gosto muito dessa parte do filme: a vaidade; a vaidade realmente é uma questão do ser humano. E, por causa dela, muitas vezes se desvia totalmente do melhor caminho.

Ainda assim, para Cláudio Henrique, não é verdadeira a tese da esquerda brasileira, sobretudo da lulopetista, de que a Lava Jato teria “matado o cachorro, para matar as pulgas”. A afirmação se dá como crítica pela punição também às empresas, não apenas às pessoas físicas dos donos das principais empreiteiras do país, que se organizaram em cartel para movimentar um gigantesco esquema de corrupção nos governos do PT. Sobre a pergunta se seria possível condenar apenas o CPF, da pessoa física, preservando o CNPJ, da pessoa jurídica, o procurador respondeu:

—  A grande corrupção, inevitavelmente, ela passa pelo CNPJ. Não é um cidadão que, isoladamente, está nos grandes esquemas de corrupção do país. A gente não pode generalizar, demonizar os empresários como um todo. Às vezes a gente ouve alguns empresários reclamando do próprio Ministério Público, das regras do Estado, questões tributárias. E, quanto mais burocrático o Estado, isso favorece também a corrupção. Não que justifique, óbvio, mas acaba favorecendo. Eu não acho, sinceramente, que a Lava Jato tenha quebrado empresas. O que pode ter quebrado empresas foram as opções que os dirigentes delas fizeram. Tanto que você percebe que hoje, mais do que nunca, ganham força os sistemas de compliance (“estar em conformidade com as leis”). Talvez a Lava Jato tenha ajudado nisso também, nessa consciência dos rumos que as empresas precisam ter sob o ponto de vista da legalidade e da ética.

 

Confira abaixo, em três blocos, os vídeos da entrevista do procurador Cláudio Henrique da Cruz Viana, presidente da Amperj, ao Folha no Ar:

 

 

 

 

Covid e vacinação, no Brasil e Campos, com Nélio Artiles no Folha no Ar desta 4ª

 

(Arte: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

A partir das 7h da manhã desta quarta (17), o convidado do Folha no Ar, na Folha FM 98,3, é o médico infectologista Nélio Artiles. Ele falará sobre a terceira troca no ministério da Saúde (confira aqui, aqui e aqui) durante a pandemia da Covid, com a esperada manutenção da política anticiência do presidente Jair Bolsonaro na condução da crise sanitária. Que já matou quase 280 mil brasileiros até o presente momento, com média móvel de 1.841 mortos/dia.

Nélio falará também das mutações do vírus orginal Sars-CoV-2, inclusive no Brasil, que hoje é o epicentro da doença no mundo, e das consequências desta condição a Campos. Por fim, o experiente infectologista analisará a falta de vacinas no país, fruto da desorganização do governo federal na sua aquisição dos diferentes fornecedores, além da política de vacinação adotada (confira aqui) para os campistas.

Confira abaixo o vídeo feito na manhã de hoje, que mostra impressionante extensão da fila para vacinação dos idosos de Campos, entre 79 e 75 anos, na Uenf:

 

 

Quem quiser participar ao vivo do Folha no Ar desta quarta pode fazê-lo com comentários em tempo real, no streaming do programa. Seu link será disponibilizado alguns minutos antes do início, na página da Folha FM 98,3 no Facebook.

 

Beneficência não vai demitir e CCC revela avanço rápido da Covid em Campos

 

Renato Faria, presidente da Sociedade Portuguesa de Beneficência de Campos (Foto: Folha da Manhã)

 

A Beneficência Portuguesa de Campos não vai demitir funcionários para atender à demanda do Hospital Geral de Guarus (HGG), que passará por obras de reforma, ainda sem data definida. E, instalado desde 30 de março de 202o (confira aqui) no centenário hospital filantrópico, o Centro de Controle e Combate e Controle do Coronavírus de Campos (CCC) serve para medir o rápido avanço que a pandemia da Covid teve na cidade em março, com a chegada de variantes mais agressivas do vírus original. No dia 1º do mês, o CCC tinha 10 dos seus 40 leitos clínicos ocupados, com 10 internados também nos seus 26 leitos de UTI. E hoje, apenas 15 dias depois, a ocupação já chegou a 31 leitos clínicos, restando nove vagas, enquanto a UTI já tem 23 internados, com espaço para receber só mais três. Foi o que revelou no início da manhã de hoje, no programa Folha no Ar, da Folha FM 98,3, o empresário Renato Faria, presidente da Sociedade Portuguesa de Beneficência de Campos:

— Nenhum funcionário da Beneficência será demitido em virtude da chegada dos pacientes do HGG. Essa confusão toda surgiu de uma situação em que a administração nova (Wladimir Garotinho, PSD) precisa dar uma solução ao que está acontecendo no HGG, que segundo o relato deles é muito grave. Mas qualquer coisa que implicasse em desativar serviço médico e demissão de funcionário (na Beneficência), a gente não queria. Colocamos isso para a Prefeitura e a Prefeitura ouviu. Eles reformularam a proposta para que essa demanda do HGG, em casos de internação, seja redistribuída a todos os hospitais contratualizados. Estamos aguardando a Prefeitura para discutir a parte técnica com os hospitais — explicou Renato.

