Descontrolado, Bolsonaro agride repórter e ABI pede sua renúncia

 

 

 

NOTA OFICIAL DA ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE IMPRENSA (ABI) — RENUNCIE, PRESIDENTE!

Descontrolado, perturbado, louco, exaltado, irritadiço, irascível, amalucado, alucinado, desvairado, enlouquecido, tresloucado. Qualquer uma destas expressões poderia ser usada para classificar o comportamento do presidente Jair Bolsonaro nesta segunda-feira (ontem, 21/06), insultando jornalistas da TV Globo e da CNN.

Com seu destempero, Bolsonaro mostrou ter sentido profundamente o golpe representado pelas manifestações do último sábado. Elas desnudaram o crescente isolamento de seu governo.

Que o presidente nunca apreciou uma imprensa livre e crítica, é mais do que sabido. Mas, a cada dia, ele vai subindo o tom perigosamente. Pouco falta para que agrida fisicamente algum jornalista.

Seu comportamento chega a enfraquecer o movimento antimanicomial – movimento progressista e com conteúdo profundamente humanitário. Já há quem se pergunte como um cidadão com tamanho desequilíbrio pode andar por aí pelas ruas.

Mas a situação é ainda mais grave: esse cidadão é presidente de um país com a importância do Brasil.

Diante da rejeição crescente a seu governo, Bolsonaro prepara uma saída autoritária e, mesmo a um ano e meio da eleição, tenta desacreditar o sistema eleitoral. Seu objetivo é acumular forças para a não aceitação de um revés em outubro de 2022.

É preciso que os democratas estejam alertas e mobilizados.

Diante desse quadro, com a autoridade de seus 113 anos de luta pela democracia, a ABI reitera sua posição a favor do impeachment do presidente. E reafirma que, decididamente, ele não tem condições de governar o Brasil.

Outra solução – até melhor, porque mais rápida – seria que ele se retirasse voluntariamente.

Então, renuncie, presidente!

 

Paulo Jeronimo

Presidente da ABI

 

Publicado aqui no site da ABI

 

 

Confira no vídeo abaixo, do site Poder360, ligado ao mercado financeiro, como o presidente Jair Bolsonaro foi recebido ontem por populares nas ruas de Guaratinguetá (SP), antes de mandar “calar a boca” a jornalista mulher que lhe perguntou sobre o uso da máscara e o fato de não ter se solidarizado com mais de 500 mil mortos pela Covid-19 no Brasil:

 

 

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