Código Tributário — Helinho e Matoso respondem aos Garotinho

 

Helinho Nahim, Rogério Matoso e Wladimir Garotinho (Montagem: Joseli Mathias)

 

Criticados (confira aqui) pelo prefeito Wladimir Garotinho (PSD), o ex-vereador Thiago Virgílio (Pros) e o ex-governador Anthony Garotinho (sem partido), alguns ex-secretários do governo Rafael Diniz (Cidadania) e hoje vereadores contrários ao novo Código Tributário, que será votado e (confira aqui) deve ser aprovado hoje, reagiram antes da votação aos ataques:

— A pior coisa é as pessoas não admitirem que erram. E aí começam a atacar, mentindo para tentar esconder todos os erros que cometeram. Erros estes que foram mexer em gratificação de médico, deixar de pagar a insalubridade a um grande número de pessoas, retirar o vale alimentação a mais de três mil servidores e aumentar os impostos, como eles querem e vão tentar ainda hoje. Sobre o governo Rafael, eu trabalhei no Entretenimento e Lazer. Tudo que for ligado a esta pasta e que quiserem me questionar, não só o atual governo, como qualquer cidadão, têm total direito de fazer isso. Agora, querer falar sobre outras pastas do governo Rafael, não poso responder, porque não tive nenhuma participação em qualquer setor, que não o Entretenimento e Lazer — explicou o vereador Helinho Nahim (PTC), primo de Wladimir e ex-secretário de Entretenimento e Lazer de Rafael.

— Estão falando coisas que não têm nexo. Fiz parte do governo Rafael e fui julgado pelas urnas, que me elegeram novamente vereador. Apoiei Bruno Calil (SD, ex-candidato a prefeito) no primeiro turno e subi no palanque de Wladimir no segundo turno, quando ele teve mais 7.400 votos na “pedra”. E torço para que seu governo dê certo. Só sou contra essa proposta de novo Código Tributário. Basta olhar o passado recente, quando Garotinho, Rosinha (Pros), Cabral (MDB) e Pezão (MDB) estavam no mesmo palanque. E, no governo, todos aumentaram tributos, quando o Estado do Rio perdeu muito investimentos. Campos é um município limítrofe do Espírito Santo, que tem metade do ICMS e estimula lá o setor produtivo, inclusive com empresas que estavam antes instaladas em território fluminense. Quando a tributação é menor, isso aumenta os investimentos, cria empregos e fluxo no caixa da Prefeitura. Aumentar os impostos, sobretudo em um momento de grave crise econômica, por conta da pandemia da Covid, aumenta a inadimplência, as portas de comércio fechadas, como já vemos em Campos — alertou o edil Rogério Matoso (DEM), ex-superintendente de Trabalho e Renda de Rafael.

Outros três outros ex-sceretários de Rafael, criticados pelos Garotinho pela posição contrária à proposta do Código Tributário, os vereadores Abdu Neme (Avante), Nildo Cardoso (DEM) e Raphael Thuin (Cidadania) não retornaram os contatos.

 

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Este post tem um comentário

  1. Cesar Peixoto

    Votei nesse prefeito, mas não aprovo esse aumento de imposto nesse momento de pandemia, ele tem que buscar uma outra alternativa para solucionar o problema.

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