Ele também falou sobre o agravamento da pandemia da Covid com as novas variantes do vírus, com características diferentes e, que segundo ele, estariam só começando a chegar em Campos. E de como a taxa de ocupação dos leitos clínicos e de UTI do CCC, revela o crescimento da doença na cidade nos últimos 15 dias:

— Estamos em um momento muito preocupante em relação ao coronavírus. Porque essa dita nova onda tem características próprias de maior virulência, ela atinge pessoas mais novas, tem uma gravidade maior. Na primeira onda (com o vírus original, antes das mutações registradas na África do Sul, no Reino Unido e no Brasil), o máximo que teve foi 1.800 mortes por dia (no país). Agora nós estamos vendo morrer 2.300 pessoas em um único dia no Brasil. E está começando a chegar em Campos. É importante a gente se preparar para esse aumento e falar para a população se cuidar. A vacina está chegando, devagar, mas está chegando. Esta semana (Campos) vai estar vacinando as pessoas de 79 a 75 anos, que é um grupo de risco. A gente tem que se preservar, fazer distanciamento social, usar máscara, lavar as mãos. No CCC, nós temos 40 leitos clínicos. No dia 1º de março, tinham 10 pessoas internadas e 30 leitos vagos. Hoje, temos 31 leitos clínicos ocupados e nove leitos vagos. Isso em 15 dias. De UTI, dos 26 leitos, nós tínhamos 10 leitos ocupados (em 1º de março). E hoje temos 23, com apenas três vagas de UTI. É muito rápido! — alertou o presidente da Sociedade Portuguesa de Beneficência de Campos.

 

Confira abaixo os três blocos da entrevista de Renato Faria, da Beneficência Portuguesa de Campos, ao Folha no Ar da manhã de hoje:

 

 

 

 

Covid, Lava Jato e Amperj com procurador Cláudio Henrique no Folha no Ar desta 3ª

 

(Arte: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

A partir das 7h desta terça (16), o convidado do Folha no Ar, na Folha FM 98,3, é o procurador de Justiça campista Cláudio Henrique da Cruz Viana, presidente (confira aqui) da Associação do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (Amperj). Ele falará do papel do Ministério Público no combate à pandemia da Covid-19 e como entende que vem sendo desempenhado, no país e no Estado do Rio.

Cláudio Henrique também analisará a ascensão, apogeu e declínio da operação Lava Jato. Sobretudo após o ex-juiz federal Sergio Moro ter aceito (confira aqui) ser ministro da Justiça no governo Jair Bolsonaro (sem partido), no qual foi fritado até pedir para sair (confira aqui), fazendo denúncias de tentativa de interferência do presidente na Polícia Federal (PF). Além da recente decisão do ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), anulando (confira aqui) as condenações da Lava Jato ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Por fim, o procurador vai falar da sua trajetória promotor de Justiça de Campos ao Rio, da sua promoção a procurador, do papel da Amperj que preside e da possibilidade de se candidatar mais uma vez à Procuradoria Geral de Justiça do Estado do Rio. Ele concorreu ao cargo em 2016 (confira aqui), ficando em segundo lugar, atrás do atual procurador-geral fluminense, Eduardo Gussem.

Quem quiser participar ao vivo do Folha no Ar desta terça pode fazê-lo com comentários em tempo real, no streaming do programa. Seu link será disponibilizado alguns minutos antes do início, na página da Folha FM 98,3 no Facebook.

 

CCC, Beneficência e HGG com Renato Faria no Folha no Ar desta 2ª

 

 

A partir das 7h da manhã desta segunda (15), o convidado do Folha no Ar, na Folha FM 98,3, é o empresário Renato Faria, presidente da Sociedade Portuguesa de Beneficência de Campos. Ele falará do papel que o Centro de Controle e Combate ao Coronavíruus (CCC), que passou a funcionar no Hospital de Beneficência Portuguesa de Campos em 30 de março do ano passado (relembre aqui), teve e tem no combate à Covid-19 entre os governos municipais Rafael Diniz (Cidadania) e Wladimir Garotinho (PSD).

Renato também falará sofre a situação real do enfretamento à pandemia em Campos. E falará de uma possibilidade que tem criado polêmica, sobretudo entre a categoria médica da cidade: a possibilidade de ocupação de parte da Beneficência (confira aqui), por parte da saúde pública municipal, com os pacientes do Hospital Geral de Guarus (HGG), que deve ser fechado para reformas ainda sem data de início em sua estrutura física.

Quem quiser participar ao vivo do Folha no Ar desta segunda pode fazê-lo com comentários em tempo real, no streaming do programa. Seu link será disponibilizado alguns minutos antes do início, na página da Folha FM 98,3 no Facebook.